17 de março de 2015

Os EUA são o Império Romano revivido?


Os EUA são o Império Romano revivido?

Chuck Baldwin
A profecia bíblica prediz que o Império Romano será restabelecido no futuro. Muitos que estudam a Bíblia, inclusive eu, presumiam que esse futuro império do mal viria da velha Europa. É ainda possível que o surgimento da União Europeia será o cumprimento dessa profecia.
Entretanto, durante os últimos 50 anos, são os Estados Unidos da América, mais do que qualquer nação europeia, que têm revelado uma inclinação para agir como donos do mundo. Tal atitude está levando os EUA à iminência de condição de império.
O desejo de dominar o mundo certamente não é novo. Desde o início da história humana, tiranos de todos os credos e cores tentaram impor sua autoridade no mundo inteiro. Alguns chegaram a ter sucesso — por algum tempo. No final, porém, todos os impérios estão condenados ao desastre, pois só Deus é dono e soberano e Ele não repartirá Sua soberania com nenhum homem.
Imperadores da antiguidade eram em grande parte motivados pelo desejo de ter poder e domínio. Os aspirantes a imperadores de hoje parecem ser motivados pelo desejo de ter riquezas. Em ambos os casos, um imperador é um imperador, e todo imperador é inimigo da liberdade.
Desde o tempo da torre de Babel até hoje, o plano sólido de Deus é que as nações permaneçam livres e independentes. A medida em que dão as costas para Deus, as nações se tornam escravas de homens que perderam sua liberdade e sua independência.
O princípio da independência é o alicerce principal da República dos EUA. Esse princípio foi expresso com clareza nos documentos da fundação dos EUA e nas declarações de seus fundadores.
Em seu primeiro discurso de posse, James Madison, “Pai da Constituição dos EUA” e o quarto presidente dos EUA, disse sobre o papel dos EUA: “Valorizar a paz e as relações amistosas com todas as nações que têm disposições correspondentes; manter neutralidade sincera para com as nações que estão em guerra; manter-se afastado de intrigas de outros países e não tomar partido de outros países; promover um espírito de independência pretensamente perfeito, mas invadindo os direitos dos outros, [e] orgulhoso demais para entregar seus próprios direitos.” Os sentimentos de Madison refletiam a filosofia dos fundadores dos EUA como um todo.
É óbvio que os modernos políticos americanos repudiaram totalmente essa filosofia. Em vez disso, os líderes americanos continuam a agravar o processo de levar os EUA a intrigas cada vez maiores com outros países e a tomar partido.
A lista de ditadores e assassinos que o governo dos EUA tem apoiado e então destruído é longa demais para contar. Por exemplo, foi a CIA dos EUA que inicialmente treinou e armou Osama Bin Laden e a al-Qaeda. Agora, os EUA precisam enviar soldados para lutar e morrer tentando matá-los.
Além disso, os Estados Unidos são o maior negociante de armas do mundo. Isso significa que quando os soldados americanos confrontam seus inimigos, as armas usadas contra eles foram muitas vezes fornecidas pelo próprio governo dos EUA! As tropas americanas também estão presentes em 100 países estrangeiros. Com acerto, Charley Reese comentou que os EUA têm “um governo nacional que tem gradualmente se desenvolvido num império em permanente estado de guerra.”
A nação independente e neutra imaginada e criada pelos fundadores dos EUA está morta. Os EUA se tornaram um Big Brother global intrometido que deseja tornar o mundo seguro para negociantes internacionais. Os políticos americanos não são líderes nacionais; eles são peões e otários a serviço de um novo império que está surgindo.
Se os EUA não se transformarem no Império Romano revivido das profecias não é por falta de tentativas dos americanos.
Traduzido por Julio Severo do artigo do NewswithViews: Is America the Revived Roman Empire?
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10 comentários :

Elias disse...

Ótimo artigo, Júlio.
Há muito tempo que eu vejo os EUA como uma nova Roma.
Assim como Roma foi uma República inicialmente voltada apenas para si mesma, o mesmo valia para os EUA.
As origens da fundação da República Romana e da República dos EUA são similares - ignorando o fato das origens pagãs de Roma (mas não esquecendo que os EUA também tiveram parte de suas origens na maçonaria).
Acredito que a idéia dos Founding Fathers dos EUA por trás da criação de seu novo país, livre do domínio britânciao, teve muita inspiração na fundação da República Romana (que se livrou do domínio etrusco).
Mas, assim como pouco a pouco a República Romana crescia em poderio político e expandia suas fronteiras, pondo em cheque as instituições republicanas que se mostravam insuficientes para controlar o vasto território e o crescente poderio das forças armadas, o mesmo vem ocorrendo com os EUA.
A República Romana chegou ao fim após se tornar senhora absoluta do Mediterrâneo e praticamente a única superpotência do mundo antigo.
Os EUA estão destinados a seguir o mesmo caminho de Roma, já que se arrostam à posição de única superpotência do mundo e com planos de moldar o mundo todo.
Os EUA já tem sua ideologia para se converter em império.
O Júlio já publicou um artigo em que essa ideologia era chamada pelo nome: Ocidentalismo. Não lembro se foi o Pat Buchanan quem mencionava o termo.
É uma ideologia revolucionária, do mesmo modo que o socialismo, acreditando piamente que o mundo é seu e que é sua missão concentrar cada vez mais poder para implementar um "império de virtudes".
Basta apenas surgir um novo "César" para acabar de vez com os últimos traços de República nos EUA e instaurar de vez um governo imperial.
Não. Não acredito que será Obama quem fará essa transição definitiva. Mas acredito que em no máximo 2 décadas a República dos EUA cairá em definitivo, ascendendo em seu lugar um governo imperial arrogante e que não se farta, assim como a morte.
A arrogância americana levará a nação fatalmente ao caminho da Torre de Babel, querendo erguer-se até os Céus e em desafio a Deus.

Elender Góis Gallas disse...

Caro Julio Severo, parabéns amigo. Os adventistas sustentam esta posição (Os EUA como a besta do Apocalipse 13) desde sua fundação, quando os EUA não estavam nem entre as 10 potências mundiais.
sugiro que adquira o livro "O Último Império" para mais detalhes.

https://www.cpb.com.br/produto/detalhe/13171/o-ultimo-imperio



Este livro mostra como o processo de fundação dos Estados Unidos provê importantes dados para iluminar a interpretação adventista de Apocalipse 13. Além disso, esclarece o atual panorama sociopolítico da nação e as perspectivas futuras.

Esta leitura ajudará você a entender melhor a lógica das profecias bíblicas como revelações por parte do Deus verdadeiro que conhece e comanda a história.

Anônimo disse...

Julio, respeito esse ponto de vista, mas que tal da uma olhada no avanco do Isla?

Anônimo disse...

E quem é que vc acha que está axpandindo mundialmente o islamismo bem dentro da Casa Branca?

Anônimo disse...

Os Estados Unidos veio da Europa. A profecia vale!

Thiago disse...

Eua: besta da terra
Ue: besta das águas
Isla: falso profeta
Israel: sinagoga de Satanás
Roma: a grande prostituta

Anônimo disse...

EUA e o seu totalitarismo ,eu governo o mundo e todos se renderao a mim e ai daquele que me afrontar, sera destruido com mentiras e maquinaçoes.Silvia

Leandro disse...

Acho que chegamos no equivalente ao imperador Honório...
Depois, é ladeira abaixo.

Marcos disse...

A resposta é simples: não.

O Império Romano revivido será o ressurgimento da Europa unificada, como nos tempos dos apóstolos.

Anônimo disse...

O feminismo também veio da Europa e está destruindo a sociedade, colocando mulheres contra homens, do jeito que o Diabo gosta.