29 de março de 2015

Agência da ONU Quer que Países Tenham Menos Filhos Enquanto Estão Envelhecendo


Agência da ONU Quer que Países Tenham Menos Filhos Enquanto Estão Envelhecendo

Dra. Rebecca Oas
NOVA IORQUE, 27 de março (C-Fam) Enquanto muitos países estão lidando com declínio da fertilidade, envelhecimento populacional e até perda de população, os promotores do controle populacional querem usar uma conferência próxima da ONU para tornar a redução da fertilidade uma prioridade da ONU para o futuro imediato.
Uma comissão da ONU se reunirá em abril para debater as implicações da “dinâmica populacional” para a nova agenda de desenvolvimento global que será lançada por líderes mundiais neste setembro.
No passado, a Comissão de População e Desenvolvimento (CPD) promovia a contracepção em regiões de fertilidade elevada na África e Sudeste asiático. A versão preliminar da resolução deste ano parece repetir essa abordagem.
Comenta acerca dos “benefícios potenciais de desenvolvimento do declínio da fertilidade,” citando a possibilidade de um “dividendo demográfico” muito louvado de índices de natalidade mais baixos. Pede investimentos em direitos reprodutivos e saúde sexual e reprodutiva em múltiplos parágrafos, e alerta quanto a protuberantes populações de jovens.
Enquanto isso, o documento ignora a crise crescente de envelhecimento populacional em países com fertilidade abaixo do nível de substituição, e faz vista grossa aos desafios emergentes enfrentados por países que estão envelhecendo antes de chegarem a ter uma chance de se desenvolver.
O Fundo de População da ONU (FNUAP), que maneja influência desproporcional com seu orçamento de 1 bilhão de dólares, faz pressões ativas sobre os governos antes da comissão a cada ano.
Numa recente viagem ao Japão, o diretor do FNUAP foi indagado o que ele achava acerca da nação mais idosa do mundo.
“Penso que é importante que o que o Japão tem feito e realizado não seja visto como negativo,” o Dr. Babatunde Osotimehin disse.
“Deveria ser visto como positivo em termos de como os investimentos certos foram feitos e como a democratização e a boa governança têm permitido que as pessoas cheguem aonde estão.”
Osotimehin se referiu ao Japão como “laboratório” para avaliar estratégias para lidar com uma população que está envelhecendo. Mas os riscos são mais elevados do que simples experimentação. Os países pobres em que serviços sociais estão já sobrecarregados ou quase inexistentes estão de forma especial preocupados que não poderão reverter os efeitos de décadas de rápido declínio de fertilidade.
De acordo com Kaja Jurczynska da entidade Population Action International, uma sociedade idosa é uma “história de sucesso humano” em que a assistência melhorada de saúde reduz mortes evitáveis e aumenta a expectativa de vida.
Esse otimismo ignora outra força que está fazendo subir a idade média, isto é, fertilidade reduzida, que há muito é o foco da política populacional da ONU.
A versão preliminar da resolução exorta os governos a lidar com o envelhecimento, mas não discute os perigos de sociedades que estão envelhecendo rapidamente, tais como insuficientes profissionais de saúde para idosos sem filhos, forças de trabalho decrescentes e preocupações de segurança nacional.
Considerando os danos potenciais e benefícios desiguais da redução da fertilidade, uma pergunta importante é se dá para se reverter índices de natalidade enquanto a fertilidade mergulha abaixo do nível de substituição.
Num forum patrocinado pelo FNUAP em 2011 na Tailândia, o professor japonês Noriko Tsuya avisou as autoridades que “logo que o declínio populacional começa, não dá para simplesmente você pará-lo com facilidade.” Najib Assifi, representante do FNUAP, expressou preocupação de que o rápido desenvolvimento econômico da Tailândia poderia ser cortado por sua taxa de natalidade que está caindo de modo vertiginoso: “Quem trabalhará nas fábricas do futuro?”
Enquanto os preparativos da conferência começam, o foco da atenção é a África, onde a fertilidade permanece elevada.
No último final de semana, o FNUAP realizou um retiro para delegados africanos que trabalham em questões de desenvolvimento para persuadi-los a apoiar a abordagem centrada na contracepção do FNUAP para as políticas populacionais.
Certo delegado zombou e desprezou os esforços para fazer os africanos embarcar na agenda de controle populacional. “Eles acham que escutaremos ao Dr. Osotimehin porque ele é um de nós,” disse ele. Osotimehin é nigeriano, e pai de cinco.
Tradução: Julio Severo
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:
Quem sustentará os idosos?

6 comentários :

ELISEU disse...

Não sei se a minha opinião vai ser muito apropriada (ou muito pertinente) para o assunto deste artigo, mas eu vou dizer exatamente o que eu penso (me corrijam se eu estiver errado).

Alguém, certa vez, disse uma coisa muito certa: "O mundo será o que forem as suas famílias". Um dos principais pilares da manutenção da família é o casamento. Se o casamento é destruído, a família também será (e as conseqüências serão nocivas tanto para a família em si, como também para o mundo inteiro).

O que acontece hoje? Devido à propagação (e à promoção) do homossexualismo, do feminismo, e também de todo tipo de imoralidade em todo o mundo (inclusive aqui no Brasil), a própria estabilidade da família já está seriamente ameaçada. Em outras palavras: o próprio conceito de família já foi totalmente distorcido do seu sentido original. Em virtude isso, algumas duplas de homossexuais querem, a todo e qualquer custo, ser reconhecidos como "casal" ou "família"!

Segundo alguns dicionários, família significa "casal formado pela união de um homem com uma mulher (e dos filhos resultantes dessa mesma união)". Por isso, um dupla de homossexuais (2 homens ou 2 mulheres) jamais poderá ser vista como casal ou família. É somente dupla (e nada mais)!

Muitas mulheres (principalmente as defensoras do feminismo) simplesmente abominam a idéia do casamento (e, conseqüentemente, de constituir família). Tanto que teve uma que me disse sem a mínima cerimônia: "Para que eu vou passar o resto da minha vida com um homem controlando a minha vida (e com crianças para me dar preocupação)? Eu quero ser independente, viver intensamente (sem ter que dar satisfação da minha vida a ninguém), alcançar a minha realização profissional (e financeira), não quero ficar submissa a ninguém! Casamento e filhos? Nem em sonho!". A moda hoje é "ficar", ou seja, ter um relacionamento despretensioso (sem qualquer tipo de responsabilidade ou compromisso). Em outras palavras: não está mais existindo nenhum desejo de se constituir família.

A diminuição do número de casamentos (e também de famílias constituídas) tem trazido conseqüências graves em todo o mundo: mais homens solteiros, mais mulheres solteiras, mais gays, e mais lésbicas. Isso sem contar os divórcios, e também as crianças que nascem ou crescem em lares desfeitos ou desajustados (além das que vivem em outras famílias, por serem filhos de pais separados). E nem precisar falar das que são "adotadas" ou "criadas" por duplas de homossexuais!

Mas o pior disso tudo é a queda da taxa de natalidade. Só para que todos daqui tenham uma idéia disso, a China já está começando a sentir na própria pele as conseqüências do rígido controle de natalidade imposto a todos os seus cidadãos: está havendo falta de pessoas no mercado de trabalho. Além da China, alguns especialistas já alertaram que a Europa está passando por um processo muito rápido de envelhecimento populacional (inclusive já há casos de alguns países europeus com um alto índice negativo de novos nascimentos). E a tendência, pelo jeito, é que esta situação continue a se agravar cada vez mais (caso não seja tomada nenhuma providência imediata).

Diante de tudo que foi apresentado aqui, eu pergunto a todos:

– O que podemos fazer para mudar (ou tentar reverter) este quadro?

– O que podemos fazer para salvar o casamento e a família (que, como já se ouviu dizer por aí, são consideradas por muitos como instituições falidas)?

Espero uma resposta sensata de alguém daqui na primeira oportunidade.

Anônimo disse...

O casamento é um plano de Deus. Satanás quer destruir a família por esse motivo. Por outro lado, é necessário que o mundo piore, para que a Palavra de Deus seja cumprida. A soberania de Deus permite ataques à família, mas a igreja sobreviverá. Humanamente falando, devemos fazer a nossa parte, mas devemos, como povo de Deus, estar preparados para viver em um mundo que está no maligno.

Nil disse...

Òtimo Artigo do IMB

O mito do superpovoamento e a obsessão com o controle populacional

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2060

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Júlio e demais leitores divulguem este vídeo da opositora venezuelana Maria Corina. è muito importante.
"Opositora venezuelana grava vídeo que alerta e inspira resistência no Brasil. "

http://www.folhapolitica.org/2015/03/opositora-venezuelana-grava-video-que.html#more


O Sousa da Ponte - João Melo de Sousa disse...

Eliseu:

É um problema muito complicado. A população nos últimos duzentos anos dobra de tamanho cada vez num espaço de tempo menor.

Os recursos do planeta são limitados.

Se a população continua a crescer a este ritmo não vai haver recursos disponíveis.

Quando Portugal chegou ao Brasil a população portuguesa não chegava a 400 000 pessoas.

Foi crescendo lentamente até ao século XVIII.

Com a revolução industrial , vacinas e ciência em geral cresce para 11 000 0000.

Portugal não possui recursos naturais para outras duplicações rápidas de população.

Já não temos florestas naturais quase nenhumas, os recursos hídricos já apresentam problemas e a agricultura começa a degradar os solos.

O mesmo se passa em todo o mundo.

Se a população continua a crescer a este ritmo em 15 anos seremos 12 mil milhões e em 30 anos 24....

Repare nos problemas de água de S. Paulo.

Penso que o envelhecimento da população, com todos os problemas associados, é menos grave que populações enormes a lutarem por um pouco de água.

Quando a população europeia explodiu nos séculos XVIII, XIX e XX podemos explorar territórios virgens em África e nas Américas.

Agora não há mais para onde ir e não me parece que a exploração de outros planetas seja viável.

Temos de viver aqui e já estamos no limite , ou mesmo um pouco acima , dos recursos disponíveis.

Eu pessoalmente prefiro vir a ser um idoso no meio duma população envelhecida mas com recursos para todos do que ter que andar de kalashnikov na mão a lutar por um litro de água ou uma coxa de galinha.

Gisele disse...

Senhor Souza disse: “Eu pessoalmente prefiro vir a ser um idoso no meio duma população envelhecida mas com recursos”.
Ora, recursos para um idoso de nada valem se não houver mãos jovens para usá-los e administrá-los. Velhos são cuidados pelos mais jovens. Eu não vou criar os meus filhos para alimentar e administrar recursos para alguém que quer um mundo para velhos, mas não para jovens. Senhor Souza, a Holanda está resolvendo o problema de recursos limitados com a eutanásia, eliminando os velhos, os doentes e os deficientes. É a solução dos Sousas da vida…

Anônimo disse...

se diminuir ainda mais a natalidade no brasil o país some do mapa