27 de março de 2015

A legitimidade da proposta de boicote sugerida por Feliciano


A legitimidade da proposta de boicote sugerida por Feliciano

Fabio Blanco
O pretexto de liberdade, quando defendida por meio da crítica à liberdade alheia, não passa de um simulacro. O que ele esconde, na verdade, é o espírito intolerante, incapaz de conviver com as escolhas daqueles que pensam de uma maneira que não se encaixa nos padrões politicamente corretos.
Marco Feliciano
Os pensadores de esquerda são pródigos, em seus discursos, na promoção de uma liberdade que contempla apenas aqueles que defendem ideias que lhes agradem. Mas os liberais modernos e até alguns conservadores também têm cometido esse erro, confundindo respeito à liberdade com silêncio ou omissão.
Quando o pastor Marco Feliciano, por meio de um post no Facebook, propôs (entenda bem: propôs!) aos evangélicos que boicotassem, temporariamente, a empresa Natura, por causa de seu patrocínio oficial à novela da Rede Globo de Televisão, Babilônia, muita gente se mostrou indignada, como se isso representasse uma afronta obscurantista à liberdade de expressão e uma típica atitude de um líder manipulador e de um povo estúpido, pronto para obedecer o que dizem seus gurus.
Desde reconhecidos liberais, como os articulistas do blog O Antagonista, até representantes da igreja pentecostal, como Gutierres Siqueira, discordam, se bem que por motivos diversos, da atitude de Feliciano, colocando em dúvida a correção da propositura do pastor.
Diante disso, me cabe perguntar: onde foi que ele errou?
Basta analisar o que escreveu Feliciano para concluirmos que sua proposta foi uma convocação aberta, sem qualquer tipo de ameaça ao fiéis e muito menos à integridade física ou moral de quaisquer dos envolvidos. Na verdade, foi uma proposta pacífica e até respeitosa para que os evangélicos demonstrassem sua indignação.
Onde está o cerceamento à liberdade de expressão, como sugeriu O Antagonista?
De fato, a atitude de Feliciano representa a mais pura manifestação de liberdade. É a forma mais civilizada conhecida no mundo capitalista de comunicar a uma empresa que ela não está agindo de maneira que agrade seus consumidores. O que o pastor propõe, na verdade, deveria ser visto como uma evolução dentro da democracia brasileira, tão desacostumada de ver as pessoas resolverem seus problemas por si só e tão viciada em esperar que o governo resolva tudo.
Aliás, nestes tempos que se fala tanto em reforma política e democracia direta, a proposta do deputado é um exemplo típico de como o povo, em algumas situações, pode agir diretamente, independente de seus representantes políticos. E isso sem o patrocínio oficial velado, como ocorre nos movimentos de minorias e ONG’s. Se os evangélicos realmente colocassem em prática a proposta de Feliciano, estaria dando um exemplo de maturidade democrática, não de intolerância como sugeriu o blog.
E também diferente do que disse Gutierres Siqueira, que afirmou que a intenção de boicote à empresa é um sinal da imaturidade dos evangélicos, se os crentes realmente colocarem em prática esse ato, estarão demonstrando que entendem muito bem como funciona um país democrático e quais são as armas de ação que estão legitimamente disponíveis a eles.
O que Siqueira talvez não tenha compreendido é que o boicote não é à novela. Para isso, bastaria não assisti-la. O boicote se dirige à empresa que patrocina a novela, que patrocina a causa homossexualista. O que os cristãos fariam seria uma declaração de discordância e insatisfação, avisando à empresa que, se o apoio à novela permanecer, eles deixarão de consumir seus produtos.
Tal atitude é uma prática muito comum nos Estados Unidos, onde existe uma sociedade que desenvolveu uma compreensão da cultura capitalista como ninguém e usa dos boicotes como forma legítima de pressionar empresas a fazer aquilo que ela espera.
Mas aqui isso é visto como intolerância e imaturidade, o que denota que nem mesmo os pensadores deste país conseguem compreender como funciona uma sociedade civilizada.
Siqueira ainda afirma que Feliciano, sendo deputado, deveria prezar pelo bem comum e não promover boicotes. Mas o que é o bem comum na cabeça do articulista? E quem define o que é bom para todos? Será que ele não percebe que esse tal bem comum é uma mera abstração e o que existe, na verdade, são interesses privados que se conflitam, se harmonizam e se toleram. O deputado, portanto, não pode exercer seu mandato em favor de um abstrato bem comum, mas apenas de bens palpáveis e objetivos, conforme a demanda dos setores da sociedade.
E que não se fale que ele está promovendo um policiamento moral. É muita ingenuidade acreditar que a questão da promoção da homossexualidade é apenas um problema de moralidade privada. Estamos tratando com um jogo político muito forte, que envolve a tentativa de impor uma agenda gayzista a toda a sociedade, algo que afeta não apenas os homossexuais, mas, principalmente, as crianças, sujeitas que estão a todo tipo de influência. E que não se diga que esse é um problema apenas para os religiosos, dizendo que basta eles desligarem a tv e tudo estará resolvido. E o restante da população que é afetada por essa propaganda, deve ser ignorada? Ora, não cabe aos religiosos se preocuparem apenas com o mal que os atinge diretamente, mas devem prezar pelo bem da sociedade onde vivem. Abdicar dessa luta é o mesmo que deixar os não-cristãos à mercê dos grupos ideológicos de promoção de gênero. E isso não me parece um exemplo de consciência cristã.
Quando Gutierres Siqueira afirma que má cultura combate-se com boa cultura, ele está certíssimo. O problema é que a questão deixou de ser imediatamente cultural para tornar-se política. Os movimentos organizados de promoção da homossexualidade estão investindo pesado para moldar a mentalidade da população em favor de sua causa. Combater isso apenas no campo cultural é bom, mas seus efeitos são diferidos no tempo e demoram a ser percebidos.
O que existe hoje é uma disputa por mentes e corações e se os cristãos simplesmente ignorarem isso estarão entregando a sociedade aos manipuladores e engenheiros sociais, que usam de todos os meios disponíveis para transformá-la segundo seus interesses.
Por isso, a proposta de Marco Feliciano, além de ser justa, é bastante inteligente. Apenas não sei se a população evangélica é madura o suficiente para compreendê-la.
Fonte: GospelPrime
Divulgação: www.juliosevero.com
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14 comentários :

Anônimo disse...

Hoje em dia é muito difícil um artista (ator, cantor etc.) se posicionar contra o casamento gay. Não sabemos se todos que se posicionam a favor são mesmo a favor, ou fazem isto por questão de sobrevivência. Qualquer artista que fale alguma coisa que não agrade aos gays corre o risco de ser boicotado e recebe pedradas de todos os lados. Parece que tanto os gays como seus apoiadores têm todo o direito de agir da forma que quiserem contra seus opositores. Já nós, cristãos, não temos o direito de fazer pressão sobre coisas que entendemos serem degradantes para uma sociedade. Não odiamos ninguém, não achamos correto maltratar quem quer que seja, mas não vamos pactuar com práticas que atentam contra nossa moral. Quando não reagimos a estas práticas, elas tendem a avançar e vão se estabelecendo. Daqui a pouco vão obrigar pastores ou padres celebrar casamento entre pessoas do mesmo sexo. Precisamos sim, reagir de forma prática (além de orarmos, é claro), e esta sugestão do Feliciano é algo a ser pensado. Na verdade sou a favor de que se boicote a novela e não a empresa que patrocina. Caindo a audiência, a própria patrocinadora vai se retirar e, se souber o motivo da queda de audiência, vai evitar patrocinar programas semelhantes.
È claro que, reagindo a tudo isto, vamos receber críticas tanto de ímpios como de evangélicos que, em alguns casos, são adeptos do politicamente correto.
Vamos apoiar ou discutir sobre esta ideia do Feliciano pois ele, por estar nas linhas de frente desta nossa guerra, é o primeiro a receber as bordoadas.

Sebastião

Thiago disse...

Estou lendo um livro sobre Contracultura... parece que o autor fez cocô em cima de cara página do livro.

Por favor meus irmãos, estudem um pouco sobre Marxismo Cultural, Escola de Frankfurt...

omarxismocultural@blogspot.com.br

Eu pretendo adentrar na fossa destes autores para conseguir entender os caminhos que o Inferno têm percorrido para atacar os cristãos. Se tiver alguém mais disposto e mexer no chiqueiro... botar a mão na massa (hahaha).

A questão "novelinha fuleira" versus Feliciano é uma questão de putrefação moral que já vem de muito tempo. Ao nos afrontar desta maneira, a mídia esta dando o recado de que nós não somos mais bem vindos no meio social, nossa presença é repugnante e não nos querem mais no espaço público de debate. Eu li, e captei o que parece de certa forma assintomático, muito sutil, nas entrelinhas... a mensagem de um colunista da Folha que sugeriu que abandonássemos o face e o twitter. Isso me faz lembrar um livro que li no Colegial: O Diário de Anne Frank... quem estudou sobre a Segunda Guerra, sabe muito bem que a matança só ocorreu depois de da perseguição cultural implacável em relação ao judeus na Alemanha de Hitler. A Mídia está promovendo ódio contra cristãos conservadores, mais precisamente evangélicos. Não estou dizendo que neste caso específico seja de forma deliberada, proposital, mas o ódio aos evangélicos poderá instituir um clima de semelhante à Alemanha dos anos 1920 e 1930. Com um caldo cultural desse nível, em um hipotético cenário de totalitarismo, nós poderíamos acabar como os judeus do passado.

Nós divergimos democraticamente na base de opiniões, do debate e da manifestação política... já os bolivarianos divergem na base da bala, do decreto ditatorial, fechamento de igrejas e encarceramento - exemplo: Venezuela.

Eles já ultrapassaram à muito tempo da fase da "guerra cultural" em relação ao cristianismo, que já vem dos anos 1960. Hoje estão num embate politico ferrenho com muito apoio de organismos internacionais e corporações multinacionais. E amanhã? Será que vão nos perseguir como aos Judeus Alemães, 6 milhões de vítimas? Ou como aos Cristãos Ortodoxos massacrados pela URSS em um número monstruoso de 12 milhões de mártires?

Misericórdia!
Volta Logo Senhor!

Julio Severo disse...

Não me traga nada aqui do Cliff Kincaid, Tiago. Cansei-me dos exageros dele.

Nil disse...

Fábio Blanco foi tremendamente perfeito na defesa de Feliciano e de seu boicote a Globo e a empresa patrocinadora da imoral,fedorenta,gayzista,depravada Babilônia.

Agora ! Vamos ver o que aquela turma no meio evangélico que sempre argumenta a favor de não se fazer absolutamente nada. Ficar parado,extático,apático,indiferente a tudo de mal que acontece ao seu redor. O que vão dizer ?
Com a palavra á eles !
A mesma turma que por décadas, quando ouve o "apito do trem da agonia " costuma tapar os ouvidos ou cantar bem alto para abafar o barulho do trem.
O Gutierres Siqueira já falou,bonitinho o Artigo dele.
A única coisa ruim é que se você seguir as palavras dele ,você não vai fazer absolutamente nada contra a maré gayzista,a promoção do homossexualismo,a cultura da sodomia. Você vai ficar calmo e tranquilo no seu canto.
Você estará tranquilamente entregando a sociedade aos manipuladores e engenheiros sociais, que usam de todos os meios disponíveis para transformá-la segundo seus interesses.
Você não será um "chato" importunando a Globo por ela estar lutando por aplicar e modelar a sociedade com sua agenda gayzista,de imoralidade,liberação de costumes,etc,etc.

Anônimo disse...

Os partidos esquerdistas, como o PT e similares são compostos de psicopatas pois a liberdade que oferecem a todos é a de FAZEREM APENAS O QUE MANDAM, ou seja, enquadrarem-se no "Politicamente Correto"!
Os médicos(?) cubanos no Brasil têm essa liberdade, aquela dada aos escravos: depois do trabalho, voltam para os alojamentos e só saem noutro dia, sempre seguidamente na mesma rotina, vigiados por verdadeiros cães de guarda do burguês e imperialista Fidel Castro - seus familiares reféns em Cuba - sucedendo o mesmo com seus cidadãos dentro do país, literalmente presos e mercadorias de uso do governo.
Eis a liberdade que os falsários e chantagistas comunistas oferecem ao povo contra "OS OUTROS BURGUESES E IMPERIALISTAS OPRESSORES DO POVO", nunca eles!
Henoc

Danúbio Carvalho disse...

O deputado gayzista Jean Willis promoveu uma tentativa de boicote à empresa Avon. Motivo : a empresa vendia livros do Silas Malafaia. Agora há pouco, o ativista gay Elton John promove um boicote aos produtos Dulce & Gabana, só porque a dupla, que é gay, cometeu o "crime" de expressar sua opinião, que é contrária à do ativismo gay. Por que esses boicotes não causaram a repulsa desses hipócritas?

Nil disse...

Autor de Babilônia diz que boicote à novela é “oportunista” e tem motivação “ditatorial”

Um dos autores da novela Babilônia acusaram os incentivadores do boicote ao beijo gay têm postura “ditatorial” e querem incentivar a “discriminação e a intolerância”.

http://noticias.gospelmais.com.br/autor-babilonia-boicote-novela-oportunista-75164.html
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Uma breve comparação com os evangélicos que defendem um boicote a novela Babilônia da Globo com os manifestantes anti-PT de 15 de Março.
Os manifestantes anti-PT foram rotula-dos pelos esquerdistas de : de elite branca burguesa,golpistas,facistas,classe média alta,coxinhas,ricos,anti-democráticos.
Ora ! Os evangélicos que querem boicotes contra a Globo também não estão ficando muito atrás.
Vejam os rótulos lançados por um dos autores de Babilônia,Ricardo Linhares :oportunistas,tem postura ditatorial,preconceituosos,discriminadores,intolerantes,grupelho,(corruptos ,os políticos evangélicos pro-boicote).

Na atual DITADURA DEMOCRÀTICA DO BRASIL. Como diz Fábio Blanco,você tem a liberdade de contemplar apenas aqueles que defendem ideias que lhes agradam.
Vai remar contra a maré para ver o que acontece.
Terá sido mera semelhança os manifestantes de 15 de março e evangélicos pro-boicote serem tachados desta forma ?

Thiago disse...

Nil,

Estes autores não passam de meninos mimados, filhos da Revolução Cultural de 1968, que passaram seus dias sendo paparicados pela "esquerda festiva", como diria Nelson Rodrigues. Bando de bebês chorões que não aceitam contradição, se abalam com a recente contestação do relativismo pós-moderno.

Nenê quer chupeta?

Anônimo disse...

o Elton Jhon boicotar a marca Dulce & Gabana por se expressar contrario as suas formas de super normal afinal ele e o supra sumo gayzista ,agora os cristaos quando se expressam sao radicais,homofobicos ,intolerantes pregam o odio ,quem viu ontem a manifestaçao ontem dentro da camera quando o Eduardo Cunha foi falar sobre a crise hidrica do estado foi xingado nao por ser deputado mais sim por ser cristao com ate beijo gay outras das modinhas e olha que o presidente da camara e procurador e a atitude dele foi apenas esvaziar as galerias haa mas se fosse um cristao se expressando seriamos preso e pagariamos um milhao de reais aos seres mais humilhados do mundo.conte comigo Marcos Feliciano,assistir novela ja nao assisto a doze anos prefiro um bom livro.Silvia

Claudio Vaz disse...


Fábio Blanco como sempre lúcido e objetivo.

Recordar é viver:

1) A rede de lanchonetes americana "Chick-fil-A", cujo produto é conhecido como “frango de Jesus”, sofreu pressão e boicote do ativismo gay em 2012;

http://noticias.gospelmais.com.br/rede-crista-restaurantes-alvo-boicotes-comunidade-gay-40281.html

http://juliosevero.blogspot.com.br/2012/09/cadeia-de-lanchonetes-sucumbe-diante-do.html

2) Pastor decreta boicote e acusa rede "Starbucks" de servir a Satanás;

http://agitavalegospel.com.br/index.php/noticias/178-pastor-decreta-boicote-e-acusa-rede-starbucks-de-servir-a-satanas

Thiago disse...

Fábrica de "Porra Loka":

"ISSO É SOCIALISMO: FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS DA UFMG VIRA BOCA DE FUMO"

http://www.libertar.in/2015/03/isso-e-socialismo-faculdade-de.html?m=1

Anônimo disse...

Ha muuuuuito tempo eu nao adquiro nada dessa empresa natura pois a mesma usa como simbolo o "lotus divino",simbolo da nova era, mas, qual, alertar sobre tais coisas eh pregar no deserto.

Antonio.

Flavio Jm disse...

Precisamos mesmo de lobby cristão. Precisamos de um Estado menor. Precisamos de um Brasil Livre e defensor de sua tradição católico-cristã: família, tradição e Deus.

Este país era pobre, mas era bom. Era pacífico, conservador e familiar. Você podia sair a rua em qualquer hora. Havia solidariedade. O caráter de um homem, até pouco tempo atrás, era sua disposição para trabalho e ser um pai de família. O caráter de uma mulher era ser uma boa mãe e ser uma mulher trabalhadeira.

Mas as elites americanizadas e iluministas acharam o jeitão brasileiro e sua pobreza material um problema. Imitamos as perversões dos países ricos. Copiamos suas pseudo seitas cristãs da prosperidade e do individualismo. Copiamos o novo evangelho, o marxismo. Compramos a marca da besta e a colocamos no altar, a tal TV.

Nos vendemos para Mamon, e hoje morre 52 mil por ano vítimas de violência. 10% da população é viciada em drogas (estimativa da OMS conservadora). E um quarto (25%) da população brasileira, antes conhecida pelo seu sorriso no rosto, agora é dependente de antidepressivos. Só nos falta terroristas islâmicos.

Motivo de desesperança? não. De cuidado e vigilância? Sim.

Guilherme Ferreira disse...

Tá cheio de feministas pró-lgbt fazendo graduação, mestrado e doutorado em políticas públicas pra depois ajudar na implantação da agenda gayzista em suas cidades, estados e no governo federal.

Abre o olho, crentaiada!!! Enquanto o povo de Deus dorme, o Diabo trabalha!
;-)