1 de março de 2015

A Igreja Católica e o intervencionismo estatal


A Igreja Católica e o intervencionismo estatal

Vitor Barreto
O meio conservador brasileiro possui uma grande porcentagem de católicos romanos. Esses católicos têm lutado contra o socialismo e também contra o intervencionismo estatal, apoiando o sistema de livre mercado. Mas será que eles conhecem a doutrina social de sua Igreja? Será que eles conhecem o real posicionamento da Igreja Católica Apostólica Romana sobre as questões econômicas e como ela participou diretamente do crescimento do intervencionismo estatal no século XX?
Eles, os conservadores católicos, não esquecem de lembrar comumente, cheios de orgulho, que o papa João Paulo II combateu o comunismo especialmente na Polônia e na URSS. Isso é um fato, embora sem a política conservadora e o nacionalismo americano, que é essencialmente protestante, nada disso seria possível. Mas não sabem eles que o catolicismo também condena o capitalismo?
“O destino universal dos bens”. Essa é a expressão de João Paulo II (o mesmo que combateu o comunismo) em sua encíclica “A Preocupação Social”.
“Está nisto uma das razões por que a doutrina social da Igreja adopta uma atitude crítica, quer em relação ao capitalismo liberalista, quer em relação ao colectivismo marxista.”[1]
Diante dessa realidade, alguns deles, por falta de informação ou por apologia cega, intentam jogar toda a culpa dos posicionamentos errados assumidos pela Igreja no século XX na conta dos agentes inimigos infiltrados em seu meio. Mas os tais agentes infiltrados (que realmente existem) são responsáveis pelo posicionamento da igreja de Roma no assunto que estamos abordando? Parece que não. Mesmo os papas conservadores defendem exatamente os mesmos argumentos.
“É necessário recordar mais uma vez o princípio típico da doutrina social cristã: os bens deste mundo sãooriginariamente destinados a todos. O direito à propriedade privada é válido e necessário, mas não anula o valor de tal princípio. Sobre a propriedade, de facto, grava ‘uma hipoteca social’,quer dizer, nela é reconhecida, como qualidade intrínseca, uma função social, fundada e justificada precisamente pelo princípio da destinação universal dos bens. Nem se há de descurar, neste empenhamento pelos pobres, aquelaforma especial de pobreza que é a privação dos direitos fundamentais da pessoa, em particular, do direito à liberdade religiosa e, ainda, do direito à iniciativa económica.  [1]
Esses mesmos católicos mais teimosos e menos instruídos (que transbordam na internet) podem alegar que esse posicionamento do Papa João Paulo II está errado, mas que a Igreja antes não era assim. Tal objeção seria sem base. Eis o que diz a bula “Alegria e Esperança”, da Constituição do Vaticano II:
Aquele, porém, que se encontra em extrema necessidade, tem direito de tomar, dos bens dos outros, o que necessita. Sendo tão numerosos os que no mundo padecem fome, o sagrado Concílio insiste com todos, indivíduos e autoridades, para que, recordados daquela palavra dos Padres — ‘alimenta o que padece fome, porque, se o não alimentaste, mataste-o’ - repartam realmente e distribuam os seus bens, procurando sobretudo prover esses indivíduos e povos daqueles auxílios que lhes permitam ajudar-se e desenvolver-se a si mesmos.” [2]
João XXIII, em “Mãe e Mestra”, na sessão “Iniciativa pessoal e intervenção dos poderes públicos em matéria econômica”, escreveu:
“Mas nele, pelas razões já aduzidas pelos nossos predecessores, devem intervir também os poderes públicos com o fim de promoverem devidamente o acréscimo de produção para o progresso social e em beneficio de todos os cidadãos.” [3]
Incrível, não? Os católicos acreditam que existem situações onde o roubo é lícito e por isso defendem que as forças públicas intervenham em matéria econômica. O título da sessão não deixa dúvidas: “(...) intervenção dos poderes públicos em matéria econômica”. Estamos portanto falando de intervenção estatal. Ele, o Estado, é o mediador entre o necessitado que, segundo eles, tem o direito de tomar a propriedade de outrem, e os donos das propriedades a serem distribuídas para o “bem comum”. Para os menos ignorantes, a leitura dos textos do Vaticano podem ser preocupantes pelo cúmulo de suas afirmações. Segundo eles, até os salários devem ser controlados:
“(...) é contra a justiça social diminuir ou aumentar demasiadamente os salários em vista das próprias conveniências e sem ter em conta o bem comum.” [4]
Agora, comparemos o que o papa João Paulo II disse com o que afirmou Lyndon Johnson, que assumiu a presidência nos Estados Unidos após a morte de Kennedy. Foi Johnson quem começou a criar programas de assistencialismo estatal que geraram verdadeiros monstros econômicos tão criticados por Ronald Reagan, queridinho até pelos conservadores católicos. Agora comparemos o que o papa João Paulo II disse na citação anterior dentro do contexto de seu projeto “Great Society”:
“Direitos Humanos são mais importantes que a propriedade privada… Nós precisamos tirar de quem tem para dar a quem não tem.”
Ambos têm exatamente a mesma visão. Ironicamente, os conservadores católicos no Brasil condenam o intervencionismo estatal que é defendido pelo Vaticano por uma dedução lógica de sua cosmovisão. Na prática, a Doutrina Social da Igreja Católica produz o efeito exatamente contrário do almejado. Essa é a crítica dos liberais. A pobreza só pode ser combatida com a geração de riquezas e o livre mercado é a melhor opção.
A pergunta importante é: qual é a origem desse posicionamento? Não há incoerência nas afirmações supracitadas com a teologia católica oficial. Elas na verdade são coerentes com o ensino oficial (exceto quanto à visão da sociedade em relação à justiça social). A origem da doutrina social da Igreja Católica firmou-se em Tomás de Aquino.

Tomás de Aquino e Robin Hood

Henry William Spiegel escreveu:
“Tomás de Aquino não escreveu nenhum tratado econômico, mas seu pensamento, baseado em Aristóteles, é fundamental para a compreensão do pensamento econômico da Igreja Católica Romana.”[5]
Busquemos então a raiz que justifica o intervencionismo estatal na doutrina social social.
“A comunhão de bens é pertencente à lei natural; não que a lei natural dite que todas as coisas sejam possuídas em comunhão e que nada possa ser propriedade individual (privada), mas porque a divisão dos bens não se dá de acordo com a lei natural, mas é oriunda do acordo humano, que pertence à lei positiva (…) Portanto, a posse de bens é não contrária à lei natural, mas adicionada a ela pela razão humana.” [6]
Com essa citação vemos a compreensão tomista da propriedade e dos bens. Para Aquino, na natureza não existe nada que induza a propriedade privada como um valor absoluto. Pra ele, a propriedade privada é fruto do acordo humano apenas. Vejamos, a seguir, algo bem mais controverso:
“A necessidade torna todasas coisascomuns. E, portanto parece não cometer pecado quem se apodera da coisa de outrem levado pela necessidade, que lhe tornou essa coisa comum.” [6]
“É legal para um homem socorrer sua própria necessidade por meio de propriedade alheia, tomando-a tanto abertamente quanto secretamente. Isso não é, tecnicamente falando, roubo ou furto, tomar secretamente e fazer uso de propriedade alheia em razão da extrema necessidade. Porque aquilo que o homem toma para preservar a própria vida torna-se sua própria propriedade em razão da necessidade… E no caso da necessidade de um homem, o seu próximo pode tomar a propriedade de um terceiro no intuito de socorrer a necessidade de seu próximo”. [6]
Uau, um advogado de Robin Hood! Tomás de Aquino diz que tomar a propriedade de alguém sem autorização, no caso de necessidade, não é roubo nem pecado! Tomando ainda como referência o conceito de sociedade e o papel de Estado construídos pelo escolástico por influência de Aristóteles (e não das verdades pressuposicionais da Escritura), a Igreja Católica reconhece que o Estado pode perfeitamente assumir o papel de Robin Hood.
Eu gostaria de saber: que diferença há entre isso e o socialismo? A “necessidade”? O conceito de necessidade não parece ter sido bem definido, já que os papas defendem em suas bulas e encíclicas que o bens manufaturados produzidos nos países desenvolvidos também deveriam ser distribuídos aos países subdesenvolvidos; e isso é bem mais do que apenas um caso de fome imediata. Relembremos as palavras do Concílio Vaticano II:
“Aquele, porém, que se encontra em extrema necessidade, tem direito de tomar, dos bens dos outros, o que necessita. Sendo tão numerosos os que no mundo padecem fome, o sagrado Concílio insiste com todos, indivíduos e autoridades, para que, recordados daquela palavra dos Padres — ‘alimenta o que padece fome, porque, se o não alimentaste, mataste-o’ - repartam realmente e distribuam os seus bens, procurando sobretudo prover esses indivíduos e povos daqueles auxílios que lhes permitam ajudar-se e desenvolver-se a si mesmos.” [2]
Há, portanto, total coerência no posicionamento da Igreja Católica sobre o intervencionismo estatal. Mas Tomás de Aquino está certo?

Uma crítica bíblica a Tomás de Aquino

Em primeiro lugar, é questionável todo o posicionamento de Tomás de Aquino em relação à propriedade. A Bíblia, que deveria ser a regra básica de todo cristão, mostra que Deus reconhece indefectivelmente a propriedade. A Lei de Deus é clara: não roubarás nem cobiçarás os pertences do teu próximo. Deus não abriu exceções. A Lei não é relativa, mas absoluta. Está implícito que Deus reconhece a propriedade privada como sendo real, legítima, e não há qualquer alusão a uma mera convenção positiva entre os homens que legitime a tomada da propriedade feita por acordo dos homens de modo a tornar seu direito subjetivo. Como demonstraremos com mais detalhes no próximo tópico, as especulações tomistas nesse sentido demonstram o erro básico de Tomás de Aquino: o método.
É claro que, em relação à propriedade privada, a Lei Mosaica, ao mesmo tempo em que a reconhece, impõe-lhe limites. Ela preceitua, por exemplo, que os grandes donos de terra deveriam reservar uma área periférica de suas propriedades para que os pobres pudessem cultivar seus próprios alimentos. Mas existe uma grande diferença entre limitar a propriedade privada e roubá-la, como Aquino defende. O próprio Agostinho de Hipona, por exemplo, discorda da legalidade do roubo para auxiliar um necessitado.
O mais famoso escolástico, contudo, diz simplesmente: “A necessidade torna todas as coisas comuns”. É uma afirmação ridícula. Calvino talvez dissesse que o erro dele aconteceu porque o mesmo não exercitava-se nas Escrituras. Vejamos um provérbio bíblico numa tradução dos próprios católicos que confrontam essa defesa da tomada de propriedade:
Não se despreza o ladrão quando furta para satisfazer os apetites, quando tem fome; se for preso, restituirá sete vezes mais e restituirá todos os bens de sua casa.” (Provérbios 6:30-31 Bíblia Ave Maria)
Está claro que o ladrão não é justificável quando rouba pra saciar sua fome, como o “Doutor Angélico” erroneamente defende. O ladrão não é “desprezado”! Ele deve pagar pelo roubo! A Escritura não o justifica.
Infelizmente para o doutor da igreja, não poderia haver diferenças entre a Lei de Deus e a Lei Natural, caso ela fosse verdadeira. Mas pela razão somente não podemos sequer defender a existência do pecado consistentemente. Nós sabemos do pecado porque a Lei de Deus está escrita no nosso coração e não é necessariamente discernida por um caminho ontológico racional da abstração das ideias por empirismo. O contexto mostra que o autor do provérbio compara tal furto com as consequências do adultério, que, na tradução católica, é condenado a despeito de qualquer situação que lhe seja imposta. Quem tem mais autoridade: a Escritura divinamente inspirada ou Tomás de Aquino? Quem fala em nome de Deus é o profeta. Mas Tomás não escreveu a Suma Teológica na qualidade de profeta. Os autores bíblicos sim. Se a Escritura diz, nós aceitamos como verdade, buscamos entender e ponto final.
Os erros interpretativos especialmente em seu desenvolvimento da “Lei Natural” não terminam aqui. Nem suas consequências negativas. Seguindo a tradição do moralismo medieval, e essa seguindo a influência do (neo)platonismo dentro das ordens monásticas dos primeiros séculos, Aquino considerava qualquer acúmulo de riquezas como avareza, ou seja, pecado. Especificamente esse julgamento do teólogo foi criticado pelo cardeal Caetano [13], um pós-escolástico tomista e um dos pioneiros no desenvolvimento da ciência econômica. Caetano considerava a condenação de Tomás exagerada. O autor da Suma Teológica também condenou a usura, e essa foi uma das principais razões para o atraso dos países católicos em relação ao desenvolvimento do capitalismo, isto é, do atraso econômico dos países sob influência do Vaticano. Nos países protestantes, a interpretação de João Calvino sobre a usura (contra a interpretação católica) abriu espaço para o desenvolvimento do livre mercado, ainda que não uniformemente, no norte da Europa.
A base tomista que sustenta o posicionamento do intervencionismo estatal do catolicismo é grosseiramente falsa. A Bíblia não dá a ninguém direito de tocar na propriedade privada de outrem, ainda que a mesma Bíblia condene quem não pratique caridade. Deus considera a vontade do proprietário e o condena pela falta de caridade, mas não legitima o intervencionismo estatal ou o roubo. Quando os católicos conservadores brasileiros defendem o liberalismo na economia e combatem o intervencionismo estatal, estão claramente indo contra o ensinamento do Magistério que advogam. A doutrina social católica é economicamente posicionada como centro-esquerdista.
Quão grandes malefícios nos trouxeram os erros de Tomás? Talvez ainda não tenhamos vislumbrado todos.
É inegável, pois, como diz John Robbins, a participação da Igreja Católica, e seus“homens escolhidos, chamados de ‘auxiliares da Igreja’ [referência a uma expressão usada na ‘Quadragésimo Ano’], que têm sido importantes para o fim do sistema de livres empresas do século XIX e substituído pelo sistema de interferência estatal no século XX.”[8]
Notas:
[5] Henry William Spiegel, "The Growth of Economic Thought". Revised edition, Durham: Duke Universitym Oress, 1983, 57.
[6] Tomás de Aquino, "Suma Teológica", II-II, Q. 66, art. 7º; http://www.permanencia.org.br/drupal/node/5108
[8] John W. Robbins, Ecclesiastical Megalomania. 
Leitura recomendada:
Portal Conservador ou Católico? EUA são mais católicos ou evangélicos?

25 comentários :

Anônimo disse...

DO DIREITO DE PROPRIEDADE E SEUS DEVERES ANEXOS. — VIOLAÇÃO DO
DTREITO DA PROPRIEDADE: O ROUBO E A RAPINA
Qual é o maior pecado contra o próximo, depois dos que o prejudicam na sua pessoa?
Os que lhe ocasionam prejuízo em seus bens.
130
Tem o homem direito de possuir alguma coisa como própria ?
Sim, Senhor; tem o direito de propriedade e de administrar suas posses, como melhor
entender, sem que os outros possam intrometer-se nos seus negócios ou coarctar a sua
liberdade de ação (LXVI, 2).
Em que se funda este direito?
Na natureza humana, porque, sendo o homem um ser racional, criado para viver em
sociedade, assim o exige o seu próprio bem, o da família e o da coletividade de que faz parte
(LXVI, 1, 2).
Por que?
Porque a propriedade é condição necessária para ter independência e liberdade de ação;
porque é o meio por excelência para constituir e perpetuar a família, e por último, porque a
sociedade obtém grandes benefícios, não só porque a propriedade individual evita
inumeráveis litígios e desavenças que sobre o uso das coisas possuídas em comum se
produziriam, mas também porque os bens serão melhor administrados e gozados em
benefício da coletividade.
O direito de propriedade tem obrigações anexas?
Sim, Senhor, ei-las em poucas palavras: A primeira obrigação do proprietário é não deixar
improdutivos os seus bens. — Descontando, dos produtos, o que necessita para sua vida e
decoro seu e de sua família, não lhe é permitido considerar o restante como propriedade
privada, excluindo em absoluto de sua participação os demais membros da sociedade; tem por conseguinte, o dever de justiça social de repartir o supérfluo com a maior equidade
possível, principalmente facilitando trabalho e ocupação para o desenvolvimento do bem
estar comum e como meio para que todos possam atender às suas necessidades. — A razão
do bem público autoriza o Estado a tomar da propriedade o que julga necessário e útil com o
objetivo de socorrer as necessidades sociais, e neste caso, os súditos estão obrigados, em
justiça estrita, a conformar-se e obedecer. — As necessidades particulares não impõem ao
proprietário deveres tão imperiosos, como as públicas, e não há nesta matéria lei positiva
alguma, cujo cumprimento possa exigir-se por via judicial; porém fica de pé, com toda a sua
força e vigor, a lei natural e peca contra ela, faltando à obrigação primária de amar e
socorrer ao próximo, quem, possuindo bens supérfluos, se desinteressa da miséria e
angustiosa situação do necessitado.
131
Esta obrigação, rigorosa por lei natural, adquire o caráter de dever sagrado em virtude da lei
positiva divina e particularmente da lei evangélica, como se Deus quisesse corroborar,
impondo sanção penal, o preceito que gravara nos corações humanos (LXVII, 2-7; XXXII,
5,6) (SÃO TOMÁS DE AQUINO).

Anônimo disse...

Caro senhor anônimo, O texto não está dizendo que Tomás nega o direito de propriedade, mas que ele é uma espécie de hipoteca social. Tomás defende que em caso de necessidade, alguém pode roubar sem cometer pecado. Não há contradição entre o que você publicou é a citação do texto.

A Doutrina Social católica, ao incentivar o intervencionismo estatal, está tomando essa premissa de Tomás de Aquino a sério. É impossível negar. As encíclicas dizem "o destino universal dos bens", ou seja, que os bens servem à comunidade humana. Para os católicos, a propriedade privada é um meio pelo qual esse bem universal se consolida.

Anônimo disse...

vejo o egoismo na critica.
falta de empatia com nossos irmaos famintos, mesmo quando jogamos fora muito daquilo que nos sobra.
pessoas e familias com bens suficientes para fazer a vida de uma nacao inteira confortavel, mas que preferem usar tal riqueza com o unico objetivo de acumular mais e mais...
e a quem caberia impedir tais acoes?
o que poderia determinar a impossibilidade de se valorizar tanto esse egoismo?

Anônimo disse...

Uma coisa é caridade, outra coisa é roubar através de tributação a fim de ajudar os outros.

Uma coisa é assistência : ela é sempre voluntária.

Outra coisa è assistencialismo intervencionista: que tributa demasiadamente os que trabalham para dar aos que não produzem.

Uma coisa é justiça, outra é caridade.

Não há nada de egoísmo no texto. O que há é um reconhecimento da limitação do direito que o estado tem. A caridade é uma obrigação DA IGREJA. O estado funciona de outra forma.

Obrigar as pessoas a fazer caridade na verdade é roubo, é destruição da liberdade individual. Isso é o que os esquerdistas fazem de melhor: roubo legalizado, sistemático.

Keoma Patrío da Silva disse...

Eu queria entender os outros, mas com o anonimato não da.

Anônimo disse...

os bens precisam ser distribuidos, afinal, todos podemos sobreviver muito bem, sem que nada nos falte.
vale a pena lembrar que as grandes fortunas do mundo sao quase todas fruto de exploracao do trabalho alheio e do custo do credito.
ou seja, nao sao realmente fruto de trabalho.
o planeta nao aguenta mais tanto tempo sendo explorado como eh nos dias de hoje.
jah consumimos mais do que a Terra aguenta.
de toda forma, tudo vai ter que mudar.

Flavio Jm disse...

Então Deus é comunista também, porque faz chover sobre justos e injustos, manda que no sétimo ano todo dono de terra israelense deixe a terra descansar em um jubileu e o que a terra produzir os pobres e migrantes podiam ajuntar, respigar, que a esmola para os necessitados valeria mais que as orações e por aí vai...

Então o Vitor Barreto defende o capitalismo total, a propriedade privada como algo dado e perene e intocável.....sem nenhuma, mais nenhuma finalidade social....e que o Estado não deve então interferir na vida do individuo...hum sei...então quando ele for lesado por alguém, não busca o judiciário, compra um revolver e resolve. E se um vizinho incomodar com o barulho, não chama a polícia, pq esta é sustentada pelos impostos "roubados" de quem produz. Ah, e não anda mais em estrada nenhuma, pq é dinheiro também de impostos. E se um vizinho meu fazer uma fábrica e jogar a poluição no ar, eu não posso pedir indenização só pq ele produz riqueza e eu sou pobre? Ou o Estado só deve servir para proteger o patrimonio publico e a soberania nacional? Mas mesmo nesse caso não há dinheiro público?
E se os donos das terras não quiserem mais plantar alimentos, decidirem plantar monocultura de cana, pq é mais vantajoso, o Estado não pode fazer nada então? Vamos voltar ao inicio do século 20 e importar alimentos da liberal Inglaterra, que invadia países mais fracos para "instituir" o livre mercado? Mais ou menos como os EUa fazem hoje quando invadem países e implantam a "democracia"?
Mas ia me esquecendo....a energia eletrica do notebook do Barretão...será que não foi feita com dinheiro vindo de impostos também, pq até a decada de 50 nosso país era muito liberal e não conseguia juntar recursos e nem coragem para ter algum capitalista querendo construir uma hidreletrica tipo uma itaipuzinha, pequeninha?
O tal Vitor Barreto, num texto anacrônico, sem embasamento e ainda tendencioso quer ser mais liberal que o pai do liberalismo?
Mas falando do catolicismo e seu comunismo.....fico feliz que este, ao EU ler TODO o texto dentro do CONTEXTO, realmente deixa de lado o UTILITARISMO filosófico que vem desde o iluminismo calvinista, e enxerga que o ideal cristão de solidariedade e caridade, que é feita sem barganha, pode sim viver com a livre iniciativa e com a propriedade privada, que deve ser respeitada sempre, mas não como um fim em si mesmo, mas como um meio de se alcançar que os bens de consumo NECESSÁRIOS E FUNDAMENTAIS à vida sejam DISPONÍVEIS a todos. Quando o comunista papa escreveu a difamada doutrina, decerto ele lembrou que crianças de 5 anos eram empregadas nas fábricas européias, camponeses eram expulsos das terras dos ancestrais para as reformas liberais do século 19, que fizeram MILHÕES de europeus pobres invadirem as Americas, que os imperialistas europeus destruiram e impuseram a fome em nome do "livre" mercado a sociedades inteiras, como na India ou na China? Será que ele se lembrou de que haveria a necessidade de as autoridades que já não se submetiam à Cristandade criarem algum mecanismo de alivio e promoção social aos desfavorecidos?

Keoma Patrío da Silva disse...

Esse ultimo anônimo me lembro os marxistas.

Sou contra a esquerda disse...

Se eu não estiver enganado, creio que qualquer humano com o mínimo de senso crítico defende estes pontos:

– Direito de ir e vir;

– Direito à liberdade de expressão (garantido pela Constituição);

– Direito ao livre culto religioso (no caso, à crença na fé cristã);

– Direito à propriedade privada;

– Direito à inviolabilidade do lar;

– Direito à proteção da família;

– Defesa da vida (e também do direito à vida);

– Conservadorismo (manutenção e defesa de determinados princípios);

– Liberalismo econômico (livre mercado);

– Livre iniciativa (ou livre empreendedorismo);

– Estado mínimo (interferência mínima do Estado em algumas questões).

Só que a esquerda é totalmente contrária a tudo isto. Se, por exemplo, eu prosperar mais do que outras pessoas (mesmo que seja pelos meus próprios esforços), eu estou contribuindo para aumentar as desigualdades sociais (como se eu fosse culpado de ter uma vida melhor em relação a quem é desfavorecido)! Dá pra entender?

Se um sujeito nasceu numa favela, mal conseguiu estudar, não tem um bom emprego (ou, quando tem, ganha muito pouco), e faz filho a torto e a direito para receber os assistencialismos do governo (principalmente o Bolsa–Família), eu sou culpado por ele agir assim? De forma nenhuma (não tenho nada a ver com isso)!

Aí o governo esquerdista, por ver que eu tenho mais do que esse favelado, me tributa violentamente (ou me obriga a dividir o que eu tenho), em nome de uma suposta "justiça social".

Quantos, atualmente, sabem disso? Ou será que ninguém nunca soube que o PT e os demais partidos de esquerda agem exatamente assim?

Thiago disse...

Julio,

O Estado investir no Social não é o problema.

Deve sim investir, principalmente em educação (técnica). Mas o grau de investimento social deveria ser compactuado no legislativo, deveria ser flexível, um pacto social que reflita a variação dos posicionamentos da sociedade, e não poderia ser alvo de cláusulas constitucionais petrias que fixam um determinado modelo ideológico num momento na história.

O grande problema politico-representativo são os programas de transferência de renda direta, e o uso estelionatario pelo grupo instalado no poder.

Outro problema é a efetiva representatividade/independência politica das associações da sociedade civil que manipulam os recursos sociais.

Se não houver a devida cautela, surge um superpoder hegemônico, com mais peso do que o restante da sociedade.

Áreas como justiça, polícia e exército são monopólio do Estado. Nem devem entrar no debate.

O GRANDE PROBLEMA É O ESTADO DESENVOLVIMENTISTA. O ESTADO GIGANTE DAS ESTATAIS. É O ESTADO INSTRUMENTALIZADO PELOS SOVIETES.

É NECESSARIO SIM O LIBERALISMO NO ÂMBITO ECONÔMICO.

É NECESSARIO SIM O FORTALECIMENTO DO LEGISLATIVO ANTE O EXECUTIVO.

NÃO SE PODE TOLERAR A USURPACAO DA PRERROGATIVA LEGISLATIVA POR ENTIDADES "PARTIDARIAS" QUE SUPER REPRESENTEM SETORES COMPROMETIDOS COM O PARTIDAO.

O QUE REALMENTE REDUZ A POBREZA É UMA INICIATIVA PRIVADA QUE RESPIRE COM BAIXIOS IMPOSTOS, EDUCACAO DE QUALIDADE, ESTADO MÍNIMO COM ALGUM VIES SOCIAL CONSTANTEMENTE COMPACTUADO COM A SOCIEDADE.

UM BOM TEMA DE ESTUDO É A REFORMA DO ESTADO.

Thiago disse...

Ah, já ia me esquecendo de um detalhe.

Estimular ao máximo que a sociedade banque sua saúde e educação, no entanto, para queles que não podem, ofertar o serviço de maneira terceirizada, sem opinar/determinar ideologicamente o q se estuda, por exemplo. Deixar que sociedade através de suas associações e igrejas administrem esses recursos. PARA EXECUTAR/OFERTAR O SERVIÇO, NÃO PARA LEGISLAR.

Danilo disse...

A doutrina social católica é uma salada ideológica para todos os gostos e desgotos, ora apontando para o socialismo e ora apontando aparentemente para o capitalismo. Para quem tinha dúvida sobre socialismo nela, o Papa Francisco está aí para isso.

Apóstolo Ezequiel disse...

Respondendo ao Thiago e ao Danilo

O principal argumento da esquerda (e de seus simpatizantes) é realizar uma suposta "justiça social", e (teoricamente) tornar a sociedade igualitária (como eles mesmos fazem questão de dizer com todas as letras, "sem oprimidos nem opressores"). Só que a esquerda, para poder agir nesse sentido, precisa do poder absoluto nas mãos.

Por que é necessário ter este mesmo poder? Porque para tirar de quem tem mais para dar a quem tem menos, é necessário contar com um sistema de governo que dê sustentação a esta ideologia. Do contrário, o objetivo proposto (a tal "justiça social") se torna algo impossível de ser realizado apenas por mera teoria. Logo, o único regime mais adequado para tais pretensões é o totalitarismo.

No totalitarismo, os interesses do Estado se sobrepõem aos dos cidadãos. É como dizia uma filosofia dos tempos de Hitler e Mussolini: "Nada acima do Estado, nada fora do Estado, e nada contra o Estado!" Por isso é que a esquerda defende o poder total (totalitarismo) nas mãos dos representantes do Estado.

O verdadeiro objetivo da esquerda é somente a tomada do poder. Após isso, vem a escravidão e o empobrecimento da sociedade. Isso tudo é feito sob o comando de um governo ditatorial (e contando com um aparato policial a serviço deste mesmo governo). Pra que melhor exemplo atual disso do que Cuba?

O humanismo (filosofia que inspirou o marxismo e as demais correntes ideológicas esquerdistas) apregoa que "o ser humano é bom, mas o meio social é quem o corrompe". Em contraste, a Palavra de Deus diz que "não há um justo, nem um sequer" (Romanos 3:10). O ser humano já nasce com a natureza pecaminosa (e esta mesma natureza, por si só, é má em sua essência). Em virtude disso, muitos ainda são ingênuos a ponto de acreditar que as boas intenções são válidas em todo o mundo.

Em outras palavras: muitos ainda acreditam que podemos confiar em determinadas pessoas (principalmente os representantes do Estado) que afirmem estar se preocupando com o bem de todos (ainda que as atitudes dessas mesmas pessoas provem ou mostrem exatamente o contrário). A simples demonstração (ou propagação) de boas intenções não garante que elas serão necessariamente postas em prática. São apenas uma forma de dissimular o mal. Ou será que muitos estão esquecidos de que "o diabo insiste em se transformar em anjo de luz" (2 Coríntios 11:14)?

A verdade nua e crua é que o mal nunca teve, não tem, e nunca terá nenhum compromisso com o bem. O mal só tem compromisso única e exclusivamente consigo mesmo. Assim como a Palavra de Deus diz que "não pode vir nenhuma mentira da verdade" (1 João 2:21), a recíproca também é verdadeira (ou seja, nenhuma verdade jamais poderá surgir da mentira). Afinal, o diabo é o pai da mentira (João 8:44). Por que os seguidores do diabo (no caso, os esquerdistas) agiriam diferente?

Gostaria que os simpatizantes da esquerda respondessem a esta pergunta!

Anônimo disse...

A ICAR inventou o conceito de justiça social! Foram eles que espalharam isso pelo mundo.

As encíclicas papais estão cheias desse termo.

Anônimo disse...

Mas não são os países protestantes por idolatrarem o liberalismo em excesso que fez com que o pecado crescesse com força total?

Não foi nos países protestantes que pregaram tanto liberdade que acabaram sendo vitimas dessas liberdades como o aborto e homossexualismo que logo depois se espalharam pelo mundo Ocidental?

Anônimo disse...

Gente, Julio Severo é financiado pela maçonaria judaica.

Julio sabe muito bem que o liberalismo econômico foi o impulso financeiro para as aberrações como união homossexual e aborto, mas como a judiaria maçônica o financia para colocar esses artigos aqui, atacando a Doutrina Social da Igreja, que pode atrapalhar os planos do liberalismo econômico sem nenhuma moral, Julio serve de capacho para os seus agentes judeus maçons.

Seja homem Julio e coloque o meu comentário.

Thiago disse...

Ezequiel,

Concordo com seu argumento. Estado de mais gera autoritarismo. A liberdade não é algo que se promulgue à toque de caixa via medida provisória. É um equilíbrio tênue entre as forças sociais, daí o perigo das ideologias de esquerda e de direita que promovam a "estatolatria".

O ser humano é mau.

Em relação à doutrina católica, já disse em outra oportunidade, que ela foi construída em outro contexto: monarquia feudal ou absoluta, união igreja/estado. Eu gosto desse modelo, mas é inviável para a sociedade atual. Quando ela defende o Estado, é em em razão dEla ser O Estado (ou parte significativa do mesmo), conprendes muchacho? A Igreja, nesse modelo antigo, era o grande poder limitador à tirania dos reis déspotas. E justamente o contrário ocorre hoje, a questão da "justiça social" contribui ainda mais pata a concentração de poder em uma entidade unica: O Partido.




Flavio,

Em outro comentário vc abordou o tema do conservadorismo. PQ CONSERVADORISMO? pq é preciso defender a população cristã, por via legislativa da imposição de grupos contrários à moral e tradição da maioria da população... traduzindo: sem conservadorismo, é caminho aberto para a ditadura das minorias. Sem conservadorismo, a igreja ficará refém da imposição Estatal de grupos progressistas em seus dogmas particulares.

Thiago disse...

Galerinha vocês confundem as coisas:

Conservadorismo social/moral.

E

Liberalismo econômico.

Para termos uma sociedade conservadora cristã conjuntamente com liberdade política é preciso para isso, que os cristãos se apoderarem os espaços de cultura e debate na sociedade. Só estaremos seguros com um cristianismo praticante, que esteja representando esta população no legislativo.

Somos uma sociedade de cultura de massa, não estar presente é como se a gente não existisse. Somente uma cultura cristã forte , apegada às suas tradições pode nos livrar do libertários libertinos.

O liberalismo econômico sem uma cultura cristã forte nos leva à uma degradação moral sim e é terreno fértil para o marxismo cultural.

Daí a importância do conservadorismo.

NÃO CONFUNDAM ALHO COM BUGALHO.

rlima0707 disse...

O católico não tem obrigação de concordar com sua Igreja em se tratando de matéria econômica.

Nivaldo disse...

Não sei se a minha opinião vai ser muito apropriada (ou muito pertinente) para o assunto deste artigo, mas eu vou dizer exatamente o que eu penso (me corrijam se eu estiver errado):

Caridade é algo que deve ser feito por livre e espontânea vontade. Como cristão, eu devo ajudar o meu próximo, e, claro, através de minha própria iniciativa. Em outras palavas: esta minha caridade deve partir de mim mesmo, ao invés de ser uma coisa obrigada (como o governo quer). É como disse o apóstolo Paulo:

"Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria" (2 Coríntios 9:7)

Só que tem um detalhe importantíssimo que muitos parecem não estar observando: eu devo fazer caridade, sim. Porém, EU NÃO TENHO NENHUMA OBRIGAÇÃO DE SUSTENTAR QUEM DEPENDE DE CARIDADE! O GOVERNO QUER QUE SUSTENTEMOS PESSOAS QUE, ÀS VEZES, NEM PRECISAM DE CARIDADE!

Aí muitos poderiam dizer: "Você está sendo egoísta!" Não é que eu esteja sendo egoísta. Existem pessoas que se passam por necessitadas para viverem somente de caridade (e querem ficar ociosas o tempo todo)! Nem todos os pobres são sinceros quando pedem ajuda! Como se diz por aí, "há pessoas e pessoas".

Eu devo ajudar quem é necessitado? Sim. Só que eu devo ajudar até um certo ponto. Desse mesmo ponto em diante, é a própria pessoa que tem que cuidar de si. Confúcio (filósofo chinês) disse uma grande verdade: "Se queres saciar a fome de um homem, dê a ele um peixe; mas se queres que este mesmo homem sobreviva, ensine-o a pescar"

O apóstolo Paulo ensina algo muito certo:

"Aquele que furtava, não furte mais; antes, porém, trabalhe arduamente, fazendo com as suas mãos o que é bom, a fim de poder ter algo para repartir com quem tiver necessidade" (Efésios 4:28)

Será que eu estou certo? Se alguém daqui quiser se manifestar, esteja à vontade.

Anônimo disse...

depois de tanto xingamento e tanto desrespeito um com o outro , voce com simples palavras disse tudo .Silvia

Henrique disse...

Um professor de economia em uma universidade americana disse que, em toda a sua vida, nunca havia reprovado um único aluno. Mas, certa vez, teve que reprovar uma classe inteira.

Quando perguntaram a ele a razão disso, ele contou que esta mesma classe havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza, não haveria mais ninguém pobre e nem ninguém rico (ou seja, todos seriam iguais).

O professor, então, disse: "Muito bem. Já que vocês fazem tanta questão de defender essa tese, vamos fazer uma experiência socialista com esta turma: ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas". De acordo com a mesma experiência, todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e, portanto, seriam "justas". Assim, todos os alunos receberiam as mesmas notas, o que, teoricamente, significaria que não haveria ninguém reprovado (assim como também ninguém receberia um "A").

Após ter sido calculada a média da primeira prova, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos (eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma). Já aqueles que tinham estudado bastante no início achavam que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como resultado, a segunda média das provas foi "D". É evidente que toda a turma não gostou nem um pouco.

Depois da terceira prova, a média geral da turma foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados, e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por "justiça" dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações. Inimizades passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, não havia mais ninguém querendo estudar para beneficiar o resto da sala. Com isso, todos os alunos repetiram aquela mesma matéria (para surpresa de todos)...

Quando a turma inteira quis saber por que todos foram reprovados, o professor explicou: "A experiência socialista falhou por uma razão muito óbvia: quando a recompensa é grande, o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar recursos dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então não vai mais ter ninguém tentando se esforçar (e nem tampouco a fim de dar o melhor de si). Simples assim".

Concluindo, o que o professor deixou claro em relação ao socialismo foi o seguinte:

1 – Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;

2 – Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;

3 – O governo não vai conseguir dar nada a ninguém, a não ser que tenha tomado de outra pessoa que se esforçou para adquirir o que tem;

4 – Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la;

5 – Quando metade da população assimilar a idéia de que não precisa trabalhar (já que existe a outra metade da população para sustentá-la), e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então teremos chegado ao começo do fim de uma nação.

Precisa dizer mais alguma coisa?

ÉLQUISSON disse...

Na minha época de estudante de faculdade (sou formado em Administração de Empresas), lembro que teve um semestre que estudamos Sociologia. Eu simplesmente odiava esta matéria (estudava somente para ser aprovado), porque ela é toda recheada de conteúdo esquerdista . E a nossa professora, além de Marx e Engels, "endeusava" muitos marxistas–comunistas–socialistas–esquerdistas: Lênin, Stálin, Che Guevara, Fidel Castro (e outros). Para ela, "somente o socialismo é capaz de criar uma sociedade justa, sem oprimidos e nem opressores" (este é o jargão preferido dos esquerdistas). Sem contar que a maior parte do pessoal do DA (Diretório Acadêmico) da faculdade era tudo simpatizante da UJS (União da Juventude Socialista).

Infelizmente, a verdade é que a educação brasileira está totalmente contaminada pelo esquerdismo. Da escola primária à universidade, todos já saem educados com a mentalidade socialista de que é o governo que tem que atender às necessidades de todos (ou melhor, que o governo deve substituir Deus em todas as áreas da vida humana).

Eu, graças a Deus, nunca me deixei influenciar por nenhuma destas ideologias diabólicas (tive mais inimigos do que amigos na faculdade por sempre estar combatendo os argumentos dos esquerdistas). E eu digo sem medo: tudo o que eu aprendi na faculdade não é absolutamente nada diante das verdades eternas da Palavra de Deus!

Se fosse possível reformular a educação no Brasil de modo geral (e também as grades curriculares de todos os níveis de ensino), o conhecimento da Palavra de Deus deveria ser incluído como matéria obrigatória. Deveria também recolocar o ensino de Educação Moral e Cívica, Etiqueta, Boas Maneiras, Civilidade e Patriotismo. E só poderia ser professor quem fosse um verdadeiro cristão temente e obediente a Deus (e à Sua Palavra). Também deveria ser banida toda e qualquer matéria com conteúdo esquerdista.

Será que, algum dia, este sonho vai se tornar realidade?

Se alguém daqui puder responder a esta minha pergunta, ficarei agradecido.

Svedav disse...

Ao ler este texto do Vítor Barreto, me vem à cabeça o que o autor deveria fazer o que qualquer estagiário, ou graduando de história (pelo menos os honestos) fariam: analisar, primeiramente o contexto histórico da "denúncia" antes de emitir juízo de valor. Analisar uma situação que ocorreu há mais de 700 anos com base nos valores atuais, é, no mínimo, desonesto e me parece mais uma tentativa de difamar do que de informar. Só como exercício de imaginação, se Santo Tomás de Aquino vivesse em nossos dias, com esta predominância do pensamento comunista, ele teria escrito a mesma coisa? Como disse acima o Thiago, a Igreja se confundia, à época, com o próprio Estado, logo nada mais lógico do que se falar em Justiça pelo Estado/Igreja Católica. E, como sempre, a Igreja Católica permanece com os mesmos ideais, o que mudou foi a definição de Estado, que se dissociou da Igreja e se tornou laico. Além disso, pergunto ao autor do texto e ao Júlio, que governo de esquerda a Igreja Católica apoiou em sua política social? Falo da instituição, e não de falsos católicos, como os teólogos da Libertação... Como pode o Vaticano apoiar governos de esquerda e suas políticas sociais, se a Igreja sofreu, e ainda sofre, perseguição por parte deles? Como a Igreja Católica pode apoiar os ideais esquerdistas de instituições esquerdistas, como a ONU, se ela sofre com o ataque cerrado de seus grupos de pressão? Por isso, sugiro que o Vítor e o Júlio, leiam direitinho a encíclica "Rerum Novarum" (Das Coisas Novas) e claro, a interpretem direitinho, sem passionalismos e pre julgamentos.
Vejam, por exemplo, este trecho, o número 3:

A solução socialista

"3. Os Socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens dum indivíduo qualquer devem ser comuns a todos, e que a sua administração deve voltar para - os Municípios ou para o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes. Mas semelhante teoria, longe de ser capaz de pôr termo ao conflito, prejudicaria o operário se fosse posta em prática. Pelo contrário, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para a subversão completa do edifício social".

Isto é socialismo?

rlima0707 disse...

Artigo 7 - Se é lícito furtar por necessidade.

O sétimo discute-se assim. – Parece que a ninguém é lícito furtar por necessidade.

1. – Pois, a penitência sô é imposta ao pecador. Ora, um cânone diz: Quem, por necessidade imposta pela fome e pela nudez, furtar comida, roupa ou um animal, faça penitência por três semanas. Logo, não é lícito furtar por necessidade.

2. Demais. – O Filósofo diz que há coisas cuja simples denominação já lhes manifesta a malícia e, entre elas, coloca o furto. Ora, o mal em si mesmo não pode tornar-se bem por causa de um bom fim. Logo, ninguém pode licitamente furtar para satisfazer à sua necessidade.

3. Demais. – Devemos amar ao próximo como a nós mesmos. Ora, não é lícito furtar para socorrer ao próximo com a esmola, como diz Agostinho. Logo, também não é lícito furtar para socorrer à própria necessidade.

Mas, em contrário, a necessidade torna todas as coisas comuns. E, portanto parece não cometer pecado quem se apodera da coisa de outrem levado pela necessidade, que lhe tornou essa coisa comum.

SOLUÇÃO. – As disposições de direito humano não podem derrogar as do direito natural ou do direito divino. Ora, pela ordem natural, instituída pela providência divina, as coisas inferiores são ordenadas à satisfação das necessidades humanas. Por onde, a divisão e a apropriação das coisas permitidas pelo direito humano não obstam a que essas coisas se destinem a satisfazer às necessidades do homem. E portanto as coisas que possuímos com Superabundância são devidas, pelo direito natural, ao sustento dos pobres. Por isso Ambrósio diz: esta nas Decretais: É dos famintos o pão que tu reténs; as roupas que tu guardas são dos nus; e resgate e alívio dos miseráveis é o dinheiro que enterras no chão. Ora, sendo muitos os que padecem necessidades, e não podendo uma mesma coisa socorrer a todos, ao arbítrio de cada um é cometido dispensar os bens próprios para assim obviar aos necessitados. Contudo, se a necessidade for de tal modo evidente e imperiosa que seja indubitável o dever de obviá-la com as coisas ao nosso alcance - por exemplo, quando corremos perigo iminente de morte e não é possível salvarmo-nos de outro modo - então podemos licitamente satisfazer à nossa necessidade com as coisas alheias, apoderando-nos delas manifesta ou ocultamente. Nem tal ato tem propriamente a natureza de furto ou rapina.

DONDE À RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. – A citada decretal refere-se ao caso de não urgente necessidade.

RESPOSTA À SEGUNDA. – Servirmo-nos de uma coisa alheia, tomada às ocultas, em caso de necessidade extrema, não tem natureza de furto, propriamente falando. Porque essa necessidade torna nosso o de que nos apoderamos para o sustento da nossa própria vida.

RESPOSTA À TERCEIRA. – Em caso de semelhante necessidade também podemos nos apoderar da coisa alheia para socorrermos ao próximo assim necessitado.

Fonte: http://www.permanencia.org.br/drupal/node/5108