20 de fevereiro de 2015

Turquia e EUA assinam acordo para treinar e equipar islamistas contra a Síria


Turquia e EUA assinam acordo para treinar e equipar islamistas contra a Síria

Julio Severo
Os Estados Unidos e a Turquia assinaram, de acordo com a Reuters, um acordo na quinta-feira para treinar e equipar islamistas para derrubar o presidente sírio Bashar al-Assad.
A Turquia fornecerá um número igual de treinadores para trabalhar junto com treinadores militares americanos, disse uma autoridade do Comando Central das Forças Armadas dos EUA.
A Reuters disse que o acordo é “para treinar e equipar moderados sírios para lutar contra o Estado Islâmico.” No entanto, a mesma reportagem da Reuters disse: “A Turquia espera que o treinamento também reforçará a enfraquecida e dividida oposição síria em sua guerra contra o presidente sírio Bashar al-Assad.”
É muito duvidoso que esses islamistas “moderados” lutarão contra o Estado Islâmico (ISIS). Aliás, de acordo com o WorldNetDaily, os rebeldes sírios “moderados” treinados em 2012 por instrutores militares americanos mais tarde se juntaram ao Estado Islâmico.
O WorldNetDaily foi o primeiro a noticiar que os EUA, a Turquia e a Jordânia estavam mantendo uma base para rebeldes sírios na Jordânia em 2012 e 2013. De novo, a mesma Jordânia treinará islamistas semelhantes.
Por que usar uma alegada guerra contra o ISIS para expandir o treinamento para islamistas que acabam se unindo ao ISIS? A Reuters disse que a Arábia Saudita também ofereceu um local para tal treinamento. A Arábia Saudita é notória por suas leis que proíbem totalmente o Cristianismo. Em contraste, a Síria, cujo presidente os EUA, a Turquia e a Arábia Saudita querem derrubar, é conhecida por sua tolerância a uma comunidade cristã que tem existido na Síria por dois mil anos.
Os rebeldes sírios apoiados pelos EUA são conhecidos por atrocidades contra os cristãos na Síria.
Parece que uma presença republicana maior no Congresso dos EUA aumentou a pressão para apoiar esses islamistas “moderados” que estão lutando contra Assad.
Muito embora Obama, os republicanos e a grande mídia dos EUA insistam em chamar esses rebeldes islâmicos de “moderados,” o presidente turco Recep Tayyip Erdogan disse sem rodeios: “O termo ‘islamismo moderado’ é feio e ofensivo. Não existe ‘islamismo moderado.’ Islamismo é islamismo.“
A verdade é que se os rebeldes sírios fossem “moderados,” a Arábia Saudita nunca os apoiaria. William Murray, presidente da Coalizão de Liberdade Religiosa, disse “que o único jeito de deter a onda de terrorismo islâmico no Oriente Médio e no mundo é levantar um bloqueio contra o país que financia esse terrorismo, a Arábia Saudita.”
A Turquia nunca treinaria rebeldes sírios para combater o ISIS. De acordo com o WorldNetDaily, a Turquia apoia ISIS para eliminar Assad. E Pat Buchanan, que foi assessor do presidente americano Ronald Reagan, disse no WorldNetDaily: “Derrubem Assad e vamos dar boas vindas à Irmandade Islâmica.”
Por causa da violência extrema, estupros e matanças contra os cristãos sírios cometidos pelos rebeldes sírios, a CBNNews disse numa manchete: Cristãos sírios: “Por que os EUA estão em guerra contra nós?”
Dá também para perguntarmos em favor desses cristãos:
Por que Obama está em guerra contra os cristãos sírios?
Por que os republicanos estão em guerra contra os cristãos sírios?
Se os EUA tivessem seriedade sobre fazer guerra de verdade contra o ISIS, não estariam ajudando a Turquia e a Arábia Saudita a derrubar Assad, o único ditador islâmico do Oriente Médio que está lutando contra o ISIS e protegendo as minorias cristãs.
Se os EUA tivessem seriedade sobre fazer guerra de verdade contra o ISIS, estariam ajudando a derrubar as ditaduras islâmicas na Turquia e Arábia Saudita.
O acordo entre EUA e Turquia de expandir o treinamento de islamistas na Síria só expandirá a perseguição aos cristãos.
O que você pode fazer? Se você é um cristão americano, você tem a responsabilidade de se manifestar, pois seu dinheiro de imposto está sendo usado para financiar treinadores militares americanos e seus alunos islamistas contra a Síria. Por causa dessas políticas malignas, há sangue nas mãos dos americanos que pagam impostos. O governo de Obama, com a assistência dos republicanos, torna seu dinheiro de impostos cúmplice do assassinato de cristãos.
Faça contato agora mesmo com seu deputado e senador e diga: “Não quero meu dinheiro derramando sangue cristão na Síria! Por favor, pare isso!”
Pelo fato de que essa é uma crise internacional envolvendo cristãos sírios e suas famílias, os cristãos internacionais podem também ajudar fazendo contato com os membros do Congresso dos EUA para condenar a Turquia por seu apoio ao ISIS e aos rebeldes sírios e condenar a Arábia Saudita por suas leis descaradas que proíbem totalmente o Cristianismo.
Você pode fazer contato com a Câmara dos Deputados dos EUA aqui: http://www.house.gov/
Você pode fazer contato com o Senado dos EUA aqui: http://www.senate.gov/
O Congresso dos EUA também deveria ser encorajado a elogiar o governo sírio por ser o governo muçulmano que mais protege as minorias cristãs no Oriente Médio
Se os EUA querem derrotar o ISIS, deveriam assinar um acordo com a Síria. Se os EUA não querem nada com a Síria, deveriam fazer como o presidente James Madison disse: “Valorizar a paz e relações amistosas com todas as nações que têm disposições correspondentes; manter neutralidade sincera para com nações que estão em guerra; manter-se afastado de intrigas de outros países e não tomar partido de outros países.”
Se é difícil para uma América cristã apoiar a Síria por amor aos cristãos perseguidos, deveria ser impossível que ela apoiasse a Turquia e a Arábia Saudita.
A Turquia foi responsável pelo pior genocídio contra os cristãos no século XX.
A Arábia Saudita proíbe totalmente o Cristianismo.
Os EUA deveriam ter uma atitude de proibição total de acordos com ambas nações islâmicas radicais.
Leitura recomendada:

11 comentários :

Thiago disse...

Do site Libertar:

"A ARMADILHA DE OBAMA"
www.youtube.com/watch?v=6kaoMxnM7OM

Thiago disse...

O autor do site

http://www.ocorreiodedeus.com.br

voltou a postar. Fico feliz.

Parabéns Cezar pelo seu trabalho.

Anônimo disse...

Os EUA do Islã ao que parece, querem apoiar mesmo são os co-irmãos da seita, mais ainda depois que entrou no poder o marxiislamita Obama; tudo indica que os alienados no Marxismo Cultural EUA são joguetes nas mãos de islamitas!
Henoc

Anônimo disse...

JULIO,OS EUA ESTÃO TREINANDO OS TERRORISTAS ISLÂMICOS PARA DERRUBAR O GOVERNO DE ASSAD,NÃO É PORQUE ELE PROTEGE OS CRISTÃOS,ALAUÍTAS E OUTRAS MINORIAS RELIGIOSAS,NÃO É PORQUE OS EUA NÃO GOSTA DOS CRISTÃOS. É POR QUE A SÍRIA É UMA ALIADA MILITAR, DA RÚSSIA,E OS EUA SABEM QUE A RÚSSIA É O ÚNICO PAÍS QUE TEM POTENCIAL BÉLICO PARA SE DEFENDER DE UMA GUERRA,OS EUA QUEREM ISOLAR A RÚSSIA, ,A CHINA FICARÁ DO LADO RUSSO ,POIS SABE QUE SE A RÚSSIA FOR DESTRUÍDA ELA SERÁ A PRÓXIMA VÍTIMA,OS EUA ESTÃO DECIDIDOS A SER A UNICA SUPERPOTÊNCIA MUNDIAL,NEM QUE PRA ISSO TENHA QUE PROVOCAR UMA GUERRA NUCLEAR,SÓ QUE TEM UM PROBLEMA,QUANDO AS BOMBAS CAÍREM E A POPULAÇÃO VER SUAS CIDADES DESTRUÍDAS,MILHÕES DE MORTOS,PESSOAS SOFRENDO MORTE AGONIZANTE DE RADIAÇÃO,A POPULAÇÃO REVOLTADA(SE ALGUÉM SOBREVIVER)IRÁ CAÇAR POLÍTICOS,GENERAIS E ATÉ RELIGIOSOS(PADRES E PASTORES)POR NÃO TER FEITO NADA PARA IMPEDIR A GUERRA,A OTAN JÁ VAIR COLOCAR MISSEIS NUCLEARES NA UCRANIA APONTADOS PRA RÚSSIA,OS EUA JÁ LANÇARAM BOMBAS ATÔMICAS NO JAPÃO DUAS VEZES,VOCE ACHA QUE ELES NÃO TEM CORAGEM DE FAZER ISSO DE NOVO?E SE FIZEREM ? E AGORA? O QUE VAI ACONTECER?

Julio Severo disse...

Americano comenta artigo de Julio Severo

Um amigo americano acabou de me enviar um comentário muito interessante sobre meu artigo acerca do acordo EUA-Turquia contra a Síria. Na opinião dele, o governo de Obama quer inflamar os islamistas para afetar a Rússia, que tem fronteiras com as nações islâmicas no Oriente Médio. Os EUA estão em segurança bem longe dessa região. Daí se tudo ali explodir (e essa é a intenção do governo americano), a Rússia sofrerá as ações dos islamistas radicais. Neste exato momento, os EUA podem estar aquecendo o caldeirão islâmico de violência. Pior: os cristãos no Oriente Médio estão pagando e pagarão um preço muito alto com as políticas do governo dos EUA.

Meu artigo sobre o acordo entre EUA e Rússia está aqui: http://bit.ly/1AtgwKU

O grande inimigo dos EUA é o islamismo, não a Rússia. Lamentavelmente, os EUA querem provocar a Rússia incessantemente, mas nunca provocarão o islamismo.

É hora dos bons americanos governarem os EUA para combater o inimigo real.

Leia o comentário do americano:

Julio:

Essa decisão não faz sentido para mim. Só vai criar mais consequências para os EUA e para as populações civis.
Recordo o que Roberts (Paul Craig Roberts, ex-ministro do governo de Ronald Reagan) disse em 2013:


“Vamos direto ao assunto. Não tem nada a ver com a Síria. O motivo por que os EUA estão buscando uma desculpa fabricada para atacar Assad é continuar a radicalização dos muçulmanos na esperança de que isso se espalhe para as populações muçulmanas da Rússia…”

Em outras palavras, os EUA acham que suas campanhas para usar os muçulmanos moderados contra a Síria deixarão os muçulmanos completamente enfurecidos, fazendo com que descontem no governo da Rússia. Se é isso o que está acontecendo, os EUA se perderam totalmente.

O Sousa da Ponte - João Melo de Sousa disse...

A política externa americana não é muito ética. Não é ética mas eficaz.

Derrotaram todos os inimigos mesmo parecendo que perderam as guerras.

Vendo as coisas friamente:

Temos uma tropa fandanga que é o istado islâmico que faz as barbaridade que na zona são conhecidas.

Nada de novo excepto a propaganda. Na zona
lapidacoes e execuções sumárias são o pão nosso cada dia.


Fomentam guerra entre islâmicos, logo donos do petróleo, que por acaso baixou.

Temos os Emirates e a Arábia Saudita a bombardear .... islâmicos. ...

O problema a leste é o Purin.

Ele quer a Ucrânia até porque um verdadeiro czar precisa de ser o czar de todas as russias:

A Rússia, Bielorrússia e Ucrânia.

Esse é o problema .


Teresa disse...

Seu comentário não foi inteligente, Sousa. Putin só interveio na Ucrânia depois que um governo democraticameatne eleito foi derrubado por ação dos EUA. O provavel é que os EUA estão tb inflamando a crise ucrâniana, gerada por eles.

Boroc disse...

Sabemos que não há como impedir a atuação do mal na mente dos governantes, já que eles cumprem propósitos definidos pelo dominador desse mundo e que estão preparando o terreno para o advento do iníquo, e assim fazendo cumprir as Profecias bíblicas escatológicas do final dos tempos. Com isso, nossa obrigação, como irmãos e cidadãos celestiais eternos, é nos solidarizarmos com os perseguidos irmãos da fé e procurarmos fazer o que estiver ao nosso alcance ( com "ferramentas" materiais, suportes financeiros, e principalmente oração ) para socorrer, principalmente, os domésticos da fé. No final, o que realmente nos importa, a grande questão naquele Grande Dia será ouvir: "ENTRA NO GOZO DO TEU SENHOR, POIS TIVE FOME E SEDE, E DESTE-ME DE COMER E BEBER;" Mateus 25:34-35

O Sousa da Ponte - João Melo de Sousa disse...

Teresa:
Eu até estava em Kiev quando o problema começou.

os ucranianos, como todos os habitantes dos países ex comunistas ficaram muito contentes com o fim do comunismo.

No entanto países como a Rússia e Ucrânia foram sequestrados por máfias. Quase todos ex dirigentes comunistas.

Na Ucrânia houve uma grande Diáspora nomeadamente para Portugal. Os ucranianos começaram a perceber que o que se passava lá não estava correcto

Viram outros países ex comunistas como a Polónia , Hungria, etc que se aproximaram e entraram na UE a prosperar em e eles sempre na mesma.

O anterior presidente vinha há anos prometendo uma aproximação à UE e independência da Rússia.

Foi adiando e por fim decidiu assinar o contrato com a UE.

No dia da assinatura mudou de ideias.

Isso causou uma forte revolta popular. As pessoas reuniram-se expontaneamente na praça maydan

O governo tentou passar que era uma manobra dos EUA, Israel ,judeus ucranianos e nazis.

Ficou isolado só com o partido comunista do seu lado.

Fugiu e agora tem mandatos de captura internacionais.

Houve eleições e o partidos pró Europa tiveram uma vitória esmagadora.

na Ucrânia, como na Rússia e Bielorrússia nenhum negócio se faz sem a intervenção de máfias. Os ucranianos estavam fartos da corrupção e o investimento estrangeiro era travada pela corrupção.

Claro que isto para o Kremlin foram péssimas noticias.perder a Ucrânia é um golpe enorme para Putin.

Por outro lado estes movimentos podem espalhar-se para a Bielorrússia e mesmo para a Rússia.

Quem se queixa de corrupção no Brasil nem imagina o paraiso que é comparado com a Rússia e Ucrânia.
Putin agora é perigoso porque está mais ou menos perdido.

O petróleo em baixa. A economia russa por causa da corrupção não cresce.

E os aliados de Putin não o podem ajudar. A Venezuela está em liquidação. Cuba abriu aos EUA. O Brasil é a Índia estão muito desconfiados dele

O Assad tem outros problemas a resolver

O risco é que Putin desesperado tente algum disparate como invadir o ex bloco de leste especialmente os países bálticos.

Até porque estas populações dificilmente irão aceitar tirnarem-se outra vez colónias russas.

Eu penso, francamente, que ele vai ser deposto pelos oligarcas e máfias e vai ser substituído por outro mafioso qualquer menos violento.

Anônimo disse...

os USA tramou contra a RUSSIA desde o episodio da UCRANIA,mas as naçoes unidas e seus aliados todos pau mandados do presidente obama estao deixando o barco correr ate a coisa explodir, como os USA estao longe vai sobrar pros demais e os americanos vao assistir de camarote depois aparecerao como os salvadores dos indefesos esta sempre foi a tatica deles.SILVIA

Julio Severo disse...

João, permita-me ajudar no seu conhecimento, que faz parecer como se problemas de máfias políticas existissem apenas na Rússia. John F. Kennedy, eleito presidente mais de 50 anos atrás, venceu com ajuda da máfia, que fornecia a ele levas de mulheres. Suspeita-se que a CIA o tenha assassinado para que as ligações dele com a máfia, especialmente as muitas prostituições, não colocassem em risco a segurança dos EUA. Até onde eu sei, Kennedy não foi o único presidente americano a ter ligações com a máfia.

Seu comentário também faz parecer que os ucranianos, de mente totalmente livre, queriam se aproximar da União Europeia e queriam distância do socialismo. Ora, vamos à realidade.

George Soros, que é um bilionário esquerdista americano, investiu bilhões de dólares durante DUAS décadas para aproximar a Ucrânia da União Europeia, demolindo assim seu argumento que faz parecer como se proximidade com a UE é distância do socialismo. Bem o contrário.

Importante lembrar que a democracia americana era pró-família. Hoje a chamada democracia americana, que o governo dos EUA quer impor em todos, traz uma bagagem de aborto e agenda gay.

Mas eu não chamaria isso de democracia. No ano passado, um estudo de uma universidade americana revelou que os EUA não são nem república nem democracia. São uma oligarquia. Essa conclusão é fácil de se alcançar, pois a vasta maioria do povo americano não quer nem aborto nem agenda gay, mas ambas as coisas têm sido impostas sobre o povo americano. Por que? Porque uma minoria (a oligarquia) é que decide. Por isso, a maioaria do povo americano, que sempre vota em candidatos contra o aborto e a agenda gay, no final vê suas vontades e necessidades tolhidas. Atualmente, a oligarquia sempre vence nos EUA.

Sobre a situação econômica da Rússia, você não tem do que se queixar, Portugal está à bancarrota. Mas a situação da Rússia tem explicação. Os EUA têm usado seu poder econômico hegemônico para derrubar a economia da Rússia. A Arábia Saudita, aliada dos EUA, está também usando as transações de petróleo para derrubar a economia russa. Então, não fale da situação russa como se fosse um total acaso. Não é. É guerra econômica.

Só que agora, o maior marxista do mundo não está no Kremlin. Está na Casa Branca.