31 de janeiro de 2015

O Mundo Está Pronto para o Envelhecimento?


O Mundo Está Pronto para o Envelhecimento?

Dr. Stefano Gennarini
NOVA IORQUE, EUA, 30 de janeiro (C-Fam) Especialistas da ONU que promovem baixa fertilidade ficaram espantados quando indagados sobre o que se aproxima para países que envelhecerão antes de terem uma chance de enriquecerem.
Num painel da ONU na semana passada um especialista da Universidade de Harvard disse: “Existem benefícios econômicos e de saúde com o declínio da fertilidade.” Durante uma apresentação para delegados da ONU numa reunião de especialistas sobre dinâmica populacional e desenvolvimento sustentável outro defensor do controle populacional disse: “Mais recursos são necessários para controlar a fertilidade” de meninas a partir de 11 anos de idade.
Essa teoria — conhecida como “dividendo demográfico” — está sendo testada implacavelmente enquanto mais e mais países experimentam baixa fertilidade sem nenhum ganho econômico acompanhante.
Representantes de países na reunião pareciam mais preocupados com sua fertilidade já baixa do que com a necessidade de reduzi-la ainda mais.
Como é que as pessoas podem “abandonar a ideia de que precisam de famílias ampliadas quando envelhecerem,” perguntou um delegado de El Salvador. “Elevada dependência da família permanece uma realidade porque não existe nenhuma rede de segurança,” explicou ele. “É isso o que está na mente das pessoas. Elas vão acabar sem ninguém para cuidar delas.”
O delegado deu sua própria resposta: “Minha avó foi uma de sete, meu pai foi um de quatro, eu sou filho único… Meu pai e seus três irmãos podem cuidar de minha avó muito melhor do que eu poderei cuidar de meus pais sozinho.”
As respostas dos especialistas não foram reconfortantes.
Jocelyn Finlay, especialista de Harvard, disse que ela não estava ciente de nenhum trabalho para mudar os gastos de saúde sexual e reprodutiva para investir em proteções sociais para os idosos. Os membros do painel ficaram de boca aberta, e só puderam apontar algumas das falhas em sua teoria.
“O dividendo demográfico não é automático,” disse John Wilmoth, o líder dos demógrafos na ONU.
“Nem todo país que experimentou fertilidade reduzida aproveitou benefícios,” acrescentou Finlay. Ela avisou os países que o dividendo demográfico pode se tornar um déficit: “Aja rápido! Essa janela abre e então fecha.”
Finlay frisou o lado escuro da teoria do dividendo demográfico: populações rapidamente envelhecendo. Pessoas nas áreas rurais da Coreia do Sul e China estão “sendo simplesmente abandonadas,” ela disse, não existe “nenhum apoio social para elas.” Antes, Finlay havia apontado para a Coreia do Sul como o garoto-propaganda da teoria do dividendo demográfico. Mas o envelhecimento exige enormes mudanças institucionais e comprovou ser “um pedido grande demais para obter uma resposta,” explicou ela.
Problemas de envelhecimento podem ser mais graves em países pobres da África que atualmente são o alvo de campanhas de redução de fertilidade da ONU.
Na África, a única proteção social é a família. Mas Parfait M. Eloundou-Enyegue da Universidade Cornell disse: “A família é uma rede de segurança só até onde o contrato social é mantido.” Ele disse que até mesmo na África a família está sob pressão da urbanização e resultantes custos elevados de vida.
A Divisão de População da ONU organizou o painel antes da Comissão sobre População e Desenvolvimento em abril.
Tradução: Julio Severo
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:
Quem sustentará os idosos?

4 comentários :

ELISEU disse...

Não sei se a minha opinião vai ser muito apropriada para o assunto deste artigo, mas eu vou dizer exatamente o que eu penso (vocês me corrijam se eu estiver errado).

Alguém, certa vez, disse uma coisa muito certa: "O mundo será o que forem as suas famílias". Um dos pilares da manutenção da família é o casamento. Se o casamento é destruído, a família também será (e as conseqüências serão nocivas tanto para a família em si, como também para o mundo inteiro).

O que acontece hoje? Devido à propagação (e à promoção) do homossexualismo, do feminismo, e também de todo tipo de imoralidade em todo o mundo (inclusive aqui no Brasil), a própria estabilidade da família já está seriamente ameaçada. Em outras palavras: o próprio conceito de família já foi totalmente distorcido do seu sentido original.

Muitas mulheres (principalmente as defensoras do feminismo) simplesmente abominam a idéia do casamento (e, conseqüentemente, de constituir família). Tanto que teve uma que me disse sem a mínima cerimônia: "Para que eu vou passar o resto da minha vida com um homem controlando a minha vida (e com crianças para me dar preocupação)? Eu quero ser independente, viver intensamente (sem ter que dar satisfação da minha vida a ninguém), alcançar a minha realização profissional (e financeira), não quero ficar submissa a ninguém! Casamento e filhos? Nem em sonho!". A moda hoje é "ficar", ou seja, ter um relacionamento despretensioso (sem qualquer tipo de responsabilidade ou compromisso). Em outras palavras: não está mais existindo nenhum desejo de se constituir família.

A diminuição do número de casamentos (e também de famílias constituídas) tem trazido conseqüências graves em todo o mundo: mais homens solteiros, mais mulheres solteiras, mais gays, e mais lésbicas. Isso sem contar os divórcios, e também as crianças que nascem ou crescem em lares desfeitos ou desajustados (além das que vivem em outras famílias, por serem filhos de pais separados).

Mas o pior disso tudo é a queda da taxa de natalidade. Só para que todos daqui tenham uma idéia disso, a China já está começando a sentir na própria pele as conseqüências do rígido controle de natalidade imposto a todos os seus cidadãos: está havendo falta de pessoas no mercado de trabalho. Além da China, alguns especialistas já alertaram que a Europa está passando por um processo muito rápido de envelhecimento populacional (inclusive já há casos de alguns países europeus com um alto índice negativo de novos nascimentos). E a tendência, pelo jeito, é que esta situação continue a se agravar (caso não seja tomada nenhuma providência imediata).

Diante de tudo que foi apresentado aqui, eu pergunto a todos:

– O que podemos fazer para mudar (ou tentar reverter) este quadro?

– O que podemos fazer para salvar o casamento e a família (que, como já se ouviu dizer por aí, são consideradas por muitos como instituições falidas)?

Espero uma resposta sensata de alguém daqui na primeira oportunidade.

O Sousa da Ponte - João Melo de Sousa disse...

É um problema sem solução. Com os cuidados de saúde que temos - antibióticos, vacinas, etc - a esperança de vida aumentou imenso.

Se tivermos tantos filhos por mulher como em gerações anteriores a população explode e não há recursos suficientes.

Antigamente as mulheres tinham imensos filhos mas muito poucos sobreviviam.

Se as famílias tem poucos filhos a população envelhece.

É o desafio do século XXI.

Nos países desenvolvidos uma criança à custa dos cuidados médicos têm uma esperança de vida enorme. A mortalidade infantil é mínima.

Se as mães tivessem dez ou doze filhos como antigamente a população dobrava a cada dez anos o que era uma catástrofe.

Com poucos filhos não há quem cuide dos velhos....

E nem parece possível colonizar rapidamente outros planetas.....

Anônimo disse...

hedonismo chegando rápido aos países
do terceiro mundo como brasil

Ivan disse...

O que precisamos é exatamente famílias bem constituídas que NÃO recorram à contracepção