31 de agosto de 2014

Cresce perseguição a evangélicos na América Latina


Cresce perseguição a evangélicos na América Latina

Bolívia, Costa Rica e Cuba mudam leis e fecham igrejas

Jarbas Aragão
Enquanto cristãos são ameaçados e mortos em diferentes países do mundo por causa de sua fé, os evangélicos da América Latina veem aumentar a perseguição contra eles, mas em outros termos. Eles não são decapitados nem crucificados, mas vem sofrendo sanções políticas de seu direito de cultuar livremente.
Evo Morales, socialista perseguidor de cristãos
Medidas de governos tem impedido a abertura de novas igrejas e também tentando fechar os templos já existentes. Na Bolívia, a Associação Nacional dos Evangélicos da Bolívia (ANDEB) trava uma batalha jurídica, que inclui uma petição de Inconstitucionalidade ao Tribunal Constitucional buscando a revogação de leis assinadas pelo presidente Evo Morales.
Defensor do chamado “socialismo bolivariano”, que tem mostrado sua influência em países vizinhos como Venezuela e Brasil, Morales estabeleceu regras que são empecilhos à liberdade religiosa. A advogada Ruth Montaño, que auxilia juridicamente a ANDEB contesta: “Essa lei é totalmente inconstitucional, incongruente com o artigo 4 da Constituição”.
Os evangélicos são minoria no país, cerca de 1,6 milhão de pessoas. O Decreto 1987 e a Lei 351, criados pelo governo de Evo e aprovados pela Assembleia Legislativa da Bolívia, tem como objetivo “regular a concessão e registro da legitimidade para igrejas, grupos religiosos e crenças espirituais, cujos objetivos não envolvem lucro”.
Morales deseja que qualquer organização religiosa no país precise reaplicar para ser considerada legalizada a partir do próximo ano. Para que isso aconteça, as denominações devem apresentar uma “lista autenticada” contendo os nomes, números da carteira de identidade, certidões de impostos e arquivos da polícia de seus líderes, bem como a relação oficial contendo nomes e números de identificação de todos os seus membros.
As igrejas também precisam fornecer um cronograma de todas as suas atividades anuais “para o controle e acompanhamento” pelo Ministério das Relações Exteriores. Quem se negar ou não preencher corretamente a documentação exigida, terá seu registro oficial cancelado, o que levaria ao confisco de propriedades da igreja, proibição de realizar cultos e fechamento de centros de treinamento.
“A ameaça de revogar os documentos que nos legaliza, simplesmente por decisão de um burocrata estatal, viola o devido processo legal”, disse Montaño. Lembrou também que antes de ser eleito, em 2009, Evo Morales defendia um Estado laico e desmentiu todos os rumores que fecharia igrejas. Depois de 5 anos no poder, ele mudou sua perspectiva e esqueceu dos compromissos firmados com líderes na época.
Um dos países mais fechados para o evangelho do continente desde que passou a ser comunista, Cuba aumentou a perseguição religiosa nos últimos anos, segundo comprova um relatório da organização Christian Solidarity Worldwide, com vários registros de hostilidade, tortura e prisões.
Somente no primeiro semestre de 2014, foram registradas 170 violações de liberdade religiosa, tendo dezenas de vítimas. Em contraste, no mesmo período de 2011 foram 120 casos, com 40 vítimas.
O governo cubano emprega táticas brutais incluindo a intimidação de pastores e líderes, ameaças de fechamento das igrejas, confisco de imóveis, demolição de igrejas e prisões temporárias. “É angustiante ver um aumento tão significativo e sustentado de violações relatadas da liberdade religiosa em Cuba”, disse Mervyn Thomas, diretor da CSW. Segundo ele, o governo cubano tem se recusado a permitir que todas as organizações religiosas funcionem legalmente.
Na Costa Rica, as 2.500 igrejas que formam a Aliança Evangélica Costarriquenha estão preocupadas por que o governo impôs novas regras de funcionamento de templos. Com isso, cerca de 1.500 delas seriam proibidas de continuar funcionando.
O presidente do grupo evangélico, Juan Luis Calvo disse que fez um esforço para que todos se enquadrem nas novas exigências, mas que precisa do apoio do governo. Entre elas, estão o isolamento acústico dos templos, uma adequação muito cara para a maioria das igrejas evangélicas.  Várias já foram proibidas de funcionar em 2014.
Desde 2005 os evangélicos vêm travando uma luta política contra resoluções do governo que prejudicam o funcionamento livre dos templos, em especial os evangélicos. O governo alega que existem padrões mínimos de segurança e acessibilidade a serem respeitados e que os templos que não se adequarem serão fechados. Enquanto isso, os deputados do partidos ligados aos evangélicos como Renovação Costa Rica (RC), Restauração Nacional (RN) e Aliança Democrática Cristã (ADC), travam uma batalha no âmbito legislativo, mas o governo afirma que não há perseguição. Com informações de CBN, [2], Christian News
Fonte: GospelPrime
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30 de agosto de 2014

Após pressão do público evangélico, Marina Silva exclui casamento gay e criminalização da homofobia de seu plano de governo


Após pressão do público evangélico, Marina Silva exclui casamento gay e criminalização da homofobia de seu plano de governo

Roldão Arruda, O Estado de S.Paulo
Comentário de Julio Severo: Depois que repostei ontem artigo da mídia secular (http://bit.ly/1rFcmOw) em que Jean Wyllys louva o programa de governo de Marina, muitos internautas se queixaram: “Não pode ser! Isso não é verdade! Você está mentindo.” Sim, é verdade. A matéria do Estadão que estou publicando agora mostra que Marina mandou remover o trecho sobre “LGBT” somente DEPOIS de sentir a pressão do púbico. O mesmo fenômeno ocorreu na eleição presidencial de 2010. Quando Dilma sentiu a pressão pró-vida e pró-família da população evangélica e católica, ela mudou o discurso. Da noite para o dia a petista pró-aborto se transformou em devota católica pró-vida! Mudança em época de eleição SEMPRE é presságio de futuras decepções. Não foi diferente com Dilma. Por que seria diferente com Marina, que vem da mesma base? O escritor russo Fyodor Dostoevsky disse: “O socialista que é cristão deve ser mais temido do que o socialista que é ateu.” Ele temeria mais uma Dilma ateia do que uma Marina evangélica? Uma coisa é clara: Marina leu o programa de governo dela antes do povo. Por que ela esperou a reação do público evangélico para mudar? Falta-lhe valores para tomar atitudes coerentes com o Evangelho sem precisar da nossa pressão? O Estadão só não mencionou que Marina alterou a seguinte declaração: “precisamos superar o fundamentalismo incrustado no Legislativo e nos diversos aparelhos estatais, que condenam o processo de reconhecimento dos direitos LGBT e interferem nele.” “Fundamentalismo” é o termo que a esquerda em geral e o movimento homossexual usam para designar os cristãos e seus esforços pró-família. Por ora, depois da reação evangélica, esse ranço anticonservador foi removido. Eis o artigo do Estadão:
Marina Silva e Leonardo Boff, da Teologia da Libertação
Comitê da candidata do PSB à Presidência afirma ter havido ‘falha processual na editoração’ do programa lançado e divulga ‘errata’.
Decorridas menos de 24 horas do lançamento oficial de seu programa de governo, a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, emitiu nota oficial para retificar o que havia prometido em relação à defesa dos direitos da população homossexual.
Alegando "falha processual na editoração do texto" divulgado, ela recuou em relação aos pontos mais polêmicos e rejeitados pelos pastores de denominações evangélicas, onde se abriga parte considerável de seu eleitorado.
Ontem, após a divulgação do programa, ao mesmo tempo que as redes sociais registravam manifestações de apoio da comunidade LGBT, pastores e políticos da bancada evangélica disparavam críticas, insinuando que Marina perderia o apoio do eleitorado de suas igrejas.
Um dos pontos que mais deixam evidente o recuo da candidata, que pertence à igreja Assembleia de Deus, é a supressão da promessa de "articular no Legislativo a votação da PLC 122". O objetivo desse projeto de lei, que tramita desde 2006, é equiparar o crime de homofobia ao racismo, com a aplicação das mesmas penas previstas em lei.
Desde que surgiu, ele tem sido combatido pela bancada evangélica, com o argumento de que pastores que atacarem a homofobia em seus programas de rádio e TV também poderão criminalizados, o que seria uma restrição do ponto de vista da liberdade religiosa.
Outro recuo dos mais notáveis se refere à união entre pessoas do mesmo sexo. Na versão original, Marina prometeu "apoiar propostas em defesa do casamento civil e igualitária com vistas à aprovação dos projetos de lei e da emenda constitucional em tramitação, que garantem o direito ao casamento igualitário na Constituição e no Código Civil". Na proposta modificada, ela diz que vai "garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo".
Em outras palavras, ela vai se limitar a cumprir determinações legais já existentes, que surgiram do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que reconhecem a união civil entre pessoas do mesmo sexo e obriga os cartórios a registrar essas uniões. A promessa, portanto, apenas informa que a determinação do Supremo será cumprida. O que os gays reivindicam é uma lei que garanta o direito à união na Constituição. Isso os deixaria livres de mudanças nas interpretações do STF e do CNJ. Em outras palavras, teriam mais segurança.
Kit escolar. Marina se igualou à atual presidente Dilma Rousseff ao suprimir do programa a promessa de "desenvolver material didático destinado a conscientizar sobre a diversidade de orientação sexual e as novas formas de família".
Em 2011, pressionada pela bancada evangélica no Congresso, Dilma interrompeu a distribuição de material didático que se destinava justamente a combater a intolerância nas escolas, afirmando que seu governo não faria divulgação de nenhum tipo de orientação sexual. De la cá para cá, Dilma tem sido duramente criticada pela comunidade LGBT por essa decisão. Na sexta-feira, com a divulgação de seu programa, Marina ganhou elogios de quase toda a comunidade, que voltou a se lembrar da atitude de Dilma.
O terceiro ponto mais notável é o que trata da aprovação do Projeto de Lei da Identidade de Gênero Brasileira, mais conhecida como Lei João Nery. Seu objetivo é regulamentar o direito à troca de nomes de transexuais e travestis, dispensando a enorme burocracia que são obrigados a enfrentar hoje. Marina havia prometido mobilizar a bancada de governo no apoio à lei. No texto divulgado ontem, ela suprimiu a intenção de trabalhar pela aprovação.
Fonte: Estadão
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Marina pode ser elo dos cristãos com o movimento gay. Com ela, cristãos e ativistas gays estreitarão relações e estabelecerão consensos, diz militante homossexual que é candidato do PT


Marina pode ser elo dos cristãos com o movimento gay. Com ela, cristãos e ativistas gays estreitarão relações e estabelecerão consensos, diz militante homossexual que é candidato do PT

Presidente licenciado da Associação dos Homossexuais do Acre, Germano Marino, 35 anos, é pai de santo na periferia de Rio Branco (AC) e candidato a deputado estadual pelo PT.
Germano Marino: pai-de-santo, militante homossexual e candidato do PT
Apesar de características que um evangélico supostamente abominaria, trabalhou durante quatro anos e nove meses no gabinete da ex-senadora acreana Marina Silva, candidata à Presidência pelo PSB.
Em 2007, ganhou um prêmio de direitos humanos do Grupo Arco-Íris como o melhor militante da causa gay no Brasil.
Marino conta que Marina jamais o discriminou por causa de sexualidade.
- Sou homossexual assumido desde os meus 14 anos de idade. Sou de religião de matriz africana, de candomblé, atualmente sou babalorixá, desde 2005, pai de santo, e tenho uma casa de santo aberta. Sendo evangélica, a Marina tinha os pastores que frequentavam o escritório dela e a gente convivia perfeitamente. Marina era aquele divisor que podia fazer com que houvesse diálogo e confraternização, sem haver o “diferente”.
Campanha eleitoral de ativista gay German Marino
Por causa da militância, no final de junho o muro da casa de Marino foi pichada com frases homofóbicas: ‘Vamos matar os gays' e 'Deus abomina os gays’.
- A Marina pode ser elo dos religiosos com o movimento gay. Nós podemos estreitar as nossas relações e estabelecer consensos.
O militante do movimento LBGT disse que a candidata Marina Silva tem sido alvo de campanha difamatória nas redes sociais desde que foi candidata à Presidência em 2010.
- É uma campanha sórdida feita por gente que realmente não conhece a Marina minimamente. Até parece que as pessoas não podem ter religião. Da mesma forma como sou  do candomblé, a Marina é da Assembleia de Deus.
O candidato a deputado estadual petista nega voto à candidata Dilma Rousseff.
- Vou votar na Marina. Não tenho receio de declarar isso. Sou filiado ao PT desde o ano 2000. Quando Marina foi candidata, em 2010, minha casa foi uma “Casa de Marina”. O PT nunca me proibiu. Ninguém nunca me questionou por isso e não será agora que isso vai acontecer.  Vou votar na Marina porque é muito difícil pedir para um acreano não votar nela quando temos a possibilidade real de tê-la na Presidência. Isso para mim extrapola a questão partidária.

Entrevista

Como você foi levado a trabalhar com a então senadora Marina Silva?
Eu era empregado doméstico e fazia um mês que tinha saído da casa de minha patroa, onde trabalhei e morei durante três anos. À época, fui chamado pela Yara Marques, assessora do então deputado estadual Ronald Polanco, do PT, atualmente conselheiro do Tribunal de Contas do Acre. Yara estava envolvida na campanha do Irailton Lima, que foi assessor da Marina. Trabalhei durante nove meses na campanha, me empenhei ao máximo, e a Marina decidiu me chamar para trabalhar com ela. Era um campanha feita na garra. Eu passei do ambiente de empregado doméstico para o universo da política. Não sou filho de nenhuma família tradicional. Minha família é pobre, meu pai é metalúrgico, de Minas Gerais, e minha mãe acreana. Nenhum dos dois nunca teve qualquer vínculo político. Somos muito pobres no aspecto financeiro e eu sou o irmão mais velho de seis filhos.
Ela já era evangélica?
Sim, já era da Assembléia de Deus. Trabalhei durante quatro anos e nove meses com ela e tive, digamos, um contato bem íntimo de participação do mandato naquele período. Frequentava a casa do seu Pedro, pai da Marina, das irmãs e da casa dela em Rio Branco.
Como ela lidava com o fato de você ser homossexual?
Em nenhum momento Marina me discriminou por causa da minha sexualidade. Sou homossexual assumido desde os meus 14 anos de idade. Sou de religião de matriz africana, de candomblé, atualmente sou babalorixá, desde 2005, pai-de-santo, e tenho uma casa de santo aberta. Sendo evangélica, a Marina tinha os pastores que frequentavam o escritório dela e a gente convivia perfeitamente. Marina era aquele divisor que podia fazer com que houvesse diálogo e confraternização, sem haver o “diferente”.
Em algum momento Marina tentou a sua conversão ou tentou convencê-lo a deixar de ser homossexual?
Nunca houve isso. A Marina nunca tentou me forçar, nunca conversou, nunca teve nenhum tipo de situação dessa natureza, pois nunca houve tentativa de exclusão de minha presença. Nunca teve um momento de chamado dessa natureza ou de persuasão para que eu professasse a fé dela ou para que eu deixasse de ser homossexual.
Alguma situação inusitada?
Sim. O Marcio Bittar, que atualmente concorre ao governo, quando foi candidato a deputado estadual, Wânia Pinheiro, da assessoria dele, decidiu realizar um evento para atrair a simpatia dos homossexuais. Fui chamado para ser o apresentador, vestido de drag queen. Eu estava no auge da campanha da reeleição da senadora Marina Silva. Falei com a senadora, expus o problema e perguntei se poderia ir ao evento do candidato de um partido adversário. Ela respondeu: “Germano, eu não sou dona da sua vida. Se você vai ou não, se vai se vestido ou não de drag queen, é você quem decide. Não tenho que lhe dizer se deve ir ou não. Você é que tem que pensar e decidir o que é melhor para você”. Achei aquilo impressionante e eu fui ao evento sabendo que não teria nenhum problemas, mas eu era da assessoria dela.
Dizem que ela é fundamentalista, intolerante com às causas do movimento LGBT…
Na trajetória dela como vereadora, deputada estadual e nos 16 anos como senadora,  Marina não propôs nem incitou projeto de lei que fosse contra as questões da causa gay, das religiões de matriz africana. Ela sempre soube separar o que é de foro íntimo do que é de foro coletivo. Jamais discriminou qualquer pessoa por ser gay ou por não pertencer à religião dela. Isso não é do perfil dela. Tem um texto bonito, de autoria da Marina, intitulado “A cor púrpura”, onde ela fala da sexualidade, de homossexuais, e conta que sempre teve amigos e amigas homossexuais e cita Caetano Veloso sobre ”a dor e a delícia de ser o que é".
Como explicar que ela não seja poupada de críticas por causa desse assunto?
O que tem havido é uma campanha difamatória desde 2010, quando ela concorreu à Presidência pela primeira vez. É uma campanha sórdida feita por gente que realmente não conhece a Marina minimamente. Até parece que as pessoas não podem ter religião. Da mesma forma como sou do candomblé, a Marina é da Assembleia de Deus. O prefeito de Rio Banco, Marcus Alexandre, petista, também é evangélico, mas nem por isso deixou de participar da solenidade de abertura da Semana da Diversidade.
Em algum momento a fé de Marina ajudou você?
Minha mãe é alcoólatra. Uma vez eu estava passando por um problema por causa disso. Falei pra Marina e ela perguntou se eu gostaria de conhecer o pastor dela. E fui conhecer o pastor, em Brasília. Quem foi comigo à igreja foi o Fábio Vaz, marido da Marina. O pastor dela tem o dom da palavra, faz profecias. Participei do culto, o pastor foi muito aberto comigo. Foi uma pessoa amiga e me deu um conselhos sábios. Quando voltei, ela perguntou como tinha sido e se tinha me servido. Falei que gostei, que tinha sido muito bom para mim. Nem por isso, ela me pediu para aderir à religião dela. Sei que muito amigos meus, militantes da causa gay no Brasil, que estão participando de campanhas difamatórias contra Marina, é por causa de seus laços partidários. A Marina pode ser elo entre os religiosos e o movimento gay. Nós podemos estreitar as nossas relações e estabelecer consensos.
Marina é sensível a isso?
Muito. As pessoas pegam no pé porque disse que o casamento ela aceita pela união de pessoas. O assembleliano nunca vai aceitar casamento de pessoas do mesmo sexo nas igrejas deles, como o catolicismo não aceita. Cada um estabelece as suas regras. Temos avanços mas não temos uma lei no Código Civil que possa fazer com que pessoas do mesmo sexo possam casar. Temos uma decisão do CNJ, temos projetos do governo federal, mas nós não temos uma lei que possa dar direitos iguais aos homossexuais. E olha que a Dilma assumiu o governo com apoio da maioria do Congresso. Por que as pessoas fazem essas exigências agora, que Marina é candidata à Presidência, e não fazem em relação aos demais candidatos? O movimento gay não foi tão exigente com Lula nem com Dilma. A Marina está sofrendo preconceito porque é assumidamente religiosa da Assembleia de Deus, porque é negra e porque é da região Norte do Brasil, do Acre. Ela já sofria isso quando senadora e ministra do Meio Ambiente. Ela está acostumada a vencer esses preconceitos e eu estou do lado dela para qualquer situação porque é muito ruim você ver um pessoa sofrer tanto preconceito e ser tão estigmatizada.
Vai votar em Dilma?
Vou votar na Marina. Não tenho receio de declarar isso. Sou filiado ao PT desde o ano 2000. Quando Marina foi candidata, em 2010, minha casa foi uma “Casa de Marina”. O PT nunca me proibiu. Ninguém nunca me questionou por isso e não será agora que isso vai acontecer. Vou votar na Marina porque é muito difícil pedir para um acreano não votar nela quando temos a possibilidade real de tê-la na Presidência. Isso para mim extrapola a questão partidária. Como vou pedir para um acreano não votar numa mulher negra, que nasceu pobre, que foi alfabetizada aos 16 anos, que superou doenças, e que pode ser a primeira mulher da Amazônia a receber a faixa presidencial? Temos muitos acreanos que estão no mesmo patamar de onde a Marina emergiu. Mas não é apenas porque sou acreano. Marina representa uma nova concepção de se fazer a política. Quando se tem boa vontade de se fazer mudança, todos os instrumentos e instituições mudam. Não adianta a gente ter um país apenas desenvolvimentista se a gente não pensar com o coração. A Marina sempre pregou a união de esforços, mas parece que tudo o que ela fez só está sendo enxergado agora, como se fosse uma novidade. Ela sempre foi assim. O movimento gay tem que enxergar na Marina um referencial de elo porque são os religiosos fundamentalistas que não deixam passar leis capazes de beneficiar com direitos iguais a popuação LGBT no Brasil. Todos nós temos o direito de ter uma religião. Ela é da Assembleia de Deus, eu sou do candomblé, outros são kardecistas etc. Nós estamos num estado laico. Eu, defensor das causas gays no Brasil, não vou discriminar Marina porque ela tem religião. Temos que parar com hipocrisia porque isso não é ser militante dos direitos humanos. A Marina não anda professando a fé dela. A Marina tem a fé dela, o que é bem diferente do candidato Pastor Everaldo. Ela não se intitula bispa ou pastora, apesar de tantos anos como religiosa. Ela não professa, ela é religiosa.
Como foi ter a casa pichada com as frases homofóbicas “Vamos matar os gays” e “Deus abomina os gays”?
Sou candidato a deputado estadual e quase desisti por causa disso.  Sou militante do movimento gay há dez anos. Foi a primeira vez que sofri uma ameaça tão grave. Existe uma onda crescente do machismo, do conservadorismo, e da violência contra os homossexuais. Amigos meus já foram assassinados ou sofreram agressões porque eram ou são gays. Já frequentei muita delegacia por causa desses casos, mas até então não tinha tido uma preocupação contra a minha própria vida, o que ocorreu agora. Ouvi da polícia que eu só voltasse à delegacia quando eu identificasse possíveis pessoas que fizeram a pichação ameaçadora. Não acredito que tenha sido uma ação de evangélicos nem de meus vizinhos, de minha comunidade, onde tenho boa reputação, e que é formada por católicos, evangélicos…
De dia você é a Mulher Maravilha, candidato a deputado estadual, em campanha, e de noite o pai de santo?
Quando eu era adolescente, antes de assumir que sou gay, eu sempre me identificava com as heroínas. Quando comecei a assistir a Liga da Justiça, sempre me identificava com a Mulher Maravilha, a defensora dos mais oprimidos, dos que necessitavam de justiça. Não sou um Tiririca do Acre. Não nasci palhaço, não toco minha vida vendendo humor. Eu me visto de Mulher Maravilha porque ela traz a simbologia de defender as boas causas. Claro que isso cria um cenário que leva alguns a pensarem que é um palhaçada, mas não é. E me fiz militante dos direitos humanos. Então tenho a liberdade hoje em dia de poder estar de Mulher Maravilha, independente das pessoas gostarem ou não. Gravei minha participação de trinta segundos no programa eleitoral do PT e foram os trinta segundos mais felizes de minha vida. Só na democracia isso é possível. É um direito que há alguns anos ninguém tinha esse direito. Posso nem ser eleito, mas só a liberdade de poder me vestir de Mulher Maravilha, sem ser licenciado dos espaços, já é uma vitória.
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29 de agosto de 2014

Jean Wyllys elogia programa de governo de Marina Silva, o qual defende que “casamento” gay vire lei na Constituição


Jean Wyllys elogia programa de governo de Marina Silva, o qual defende que “casamento” gay vire lei na Constituição

Segundo o deputado, propostas "dão um chega pra lá no fundamentalismo religioso"

Daiene Cardoso
Brasília — O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) elogiou o programa de governo apresentado nesta sexta-feira pela candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, sinalizando apoio às demandas do público LGBT.
Jean Wyllys, do PSOL: deputado elogiou o programa de governo de Marina Silva
As propostas defendidas por Marina, segundo o deputado, "dão um chega pra lá no fundamentalismo religioso" e podem ajudar a aproximá-la do eleitorado LGBT. "Fico feliz que ela não tenha fugido da raia", comentou o deputado.
Evangélica da Assembleia de Deus, Marina incluiu em seu programa de governo a defesa do casamento civil igualitário e se comprometeu em apoiar projetos em tramitação no Congresso Nacional, como o que equipara a discriminação baseada na orientação sexual e na identidade de gênero à legislação que trata da discriminação em razão da cor, etnia, nacionalidade e religião.
O programa se compromete também com o projeto de lei sobre identidade de gênero — que regulamenta o direito ao reconhecimento de gênero de "pessoas trans" e que dispensa a autorização judicial, laudos médicos e psicológicos, cirurgias e hormonioterapias.
Wyllys considerou um "avanço" o acolhimento de propostas como a eliminação de obstáculos para adoção de crianças por casais homoafetivos, além da inclusão do combate ao bullying e à homofobia no Plano Nacional da Educação.
O parlamentar concluiu que o programa de Marina é semelhante ao apresentado pela candidata do PSOL, Luciana Genro. "Ela (Marina) é corajosa, só resta implementar", disse.
O deputado lembrou que na campanha de 2010, a presidente Dilma Rousseff também apresentou uma pauta voltada para o público LGBT, mas não teve força para superar o conservadorismo de sua base aliada no Congresso.
Entre os 10 pontos apresentados no programa, Marina defende a normatização do conceito de homofobia na administração pública e a criação de mecanismos para aferir os crimes de natureza homofóbica; a ampliação da oferta de tratamentos e serviços de saúde que atendam às demandas da população LBGT no SUS; a garantia de ingresso desse setor no mercado de trabalho através de cursos e oportunidades de capacitação; além de dar efetividade ao Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LBGT.
O parlamentar lembrou que parte dos candidatos tem procurado se aproximar do eleitorado LGBT e feito "sinalizações eleitorais" nos últimos pleitos.
"Quando a gente vê um candidato (apoiando essas ideias) que em outros momentos se mostravam reticentes, é porque eles sabem que têm que dialogar com este segmento", concluiu.
Em seu programa de governo como candidata à Presidência pelo PV em 2010, Marina se comprometia apenas com a luta contra a discriminação "étnica, religiosa, racial, homofobia, sexismo ou outras" e previa a criação de espaço próprio de participação política para o grupo com o objetivo de atender às demandas do segmento.
Este ano, sob influência do setorial LGBT do PSB, o então candidato Eduardo Campos havia se comprometido em incluir propostas mais específicas para essa população.
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Unidos por Israel


Unidos por Israel

Eguinaldo Hélio de Souza
Sim, somos cristãos Unidos por Israel. Declaramos nosso amor pelo povo judeu como um legítimo reconhecimento por tudo o que recebemos desse povo em particular (Rm 3.1, 2; 15.27). Entendemos nosso dever de orar por eles (Rm 10.1) e de reconhecer no atual Estado de Israel o cumprimento das promessas bíblicas (Isaías 66.8; Amós 9.14, 15). Há um Deus que rege a história e, portanto, a existência de Israel tem conotações proféticas e históricas importantes dentro dos propósitos divinos.
No entanto, sabemos que nem todos os cristãos pensam assim. Alguns inclusive assumem um sentimento antissemita que não se harmoniza com os sentimentos cristãos. Pensamos que aqueles que afirmam não ser antissemitas, mas apenas antissionistas, estão fazendo uma declaração incoerente. É como se disséssemos reconhecer o direito de uma pessoa existir, mas negássemos seu direito de ocupar lugar no espaço.
Outros são cristãos legítimos e sinceros e, no entanto, opõem-se a Israel por motivos particulares e diversos. Nós, cristãos que amamos Israel, não desejamos que nosso amor a essa nação nos faça inimigos dos cristãos que pensam diferente.
Nosso amor pelos judeus não significa desamor para com os cristãos que não amam Israel. Não nos sentimos pressionados entre alternativas. Amamos Israel e amamos a Igreja de Cristo, mesmo os indivíduos dentro dela que não concordam com nossas posições. Somos Unidos por Israel. Não queremos ser desunidos pela causa de Israel.
 Também é importante dizer que uma declaração de nosso amor pelos judeus não significa desamor por outros povos e nações. Como cristãos, devemos amar o mundo que Deus amou (João 3.16) e isso inclui tanto árabes quanto judeus. 
Entretanto, amar não é negar nossas firmes posições e nem ocultar nossas opiniões. Temos o pleno direito de expressá-las e defendê-las. Nosso respeito não significa concordância irrestrita, seja com cristãos que se opõem a Israel, seja com povos que declaram abertamente seu ódio aos judeus e manifestam o desejo por sua destruição. Nosso apoio a Israel não é irracional ou injusto. Vemos nas Escrituras apoio suficiente para sua existência, como também o viram as autoridades britânicas durante os primeiros anos do Movimento Sionista.
Chaim Weizmann, presidente da Agência Judaica, órgão que representava os judeus antes da existência de seu Estado, assim escreveu em sua autobiografia:
Nunca lhe ocorreu [isto é, nunca ocorreu a Lucien Wolf, antissionista declarado] que homens como Balfour, Churchill, Lloyd George, fossem profundamente religiosos e acreditassem na Bíblia, de tal maneira que nós, os sionistas, representássemos para eles uma grande tradição pela qual sentiam enorme respeito.[1]
O Estado judeu se tornou uma realidade não apenas por causa dos judeus, mas também devido àquilo que os cristãos acreditavam sobre a Bíblia. E somente por causa das Escrituras podemos orar, abençoar, apoiar e amar a Israel e aos judeus.
Ainda é preciso dizer que nosso respeito à Israel não se apoia em alguma infalibilidade por parte dos judeus ou de seus líderes. É óbvio que tomam decisões erradas, é óbvio que falham. Quando a falha não ocorre entre as altas lideranças ocorre entre os próprios soldados e civis, propensos a ódios, excessos e erros como qualquer outro. Pelo contrário, nossa defesa ao seu direito à terra se fia na justiça divina e não na justiça humana:
Não é por causa da tua justiça, nem pela retidão do teu coração que entras a possuir a sua terra, mas (...) para confirmar a palavra que o SENHOR, teu Deus, jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó. Sabe, pois, que não é por causa da tua justiça que o SENHOR, teu Deus, te dá esta boa terra para possuí-la, pois tu és povo obstinado. (Dt 9.5, 6).
Os judeus conscientes por seu lado não reivindicaram a terra porque fossem melhores do que outros seres humanos. Julgavam-se igual a todos os homens e por isso lutaram para viver novamente na terra de seus antepassados:
Temos o direito de ser tratados como seres humanos normais, capazes de ingressar na família das nações como iguais e de ser senhores de nosso próprio destino. Odiamos o antissemitismo tanto quanto o filossetimismo. Ambos são degradantes.[2]
Não podemos ser ingênuos
Reconhecer os erros de Israel por outro lado não significa ignorar seus acertos bem como as más intenções de seus inimigos. Os cristãos que condenam Israel parecem fazer vistas grossas ao ódio e às ameaças abertas de seus inimigos. Relacionar aqui as inúmeras declarações de intenção de destruir Israel, feitas por seus inimigos, não seria só cansativo, como desnecessário. Os críticos cristãos de Israel geralmente são pessoas instruídas, com pleno acesso à mídia, que sabem muito bem as  intenções por trás de muitas declarações aparentes de boa vontade.
Como escreveu Mosab Hassan Yousef, filho do fundador do HAMAS:
Portanto, para o Hamas, o problema supremo não era a política de Israel. Era Israel em si, a existência daquele Estado-nação.[3]
Essa não é uma declaração isolada. O extermínio da nação de Israel permanece o objetivo de várias nações árabes desde o surgimento. É um fato sabido por todos. E quando cristãos ignoram os discursos de ódio por parte dos árabes com relação aos judeus eles estão sendo cúmplices desses sentimentos. Não é necessária grande quantidade de informação e de análise política para saber que se a paz não aconteceu ainda é porque de fato o interesse não é a paz, mas o extermínio de Israel.
Na maioria das vezes o que existe é uma ingenuidade voluntária, que não passa de mero partidarismo alimentado por influência ideológica e não pela sinceridade ou pelo desejo de justiça.
Ser justo é defender os inocentes e não apenas os que sofrem
A verdade é que Israel tornou-se uma nação forte em pouco mais do que seis décadas. Possui poderio bélico de alto poder de destruição. Sua situação econômica sem dúvida é muito superior ao dos chamados palestinos. Isto, contudo, não faz de Israel o culpado e de seus atacantes inocentes. Ninguém é culpado por ser rico ou inocente por ser pobre. Somos culpados ou inocentes de acordo com nossas ações. Em outras palavras, o poderio bélico de Israel não o torna culpado da mesma forma como a pobreza dos palestinos não os tornam inocentes. Julgar dessa forma é alterar o sentido de justiça.
Não admitirás falso rumor e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunha falsa. Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com o maior número para torcer o direito. Nem ao pobre favorecerás na sua demanda. (Êxodo 23.1-4)
Não fareis injustiça no juízo; não aceitarás o pobre, nem respeitarás o grande; com justiça julgarás o teu próximo. (Levítico 19.15)
Uma amostra de julgamento incoerente pode ser visto no muro que separa Belém e outras cidades de Israel. Não resta dúvida de que ele cria segregação e prejudica os palestinos sob vários aspectos. A pergunta é: por que o muro foi construído? Todos sabem que foi para evitar o terrorismo, que de fato diminuiu significativamente após sua construção. Entretanto, o governo judaico é acusado de perverso por esse ato enquanto não se faz qualquer menção ao terrorismo como se matar pessoas fosse um direito e protegê-las uma ofensa. Este é apenas um exemplo.
Alguns se queixam de que a história é escrita pelos vencedores. E na maioria das vezes é mesmo, pois os perdedores não têm condição de escrevê-la. No entanto, dizer que é escrita pelos vencedores não quer dizer que foi escrita pelos culpados enquanto os inocentes foram silenciados. A Alemanha nazista perdeu a guerra e nem por isso era inocente. Tudo o que a respeito do nazismo foi escrito pelos vencedores é plenamente verdadeiro.
Forte e fraco não são sinônimos de culpado e inocente. Ninguém que procure julgar com justiça seguirá esse caminho, pois esse não é o caminho de Deus.
Duas espécies de peso e duas espécies de medida são abominação para o SENHOR, tanto uma coisa como outra. Provérbios  20.10
O que justifica o ímpio e o que condena o justo abomináveis são para o SENHOR, tanto um como o outro. Provérbios 17.15
A culpa e a inocência não são inerentes a grupos étnicos ou classes sociais. Avaliar segundo esses critérios embotará o senso de justiça de qualquer um. Nem sempre os que usam da palavra justiça são os que a estão praticando ou que estão avaliando segundo ela.
Devemos amar os inimigos de Israel e os cristãos que se opõem a Israel. Só não podemos alegar que são inocentes ou que são justos em sua avaliação. Somos Unidos por Israel porque acreditamos no que dizem as Escrituras a seu respeito. Por esse mesmo motivo rejeitamos os que abertamente defendem a sua destruição e aqueles que substituem a Palavra por ideologias humanas.
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:
“O Vaticano contra Israel”: Crítica do novo livro de Meotti


[1] WEIZMANN, Chaim. Israel, do sonho à realidade. São Paulo: IBRASA, 1969. p. 182
[2] WEIZMANN, Chaim. Israel, do sonho à realidade. São Paulo: IBRASA, 1969. p. 187
[3] YOUSEF, Mosab Hassan. FILHO DO HAMAS. Rio de Janeiro: Sextante, 2010. p.75

28 de agosto de 2014

O tiro saiu pela culatra! Islamitas treinados pelos EUA se juntaram ao ISIS


O tiro saiu pela culatra! Islamitas treinados pelos EUA se juntaram ao ISIS

Base Secreta na Jordânia era o local de acobertamento para o apoio aos insurgentes que visavam derrubar Assad

Aaron Klein, correspondente do WND em Jerusalém
Comentário de Julio Severo: Este importante artigo do WND, traduzido por Dionei Vieira (que é tradutor que colabora traduzindo artigos que lhe indico como imprescindíveis), pois mostra como o governo dos EUA treinou muitos dos terroristas islâmicos que estão há meses torturando, estuprando e matando os cristãos no Iraque e na Síria. Há informação anterior do WND de que a CIA estava enviando armas para esses terroristas. O atual artigo do WND também revela que o ISIS (EIIL) recebeu muita ajuda de dois grandes aliados dos EUA no Oriente Médio: Turquia e Arábia Saudita. Todos colaborando, querendo ou não, para exterminar os cristãos da Síria e Iraque.
Treinadores do Exército dos EUA
JERUSALÉM, Israel — Rebeldes sírios que viriam a se juntar ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante, ou ISIS (EIIL), foram treinados em 2012 por instrutores dos Estados Unidos que trabalham em uma base secreta na Jordânia, de acordo com informações de autoridades jordanianas.
As autoridades disseram que dezenas de futuros membros do ISIS foram treinados na época como parte de um apoio secreto aos insurgentes que visava derrubar o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, na Síria. As autoridades disseram que o treinamento não tinha o objetivo de ser usado em qualquer campanha futura no Iraque.
As autoridades jordanianas disseram que todos os membros do ISIS que receberam treinamento dos Estados Unidos para lutarem na Síria foram primeiro examinados por quaisquer vínculos com grupos extremistas, como a Al-Qaeda.
Em fevereiro de 2012, o site WND foi o primeiro a dar a notícia de que os EUA, a Turquia e a Jordânia estavam operando uma base de treinamento para os rebeldes sírios na cidade jordaniana de Safawi na região desértica do norte do país.
Esse relatório já foi confirmado por vários outros relatos da mídia.
Em março passado, a revista alemã Der Spiegel relatou que os americanos estavam treinando rebeldes sírios na Jordânia.
Citando o que dizia era de que eram participantes sob treinamento e organizadores, Der Spiegel relatou que não estava claro se os americanos trabalhavam para empresas privadas ou se estavam com o Exército dos EUA, mas a revista disse que alguns organizadores usavam uniformes. O treinamento na Jordânia estaria focando no uso de armamentos anti-tanque.
A revista alemã relatou que cerca de 200 homens receberam o treinamento nos últimos três meses em meio aos planos dos EUA para treinar um total de 1.200 membros do Exército Livre da Síria [rebeldes islâmicos] em dois campos no sul e no leste da Jordânia.
O jornal britânico The Guardian também relatou, em março passado, que os instrutores dos EUA estavam ajudando os rebeldes sírios na Jordânia junto com instrutores britânicos e franceses.
A agência Reuters relatou que um porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA se recusou a comentar imediatamente sobre a reportagem da revista alemã. O Ministério das Relações Exteriores Francês e os Ministérios das Relações Exteriores e da Defesa da Grã-Bretanha também não quiseram comentar à agência Reuters.
As autoridades jordanianas falaram ao site WND em meio a preocupações de que a violência sectária no Iraque se espalharia para o seu próprio país, bem como para a Síria.
O ISIS anteriormente postou um vídeo no YouTube ameaçando passar pela Jordânia e “assassinar” o rei Abdullah, a quem eles vêem como um inimigo do Islã.
O site WND relatou na semana passada que, segundo fontes do regime da Jordânia e da Síria, a Arábia Saudita armou o ISIS e que os sauditas são uma força motriz no apoio ao grupo ligado à al-Qaeda.
O site WND relatou ainda que, de acordo com uma fonte xiita em contato com um alto oficial do governo do primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki, o governo do Obama tem conhecimento, há dois meses, de que o grupo inspirado na al-Qaeda tomou duas cidades iraquianas e que agora está ameaçando Bagdá também estava treinando combatentes na Turquia.
A fonte disse ao site WND que pelo menos um dos campos de treinamento do grupo no Iraque do Estado Islâmico do Iraque e da Síria, o ISIS, está nas proximidades da Base Aérea de Incirlik perto de Adana, na Turquia, onde o pessoal e equipamentos norte-americanos estão localizados.
Ele chamou Obama de “um cúmplice” nos ataques que ameaçam o governo de Maliki a quem os EUA ajudaram a estabelecer, através da guerra do Iraque.
A fonte disse que, após o treinamento na Turquia, milhares de combatentes do ISIS foram para o Iraque através da Síria para se juntar ao esforço para estabelecer um Califado Islâmico sujeito a uma rígida lei islâmica, ou Sharia.
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