31 de janeiro de 2014

Fé cristã e política: entre o falatório e a realidade


Fé cristã e política: entre o falatório e a realidade

Edson Camargo
Não é muito difícil para um falastrão qualquer apresentar uma tese verdadeira em si mesma justamente para abrir o caminho para a aceitação de uma série de bobagens. Até crianças do ensino fundamental deveriam saber disso num ambiente cultural como o nosso, no qual tornou-se um vício usar a linguagem da forma mais irresponsável e malandra possível para fins políticos ou por pura egolatria.
Um exemplo sempre presente em conversas entre cristãos, quando o assunto é política é a frase: “o Evangelho não é de direita, nem de esquerda.” Eis uma obviedade, pelo simples fato do que o Evangelho, a Revelação, a Palavra de Deus, “permanece para sempre”. Já a clivagem esquerda/direita é só um meio de mapear linhas de pensamento e ação repleto de limitações, fruto de um período histórico determinado, além de ser facilmente manipulável.
Muito bem. Uma coisa é o Evangelho não ser nem de direita nem de esquerda. Outra é a safadeza em tentar fugir da questão central: todo assunto sério a respeito da condição humana sempre é, em última análise, filosófico e teológico. E aqui articulam-se temas seríssimos: nada menos que a própria Revelação e a possibilidade de entendê-la, a possibilidade de se obter, ou não, conhecimento objetivo da realidade social, e as implicações da doutrina cristã sobre a ação dos cristãos na esfera pública. Só para início de conversa.
Uma coisa é o Evangelho não ser nem de direita, nem de esquerda. Outra é compactuar com quem mente dizendo não haver como analisar questões políticas à luz dos princípios da fé cristã.
Uma coisa é o Evangelho não ser nem de direita, nem de esquerda. Outra é se omitir na crítica a cristãos defensores de agendas políticas anticristãs como as da esquerda, e até a algumas da direita, evocando um bom-mocismo eclesial que disfarça muito mal a covardia, a hesitação em confessar despreparo para tratar do tema ou outros interesses.
É verdade que "o Evangelho não é de direita nem de esquerda". Mas não há como ouvir com séria desconfiança esta sentença. É fácil demais usá-la para negar o mandamento "seja o seu sim, sim, e seu não, não, o que passar disso vem do maligno” (Mt. 5:36) em assuntos públicos. Também é muito fácil afirmar que “o Evangelho não é nem de direita nem de esquerda” com o intuito de fugir de um posicionamento realmente fundamentado no Evangelho em certas questões. Como quase não se ensina por aí a buscar tais posicionamentos, muita gente pensa que é impossível realizar tal tarefa, que na verdade é um dever de todo cristão. Outros sequer se preocupam com o assunto. A crise de discipulado que assola nossas igrejas é algo muito grave.
Também é possível afirmar que “o Evangelho não é nem de direita nem de esquerda” justamente para negar a relevância da fé cristã no debate político, ainda mais numa época em que a política quer invadir todas as áreas da vida, e, por conta desse processo, uma perseguição cultural aos cristãos nos países ocidentais torna-se cada vez mais notória. Mas diga a certos cristãos brasileiros que o evangelho diz respeito a todas as áreas da vida humana que logo a preguiça e a raiva em ter de admitir que ainda tem muito a aprender começa a apresentar seus sintomas, que vão do farisaísmo irracionalista às filisteidades reducionistas vaidosas.
Em certos ambientes brada-se que “o Evangelho não é nem de direita, nem de esquerda”, justamente para negar as origens, teses, meios e fins descaradamente anticristãos do que se define atualmente por esquerda. Que do lado da atual direita também haja gente anticristã defendendo teses anticristãs é dado elementar. Mas negar a total incompatibilidade entre a cosmovisão revolucionária das elites políticas esquerdistas (e aqui se inclui toda a horda politicamente correta da ONU, ONG´s do mega-esquema globalista, potentados da mídia de massa, obamistas e o alto comissariado da União Européia) é atestado de insanidade, ainda mais na atual conjuntura.
É fácil dizer que “o Evangelho não é nem de direita nem de esquerda”. Difícil é fazê-lo com um mínimo de maturidade intelectual, ou seja: levando em conta tudo o que a boa lógica, o bom senso, as Sagradas Escrituras e uma teologia livre de coliformes ideológicos deixam claro.
O fato é que falar sobre o Evangelho não é a mesma coisa que falar com base numa visão profundamente comprometida com o Evangelho. E isso pode ficar claro quando se observa cuidadosamente quem fala, quando fala, para quem fala, por que fala, e os frutos destas declarações.
Enfim, pode-se dizer uma verdade sobre o Evangelho sem ter jamais tentado compreender a fundo o que ele realmente é, sua veracidade intrínseca, sua abrangência, a real natureza do poder e da disputa política, quem são de fato a direita e a esquerda, e com uma visão muito tosca do que realmente está em jogo no atual debate cultural e político.
Divulgação: www.juliosevero.com
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30 de janeiro de 2014

Brasil em crise e Dilma dando quase um bilhão de dólares para a ditadura cubana


Brasil em crise e Dilma dando quase um bilhão de dólares para a ditadura cubana

Julio Severo
Rachel Sheherazade, âncora do telejornal “SBT Brasil,” denunciou que Dilma Rousseff está dando rios de dinheiro para a ditadura de Cuba. Assistam à denúncia aqui: http://youtu.be/SKD_Hhw-JW0

Eu poderia pensar: “Que me importa? Não votei nela!” Sim, não votei nela, mas o dinheiraço que ela está dando para Cuba não vem pelo fato de que ela, Lula e outros ricaços do PT venderam tudo o que têm para dar para o pobre povo cubano.
Se o dinheiro tivesse vindo apenas dos que burramente votaram em Dilma e no PT, eu também não me preocuparia tanto. Mas a conta de tudo o que Dilma está dando à ditatura cubana não vai ser do PT. Vai ser do povo brasileiro, mesmo dos que não votaram na quadrilha que não cessa de roubar do Brasil.
O que mais dói é ver que grandes líderes evangélicos deram apoio a Dilma, inclusive Bispo Manoel Ferreira, Marcelo Crivella, Robson Rodovalho, Ariovaldo Ramos, CNBB e outros. Por justiça, todos os caríssimos presentes de Dilma para Cuba deveriam ser cobrados das contas desses líderes, não de quem não votou nela.
A desculpa deles para apoiar Dilma foi que o PT tinha promessas de ajuda aos pobres. Ora, Jesus ensinou, no capítulo 6 de Mateus, que comida, roupa e habitação são necessidades legítimas. E o que ele apontou como solução para suprir todas essas necessidades?
Jesus disse:
“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33 NVI)
Bispo Manoel Ferreira, Marcelo Crivella, Robson Rodovalho, Ariovaldo Ramos, CNBB e outros não buscaram o Reino de Deus em favor de si e dos pobres do Brasil, pois o mandamento de Jesus Cristo não os orientou a buscar o reino de Lula, da Dilma, do PT, do PSDB, etc.
Eles buscaram o reino deste mundo, e agora as riquezas do Brasil e de nossas famílias estão sendo canalizadas para a ditadura de uma ilha longínqua.
Não me levem a mal os seguidores desses homens, mas Rachel Sheherazade tem mais “palavras proféticas” do que esses buscadores do reino deste mundo.
Semanas atrás, postei um vídeo do pastor calvinista Mark Driscoll acusando os teólogos cessacionistas de mundanos por não crerem que o Espírito Santo dá hoje dons sobrenaturais como profecia, visões, etc. Mas quem busca o reino deste mundo também é mundano. Bispo Manoel Ferreira, Robson Rodovalho e outros creem nesses dons, mas foram mundanos ao buscar o reino da Dilma para suprir as necessidades materiais do Brasil.
O reino que eles buscaram está agora suprindo as “necessidades” da ditatura cubana que, mesmo depois de ter sugado todo os seu povo, nada produziu, a não ser miséria e opressão.
O reino deste mundo de Bispo Manoel Ferreira, Marcelo Crivella, Robson Rodovalho, Ariovaldo Ramos, CNBB e outros está investindo pesadamente no governo de miséria e opressão de Cuba.
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“The Nation,” uma das mais antigas revistas esquerdistas dos EUA, reconhece o importante papel do Congresso Mundial de Famílias na formação da aliança pró-família entre EUA e Rússia


“The Nation,” uma das mais antigas revistas esquerdistas dos EUA, reconhece o importante papel do Congresso Mundial de Famílias na formação da aliança pró-família entre EUA e Rússia

A edição de 27 de janeiro da revista The Nation, numa reportagem com a manchete “How US Evangelicals Fueled the Rise of Russia’s ‘Pro-Family’ Right” (Como os Evangélicos dos EUA Estimularam o Surgimento da Direita Pró-Família da Rússia), reconhece o papel dos líderes do Congresso Mundial de Famílias (CMF) na unificação das forças pró-vida e pró-família nos Estados Unidos e Rússia
A reportagem chama Alexey Komov, representante do CMF na Rússia e na Comunidade de Estados Independentes, “de parte de uma nova geração de jovens ativistas antiaborto na Rússia que estão se inspirando em táticas que vieram a definir a batalha sobre direitos reprodutivos nos Estados Unidos.”
A reportagem também observa que os ativistas pró-vida estão “devagar, mas firmemente” ganhando vitórias na Rússia, onde a ênfase no início da década de 1990 era a contracepção e o aborto. Mas graças a ativistas como Komov, Pe. Maxim Obukhov e Yelena Mizulina, presidente da Comissão de Família, Mulheres e Crianças da Duma (Parlamento Russo), uma lei de 2011 (introduzida no dia seguinte depois da Cúpula Demográfica do CMF na Rússia) “limita o aborto ao primeiro trimestre (com a exceção de estupro e ameaças à vida da mãe) e institui período obrigatório de espera de dois para sete dias.”
The Nation além disso comenta que a proteção aos bebês em gestação “será elevada na agenda do Congresso de 2014 do CMF em Moscou em setembro,” onde Mizulina participará de um fórum parlamentar do CMF na Duma.
Larry Jacobs, diretor do Congresso Mundial de Famílias, diz: “A reportagem não menciona o índice de fertilidade desastrosamente baixo da Rússia de 1,5 filho por mulher — 2,1 são necessários apenas para substituir a atual população, nisso no que é o maior país do mundo, com uma área terrestre que abrange 16 fusos horários. Consequentemente, a Rússia poderá perder 30 milhões de pessoas em meados deste século. Além dos aspectos morais e de direitos humanos do aborto, isso é um incentivo imenso para os russos pensarem seriamente sobre o que será necessário para reverter a descida demográfica da nação.”
O Congresso Mundial de Famílias realizou sua primeira Cúpula Demográfica do mundo em Moscou em 2011, na Universidade Social Estatal da Rússia. O evento atraiu mais de 500 especialistas acadêmicos, pesquisadores, parlamentares e ativistas. No ano seguinte, o CMF se uniu a Sergey Morozov, governador de Ulyanovsk, para realizar uma segunda cúpula demográfica na capital do estado. Alexey Komov foi o líder que organizou ambas as conferências.
Jacobs continuou: “A manchete da reportagem de The Nation afirma que os evangélicos dos EUA estão estimulando o movimento pró-família na Rússia. Mas o Congresso Mundial de Famílias não é nem evangélico nem católico. O CMF é uma aliança de crentes e descrentes que atravessa o espectro religioso de católicos para evangélicos para ortodoxos para judeus. Nossos 40 Parceiros do CMF incluem líderes dessas religiões e outros mais que afirmam que a família natural é a unidade fundamental da sociedade e a chave para os autênticos direitos humanos e uma civilização saudável.”
The Nation é a mais antiga revista semanal dos EUA, com uma edição impressa e circulação online de 160.000. É amplamente considerada como uma das publicação mais influentes da Esquerda americana.  
O 7º Congresso Mundial de Família com o tema “Toda Criança é um Presente: Famílias Grandes, o Futuro da Humanidade” será realizado em Moscou, de 10 a 12 de setembro de 2014. A sessão de abertura do 7º CMF será no Salão do Congresso no Palácio do Kremlin. Uma sessão parlamentar especial do CMF será também realizada na Duma russa e um fórum científico especial na Universidade Estatal Lomonosov de Moscou. A cerimônia de encerramento será realizada na Catedral Cristo o Salvado de Moscou — a mais elevada catedral ortodoxa do mundo. Para mais informações, visite os sites russos:
Traduzido por Julio Severo diretamente do boletim interno do Congresso Mundial de Famílias: The Nation Magazine Recognizes World Congress of Families’ Pivotal Role In Forging An East/West Pro-Family Alliance
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29 de janeiro de 2014

Ator do famoso cowboy do cigarro Marlboro morre de enfermidade pulmonar


Ator do famoso cowboy do cigarro Marlboro morre de enfermidade pulmonar

Ele é o quinto ator da Marlboro a morrer de problema pulmonar

Sophie Jane Evans e Helen Pow
Outro ator que fazia o papel de cowboy nos anúncios comerciais do cigarro Marlboro morreu de uma enfermidade ligada ao fumo.
Eric Lawson, que fazia o papel do famoso cowboy fumante durante o final da década de 1970, morreu com 72 anos de insuficiência respiratória no começo deste mês.
Lawson parece ser o quinto ator ou modelo que promovia os cigarros da marca Marlboro a morrer de algum tipo de enfermidade pulmonar.
Outros incluem David Millar, o Marlboro Man da década de 1950, que morreu de enfisema pulmonar em 1987, e David McLean, que morreu de câncer pulmonar em 1995.
Outro que promovia a marca, Wayne McLaren, morreu antes de completar 52 anos em 1992 e Dick Hammer morreu de câncer do pulmão em 1999, aos 69 anos.
Lawson sucumbiu à doença em casa na cidade de San Luis Obispo, na Califórnia, em 10 de janeiro, de acordo com sua esposa, Susan Lawson.
Lawson, que fumava desde a idade de 14, fez o papel do cowboy fumante nos comerciais da Marlboro de 1978 a 1981.
A famosa figura do cowboy, usada de 1954 a 1999, era mostrada num ambiente da natureza com apenas um cigarro.
Durante sua carreira, Lawson também apareceu em seriados de sucesso na TV dos EUA, tais como Baretta e The Streets of San Francisco. Ele atuou também em As Panteras, Dinastia e SOS Malibu.
Mais tarde, ele apareceu num comercial contra o cigarro que parodiava o cowboy fumante da Marlboro, e num seguimento de Entertainment Tonight que debateu os efeitos negativos de fumar.
A sra. Lawson disse que seu marido sentia orgulho da entrevista, muito embora fumasse na época e continuasse com seu vício até ser diagnosticado com a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), que causou a insuficiência respiratória fatal.
A DPOC é o nome de um conjunto de doenças pulmonares, inclusive bronquite crônica, enfisema e enfermidade pulmonar obstrutiva crônica.
As pessoas que fumam muito, ou fumaram por muito tempo, têm mais probabilidade de desenvolver essa doença.
“Ele sabia que ele estava dominado pelo cigarro,” disse a sra. Lawson. “Ele sabia, mas assim mesmo não conseguia parar.”
Além de sua esposa, Lawson deixou seis filhos, 18 netos e 11 bisnetos.
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28 de janeiro de 2014

Curso estatal de formação de novos Luiz Motts e Jean Wyllys


Curso estatal de formação de novos Luiz Motts e Jean Wyllys

Julio Severo
Se você quer saber como está sendo usado o dinheiro que lhe é extraído através de impostos, não caia da cadeira: o governo federal, juntamente com o governo do estado do Rio de Janeiro, está oferecendo 100 vagas para formar líderes em ativismo homossexual.
A Fundação CEPERJ, que é ligada ao governo do estado do Rio de Janeiro, em parceria firmada com o Ministério da Saúde, está selecionando, até 20 de fevereiro de 2014, candidatados homossexuais de todo o Brasil para receberem treinamento, com todas as despesas pagas pelo governo, para fazerem exatamente o que Jean Wyllys e Luiz Mott fazem.
Jean Wyllys é o ativista gay “exemplar” que recentemente mentiu sobre a morte do jovem homossexual Kaique Augusto Batista dos Santos, que se matou depois de ser rejeitado pelo amante. Mas Wyllys, que não perde a oportunidade de mostrar suas loucuras, inventou que o homossexual foi assassinado em crime de “homofobia,” culpando Silas Malafaia, Marco Feliciano, a bancada evangélica e todas as igrejas cristãs do Brasil.
Ao que parece, o governo está interessado em multiplicar os modelos Wyllys em escala industrial, de modo que veremos nos próximos anos mais ativistas gays enlouquecidos culpando os cristãos por todas as desventuras que homossexuais sofrem por sua falta de juízo e decisões pessoais irresponsáveis.
É o Estado laico trabalhando religiosamente para levantar uma nova geração de Wyllys no Brasil.
Luiz Mott é outro modelo “exemplar” para a formação de líderes homossexuais. Afinal, ele é considerado o pai do moderno movimento gay do Brasil, tendo até sido condecorado pelo governo federal. Mas condecorado pelo quê? Por ter promovido um museu erótico enquanto alisava a estátua de um bebê nu? Por ter sido acusado de defender a pedofilia?
Luiz Mott com estátua de bebê nu
Pelo visto, o governo que o condecorou quer formar mais Motts no Brasil. Mais defensores da pedofilia. Mais ativistas gays alisando estátuas de bebês pelados, babando para tocar em carne fresca.
É o Estado laico trabalhando religiosamente para levantar uma nova geração de Motts no Brasil.
Mas o governo brasileiro não está sendo um pingo inovador e pioneiro em se aventura de treinar novos Wyllys e Motts. O governo americano passou na frente. No ano passado, o governo de Obama incumbiu a USAID de treinar um exército de militantes gays internacionais de pressão política, social e legal para fazerem campanhas em favor do “casamento” de mesmo sexo, leis anti-discriminação e “direitos” homossexuais no mundo inteiro.
Barack Obama
A meta, uma porta-voz da USAID disse, é ensinar os homossexuais como se infiltrar no sistema político e defender leis que a maioria dos americanos, que estão pagando as despesas desse programa, não aceitam. “Esse programa poderá ser um poderoso instrumento de transformações para avançar os direitos humanos LGBT,” insistiu ela.
O governo brasileiro, supostamente governado por socialistas anti-imperialismo americano, conseguiu mais uma vez imitar… o imperialismo cultural dos EUA!
Aguarde. Nos próximos anos, haverá mais 50 Wyllys falando bobagens e mentiras e mais 50 Motts defendendo museus eróticos alisando estátuas de bebês nus — por causa do treinamento estatal pago pelo dinheiro que você está dando agora ao governo.
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Sobre Luiz Mott:
Sobre Jean Wyllys:

27 de janeiro de 2014

Censura: a ambição de certos grupos evangélicos


Censura: a ambição de certos grupos evangélicos

Maya Felix
Falar sobre a censura no meio evangélico é falar sobre uma rede extensa e complexa de interesses. Buscar primeiro o reino de Deus ficou em último lugar, e hoje muitos pastores, teólogos, doutores, presidentes e advogados de associações que se denominam evangélicas, além de blogueiros e donos de site exercem a censura como meio de fazer prevalecer seu ponto de vista sobre as opiniões e as pessoas das quais discordam.
Censura. Pressões, chantagens. Parafraseando Shakespeare, há mais coisas entre evangélicos e a vida mundana do que pode supor nossa vã filosofia. Tenho um blog simples. Aliás, dois. Um no qual procuro discutir temas ligados à política e à religião, além de incluir postagens várias sobre literatura, música, cinema etc., e outro, no qual publico exclusivamente textos literários de minha autoria. Sou professora de uma universidade, gosto muito do que faço e em geral não me sobra tempo para postar com regularidade, a não ser nas férias, ou em um feriado prolongado. Então os blogs não são, definitivamente, uma atividade prioritária na minha vida.
Independentemente disso, desde que comecei a criticar um senhor calvinista que detém poder e influência, o nome do meu blog de textos político-religiosos desapareceu da listagem de vários blogs, inclusive de blogs de pessoas que estão em minha lista de amigos no Facebook, por exemplo. Coincidência? Tenho um amigo que passou pela mesma experiência.
A rede de interesses, barganhas, chantagens, comunicações subterrâneas, “truques” e atos aparentemente inocentes existe para tirar do oponente qualquer possibilidade de réplica e crítica. Esses que não gostam de críticas ostentam a imagem de amantes do debate. Mas o “debate” não ocorre, porque a mão pesada da censura e da intimidação elimina o gosto desagradável e incômodo do questionamento. Hoje não se questiona mais por que a teologia cessacionista é errada à luz da Bíblia. A web está repleta de blogs e sites pentecostais, mas ninguém fala nisso. Blogueiros pentecostais acham mais importante falar como a música pentecostal é ruim e sem imaginação a confrontar uma teologia visivelmente satânica.
Blogs cujos donos ou administradores pentecostais publicam artigos do senhor ao qual me refiro no início deste texto sem nenhum constrangimento – e escolhem em geral fotos muito boas para ilustrar seus textos! Que bom! Design é tudo. Ninguém ousa pensar. O mais irônico é que tanto se critica os neopentecostais por “não pensarem”. E isso é demonstrado quando publicam artigos do senhor teólogo que vê heresia, pura e simplesmente, nas experiências pentecostais.
Minha expressão de espanto é sobrepujada pela amargura em perceber a estrutura diabólica que tem alimentado a rede de blogs “evangélicos”. Aí vem a blogueira que sente “uma necessidade quase física” (sabem que eu gostei disso? É tão Lars Von Trier!) de expressar seus pensamentos… Seu blog é uma “tentativa” de “recolocar o cristianismo na via dos debates intelectuais”. Bonito, não? Não! Porque em um artigo recente ela diz exatamente o contrário! Ela diz que devemos separar bem as coisas: uma coisa é a igreja, outra é a universidade. Então para quê “recolocar o cristianismo na via dos debates intelectuais”? Mais adiante, ela explica humildemente (ainda bem, porque penso que seus textos são pedantes, e que ela é cheia de orgulho, habilmente encoberto por uma humildade falsa – uma das maiores evidências do orgulho): “Não por pedantismo ou orgulho, mas por uma necessidade quase física de dar nomes às minhas intuições”.
Segundo o artigo dessa moça, publicado na revista virtual “Teologia Brasileira”, teologia é uma coisa, mundo acadêmico é outra. E quem diz o contrário é… “conservador”! Ou seja: não podemos criticar o que ocorre em uma universidade como a Mackenzie, da Igreja Presbiteriana. Segundo ela, esse silêncio se chama “maturidade cristã”. Mas eu chamo de censura. Os que questionam o que ocorre na Mackenzie são tachados de conservadores, pessoas de visão turva, pouco inteligentes, mal esclarecidos. Afinal, como está escrito em Tito 1:15,  “tudo é puro para os que são puros…” Não é assim que os cristãos liberais justificam Marx, Luiz Mott, Teologia da Libertação, Missão Integral et caterva no meio evangélico? É assim também que os cessacionistas justificam qualquer coisa. Justificam o Genizah, justificam as pressões, justificam a censura, justificam as ações nada cristãs da Anajure a favor de uma denominação específica, de uma visão teológica estreita, de determinadas pessoas e blogs.
E mais uma coisa, que eu já disse em texto anterior: a censura ocorre também contra os que a praticam. A liberdade plena é concedida apenas aos cessacionistas: eles escrevem e publicam o que bem entendem, no blog de quem bem entendem. Em seus blogs, não há nem mesmo uma citação ou link para qualquer blog pentecostal — nem mesmo para os blogs que os citam, elogiam e divulgam. Definitivamente, esse desequilíbrio é a face mais visível de um processo de degradação espiritual sem precedentes no meio. Uma “tentativa” de “recolocar o cristianismo na via dos debates intelectuais”. Bonito, não? Mas toda turma cessacionista odeia ter sua heresia cessacionista contestada, questionada, debatida. Essa blogueira é incapaz, por agradecimento, por cortesia ou por gratidão, de citar ou divulgar os links dos blogs que recomendam seu blog como digno de ser lido. O que é isso? Uma opção pessoal, diriam alguns. Censura, eu afirmo.
Desisti de escrever para um portal de blogs para o qual escrevia sobre política. Minha interlocutora, ali, sempre foi de uma gentileza ímpar comigo. Mas uma entrevista que dei para o Blog do Júlio Severo foi rejeitada. Foi censurada. Não pela minha interlocutora, mas por irmãos pentecostais que têm interesses em jogo com a VINACC, a Mackenzie e a Anajure, todas dominadas pela fatia cessacionista da Igreja Presbiteriana, sobretudo na figura do ilustre chanceler. Não, não é coincidência. Isso tem nome. Isso tem explicação. Isso tem autor. Isso tem razão de ser. Pense com sua cabeça, investigue e analise. Você vai se surpreender.
Maya Felix, em missão na África. A mulher ao lado dela, que tinha uma corcunda enorme nas costas, foi curada pela oração de Maya e a equipe calvinista renovada francesa
Maya Felix nasceu em São Luis, Maranhão. É Doutora em Letras-Linguística pela Universidade Federal Fluminense e pela Université de Nanterre Paris Ouest la Défense, França. Apesar de sua família ser de tradição evangélica Batista, converteu-se ao cristianismo em 1992, aos 21 anos. Atualmente é professora do Departamento de Letras da Universidade Estadual do Maranhão em São Luis. Seus textos relacionam o cristianismo à política, à cultura e à vida em sociedade em geral.
Fonte: GospelPrime
Divulgação: www.juliosevero.com
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Sobre cessacionismo:

Convenção Batista Nacional embarcando na Teologia da Missão Integral


Convenção Batista Nacional embarcando na Teologia da Missão Integral

Julio Severo
“Qual é a missão das igrejas da Convenção Batista Nacional (CBN) nos dias de hoje?” Foi buscando responder a essa pergunta que a CBN realizou na Primeira Igreja Batista de Brasília a 1ª Consulta Nacional de Missão Integral da CBN, feita pela REDEMI (a Rede de Missão Integral da CBN) nos dias 14 a 17 de novembro de 2013.
A Consulta foi definida como “Um Momento Histórico e Inspirador.” No final, um dos líderes exclamou: “Que bom que Deus está nos despertando para missão integral!”
Um total de 89 pastores, líderes e seminaristas de 14 estados se reuniram para a Consulta, cujo tema foi "Missão Integral — da teologia à prática." O foco foi, com base na Teologia da Missão Integral (TMI), elaborar um plano para orientar as igrejas da CBN.
É digno de nota que esse foi o primeiro congresso de TMI na CBN, mas não foi o único evento recente dessa natureza no Brasil. Na verdade, entre novembro e dezembro de 2013, houve uma explosão de congressos de missão integral, quase todos pioneiros.
De 6 a 8 dezembro de 2013, a Missão Jovens da Verdade (JV) realizou o “Rock no Vale,” com a presença dos maiores “apóstolos” da Teologia da Missão Integral, inclusive Ariovaldo Ramos, Ed René Kivitz, Carlos Bezerra e Marcos Botelho.
Em 9 de novembro, a Universidade Presbiteriana Mackenzie foi palco de um mega-encontro da TMI anunciado como o “principal evento de juventude cristã no Brasil,” com a presença dos mesmos “apóstolos” da TMI, inclusive Antonio Carlos Costa, importante líder da IPB (Igreja Presbiteriana do Brasil) e presidente da ONG globalista desarmamentista Rio de Paz. A propaganda ficou por conta da Lixeira Gossip.
De 5 e 8 de dezembro, a Igreja Batista da Lagoinha realizou seu primeiro Congresso de Missão Integral, com a presença de Antonio Carlos Costa (conferencista da VINACC). Um dos palestrantes aconselhou os jovens da Lagoinha a lerem Frei Betto se quisessem entender o que é TMI. Esse “frei,” que não tem nada de real católico e cristão, apoia o aborto, o homossexualismo e o comunismo. Ele já esteve algumas vezes em Cuba com o ditador comunista Fidel Castro. Para ele, o maior perigo são os evangélicos conservadores.
De 4 e 8 de novembro, aconteceu o maior congresso de TMI do Brasil: a Conferência Missão na Íntegra, com a participação de palestrantes que são proeminentes líderes evangélicos progressistas da TMI, inclusive Ariovaldo Ramos, Ed René Kivitz, Antonio Carlos Costa, Ricardo Bitun (professor no Mackenzie, conferencista da VINACC e membro do Conselho Consultivo da ANAJURE) e Marina Silva.
A 1ª Consulta Nacional de Missão Integral (CNMI) da CBN foi apenas efeito do tsunami de TMI que está engolindo as igrejas enquanto o Brasil se aproxima da eleição presidencial.
Um das palestras da CNMI teve como tema: “O evangelho da missão integral vs. a doutrina da prosperidade.” Ao que tudo indica, a proposta foi se afastar das “heresias” pentecostais e abraçar a “saudável” teologia protestante tradicional, encarnada na TMI. Conheço bem essa “novela”: adotar a TMI para “se proteger” da teologia da prosperidade, quando na verdade o liberalismo teológico da Teologia da Missão Integral é, de longe, a maior ameaça à Igreja Evangélica do Brasil.
Aliás, basta perguntar isso ao “frei” Betto, que foi recomendado na Lagoinha como a melhor referência para a TMI. Para ele, a TMI deve ser uma espécie de “manifestação do Reino de Deus” — que é o que o bispo marxista Robinson Cavalcanti, fundador do MEP (Movimento Evangélico Progressista), dizia. (O MEP, até ser denunciado no meu blog durante anos, era o maior movimento evangélico esquerdista do Brasil, aliado do PT, Caio Fábio, etc.) Para o “frei” e almas ideologicamente gêmeas, a Teologia da Prosperidade poderia ser considerada como coisa de capitalistas. E parece que muitos protestantes se esqueceram de que a fundação do capitalismo é atribuída a João Calvino, cujos descendentes religiosos, uma boa parte pelo menos, preferem se alinhar com a TMI e outras expressão marxistas.
A contaminação da TMI existe e já está acontecendo. A CNMI foi realizada em novembro e em dezembro a Lagoinha, que faz parte da CBN, já estava imitando. O que virá depois? Ana Paula Valadão posando com Ariovaldo Ramos e Ed René Kivitz? Ela visitando Cuba para prestar solidariedade aos ditadores comunistas?
Os líderes batistas, inclusive da Lagoinha, que foram para aprender na CNMI desconheciam totalmente que a TMI é na verdade a encarnação evangélica da Teologia da Libertação, que tem raízes marxistas. Isto é, a TMI é uma teologia marxista embrulhada num bonito pacote evangélico. Mas o que é bonito nessa teologia não passa do pacote. Proeminentes promotores da TMI são famosos por sua defesa do socialismo.
Ariovaldo Ramos, que realizou uma parceria entre governo do PT e evangélicos no ano passado, deu uivos de lamento quando o ditador socialista Hugo Chávez morreu. Mas quando Marco Feliciano estava sendo perseguido por todas as esquerdas do Brasil, o que ele fez? Chorou com o perseguido? Não. Ele assinou um manifesto em apoio dos perseguidores.
Ariovaldo não está sozinho em suas carnais paixões da TMI. As igrejas protestantes mais esquerdistas, igualmente amantes da TMI, fizeram um manifesto de último minuto para o PT em dezembro de 2013 a fim de impedir o sepultamento do PLC 122. Se a CBN não se libertar de sua paixão pela TMI, seu futuro vai ser igualmente defender bandeiras de iniquidade.
O tema de outra palestra do evento de TMI da CBN foi: “Como mobilizar sua igreja para uma identidade integral.” Em outras palavras, como fazer sua igreja adquirir a identidade da TMI.
Lembro que anos atrás, a maior preocupação das igrejas era se prepararem para o arrebatamento. Hoje, se preparam para o inferno vermelho.
Enquanto Ariovaldo chorou por um ditador socialista, eu choro pelas igrejas brasileiras, que uma a uma estão caindo. Uma a uma estão sendo mobilizadas para abraçar e promover uma teologia do inferno mascarada como algo que nunca foi: o Evangelho do Reino de Deus.
E tenho motivo para chorar. Na década de 1960, quando os comunistas estavam tentando derrubar o governo do Brasil para implantar uma ditadura, o Pr. Enéas Tognini, um dos fundadores da CBN, mobilizou as igrejas evangélicas não para a TMI, mas para derrotar a horrível ameaça vermelha. Em matéria de 2011, a revista Istoé confirma o importante papel de Tognini:
“O líder batista carismático Enéas Tognini convocou milhares de evangélicos para um dia nacional de oração e jejum, para que Deus salvasse o País do perigo comunista. Aos 97 anos, o pastor Tognini segue acreditando que Deus, além de brasileiro, se tornou um anticomunista simpático ao movimento militar golpista. ‘Não me arrependo [de ter se alinhado aos militares contra a ameaça comunista]. Eles fizeram um bom trabalho, salvaram a Pátria do comunismo’, diz.”
A direção de TMI que a CBN está escolhendo é não somente um desvio do Evangelho, mas também uma traição a um de seus mais importantes e nobres fundadores.
Durante a onda de ódio esquerdista (secular e evangélica) contra Marco Feliciano, até a CBN deu um posicionamento denominacional oficial, na pessoa de seu diretor, Pr. José Carlos da Silva, chamando publicamente Feliciano de “deputado pastor falastrão despreparado teológica e politicamente.”
Nota oficial da CBN chama Feliciano de “deputado pastor falastrão”
O que a CBN fez foi imitar Ariovaldo Ramos, que ficou do lado dos perseguidores e opressores. Todas as esquerdas estavam contra Feliciano. E a CBN e Ariovaldo não queriam nada com a minoria politicamente incorreta. Assim sempre age a TMI.
Todas as igrejas evangélicas esquerdistas que estavam atacando Feliciano são grandes defensoras da TMI. E a CBN preferiu ficar do lado da TMI e dos opressores, em vez de ficar do lado da vítima.
Vendo a covardia dos “apóstolos” da TMI contra Feliciano, eu o defendi, assim como também defendi o Pr. Enéas Tognini quando essa mesma esquerda começou a atacá-lo por acusar que a campanha de oração dele mais de 40 anos atrás foi cúmplice de “crime” por ter ajudado o comunismo a perder. Aprenda uma lição com isso: a TMI detesta ver o socialismo perder.
Enéas Tognini
Defendi Tognini nestes dois artigos:
Defenderei todos os cristãos vítimas do rolo compressor da TMI.
Precisamos orar e vigiar, para não cairmos em tentação. E a TMI é uma grande tentação, que está se alastrando em todas as igrejas. E a tentação quando chega, vem embrulhada em lindas mentiras e seduções.
No ano passado, o pastor palestino Bishara Awad esteve numa grande igreja da CBN no Brasil, pregando uma linda mensagem de “reconciliação.” Mas o que muitos não sabiam é que Awad é fundador do Colégio Bíblico de Belém, que reúne anualmente líderes evangélicos liberais do mundo inteiro e cristãos palestinos da Teologia da Libertação Palestina para suas conferências “Christ at the CheckPoint.” O pastor da CBN desconhecia as afinidades teológicas e espirituais de Awad, e ficou chocado quando leu meu artigo “Ativista anti-Israel faz palestra em Portas Abertas do Brasil.” Awad esteve na igreja dele por recomendação direta de Portas Abertas.
Agora, por amor aos muitos pastores da CBN que desconhecem a TMI, e a estão “cheirando” por recomendação de importantes líderes ou instituições protestantes, faço este alerta público.
Oremos, vigiemos e choremos: a TMI e suas seduções estão às portas, com força total.
Chore, Ariovaldo, por Hugo Chávez. Eu choro pelas vítimas da sua TMI. Choro pela CBN, que se esqueceu de que um dia um de seus fundadores mobilizou o Brasil inteiro em oração para derrotar o comunismo, e hoje seus líderes querem mobilizar as igrejas da CBN para a versão protestante desse mal.
Nota: Escrevi este artigo atendendo a um leitor batista que, chorando pelos rumos atuais da CBN, pediu-me que tratasse desse assunto publicamente.
Importante: O que você pode fazer para ajudar a CBN? Imprima, distribua e divulgue este artigo para pastores e igrejas da CBN. Publique em blogs e sites. Além disso, faça a mesma divulgação deste artigo: “A maior ameaça à Igreja Evangélica do Brasil.”
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