12 de outubro de 2014

Acordo Secreto Pode Condenar à Morte 160.000 Pessoas nas Mãos do ISIS


Acordo Secreto Pode Condenar à Morte 160.000 Pessoas nas Mãos do ISIS

Estados Unidos, Arábia Saudita, Turquia e Irã disseram para deixarem importante cidade fronteiriça cair nas mãos dos terroristas islâmicos

F. Michael Maloof
Comentário de Julio Severo: Cem anos atrás, a Turquia foi responsável pelo primeiro genocídio do século XX. Exércitos turcos assassinaram mais de 1 milhão de cristãos armênios. Diferente dos alemães que assumiram a culpa pelo Holocausto, até hoje a Turquia não reconhece que foi autora do genocídio contra os cristãos armênios. Em escala muito menor agora, mas não menos grave, a poucos metros da fronteira turca, sob os olhares de soldados turcos, a cidade de Kobani, na Síria, está sob ataque do ISIS, que tem o apoio da Turquia.
WASHINGTON, DC, EUA — Uma decisão secreta, aparentemente, tem sido tomada pelos Estados Unidos, Arábia Saudita, Turquia e até o Irã para deixarem a estratégica cidade curda síria de Kobane, na fronteira da Turquia com a Síria, cair frente aos combatentes do ISIS, colocando em risco a vida de cerca de 160.000 curdos sírios, conforme informação ao site WND de um especialista bem posicionado no Oriente Médio.
Tanques turcos observam o massacre em Kaboni sem intervir
Ao deixarem Kobani cair nas mãos do ISIS, disse a fonte, houve um acordo "para se lidar com o ISIS mais tarde".
A aparente decisão visa diminuir a influência dos curdos na Síria e enfraquecer a perspectiva da criação de um Curdistão soberano, meta dos curdos não só na Síria, mas também na Turquia, no Irã e no Iraque.
"Trata-se de uma autêntica emboscada armada pelas costas de todo mundo", disse a fonte bem posicionada ao site WND.
O governo turco trouxe seus tanques até a fronteira da Turquia com a Síria, bem perto de Kobani, mas não enviou nenhuma das tropas para deterem o cerco do ISIS sobre a cidade curda.
Enquanto isso, os curdos sírios estão apelando ao mundo pedindo armas e munições, além dos bombardeios aéreos feitos pela coalizão de países árabes liderados pelos Estados Unidos sobre as posições do ISIS. Fontes em terra, porém, dizem que o bombardeio tornou-se virtualmente sem sentido, pois os combatentes do ISIS se misturaram com a população, o que requer mais soldados em solo.
Os curdos sírios têm lutado contra o ISIS, assim como seus conterrâneos do Iraque, os curdos peshmerga, que têm buscado impoedir que o ISIS domine seu território, que inclui algumas das maiores reservas de petróleo do Iraque e da Síria.
Os turcos não querem ajudar os curdos, pois o governo turco há anos vem lutando contra o Partido Curdo dos Trabalhadores, ou PKK, que busca conquistar uma parcela dos países fronteiriços para criar o Curdistão.
Para a Turquia, os curdos sírios e curdos turcos ocupam recursos valiosos de petróleo, os quais os turcos, carentes de energia, procuram obter.
Além disso, os curdos têm uma aliança com o governo sírio, do presidente Bashar al-Assad, a quem os turcos querem ver deposto em favor de um governo regido por sunitas.
No entanto, o ISIS é claramente o único grupo sunita predominante em condições de assumir o governo da Síria, pois já tomou à força muito do noroeste da Síria e do oeste e do centro do Iraque para formar o seu califado, no qual busca governar segundo uma estrita lei islâmica, ou a xaria.
Para a Turquia, o ISIS assumindo o controle de Kobani iria ajudar a dividir os curdos iraquianos dos curdos sírios, diminuindo ainda mais a chance de um Curdistão unido.
Ao mesmo tempo, daria ao ISIS uma ponte norte entre o Iraque e a Síria, o que não havia até agora.
Consequentemente, não só os turcos, mas até os EUA também não querem enviar tropas de combate.
Por causa dos laços dos curdos não só com o presidente sírio Assad, mas também com o Irã, fontes dizem que os EUA não querem deixar a impressão de que estão ajudando Assad e trabalhando com o Irã, ao fornecerem mais assistência aos curdos sírios além dos bombardeios aéreos.
Existem dúvidas sobre até que ponto os iranianos estão envolvidos num acordo secreto para deixar Kobani cair nas mãos do ISIS.
Conforme o site WND relatou, tem havido apelos nos últimos dias dentro do Irã para que a Guarda Revolucionária Iraniana ajude aos curdos sírios, provocando manifestações de apoio em várias cidades iranianas.
Como um sinal de preocupação do Irã, o porta-voz do Ministério do Exterior Iraniano, Marzieh Afkham, alertou para uma catástrofe humanitária em Kobani.
"O Irã vai enviar em breve ajuda humanitária para os moradores e refugiados nesta área através do governo sírio", disse Afkham.
O Irã xiita é um dos principais apoiadores do governo de Assad, um alauíta xiita.
O representante do ministro das Relações Exteriores para Assuntos Árabes e Africanos do Irã, Hossein Amir-Abdollahian, deixou claro que o Irã não quer tropas turcas dentro da Síria. O Irã agora está em negociações com a Turquia para retornar os cerca de 200.000 curdos que fugiram da Síria para o refúgio na Turquia.
Ao mesmo tempo, Amir-Abdollahian deixou claro que o Irã "tomará as medidas necessárias para ajudar aos curdos em Kobani de acordo com o seu apoio ao governo sírio em sua luta contra o terrorismo".
A fonte do site WND disse que o interesse do Irã em querer ajudar os curdos é "apenas uma fachada", já que o Irã, assim como a Turquia, se opôs a um Curdistão independente forjado no oeste do Irã, o qual, como as partes curdas da Turquia, Iraque e Síria, têm ricos depósitos de petróleo.
Embora Teerã queira mostrar apoio para os curdos por causa de seu apoio a Assad, mas ela pode estar mais preocupada com os repetidos esforços históricos feitos pelos curdos para estabelecerem seu próprio Estado Curdo. Existem fortes laços étnicos, linguísticos e culturais entre os curdos e o Irã. No entanto, Teerã não quer ver os curdos assumirem suas reservas petrolíferas ocidentais.
Traduzido por Dionei Vieira do artigo do WND: Secret deal could doom 160,000 to ISIS
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3 comentários :

Anônimo disse...

Satã x Beelezebu; Astaroth x o Diabo; O Capeta x Alah; Lúcifer x as legiões infernais; Thor x Baal; Moloc x Refan...
É o que sucede nessa região dos confrontos entre muçulmanos das mais diversas seitas que se odiam entre si - E OS CRISTÃOS NO MEIO DO FOGO CRUZADO.
E mais interessante é que esperam o salvador universal: e virá - o Mahdi - e poderia ser o anti Cristo!
A região dos embates se compara á previa do inferno na terra: todos x todos, como os comunistas entre si e contra os outros, cada qual querendo passar em cima do próximo e a solução disso será o agravamento cada vez mais, até que o "pacificador" emerja e traga a tão esperada sua "paz" e, oportunamente, é que darão por fé a que tipo de paz aderiram!
Henoc

Nil disse...

http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/ei-tenta-justificar-o-injustificavel-a-escravizacao-de-mulheres

EI tenta justificar o injustificável: a escravização de mulheres

Em publicação na internet, terroristas usam a sharia para justificar barbárie
Os selvagens do Estado Islâmico usaram a lei islâmica como argumento ao falar sobre a escravização das mulheres vítimas da barbárie imposta nos territórios tomados no Iraque. Em flagrante incivilidade, o grupo afirma que mulheres da minoria curda yazidi, que vivem majoritariamente no Iraque, podem ser legitimamente sequestradas.

“É preciso lembrar que escravizar famílias de infiéis e levar suas mulheres como concubinas é um aspecto firmemente estabelecido na sharia”, alega o EI em uma publicação online que faz propaganda de suas ações terroristas. O grupo detalha seu pensamento distorcido, dizendo que regras “bem conhecidas” são observadas, como a de não separar mães de seus filhos – aumentando o número de vítimas.

Ao escravizar pessoas que professam uma crença religiosa tida como desviada, o EI considera estar “restaurando o sentido original de um preceito da lei islâmica. "Após a captura, as mulheres e crianças yazidis foram divididas, segundo a sharia, entre os combatentes do Estado Islâmico que participaram nas operações de Sinjar", afirma o texto, divulgado no fim de semana.

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Esta é a primeira confirmação por parte dos jihadistas da prática de sequestro e abuso sexual de mulheres, já denunciada por testemunhas. Relatos sobre o encarceramento de jovens, que eram separadas das vítimas mais velhas, surgiram durante o avanço do EI em Sinjar, no norte do Iraque, que forçou milhares de membros da minoria a fugir. Centenas de garotas foram sequestradas e muitas foram vendidas ou cedidas aos terroristas como “espólio de guerra”, na definição do grupo.

A tentativa de legitimizar a insanidade coincide com a divulgação de um relatório da ONG Human Rights Watch sobre os crimes cometidos pelo Estado Islâmico contra a população yazidi. O documento, baseado em entrevistas feitas com refugiados, adverte que a violência dos terroristas contra a minoria no Iraque “só faz crescer”. “Ouvimos histórias chocantes de conversões religiosas forçadas, casamentos forçados e mesmo abusos sexuais e escravização – algumas das vítimas eram crianças”, afirmou Fred Abrahams, conselheiro especial da organização.

Consideradas apóstatas, as mulheres devem se converter antes de serem obrigadas a se casar com um muçulmano. Recusas resultam em prisão ou morte. Hoshyar Zebari, líder curdo que até recentemente foi chanceler do Iraque, acredita que mais de 1.000 mulheres foram escravizadas. “Muitos jihadistas vêm do estrangeiro sem mulheres, então eles querem que elas se convertam para se tornarem suas noivas”, disse ao jornal The Washington Post.

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Os números de vítimas do grupo não são exatos. O governo iraquiano afirma que 1.500 foram presas e 500 homens executados na região do Sinjar. Um grupo de crise formado por ativistas yazidis em Washington compilou 1.074 nomes de mulheres reféns do EI, a partir do relato de familiares.

Cicero disse...

É muito provável que o anticristo virá da Turquia mesmo! pois ali está o trono de satanás na cidade de Pérgamo conforme Ap 2:12,13.
A Turquia é bem situada geograficamente para controle da Europa e Ásia.