28 de julho de 2014

Putin é pior do que Stálin?


Putin é pior do que Stálin?

Pat Buchanan
Em 1933, o Holodomor (a Grande Fome) estava ocorrendo na Ucrânia.
Depois que os “kulaks,” os fazendeiros independentes, haviam sido liquidados na coletivização forçada da agricultura soviética, uma fome genocida foi imposta sobre a Ucrânia através da apreensão de sua produção de alimentos.
Pat Buchanan: colunista do WND e ex-assessor do presidente Ronald Reagan
O número de mortos foi estimado entre 2 a 9 milhões de pessoas.
Walter Duranty, jornalista do jornal New York Times, que chamou os relatórios sobre a fome de “propaganda maligna,” ganhou um prêmio Pulitzer por sua mentira.
Em novembro de 1933, durante o Holodomor, o maior esquerdista entre todos, o presidente Franklin Delano Roosevelt, convidou o ministro do Exterior Maxim Litvinov para receber, em nome de seu mestre Stálin e do seu regime assassino, um reconhecimento oficial dado pelo governo dos EUA.
Em 1 de agosto de 1991, apenas quatro meses antes da Ucrânia declarar a sua independência da Rússia, George H. W. Bush, advertiu a Assembleia Legislativa de Kiev:
“Os americanos não irão apoiar aqueles que buscam a independência com o objetivo de substituir uma tirania distante por um despotismo local. Eles não vão ajudar aqueles que promovem um nacionalismo suicida baseado em ódio étnico.”
Em resumo, a independência da Ucrânia nunca foi parte dos interesses dos Estados Unidos. De 1933 a 1991, nunca foi um interesse vital dos EUA. Bush pai era contra.
Quando, então, foi que o problema sobre qual é a bandeira que tremula sobre Donetsk ou Crimeia se tornou tão fundamental que os EUA armariam os ucranianos para combater os rebeldes apoiados pelos russos e considerariam dar uma garantia de guerra da OTAN para Kiev, potencialmente trazendo os EUA para uma guerra com uma Rússia armada com armas nucleares?
Desde Franklin Delano Roosevelt, os presidentes dos Estados Unidos sentiam que os EUA não poderiam permanecer isolados dos governantes da Rússia, que geograficamente é a maior nação do mundo.
Ike (Dwight David “Ike” Eisenhower) convidou Khrushchev (Nikita Sergeyevich Khrushchev) para uma turnê nos EUA, depois que ele havia esmagado de modo sangrento a Revolução Húngara. Depois de Khrushchev colocar mísseis em Cuba, JFK (John Fitzgerald Kennedy) foi logo pedindo um novo abrandamento das tensões da Guerra Fria em discurso na Universidade Americana.
Algumas semanas depois que os exércitos dos países do Pacto de Varsóvia esmagaram a Primavera de Praga (liberalização política na Tchecoslováquia) em agosto de 1968 e LBJ (Lyndon Baines Johnson) já estava buscando um encontro com o primeiro-ministro russo Alexei Kosygin.
Após criticar fortemente Moscou sobre a derrubada do voo 007 da empresa Korean Air Lines por um míssil soviético, em 1983, o velho guerreiro da Guerra Fria, Ronald Reagan, estava buscando uma reunião de cúpula.
O que estou querendo dizer: Todos os presidentes desde FDR (Franklin Delano Roosevelt) até George H. W. Bush, mesmo depois de conflitos com Moscou que foram muito mais graves do que o embate atual sobre a Ucrânia, procuraram voltar a buscar reuniões pessoais com os homens no Kremlin.
Seja o que for que pensamos dos ditadores soviéticos que bloquearam Berlim, escravizaram a Europa Oriental, colocaram foguetes em Cuba e armaram os árabes para atacar Israel; Ike, JFK, LBJ, Nixon, Ford, Carter, Reagan e Bush pai, todos eles buscaram reuniões pessoais com os governantes da Rússia.
Evitar uma guerra catastrófica exigia reuniões pessoais.
Como, então, podemos explicar o clamor da elite da política externa atual dos EUA para enfrentar, isolar e incapacitar a Rússia, e fazer de Putin um leproso político e moral com quem estadistas honrosos nunca consigam negociar?
O que foi que Putin fez que rivaliza com a fome imposta na Ucrânia que matou milhões, ou com o massacre dos rebeldes húngaros ou com o aniquilamento da Tchecoslováquia pelos membros do Pacto de Varsóvia?
Na Ucrânia, Putin respondeu a um golpe de Estado apoiado pelos EUA, o qual derrubou um aliado político da Rússia que havia sido democraticamente eleito, com um ataque sem derramamento de sangue na Crimeia pró-Rússia, onde Moscou tem atracado a sua frota do Mar Negro desde o século 18. Isso é rotina geopolítica de Grande Potência.
E apesar de Putin colocar um exército na fronteira da Ucrânia, ele não ordenou uma invasão ou ocupação de Luhansk ou Donetsk. Será que isso realmente tem a aparência de uma campanha militar para remontar o Império Russo dos Romanov ou o Império Soviético de Stálin, que alcançou até o Elba?
Quanto à derrubada do avião da Malásia, Putin não ordenou isso. O senador John Cornyn disse que os serviços de inteligência dos EUA ainda não apresentaram nenhuma evidência que ligue o míssil disparado com a Rússia.
As interceptações dos serviços de Inteligência parecem indicar que os rebeldes ucranianos achavam que tinham atingido um avião de transporte militar Antonov.
No entanto, hoje, a principal voz de política externa do Partido Republicano, o senador John McCain, chama a Casa Branca de Obama de “covarde” por não armar os ucranianos para combater os separatistas apoiados pelos russos.
Mas suponha que Putin responda à chegada de armas americanas em Kiev ocupando o leste da Ucrânia. O que os EUA fariam então?
John Bolton (ex-embaixador dos EUA na ONU) tem a resposta: Traga a Ucrânia para a OTAN.
Tradução: Os EUA e a OTAN devem fazer guerra com a Rússia, se necessário, por causa de Luhansk, Donetsk e a Crimeia, embora nenhum presidente dos EUA já tivesse achado que valia a pena uma guerra com a Rússia por causa da Ucrânia.
O que motiva Putin parece simples e compreensível. Ele quer o respeito devido a uma potência mundial. Ele se vê como protetor dos russos deixados para trás nas vizinhanças da Rússia. Ele adora fazer política de Grande Potência. A história está cheia de tais homens.
Ele tem dado permissão para que aviões militares americanos sobrevoem a Rússia para ir ao Afeganistão. Ele coopera na P5+1 sobre o Irã (esforços diplomáticos de 5 países que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha, sobre o Programa Nuclear Iraniano). Ele ajudou os EUA a livrar a Síria de armas químicas. Ele lança astronautas americanos em órbita, colabora na guerra contra o terrorismo e discorda dos americanos na questão da Crimeia e da Síria.
Mas o que é que está motivando os americanos que estão procurando todas as oportunidades para reiniciar a Guerra Fria?
Não seria um desejo desesperado de aparecer uma vez mais como um líder igual foi “Churchill”, uma vez mais como um herói, uma vez mais relevante, como eles mesmos se viam durante a Guerra Fria, que já terminou há muito tempo?
Quem é que está sendo o verdadeiro problema aí?
Pat Buchanan é colunista do WND e foi assessor do presidente Ronald Reagan.
Traduzido por Dionei Vieira do artigo do WND: Is Putin worse than Stalin?
Leitura recomendada:

5 comentários :

Thiago disse...

Júlio,

A OTAN (EUA + UE), desde o fim da Guerra Fria, está avançando sobre os antigos países satélites da URSS. Isso é bom e é ruim. É bom por trazer esses Estados para um regime democrático e por integrá-los ao ocidente livre (muito diferente da ditadura sanguinária soviética). Por um outro lado, chegaram perigosamente próximo da Rússia, maior detentora de Bombas Atômicas do mundo. Acredito que, havendo países "tampão" como a Ucrânia, que permitissem uma certa "distância de segurança" da Rússia , a humanidade estaria MUITO MAIS SEGURA. A OTAN chegar a Ucrânia, é a mesma coisa que apontar uma arma pra cabeça da Rússia. É a mesma coisa que a URSS fez em Cuba, em 1960, Instalando mísseis, apontando-os direto para Washington. O Ocidente não pesou na balança O RISCO DE UMA GUERRA NUCLEAR.

Julio Severo disse...

Thiago, a URSS não existe mais, e o caso da Ucrânia, onde o esquerdista bilionário George Soros investiu milhões para desestabilizar esse país para aproximá-lo dos EUA, nã é o único a sofrer uma crise intensa. Vários países que sofreram intervenções dos EUA estão passando por apuros. Confira este artigo:

Por que a perseguição aos cristãos fica pior em todos os países que os EUA “libertam”?


Thiago disse...

Oi Júlio,

É verdade, a URSS acabou, mas o seu arsenal continua na Rússia. Por mim, o Ocidente não se envolvia com a Ucrânia e nem com nenhum país que fizesse fronteira com a Rússia. Eu acho de uma irresponsabilidade monumental o envolvimento do Ocidente na Ucrânia. Não quero entrar na questão do povo local. Estou falando sobre uma visão geral de geopolítica. A Rússia é muito poderosa para ser colocada contra a parede. Concordo contigo que a Ucrânia foi desestabilizada pelos BANQUEIROS INTERNACIONAIS (ILUMINATTI).

Em relação aos países árabes invadidos pelos EUA, concordo novamente. Eles sabiam muito bem que a sociedade muçulmana não tem no seu corpo social uma multiplicidade de instituições sociais que sustentem um regime democrático. Foi o que eu te disse em outro comentário, a democracia não é algo que caia "na nossa cabeça". Infelizmente, o Islã domina toda a sociedade nesses países, e quando se instala uma democracia, não existem grupos opostos pra "guerrearem entre si" e preservarem o sistema. Ou seja, o Islã ENGOLE todo o sistema político (Irmandade Muçulmana), ou o derruba, instalando um regime religioso, como é o que está ocorrendo no Iraque com a agressão do ISIS. E Ai (!!!)daquelas minorias, como os cristãos que estiverem sob esses regimes. Infelizmente, vou dizer algo que muitos não vão gostar, mas nos países muçulmanos só dão certo com Regimes Ditatoriais, mais inclinados para o exército, para o secularismo, e para o Ocidente. Na Síria, Egito e Iraque sob esses ditadores, os cristãos e outras minorias eram mais respeitados.

Júlio, obrigado por responder a meu comentário, um grande abraço!

khispano atlántico disse...

Coisas do listos sionistas pra aislar as rusos? pode ser, mais tamben pode ser per dineiro e inversiones e cortar o gaseoducto a Europa Occidental....

Daniel disse...

George Soros está financiando toda essa porcaria na Ucrânia, com o objetivo de avançar o projeto globalista socialista fabiano.
O sonho globalista é acabar com todas as soberanias nacionais, de todos os países do mundo.
As soberanias nacionais da Europa Ocidental e Central já não existem mais, com a criação da União Soviética 2.0, também conhecida como União Européia.
Os países da América Latina e África são considerados insignificantes para os planos globalistas, sendo considerados incapazes de deter o projeto globalista.

Os únicos países que são capazes, ainda, de deter o projeto globalista são:
1- Israel; 2- EUA; 3- Rússia; 4- China; 5- Índia.

Das cinco nações que ainda podem deter o projeto globalista, a Índia é a mais fraca, devido à fraqueza interna de suas muitas divisões de castas, "deuses" e povos díspares. Só restam quatro.
A China é uma ditadura terrível, onde não existe liberdade para nada e todas as religiões são estritamente controladas pelo Estado.
Por que George Soros e companhia globalista não tentam se meter com a China?
A resposta é simples: os globalistas sabem que o maior empecilho para a criação de seu reino maligno mundial é o Cristianismo e as tradições judaico-cristãs.
A China, embora potência militar e econômica, não é uma nação de tradição judaico-cristã e hoje, depois de "evoluírem" no seu socialismo, vive em regime fascista. Por isso, os globalistas esperam usar a China para, junto aos EUA, destruírem a única grande nação com capacidade militar de deter seu projeto maligno: a Rússia.
No passado, a União Soviética desprezava e espezinhava o cristianismo, enquanto os EUA levantavam a bandeira das tradições cristãs.
Hoje, embora a Rússia não seja um grande exemplo irrepreensível de dedicação cristã, é inegável que grande parte do establishment político de Washington é francamente hostil ao cristianismo, sendo Obama apenas o retrato desse clima anti-cristão. Quando não são hostis ao cristianismo, como foi o caso de Bush filho, líderes políticos americanos acabam sendo levados por um clima de ignorância, enganados pela sordidez que os cerca, e acabam ajudando os inimigos do cristianismo e minando as tradições culturais do próprio Estados Unidos e ajudando a fortalecer o projeto globalista sem nem se darem conta. Isso se deve ao fato de que os EUA representam a Babilônia, lugar de confusão, embevecidos pelo dinheiro e pelo poder.

É por isso que os globalistas, mesmo os idiotas úteis que não percebem com o que estão colaborando, espezinham os cristãos, seguindo, inconscientemente, os desejos de Lúcifer em sua guerra constante contra Deus, contra Cristo Jesus, pois Lúcifer sabe que só Cristo Jesus pode derrotá-lo.
Quando a Rússia se vergar ao projeto globalista, unindo-se aos EUA no desprezo pelas tradições cristãs de seus povos, todo o peso das potestades do Mal cairá sobre Israel e se iniciará uma perseguição sem trégua e sem limites contra todos os cristãos em todo o mundo.
Se os líderes globalistas encastelados em Washington e Londres acreditam que serão capazes de criar seu reino maligno mundial, contando com a colaboração da China para essa empreitada, é bom eles estarem avisados que o que está reservado para a Babilônia é ser devastada pelos seus antigos parceiros, como está profetizado na Bíblia.

Assim que se instalar um governo mundial liderado pela Babilônia-Estados Unidos (um triunvirato formado por EUA, União Européia e China), a China devastará os EUA e porá o novo "Império Romano" (a União Européia) de joelhos.
Pat Buchanam já deve ter percebido isso.
Mas, infelizmente, são raríssimos os políticos americanos que se dão conta das barbaridades que seu próprio país está ajudando a criar, barbaridades essas que se voltarão contra os EUA assim que o serviço de subjugação do cristianismo e ascensão do governo mundial estiver concluído, deixando a "grande prostituta" desolada e nua.