21 de junho de 2014

Uniões homossexuais: reconhecimento impossível


Uniões homossexuais: reconhecimento impossível

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
No Brasil há quem pense que se deve aceitar algum reconhecimento jurídico (diverso do matrimônio) às duplas de homossexuais. Essa posição é contrária à da Congregação para a Doutrina da Fé, que já declarou que tais uniões não merecem nenhum tipo de reconhecimento legal:
Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimônio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo.
Se todos os fiéis são obrigados a opor-se ao reconhecimento legal das uniões homossexuais, os políticos católicos são-no de modo especial, na linha da responsabilidade que lhes é própria[1].
Sabiamente a Santa Sé entende que qualquer reconhecimento legal ou jurídico às uniões homossexuais será sempre uma imitação daquele dado ao matrimônio, ainda que não haja uma equiparação plena:
As legislações que favorecem as uniões homossexuais são contrárias à reta razão, porque dão à união entre duas pessoas do mesmo sexo garantias jurídicas análogas às da instituição matrimonial. Considerando os valores em causa, o Estado não pode legalizar tais uniões sem faltar ao seu dever de promover e tutelar uma instituição essencial ao bem comum, como é o matrimônio[2].
É admirável como esse documento faz questão de sublinhar que a discriminação que se deve evitar para com as pessoas homossexuais é a “discriminação injusta” referida no Catecismo da Igreja Católica, n. 2357. Ao negar às duplas de homossexuais o reconhecimento do matrimônio concedido aos casais constituídos de um só homem e uma só mulher, o Estado está certamente fazendo uma discriminação; mas uma discriminação justa. Eis as palavras do documento:
Em defesa da legalização das uniões homossexuais não se pode invocar o princípio do respeito e da não discriminação de quem quer que seja. Uma distinção entre pessoas ou a negação de um reconhecimento ou de uma prestação social só são inaceitáveis quando contrárias à justiça. Não atribuir o estatuto social e jurídico de matrimônio a formas de vida que não são nem podem ser matrimoniais, não é contra a justiça; antes, é uma sua exigência[3].
Infelizmente, nem todos os que falam em nome da Igreja têm seguido esta doutrina clara e coerente. Não basta dizer que as uniões de pessoas do mesmo sexo não podem ser simplesmente equiparadas ao casamento ou à família.
Para a Igreja defender eficazmente a causa do matrimônio e da família, ela tem de ter um ensinamento unânime.
Notas:
[1] CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais, 3 jun. 2003, n. 5 e 10.
[2] Ibidem, n. 6. O destaque é meu.
[3] Ibidem, n. 8.
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:
Liderando o mundo pelo mau exemplo: Obama e o “casamento” gay

2 comentários:

Everaldo disse...

Em relação ao casamento, não há o que discutir: o verdadeiro e único casamento válido diante de Deus é somente de um homem com uma mulher. Deus criou assim, e assim será até o fim (e ponto final).

É somente através deste mesmo casamento (de um homem com uma mulher) que é possível a formação de uma família. Vejamos o que o próprio Senhor Jesus nos ensinou a respeito disso:

"Não lestes que Aquele que os criou no princípio macho e fêmea os fez, e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e ambos serão uma só carne? Assim não são mais dois, mas somente uma carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem" (Mateus 19:4–6)

Querer mudar esta lei significa estar em rebelião contra o Criador. E quem se rebelar contra o que Deus determinou certamente pagará muito caro: ou ainda nesta vida, ou, o que é pior, após a morte! Em virtude disso, não foi sem razão que o apóstolo Paulo disse:

"Não erreis: Deus não Se deixa escarnecer; porque tudo que o homem semear, isso ele também ceifará" (Gálatas 6:7)

"Cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus" (Romanos 14:12)

E digo mais: casamento entre duas pessoas do mesmo sexo (de um homem com outro homem, ou de uma mulher com outra mulher) é anti–natural, é uma verdadeira aberração, uma imoralidade, e, principalmente, é algo demoníaco. O diabo só quer corromper e destruir as coisas boas que Deus criou. Quem despreza a obediência à Palavra de Deus está escolhendo ser escravo do diabo!

Precisa dizer mais alguma coisa?

Ulisses disse...

Não só eu assino embaixo de tudo o que o Everaldo disse, como eu ainda acrescentaria o seguinte: só mesmo quem dá ouvidos às mentiras do diabo é que vai aprovar uma imoralidade como o casamento gay!

Eu digo com todas as letras para quem quiser ouvir: O CASAMENTO NATURAL CRIADO POR DEUS É SOMENTE DE UM HOMEM COM UMA MULHER! CASAMENTO DE HOMEM COM HOMEM OU MULHER COM MULHER SÃO ABERRAÇÕES INVENTADAS PELO DIABO!

Parabéns ao Everaldo pela opinião sensata (que foi dada com base nos ensinamentos bíblicos)!