18 de junho de 2014

Por que esconder a real intenção da Teologia da Missão Integral?


Por que esconder a real intenção da Teologia da Missão Integral?

Valdir Steuernagel, colunista da revista Ultimato, tenta dar roupagem do Evangelho à TMI

Julio Severo
Teólogos de igrejas protestantes históricas têm falado e se comportado como se o Evangelho hoje tivesse falta de uma integralidade que supostamente Jesus e seus apóstolos conheciam, mas nós hoje desconhecemos. Por integralidade eles entendem apenas aspectos materiais de caridade, como comida, bebida, roupas, etc.
Sua pregação sobre integralidade, manifesta em sua Teologia da Missão Integral, faz parecer que Jesus passava metade do tempo pregando o Evangelho e a outra metade fazendo caridade material. Faz parecer que sem essa caridade, o Evangelho não é integral e que toda pregação do Evangelho tem de vir obrigatoriamente acompanhada de caridade material.
Se tais teólogos modernos de fato estivessem tentando resgatar algo que a Igreja original de Jesus tinha e a Igreja de hoje não tem, a motivação seria justa. Se Jesus e seus apóstolos passavam o tempo pregando e fazendo caridade material, seria justo imitarmos.
Entretanto, a caridade material não acompanhava o Evangelho original. A caridade vinha depois do Evangelho e discipulado, conforme a necessidade e sob condições muito rígidas. O que vinha sempre acompanhando o Evangelho era a misericórdia de Jesus pelos pobres, e essa misericórdia era plenamente manifestada no modo como ele passava seu tempo inteiro com os pobres: pregando o Evangelho, curando os enfermos, expulsando demônios, etc.
Essa caridade espiritual, conforme praticada por Jesus, estava acima da caridade material e recebia, em sua ministração terrena, tempo quase que igual ao tempo da pregação do Evangelho. Daí, pelo exemplo de Jesus, o que faz parte integral do Evangelho é sua proclamação e a caridade espiritual, que sempre envolve curas e expulsão de demônios. Proclamação e caridade espiritual andam juntas. Essa é a verdadeira integralidade do Evangelho. Qualquer outra forma, diferente do que Jesus fazia e ensinava, é outro evangelho.
Entretanto, teólogos de igrejas protestantes históricas têm se comportado como se a Igreja Evangélica tivesse de ter como prioridade dar pão aos pobres e, para essa finalidade, não se envergonham de fazer alianças com ideologias e governos socialistas, como se o lado prático do Evangelho do Reino de Deus fosse apenas assistencialismo aos pobres. Mas o que Jesus disse foi: “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.” (Mateus 10:8 ACF)
Pouquíssimas vezes Jesus alimentou os pobres, e Ele ensinou de forma bem clara que comida e roupa nunca deve ser a prioridade das nossas vidas, muito menos a busca de governos terrenos que forneçam comida e roupa. O que ele ensinou foi: “Buscai, assim, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33 KJA) “Todas as outras coisas” é comida, bebida, roupas e tudo o mais.
Buscar o Reino de Deus, que significa o Governo de Deus, é prioridade do seguidor de Jesus. Mas, nestes últimos dias em que as igrejas protestantes históricas estão fortemente pendendo para apoio ao aborto, ao homossexualismo e a boicotes contra Israel, uma teologia ideológica tem se alastrado há décadas nessas igrejas que, na essência, diz: “Busquem em primeiro lugar um governo humano e suas políticas assistencialistas.” Pior ainda, tais teólogos, cheios de um espírito de vento de doutrina estranha, ousam comparar essa busca de um governo terreno com o próprio Reino de Deus, quando a Palavra de Deus diz bem o contrário: “Porquanto o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.” (Romanos 14:17 KJA)
Por isso, Jesus Cristo, o maior proclamador do Reino de Deus, não passava seus dias de ministério alimentando os pobres, nem mesmo usando ajuda aos pobres como desculpa para fazer alianças com o governo de Pilatos, Herodes, etc. Pelo contrário, ele passava seus dias de ministério curando os enfermos, purificando os leprosos, expulsando demônios e realizando muitas outras maravilhas.
E a ordem dEle para seus discípulos, que estariam proclamando o Evangelho do Reino de Deus no meio de milhares de pobres, era a mesma: “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.” (Mateus 10:8 ACF)
O lado prático fundamental do Evangelho do Reino de Deus é isso. Jesus passava a maior parte de seu tempo fazendo isso no meio de multidão de pobres. Os apóstolos eram apenas imitadores de Jesus.
Aliás, a ordem de Jesus foi: “Por onde forem, preguem esta mensagem: ‘O Reino dos céus está próximo’. Curem os enfermos, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Vocês receberam de graça; dêem também de graça.” (Mateus 10:7-8 NVI)
O sinal da chegada do Reino de Deus não é a manifestação de um governo socialista ou políticas socialistas, conforme proclamam os teólogos cheios do espírito da estranha doutrina da Teologia da Missão Integral (TMI). O único sinal da chegada do Reino é a manifestação da autoridade que Jesus deu aos seus proclamadores do Evangelho: doentes sendo curados, mortos sendo ressuscitados, leprosos sendo purificados e pessoas oprimidas sendo libertas de demônios.
Com esse Evangelho verdadeiro e original, os oprimidos são libertos.
Sobre alimentar os pobres, Jesus o fez por milagres, nunca com ajuda de governos terrenos, nunca tirando o dinheiro de ninguém por meio de impostos ou não, nunca fazendo aliança ou parceria com governos terrenos (prática comum entre teólogos da TMI, que assinam manifestos a favor de governos socialistas, fazem parcerias, etc.), nunca colocando isso como se fosse o centro do lado prático do Evangelho. E os apóstolos imitaram.
E quando tinham de alimentar os pobres, a política da Igreja Apostólica era ajudar as viúvas, que eram os seres humanos mais pobres e desamparados. Mas era uma política apostólica com muitas restrições: apenas as viúvas que tinham mostrado bom testemunho durante sua vida estavam qualificadas para receber ajuda. Nada de ajuda indiscriminada. Nada de ajudar materialmente pobres sem caráter e sem moral. Nada de buscar alianças com Herodes e Pilatos. Nada de colocar o Evangelho a serviço de uma ideologia que aparenta ser um anjo de luz para os pobres. Esse era o sistema dos apóstolos de Jesus.
Contudo, muitos teólogos modernos querem que a Igreja moderna revogue as restrições apostólicas e faça alianças com os Herodes e Pilatos modernos — por amor a um assistencialismo indiscriminado aos pobres. Querem isso como foco da Igreja, distanciando-a assim da Igreja Primitiva e de seu foco na cura e libertação dos pobres e oprimidos por meio da miraculosa compaixão divina.
Tais teólogos, que aparentam ser anjos de luz, invertem o significado do Reino de Deus, que não é comida nem bebida, fazendo-o parecer um Grande Governo Socialista Assistencialista.
Tais teólogos secos, muitos dos quais não possuem e ainda desprezam os dons sobrenaturais do Espírito Santo e não praticam o “Curai enfermos e expulsai demônios,” trabalham para alterar a imagem do Reino de Deus, transformando-o do que Jesus apresentou — um Reino que traz libertação e milagres —, para um Reino conforme a imagem e semelhança do socialismo.
Eles cometem três graves pecados, 1) torcem o Evangelho para parecer o que nunca foi, um mero “evangelho” de assistencialismo humano e carnal; 2) fazem o Reino de Deus parecer o que nunca foi: um sistema dedicado a dar comida e roupa aos pobres; e 3) fazem o socialismo parecer o que nunca foi: um sistema apenas de ajuda aos pobres e parecido com o Reino de Deus.
Esse não é o exemplo que Jesus deixou, mas é o exemplo dos modernos teólogos, cuja prioridade é o assistencialismo.
Em contraste, a prioridade de Jesus sempre foi proclamar o Evangelho. Curar enfermos, expulsar demônios e destruir as obras do diabo sempre foi parte essencial dessa proclamação e é a expressão da misericórdia do Pai celestial para com os pobres e oprimidos. O assistencialismo (comida e bebida) é parte da caridade, mas não essência nem do Reino de Deus nem do Evangelho.
Entretanto, havia outro contraste: Jesus não tinha nenhum salário do governo de Herodes ou Pilatos para “defender” os pobres ou aproximar os cristãos desses governos. Mas os teólogos modernos têm todos os tipos de envolvimentos e motivações para “defender” os pobres. Uns, recebem salário do governo. Um deles recebe mais de 15 mil reais por mês do governo de Dilma Rousseff. Outros recebem para ficar viajando pelo mundo, hospedados em bons hotéis, para participar de infindáveis consultas teológicas para mudar o Evangelho do Reino de Deus em algo que nunca foi: uma mensagem conforme a imagem e semelhança do socialismo.

Dissecando a entrevista do Rev. Valdir Steuernagel na revista Ultimato

Em seu artigo recente “A Missão Integral nem é tão integral assim!” publicado na revista Ultimato, o Rev. Valdir Steuernagel, busca defender a Teologia da Missão Integral (TMI) como uma teologia “a serviço do Reino de Deus.”
Não conseguiremos, pois, entender a TMI sem compreender o que é o Reino de Deus. Por isso, para avaliarmos as razões que levam Steuernagel a identificar a TMI como algum tipo de expressão do Reino de Deus, apresentaremos suas declarações, conforme publicadas em seu artigo na Ultimato, seguidas de meus comentários:
Valdir Steuernagel: Os meus primeiros encontros com a MI se deram enquanto estudava teologia numa instituição de corte liberal.
Julio Severo: Não estou surpreso de Steuernagel ter conhecido a TMI enquanto estava estudando teologia numa instituição liberal. Aliás, sua própria denominação — Igreja Evangélica de Confissão Luterana (IECLB) — tem uma cúpula que não tem vergonha de adotar a Teologia da Libertação. O Rev. Walter Altmann, que já foi presidente da IECLB, é moderador do Conselho Mundial de Igrejas e defensor público da Teologia da Libertação. A Escola Superior de Teologia (EST), a maior instituição de teologia da IECLB, já teve Luiz Mott, o maior ativista gay do Brasil, como palestrante.
Valdir Steuernagel: A Fraternidade Teológica Latino-Americana, que foi o lugar maior onde a teologia da MI foi gestada, começou a surgir no primeiro Congresso Latino-Americano de Evangelização (CLADE I), realizado em Bogotá, Colômbia, em 1969.
Julio Severo: Esse é um ponto interessante. Steuernagel afirma que a TMI foi gestada na Fraternidade Teológica Latino-Americana. Numa entrevista recente na TV Mackenzie, um professor de teologia do Mackenzie, que por incompetência acadêmica buscou desvincular a TMI de suas ligações marxistas, disse: “os proponentes da TMI têm relacionado a TMI com determinados movimentos e organizações, que são geradores da Teologia da Libertação, que têm declaradamente um fundo marxista, como a Fraternidade Teológica Latino Americana.” O que temos aqui bem simples é a declaração de um professor do Mackenzie que, mesmo a contragosto, reconhece que a Fraternidade Teológica Latino-Americana tem fundo marxista e gerou a Teologia da Libertação. E temos a declaração de Steuernagel de que a Fraternidade Teológica Latino-Americana também gerou a TMI. Mas nenhum dos dois quer reconhecer que a TMI tem fundo marxista, tem ligação com a Teologia da Libertação, etc. Sobre o Clade, meu e-book “Teologia da Libertação X Teologia da Prosperidade” diz: “Em1969, ao participar do CLADE (Congresso Latino-Americano de Evangelização), Wagner distribuiu seu livro que afirmava que a missão da igreja é priorizar a salvação pessoal e destacava a teologia esquerdista como perniciosa.” Peter Wagner estava lá no Clade, e aproveitou para distribuir seu livro contra o marxismo, porque ele viu que o que estava sendo gerado ali era conforme a imagem e semelhança do socialismo. Portanto, podem dizer que o nascimento da TMI foi inocente e espiritual, mas Wagner estava ali, como importante testemunha histórica com a devida formação acadêmica e teológica, para dizer que a história não é bem assim como os adeptos da TMI fantasiam.
Valdir Steuernagel: Assim, a MI nasceu no berço das Escrituras… a discussão em torno da influência marxista na teologia da MI é muito fora de foco.
Julio Severo: Primeiro, Steuernagel afirma que a TMI nasceu na Fraternidade Teológica Latino-Americana. Agora, ele muda o foco, dizendo que a TMI “nasceu no berço das Escrituras” — como se a Fraternidade Teológica Latino-Americana, que gerou a Teologia da Libertação (que contamina toda a IECLB de Steuernagel), fosse as “Escrituras”! Ora, dizer que a TMI nasceu das Escrituras equivale à declaração absurda de que a Teologia da Libertação nasceu do mesmo lugar. O Bispo Robinson Cavalcanti, que era também colunista da Ultimato (exatamente como Steuernagel) e amigo de Steuernagel , já havia declarado que a Teologia da Missão Integral é a versão evangélica da Teologia da Libertação. De forma semelhante, Ariovaldo Ramos confirmou tal verdade, dizendo que a TMI é a versão protestante da Teologia da Libertação. Por que então tentar disfarçar e maquiar o que é óbvio?
Valdir Steuernagel: Em 1972, eu passei um mês aos pés de pessoas como René Padilla e Samuel Escobar. Aquele mês tornou-se inesquecível para mim por ter sido altamente formador na minha vida.
Julio Severo: Em 1969, René Padilla e Samuel Escobar foram confrontados por Peter Wagner, que corretamente identificou a proposta deles — a TMI — como esquerdista. O que aconteceria se Steuernagel tivesse passado um mês aos pés de Jesus Cristo, em vez de aos pés de meros mortais como Padilla e Escobar? Tenho certeza de que teria sido uma experiência inesquecível e “altamente formadora da vida” dele. Somos moldados quando escolhemos ficar aos pés de alguém ou de uma ideologia. Pena que a escolha de Steuernagel não foi Jesus e a integralidade original do Evangelho com curas e libertações.
Valdir Steuernagel: O foco [da TMI] de fato era o evangelho do reino de Deus e sua vivência na realidade circundante.
Julio Severo: Se você é honesto, não dá para dizer que o foco da TMI é o Evangelho do Reino. O próprio Jesus mostrou o foco desse Evangelho: “Havendo Jesus convocado os Doze, concedeu-lhes poder e completa autoridade para expulsar todos os demônios, assim como para realizarem curas. Igualmente os enviou para proclamar o Reino de Deus e curar os doentes.” (Lucas 9:1-2 KJA) Jesus mostrou e demonstrou o que é o verdadeiro Evangelho integral, não mutilado: pregar o Evangelho de Reino de Deus com demonstração de curas e expulsão de demônios. Qualquer proclamação do Evangelho sem o acompanhamento necessário da demonstração — conforme Jesus Cristo, não teólogos que usam e abusam de Seu nome — é parcial. O foco é a misericórdia divina, não a “misericórdia” ideológica.
Valdir Steuernagel: A caminhada evangélica em torno do conceito da MI percebeu que emergia fortemente no continente aquilo que se chamou de Teologia da Libertação. Essa teologia ajudou a desvendar a realidade deste continente, perguntou pelo lugar da igreja nele e se propôs fazer uma releitura do evangelho desde a perspectiva daquele que havia sido historicamente excluído nas andanças continentais. Para analisar essa realidade, muitos teólogos da libertação fizeram uso do instrumental marxista, enquanto outros fizeram uso também da proposta revolucionária articulada a partir do marxismo. Os detentores da teologia da MI discerniram a importância de entrar em diálogo crítico com a Teologia da Libertação, sem deixar de afirmar os princípios básicos de uma fé evangélica.
Julio Severo: O comentário de Steuernagel faz parecer que foi somente com o surgimento da Teologia da Libertação, na década de 1960, que a Igreja Cristã aprendeu a lidar com os pobres. Isso pode ser verdade com relação à igreja dele, a IECLB, e outras igrejas tradicionais. Mas ao verem a Igreja de Cristo apenas como representada por tais igrejas históricas, Steuernagel e outros excluem os pentecostais, que décadas antes da Teologia da Libertação e sua versão evangélica, a TMI, já estavam diretamente envolvidos com os pobres, praticando o único Evangelho que Jesus ensinou: proclamando o Evangelho do Reino de Deus e curando enfermos e expulsando demônios. Antes do vento da doutrina estranha da TMI soprar nas igrejas históricas na década de 1960, igrejas pentecostais já estavam sendo plantadas no meio dos pobres uns 50 anos antes, muitas vezes pastoreadas por pastores vindo do meio da pobreza. Eles eram excluídos pelas igrejas protestantes históricas e pregavam um Evangelho com curas e libertação que igualmente sofria exclusão das igrejas protestantes históricas. Agora, Steuernagel e outros teólogos querem que esse Evangelho verdadeiro seja suplantado por um “evangelho” que meramente imita as ideias de Karl Marx ou substitua a demonstração por uma ação social político-ideológica nunca ensinada nem praticada por Jesus? O pior de tudo é que Steuernagel nunca reconhece que a TMI tem um fundo marxista e teve um nascimento esquerdista. Por que disfarçar tanto? Por que mascarar tanto? “Deus é luz; nele não existe a mínima sombra de treva. Se afirmarmos que temos comunhão com Ele, mas caminharmos nas trevas, somos mentirosos e não praticamos a verdade. (1 João 1:5-6 KJA)
Valdir Steuernagel: Também se pode afirmar que a voz latino-americana foi chave para que uma compreensão de missão que fosse integral viesse a marcar presença no Pacto de Lausanne… E, em tempos recentes, a MI ganhou muito mais presença no próprio Movimento de Lausanne, ao ponto de ser abraçada como “integral mission” pelo Compromisso da Cidade do Cabo, de cuja redação eu mesmo tive a oportunidade de participar. Outros esforços globais como o “Micah Challenge” (Desafio Miquéias) e a “Micah Network” (Rede Miquéias) expressam muito bem que há uma caminhada global na vertente desta compreensão e missão.
Julio Severo: O fato de que frequentemente os adeptos da TMI usam e abusam do Pacto de Lausanne para respaldar sua teologia ideológica não é coincidência. Em seu debate recente no programa “Academia em Debate” da TV Mackenzie, Jonas Madureira, apesar de ser doutor em filosofia e um especialista acadêmico, demonstra desconhecer uma ligação entre TMI e Lausanne. É também uma demonstração de incompetência acadêmica, pois Valdir Steuernagel removeu todas as sombras e dúvidas, deixando claro que 1) a TMI marcou presença no Pacto de Lausanne, 2) a TMI está ganhando muito mais presença no movimento Lausanne, e 3) o próprio Steuernagel diz que ajudou a redigir o último Pacto de Lausanne, dando-lhe, é claro, mais conteúdo de TMI. Lausanne tornou-se, em essência, um movimento sequestrado por uma ideologia. Quanto ao Micah Challenge, entidade internacional que Steuernagel diz estar envolvida em esforços globais da TMI, a única parceira brasileira dessa entidade é a ANAJURE, que faz parte também da Aliança Evangélica Mundial, na qual Steuernagel ocupa papel de destaque. Se Madureira, que é um dos professores de teologia do Mackenzie, tem dificuldade de ver TMI em Lausanne, dá para estranhar que a ANAJURE, repleta de professores do Mackenzie, não consiga ver nenhuma TMI e ecumenismo no Micah ou na Aliança Evangélica Mundial? O apresentador do programa “Academia em Debate” da TV Mackenzie foi o Rev. Augustus Nicodemus, que é presidente do Conselho Consultivo Referencial da ANAJURE, uma responsabilidade que lhe impõe dar bons conselhos para a entidade. Mas, embora tenha tentado mostrar oposição acadêmica a TMI no programa, não se sabe o papel e conselhos de Nicodemus no momento em que a ANAJURE estava se tornando parceira do Micah Challenge, que está na órbita da TMI, conforme Steuernagel, que também é da TMI. Quem sabe não foram outros conselhos? Um membro simultâneo da ANAJURE e Mackenzie é também pregador da TMI e Teologia da Libertação: Ricardo Bitun. Onde há elementos da TMI, a contaminação é certa.
Valdir Steuernagel: A MI, de fato, nem é tão integral assim. Aliás, nada do que fazemos é “tão integral assim” e todos só sabemos e só falamos em parte, como o próprio apóstolo Paulo nos ensina.
Julio Severo: O comentário de Steuernagel de que a TMI é como “todos só sabemos e só falamos em parte, como o próprio apóstolo Paulo nos ensina” traz um ponto fascinante, com base em 1 Coríntios 13. Alguns protestantes tradicionais — que são os maiores proclamadores da TMI — não conseguem evitar usar e abusar de 1 Coríntios 13 para proclamar que os dons sobrenaturais do Espírito Santo, inclusive profecias, cessaram. Daí, eles sempre tiveram, para os pobres pentecostais (pobres literalmente, especialmente no início do século XX, quando o vento estranho da TMI estava muito longe de soprar no Brasil), a resposta “teologicamente correta” para combater o pentecostalismo durante décadas. Mas não usam e abusam de 1 Coríntios 13 para dar o mesmo tratamento para a TMI. Usam e abusam da Bíblia para secar e proibir o que Deus deu. E ao mesmo tempo usam e abusam da Bíblia para proclamar uma ideologia que nunca fez parte do Evangelho do Reino de Deus ensinado por Jesus Cristo.
Valdir Steuernagel: Ainda que “formado na escola da MI”, eu tenho procurado avaliá-la criticamente e percebido áreas nas quais ela precisa refletir. Entre estas, eu ressaltaria: a busca por expressões de uma espiritualidade que leve mais em conta o coração e não só a mente.
Julio Severo: O problema que vejo é que os adeptos da TMI fazem tantas reflexões teológicas e os resultados geralmente são ideológicos. Afinal, ideologia gera ideologia. A melhor expressão de espiritualidade é buscar o coração do Pai. Isso Jesus fazia. Isso Ele ensinou aos seus apóstolos, que viviam a seus pés. Resultado: Eles pregavam o Evangelho e curavam os doentes e expulsavam demônios. Não era trabalho e demonstração da mente terrena, da teologia terrena e seca. Era demonstração do coração do Pai para os pobres.
Valdir Steuernagel: Ainda que “formado na escola da MI”, eu tenho procurado avaliá-la criticamente e percebido áreas nas quais ela precisa refletir. Entre estas, eu ressaltaria: …que deixe de ser um fenômeno fortemente de classe média, como o são muitas de nossas igrejas históricas, e encontre o caminho da popularização e da carismatização.
Julio Severo: Querendo ou não, Steuernagel fez um reconhecimento importante: a TMI é um “fenômeno” de classe média e de igrejas históricas (presbiteriana, luterana, metodista e outras igrejas fortemente afetadas pelo liberalismo teológico e compostas pela classe média e alta). O elitismo da TM (forte presença da classe média e forte ausência dos pobres) já foi notado pelo Dr. Fábio Blanco em seu artigo “Elitismo na Teologia da Missão Integral.” Esse problema foi também observado pelo filósofo Luiz Felipe Pondé, que disse: “A igreja católica de esquerda fez a opção pelos pobres, mas os pobres fizeram a opção pelo neopentecostalismo.” Mesmo assim, Steuernagel tem esperança de que a TMI se popularize, isto é, se torne amplamente aceita pelos pobres. O que acontece quando uma teologia socialista se torna “popular”? Sob possessão do demônio da Teologia da Libertação, a CNBB e seus bispos esquerdistas ajudaram a fundar o PT. A TMI não vai fazer melhor do que sua irmã ideológica, cujos filhotes vivem abraçados aos primos. Quanto a uma carismatização da TMI, se por carisma Steuernagel entende os dons sobrenaturais do Espírito Santo (fenômenos de Deus que a Igreja Evangélica de Confissão Luterana não tem em sua história e prática pastoral, especialmente nesta alta temporada de Teologia da Libertação), por que se preocupar em dar autoridade espiritual a uma ideologia disfarçada de teologia? Deus deu os dons sobrenaturais para proclamarmos com eficácia o Evangelho do Reino de Deus. Ele não nos deu esses dons para espalharmos melhor uma ideologia que mediocremente imita o Evangelho.
No final do artigo da Ultimato, há uma descrição de quem é Valdir Steuernagel: “teólogo sênior da Visão Mundial Internacional. Pastor luterano, é um dos coordenadores da Aliança Cristã Evangélica Brasileira e um dos diretores da Aliança Evangélica Mundial e do Movimento de Lausanne.”
Visão Mundial: Meu livro “Teologia da Libertação X Teologia da Prosperidade” revela que o Segundo Congresso Brasileiro de Evangelização (CBE2, 2003), evento financiado pela Visão Mundial para reunir as lideranças da Teologia da Missão Integral, estava perplexo e triste com o avanço do neopentecostalismo e sua teologia da prosperidade, que estavam frustrando os projetos dos progressistas para os pobres. Recentemente, a Visão Mundial quase escorregou numa postura de apoio a funcionários envolvidos em “casamento” gay, sinalizando que o liberalismo teológico pode já estar minando as bases cristãs dessa organização.
Aliança Cristã Evangélica Brasileira: Sob a liderança de Ariovaldo Ramos, que disse que o ditador socialista Hugo Chávez deixou o mundo melhor, a Aliança Evangélica firmou uma parceria com o governo do PT em fevereiro de 2013. O evento ocorreu na Igreja Presbiteriana de Brasília (IPB). O evento é consequência típica da mentalidade TMI.
Aliança Evangélica Mundial: Entidade que tem buscado, junto com o Conselho Mundial de Igrejas, um maior entrosamento do ecumenismo. Essa ponte está bem facilitada com a presença de Steuernagel, que pode dialogar com seu colega denominacional, Walter Altmann, no Conselho Mundial de Igrejas. Afinal, embora de organizações internacionais diferentes, ambos são ecumênicos e da IECLB. A Aliança Evangélica Mundial tem tido abertura para promotores da Teologia da Libertação Palestina.
Movimento de Lausanne: Ao contrário do que acreditam acadêmicos mal-informados ou mal-preparados, Lausanne desde o início estava sob a influência da TMI, conforme comprovam as declarações e a própria presença de Steuernagel nesse movimento.
Steuernagel é pastor da IECLB, uma denominação protestante histórica ativamente envolvida na Teologia da Libertação, Teologia da Missão Integral e ecumenismo. Sua presença como líder na Visão Mundial Internacional, Aliança Cristã Evangélica Brasileira, Aliança Evangélica Mundial e Movimento de Lausanne só comprova que a TMI está alastrando sua influência na cúpula evangélica nacional e internacional, trazendo como consequência inevitável o fortalecimento do liberalismo teológico e uma tentativa herética de substituir a demonstração do Evangelho do Reino de Deus por uma ação social de base cinicamente socialista.
Durante décadas, o ambiente mais aberto à TMI era o ambiente protestante tradicional mais fechado aos dons sobrenaturais do Espírito Santo. A TMI se expandiu no solo fértil das igrejas cessacionistas, que tinham um Evangelho, mas nenhuma demonstração compatível com a ordem de Jesus de curar os enfermos e expulsar demônios. O maior congresso internacional de TMI de 2014, por exemplo, está sendo presidido pelo Rev. Jorge Henrique Barro, pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) e presidente da Fraternidade Teológica Latino-Americana que, de acordo com o Rev. Felipe Costa Fontes, tem um fundo marxista e gerou a Teologia da Libertação.
A proclamação do Evangelho do Reino de Deus envolve, sempre, cura de enfermos e expulsão de demônios, só para começar. Os apóstolos de Jesus, que nos deram o exemplo de verdadeira missão cristã completa e integral, viviam ocupados proclamando e demonstrando o Evangelho do Reino de Deus.
Mas Steuernagel e outros burocratas da Cristandade (não do Evangelho, pois o Evangelho não tem burocratas, mas apenas proclamadores e demonstradores do poder salvador de Deus) vivem ocupados em conferências, consultas e outros eventos teológicos. Gastam fortunas viajando pelo mundo para falar sobre suas ideologias. E depois, para justificar tantas despesas, cobrem a massa do bolo ideológico com o recheio do nome “Evangelho.” Jogam alguns versículos aqui e ali e, diante de uma plateia cega, nem precisam justificar sua total incapacidade de proclamar e demonstrar o Evangelho do Reino de Deus curando os enfermos e expulsando demônios. Vivem tão ocupados com suas infindáveis consultas teológicas que, quando se aproximam dos pobres, é apenas para depois usá-los para justificar mais consultas teológicas, mais despesas de viagens áreas, mais despesas de hotéis, etc.
O verdadeiro Excluído na TMI é Jesus, que tem um Evangelho que, desde dois mil anos atrás, sempre atendeu perfeitamente os pobres. E enquanto a TMI estava nascendo como uma forma das igrejas tradicionais usarem o marxismo disfarçado para alcançar os pobres, a verdadeira Igreja de Jesus Cristo já estava, décadas antes, no meio dos pobres, curando seus enfermos e expulsando seus demônios. As igrejas pentecostais nunca precisaram de TMI, Teologia da Libertação ou participar de caras consultas teológicas para aprenderem a alcançar os pobres. Tudo o que eles faziam era atender ao chamado do Espírito Santo e arregaçar as mangas.
Se Steuernagel chama os pobres de excluídos, quem fazia essa exclusão era a IECLB e outras igrejas. Aliás, essas igrejas também excluíam os pentecostais, quando os pentecostais ainda não tinham deixado o primeiro amor. Um século atrás, as igrejas pentecostais eram repletas de curas e expulsão de demônios com sua proclamação do Evangelho do Reino de Deus. Hoje, estão perdendo essa autoridade. Em compensação, então aprendendo com Steuernagel e outros como proclamar a TMI.
Talvez a TMI e outras ideologias e heresias que virão sejam apenas para tapar o buraco de uma geração cristã que perdeu a capacidade de proclamar o Evangelho do Reino de Deus com suas devidas demonstrações. Quando a proclamação do Evangelho do Reino de Deus perde essa integralidade, é natural, pela Lei da Entropia, que espaços se abram para outras teologias e ideologias decadentes.
O crescimento da TMI é apenas sinal e sintoma de uma igreja que está perdendo rapidamente sua autoridade de proclamar e demonstrar o Evangelho do Reino de Deus.
Já que Steuernagel publicou seu artigo de defesa da TMI na Ultimato, que tipo de demonstração (lado prático) um adepto da TMI tem?
Em 2013, quando todas as esquerdas do Brasil queriam o Dep. Marco Feliciano fora da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, foi lançado um manifesto, com o apoio da Ultimato, para requerer também a cabeça de Feliciano. O manifesto veio assinado por grandes expoentes da TMI, inclusive Ariovaldo Ramos, Ricardo Bitun e Antonio Carlos Costa. Outros assinantes incluíam o próprio Steuernagel e um colega denominacional, André Sidnei Musskopf, que é professor de teologia da EST. Musskopf, além de defensor da TMI, é também ativista homossexual.
A Comissão de Direitos Humanos sempre foi presidida por esquerdistas, especialmente petistas, que querem impor a agenda gay no Brasil. Nunca a revista Ultimato fez uma carta pública contra o PT na presidência dessa comissão. Nunca Steuernagel fez um protesto contra o PT nessa comissão.
E mesmo agora, depois que o PT reassumiu a presidência dessa comissão e começou sua rotina de trabalho pela agenda gay, Steuernagel não abriu a boca em protesto. Em contraste, todos os esquerdistas, inclusive Steuernagel, se opuseram a Feliciano por discordarem de um pentecostal que se opõe ao aborto e à agenda gay.
Isso é o que a “Missão Integral” da ideologia socialista consegue produzir: aberrações e oposição ao conservadorismo.
Por que, em vez de envolvimento com a ideologia socialista, Steuernagel e seus camaradas de TMI não aprendem a única “Missão Integral” que Deus aceita na proclamação do Evangelho do Reino de Deus: curas e expulsão de demônios? Claro, havia também a responsabilidade do discipulado e de cuidar das viúvas, sob critérios apostólicos muito rigorosos e sem nenhuma contaminação ideológica e envolvimento governamental.
Os pobres nunca rejeitaram essa integralidade do Evangelho. Muitos foram, aliás, curados e libertos. Pode-se querer mais do que o próprio Deus pode lhes dar?
O que Steuernagel tem no lugar desse Evangelho puro são palavras persuasivas de conhecimento humano, em defesa de uma ideologia humana disfarçada de Evangelho.
O Apóstolo Paulo tinha discernimento espiritual (que nada tem a ver com conhecimento acadêmico e teológico) para discernir entre as duas coisas. Ele disse:
“Minha mensagem e minha proclamação não se formaram de palavras persuasivas de conhecimento, mas constituíram-se em demonstração do poder do Espírito.” (1 Coríntios 2:4 KJA)
Os que gostam de palavras persuasivas de conhecimento humano (a classe média, ou as igrejas históricas, como diz o próprio Steuernagel), ficam com a TMI.
Os que preferem a verdade de Deus com demonstração do poder do Espírito (geralmente os pobres, excluídos, doentes e necessitados), ficam com o Evangelho do Reino de Deus.
Por isso, Jesus disse que felizes são os pobres, pois deles é o Reino de Deus.
E sobre a classe média e as igrejas históricas que abraçaram a TMI e a Teologia da Libertação? “Infelizes são, pois deles é o outro reino…”
Leitura recomendada:

5 comentários :

ÉLQUISSON disse...

Na tentação no deserto, o diabo, ousadamente, ofereceu todos os reinos do mundo (e suas riquezas) a Jesus, dizendo: "Tudo isto eu Te darei, se, prostrado, me adorares" (Mateus 4:9). Mas Jesus rebateu com firmeza a todas as investidas do diabo ao dizer: "Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e somente a Ele servirás" (Mateus 4:10)

O que este episódio bíblico tem a ver com o fato de muitos que se dizem cristãos estarem votando no PT (e também em outros partidos esquerdistas)?

Tudo a ver!

Vejamos:

O Estado marxista–comunista–esquerdista–socialista (aqui representado pelo governo corrupto de Dilma) age exatamente igual ao diabo quando propõe ao povo: "Tudo isto (saúde, moradia, educação, empregos, segurança, e outros benefícios) eu te darei se você eleger os meus representantes (do PT e de outros partidos esquerdistas), e deixar que, através deles, somente eu (e não Deus) atenda a todas as suas necessidades"

Considerando que o povo que não tem conscientização política vota mais com a barriga do que com a cabeça, a maioria não resiste a essa tentação (principalmente quando o Bolsa–Família ou outro assistencialismo eleitoreiro é oferecido)!

A mesma coisa acontece quando o mesmo Estado diz aos políticos da bancada evangélica: "Tudo isto (cargos com altos salários, concessões de emissoras de rádio e canais de televisão, e mil e uma mordomias) eu te darei se você permitir que eu aprove as minhas políticas (a favor do aborto, do homossexualismo, da perseguição aos cristãos, da destruição das famílias, e de todos os bons princípios) e não faça (e nem diga) nada contra o meu governo"

Considerando que muitos desses mesmos políticos estão se vendendo (ou sendo facilmente influenciados) por qualquer coisa, a maioria aceita sem questionar (ainda mais quando vê muito dinheiro à sua frente)!

Infelizmente, esta é a verdade nua e crua que acontece nos bastidores (e que a mídia corrupta nunca mostra)!

Para tentarmos mudar este quadro, temos que saber usar a arma de que dispomos: o voto. Por que eu digo isso? Porque existem coisas que somos nós que resolvemos (não é Deus). No caso, trata-se de saber votar. Não podemos pedir a Deus para resolver um problema (como este do voto) que nós mesmos podemos resolver.

Por que a questão do voto não pode ser resolvida por Deus? Por uma razão muito simples: um anjo não possui título eleitoral. Um anjo não vai descer do Céu para escolher o nosso candidato (e nem vai fazer o papel de fiscal eleitoral para saber em quem estamos votando). A responsabilidade do voto é única e exclusivamente nossa!

Uma coisa, porém, é certa (e inevitável): temos que assumir as conseqüências das escolhas que fizermos! Se votarmos errado, nós mesmos seremos culpados! Depois, não quero que ninguém fique chorando de arrependimento (e nem venha pedir pra fazer campanha de oração para que Deus tire do poder um político corrupto que nós mesmos elegemos)!

Aproveito para dar mais algumas sugestões:

– O povo tem que ser suficientemente esclarecido através dos verdadeiros servos de Deus para não se deixar manipular por nenhum órgão informativo "oficial" (leia-se Rede Globo);

– Orar a Deus, pedindo discernimento na hora de votar (para não ser enganado pelos muitos lobos em pele de cordeiro que sempre aparecem em todas as campanhas eleitorais);

– Cobrar de quem for eleito que cumpra as promessas feitas durante a campanha;

– Mobilizar o povo para protestar todas as vezes que for necessário.

Não estou dizendo que isso vai acabar de uma vez com a sujeira da nossa política, mas já é o primeiro passo para uma conscientização política das igrejas (e também do povo em geral). Isso para que o governo saiba que nem todo mundo pode ser facilmente manipulado.

Espero que estas sugestões sejam analisadas e divulgadas a todos, para termos pessoas esclarecidas o suficiente em termos de conscientização política.

P.S: Se alguém daqui quiser se manifestar, esteja à vontade.

Duílio disse...

Júlio,

São sempre bem–vindos os seus artigos esclarecedores sobre o posicionamento de determinados líderes evangélicos no Brasil. O que deixa todos nós (cristãos) tristes é que muitos irmãos em Cristo ainda não conhecem totalmente essas ideologias demoníacas (marxismo, leninismo, comunismo, esquerdismo, e socialismo) e as teologias corrompidas (Prosperidade, Libertação, e Missão Integral) que destroem os verdadeiros valores cristãos.

E essas mesmas ideologias e teologias sempre aparecem disfarçadas de uma compaixão cristã assistencialista. Isso sem contar os que abraçam essas mesmas ideologias e teologias (e contaminam a pureza da verdadeira igreja do Senhor). Temos que extirpar esse câncer maligno de dentro das nossas igrejas.

Fazendo uma comparação: se a lei da ficha limpa fosse realmente cumprida à risca, não teríamos nenhum político corrupto no Congresso Nacional. Toda a vida pregressa dos candidatos seria rigorosamente investigada, para saber se algum deles teria condições (inclusive morais) de ser eleito para o exercício de qualquer cargo. O mínimo deslize detectado já seria o suficiente para impugnar uma candidatura.

O mesmo critério (ficha limpa) também deveria ser utilizado para se eleger os líderes de determinadas igrejas: só seriam admitidos os verdadeiros cristãos (os que obedecem somente à Palavra de Deus), os que nunca tiveram qualquer contato, amizade ou aproximação com o PT ou outro partido esquerdista (e nem com nenhum político esquerdista), nem tampouco foram contaminados (ou influenciados) por ideologias marxistas–leninistas–comunistas–socialistas–esquerdistas. Creio que só assim a verdadeira igreja de Jesus estará irrepreensível aos olhos do público.

Que tal as igrejas e as instituições ditas cristãs serem mais rigorosas na escolha dos seus líderes, para que a pureza do verdadeiro evangelho não venha a ser maculada por ideologias demoníacas?

Fica aqui a minha sugestão para a análise de todos.

Cléber disse...

As teologias corrompidas atualmente (Prosperidade, Libertação, e Missão Integral) até poderiam manter os mesmos nomes, mas os significados de todas elas precisariam ser revistos (ou redefinidos).

Não sei se muitos daqui vão concordar comigo, mas eu redefiniria estas mesmas teologias da seguinte forma:

PROSPERIDADE – Significaria prosperar no sentido espiritual, de renovar a fé, de se manter firme aos ensinamentos da Palavra de Deus (mesmo com várias adversidades). Eis o que diz a Palavra de Deus:

"Bem–aventurado é o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, e não se assenta na roda dos escarnecedores. Antes o seu prazer está na lei do Senhor; e nela medita dia e noite. Será como uma árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dará os frutos no seu devido tempo; as suas folhas não murcharão, e tudo o que fizer prosperará" (Salmo 1:1–3)

Um exemplo: os Estados Unidos foi uma nação que prosperou em todos os sentidos enquanto se manteve obediente à Palavra de Deus. É como disse o salmista:

"Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo ao qual Ele escolheu para a Sua herança" (Salmo 33:12)

A nação que elege Deus como o supremo governante sempre será próspera (em todos os sentidos). Ou será que eu estou errado?

Depois que os Estados Unidos negligenciou permanecer nesta mesma obediência, começou a desmoronar por completo (inclusive moralmente). Quem despreza a obediência à Palavra de Deus escolhe o caminho da destruição. Ou isso é tão difícil de entender?

LIBERTAÇÃO – Seria uma teologia no sentido de libertar as pessoas dos enganos do diabo, de libertar o homem de uma vida de pecado para uma vida de santidade, enfim, de libertar um pecador momentaneamente condenado ao inferno para a esperança da salvação para a vida eterna após a morte.

O próprio Jesus disse algo importante sobre libertação (no caso, libertação do pecado):

"Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32)

"Se, porém, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8:36)

O apóstolo Paulo também disse algo muito apropriado em relação a isso:

"Se alguém está em Cristo, nova criatura é (isto é, foi liberta da vida de pecado); as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2 Coríntios 5:17, o parêntese é meu)

Não deveria ser esta a verdadeira Teologia da Libertação?

MISSÃO INTEGRAL – A missão de todo verdadeiro cristão é pregar o evangelho, ou melhor, é obedecer à ordem dada pelo Senhor Jesus:

"Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Marcos 16:15)

Missão Integral também significa evangelizar a todas as pessoas, em todo e qualquer lugar. No caso, o termo "integral" se refere a todo e qualquer tempo disponível que houver para cumprir a ordem dada por Jesus. É como disse o apóstolo Paulo:

"Que pregues a Palavra, que instes a tempo e fora de tempo (ou seja, em tempo integral), que redarguas, que repreendas e exortes com toda a longanimidade e doutrina" (2 Timóteo 4:2, o parêntese é meu)

"Pois se eu anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, já que esta obrigação me é imposta; e ai de mim se não anunciar o evangelho" (1 Coríntios 9:16)

Missão Integral não seria servir integralmente (ou seja, em todo tempo e lugar) ao Senhor Jesus (bem como obedecer à Sua Palavra)?

Se alguém daqui quiser dizer alguma coisa, ficarei agradecido.

Henrique disse...

Não sei se muitos daqui vão concordar comigo, mas eu vou dizer exatamente o que eu penso (me corrijam se eu estiver errado):

No mundo de hoje, só são consideradas "sábias" as pessoas que têm um diploma de universidade (ou que estudaram teologia). Algumas dessas pessoas têm a tendência natural de se sentirem "importantes" ou "inteligentes" em relação a quem não tem muito estudo.

O homem verdadeiramente sábio é aquele que obedece somente às verdades da Palavra de Deus, e não se deixa influenciar por quaisquer doutrinas, filosofias, ou ideologias mundanas (as quais, na sua maioria, são anti–cristãs). Está escrito:

"O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência" (Provérbios 9:10)

O nosso Deus não vê como nós vemos, ou melhor, Ele tem os Seus próprios critérios de escolha (os quais são totalmente diferentes em relação aos do mundo). A respeito disso, o apóstolo Paulo afirmou sabiamente:

"Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes" (1 Coríntios 1:27)

Os próprios apóstolos de Jesus são um bom exemplo disso. Com exceção de Lucas (que era médico), os demais eram pessoas simples. Mateus era um cobrador de impostos. Pedro era pescador. Os demais eram pessoas humildes (talvez fossem simples camponeses). Mesmo assim, todos eles se tornaram sábios com o Senhor Jesus, que foi (e ainda é) o maior e melhor educador do ser humano. É como diz a Palavra de Deus:

"Então eles, ao verem a ousadia de Pedro e João, e sabendo que eram homens iletrados e sem cultura (ou seja, sem nunca terem cursado faculdade e sem nunca terem estudado teologia), ficaram maravilhados; e reconheceram que eles estiveram com Jesus (Atos 4:13, o parêntese é meu)

O pastor da igreja onde eu congrego só tem o ensino fundamental. Na visão do mundo, eu, por ter faculdade (sou formado em Administração de Empresas), seria considerado mais inteligente do que ele. Pelo critério dos homens, eu estaria mais "qualificado" para ser um pastor, ou melhor, eu deveria ser o pastor (e ele deveria estar no banco da igreja).

Mas Deus o preparou de tal forma, que até mesmo muitos que se dizem "cultos" ficaram admirados com tanta sabedoria (e também com muita firmeza) nas pregações dele. Quando perguntaram se ele é formado em alguma faculdade, ele respondeu de forma bem simples: "O único aprendizado que eu tenho é o da escola da vida, meu único livro de estudo é a Bíblia, e o meu professor é o Senhor Jesus!"

A humildade é a primeira (e principal) característica de um verdadeiro cristão. É como bem disse o apóstolo Tiago:

"Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes" (Tiago 4:6)

Jesus confirma isso ao dizer:

"Graças Te dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim Te aprouve" (Mateus 11:25–26)

A mesma coisa é dita pelo apóstolo Paulo:

"Mas o que para mim era ganho, considerei como perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo" (Filipenses 3:7–8)

"Toda a Escritura é inspirada por Deus, e é proveitosa para ensinar, repreender, corrigir as coisas, disciplinar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja plenamente preparado para toda boa obra" (2 Timóteo 3:16–17)

E o salmista ainda diz:

"Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, pois medito nos Teus testemunhos" (Salmo 119:99)

Aproveito para citar uma frase: DEUS NÃO ESCOLHE OS CAPACITADOS, MAS ELE CAPACITA OS ESCOLHIDOS.

Precisa dizer mais alguma coisa?

Anônimo disse...

Virou folklore a frase "eu num sabia de nada...". Assim, para que nao se apresentem perante o Criador dizendo que nao sabiam, no hino oficial da Uniao das Republicas Socialistas Sovieticas, conhecido como Internacional Socialista, aos 1 minuto e 35 segundos, numa blasfemia sem perdao, a frase eh cantada em alta voz e a plenos pulmoes "... Nem Deus... nos darah a redencao. Nos alcancaremos a libertacao com nossas proprias maos." (https://www.youtube.com/watch?v=qjLtVE4P7bE - "A Internacional" como hino da URSS - Legendada em português ). O socialismo/komunismo eh antiDeus do principio ao fim. Quem tem simpatia por isso estah, literalmente, aa eskerda do Senhor. Nao venham alegar que trabalhavam para o "sucialismo' sem saber disso.
Qto a esse lixo, chamado de ultimato, eh sofisma do inicio ao fim. Em 2002, pra incutir no gado a eleicao do messias do sertao colocou rebuscada propaganda subliminar na edicao de set/out, direcionando o gado para o kurral do lambao; digo, labao.

Antonio.