28 de junho de 2014

Por que creio que os dons sobrenaturais do Espírito Santo continuam hoje


Por que creio que os dons sobrenaturais do Espírito Santo continuam hoje

Rev. Sam Storms
Comentário de Julio Severo: O Rev. Sam Storms é um teólogo calvinista americano. Às vezes, parece que todo calvinista é cessacionista. Mas isso é tão verdade quanto dizer que todo calvinista é maçom. Graças a Deus, há calvinistas se levantando contra essas duas heresias no meio deles. No final deste artigo, há links para mais artigos sobre o mesmo assunto.
E então, por que sou continuísta? Seguem minhas razões (por favor note que escrevi diversos artigos que fornecem ampla evidência para os pontos que defendo, mas a limitação de espaço me permite apenas citá-los nominalmente. Todos podem ser encontrados no meu site.
Deixe-me começar com a presença sólida, certamente difundida e inteiramente positiva de todos os dons espirituais por todo o Novo Testamento (NT). Os problemas que surgiram na igreja de Corinto não se deram por conta dos dons espirituais, mas por pessoas imaturas. As advertências de Paulo não se referiam aos dons de Deus mas, sim, à distorção infantil, ambiciosa e orgulhosa da parte de alguns.
Além do mais, começando com o Pentecoste e percorrendo todo o livro de Atos, vemos que toda vez que o Espírito era derramado sobre os novos convertidos, eles experimentavam do seu carisma. Não há nada que indique que esses fenômenos eram restritos a eles e à época. Tais manifestações parecem ser tanto difundidas quanto comuns na igreja do NT. Os cristãos em Roma (Rm 12), Corinto (1 Co 12-14), Samaria (At 8), Cesareia (At 10), Antioquia (At 13), Éfeso (At 19), Tessalônica (1 Ts 5) e Galácia (Gl 3) experimentaram dos dons de milagres e revelação. É difícil imaginar como os autores do NT poderiam ter falado mais claramente sobre como deveria ser o Cristianismo da Nova Aliança. Em outras palavras, o fardo de provar o contrário está com o cessacionista. Se certos dons de uma classe especial cessaram, a responsabilidade de prová-lo depende dele ou dela.

Evidência extensa

Gostaria de apontar também a extensa evidência neotestamentária dos chamados dons milagrosos entre cristãos que não são apóstolos. Ou seja, vários homens e mulheres que não eram apóstolos, jovens e anciãos, em toda a extensão do império romano exerciam de maneira consistente esses dons do Espírito (e Estevão e Felipe ministravam no poder de sinais e maravilhas). Aqueles que exerciam os dons miraculosos mas não eram apóstolos são (1) os 70 que foram comissionados em Lucas 10.9, 19-20; (2) pelo menos 108 pessoas dentre os 120 que estavam reunidos no salão superior no dia de Pentecostes, (3) Estevão (At 6,7); (4) Felipe (At 8); (5) Ananias (At 9); (6) membros da igreja de Antioquia (At 13); (7) convertidos anônimos em Éfeso (At 19.6); (8) mulheres em Cesareia (At 21.8,9); (9) os irmãos sem nome de Gálatas 3.5; (10) crentes em Roma (Rm 12.6-8); (11) crentes em Corinto (1 Co 12-14); e (12) cristãos em Tessalônica (1 Ts 5.19,20).
Também temos que dar espaço para o objetivo explícito e frequentemente repetido do propósito dos carismas: nomeadamente, a edificação do corpo de Cristo (1 Co 12.7; 14.3; 26). Nada do que leio no NT ou do que vejo na condição da igreja em qualquer era, passada ou presente, me leva a crer que progredimos além da necessidade pela edificação – e consequentemente além da necessidade pela contribuição dos carismas. Eu confesso livremente que os dons espirituais foram essenciais para o nascimento da igreja, mas por que eles seriam menos importantes ou necessários para o crescimento e amadurecimento contínuos?
Há também a continuidade fundamental ou o relacionamento espiritual orgânico entre a igreja de Atos e a igreja dos séculos subsequentes. Ninguém nega que houve uma era ou período no começo da igreja que chamemos de “apostólica”. Temos que reconhecer o significado da presença pessoal e física dos apóstolos e o seu papel único na formação da fundação da igreja nos primeiros séculos. Mas não há no NT qualquer coisa que sugira que certos dons espirituais eram exclusiva e unicamente ligados a eles ou que os dons se encerraram com a partida deles. A igreja universal ou corpo de Cristo que foi estabelecida por meio do ministério dos apóstolos é a mesma igreja universal e corpo de Cristo hoje. Estamos juntos com Paulo, Pedro, Silas, Lídia, Priscila e Lucas, membros do mesmo corpo de Cristo.
Bem ligado ao ponto anterior é o que Pedro diz em Atos 2, referente aos ditos dons miraculosos como característicos da era pactual da igreja. Como já disse D. A. Carson: “A vinda do Espírito não está associada meramente com o nascimento da nova era, mas com a sua presença, não meramente com o Pentecoste, mas com todo o período do Pentecoste até o retorno de Jesus, o Messias” (em A Manifestação do Espírito, Ed. Vida Nova). Novamente, os dons de profecia e línguas (At 2) não são retratados como mera inauguração da nova era pactual, mas para caracterizá-la (não esqueçamos de que a era atual da igreja equivale aos “últimos dias”).
Devemos também notar 1 Coríntios 13.8-12. Nesse texto Paulo certifica que os dons espirituais não “passarão” (ver v.8-10) até a vinda do “perfeito”. Se o “perfeito” é realmente a consumação do propósito redentivo de Deus tal qual expressado pelo novo céu e nova terra seguindo a volta de Cristo, podemos confiantemente esperar que Ele continue a abençoar e capacitar a sua igreja com dons até aquela hora.
Um ponto semelhante aparece em Efésios 4.11-14. Aqui, Paulo fala de dons espirituais (junto com o ofício de apóstolo) – e particularmente dos dons de profecia, evangelismo, pastoreio e ensino – como construção da igreja “até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo” (V. 13, NVI – grifos meus). Já que a plenitude de Cristo certamente ainda não foi atingida pela igreja, podemos antecipar com confiança a presença e o poder de tais dons até que aquele dia chegue.
Gostaria de também apontar a ausência de uma noção explícita ou implícita de que devemos enxergar os dons espirituais de maneira diferente que outras práticas e ministérios neotestamentários retratados como essenciais à vida e ao bem estar da igreja. Quando lemos o NT, parece evidente que a disciplina na igreja deve ser praticada em nossas assembleias atuais, devemos celebrar a mesa do Senhor e o batismo com água e que os requerimentos para o exercício do ancião como descrito nas epístolas pastorais ainda determinam como a vida na igreja deve ser levada, citando apenas alguns. Quais boas razões exegéticas ou teológicas podem ser dadas para explicar por que devemos tratar a presença e operação dos dons espirituais de maneira diferente?

Testemunho consistente

Ao contrário do que muitos pensam, há um testemunho consistente ao longo de grande parte da história da Igreja referente à operação dos dons miraculosos do Espírito. Simplesmente não é verdade que os dons cessaram ou desapareceram da vida no começo da Igreja após a morte do último apóstolo. O espaço não permite citar a evidência maciça concernente, então me referirei a quatro artigos que escrevi com uma documentação extensa (ver Spiritual Gifts in Church History).
Cessacionistas frequentemente argumentam que sinais e maravilhas, assim como certos dons, serviram somente para confirmar e autenticar o grupo original de apóstolos e que quando esses morreram, também cessaram os dons. A verdade é que nenhum texto bíblico (nem mesmo Hb 2.4 ou 2 Co 12.12, dois textos que explico em artigos no www.samstorms.com) chega a dizer que sinais e maravilhas ou certos dons espirituais serviram para autenticar os apóstolos. Sinais e maravilhas autenticaram Jesus e a mensagem apostólica referente a ele. Se sinais e maravilhas foram designados exclusivamente para autenticar os apóstolos, não temos como explicar porque pessoas que não eram apóstolos (como Felipe e Estevão) foram capacitados a exercê-los (ver especialmente 1 Co 12.8-10, onde o “dom” de “milagres”, entre outros, foi dado a crentes medianos, que não eram apóstolos).
Portanto, essa é uma boa razão para ser cessacionista apenas se você puder demonstrar que a autenticação ou testificação da mensagem apostólica era o propósito único e exclusivo de tais demonstrações de poder divino. Todavia, em nenhum lugar do NT o propósito ou função dos milagres ou carismas é reduzido à testificação. O agir miraculoso, em qualquer forma que seja, servia a outros propósitos distintos: doxológico (para glorificar a Deus: Jo 2.11, 9.3, 11.4, 11.40 e Mt 15.29-31); evangelístico (para preparar o caminho para que o Evangelho fosse conhecido: ver At 9.32-43); pastoral (como expressão de compaixão e amor e cuidado com as ovelhas: Mt 14.14; Mc 1.40,41); e edificação (para levantar e fortalecer os crentes: 1 Co 12.7 e o “bem comum”; 1 Co 14.3-5, 26).
Todos os dons do Espírito, seja línguas ou ensino, profecia ou misericórdia, cura ou auxílio, foram dados (dentre outras razões) para a edificação, fortalecimento, encorajamento, instrução, consolo e santificação do corpo de Cristo. Então, mesmo que o ministério dos dons miraculosos para atestar e autenticar tenha cessado, um ponto que concedo apenas para efeitos de argumentação, tais dons teriam que continuar a funcionar na igreja pelas outras razões citadas.

Ainda final e suficiente

Talvez a objeção mais comum dos cessacionistas seja que reconhecer a validade dos dons de revelação, como profecia e palavra de conhecimento, necessariamente compromete a finalidade e suficiência das Escrituras Sagradas. Mas esse argumento é baseado na falsa suposição de que esses dons nos dão verdades infalíveis com igual autoridade à do próprio texto bíblico (veja o meu artigo “Why NT Prophecy Does NOT Result in ‘Scripture-Quality’ Revelatory Words“).
Também é mencionado o apelo cessacionista a Efésios 2.20, como se esse texto descrevesse todo o possível ministério profético. O argumento diz que os dons de revelação como profecia foram unicamente ligados aos apóstolos e portanto designados para funcionar apenas durante o dito período de fundação da igreja nos primeiros séculos. Abordo esta visão fundamentalmente errônea em detalhe aqui. Um exame cuidadoso das evidências bíblicas referentes tanto à natureza do dom de profecia quanto à sua extensa presença entre cristãos indica que este dom servia a outros propósitos muito além da fundação da igreja. Portanto, nem a morte dos apóstolos, nem o desenvolvimento da igreja além dos seus primeiros séculos têm importância sobre a validade de profecias para hoje. Também é citado com frequência o argumento do agrupamento, por assim dizer, que diz que os fenômenos miraculosos e sobrenaturais foram supostamente concentrados ou agrupados em períodos específicos na história redentora. Já abordei este argumento num outro artigo e mostrei que é falso.
Finalmente, apesar de tecnicamente não ser uma razão ou argumento para ser um continuísta, não posso ignorar a experiência. O fato de que eu já vi todos os dons espirituais sendo operados, de ter testado e confirmado e os experimentado em primeira mão em inúmeras ocasiões. Como afirmei, esta não é tanto uma razão para se tornar um continuísta, e mais uma confirmação (apesar de não ser infalível) da validade dessa decisão. A experiência, isolada do texto bíblico, prova muito pouco. Mas a experiência deve ser considerada, especialmente se esta ilustra ou incorpora aquilo que vemos na palavra de Deus.
Nota – Abertos para Reforma: texto traduzido com autorização de The Gospel Coalition, publicado originalmente no dia 23 de janeiro de 2014 aqui.
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:
Martinho Lutero e o cessacionismo

24 comentários :

PRESBÍTERO VALDOMIRO disse...

Júlio,

Infelizmente, a teoria do cessacionismo contaminou muitas pessoas e igrejas. Algumas delas não crêem mais nas manifestações vindas do Espírito Santo.

O verdadeiro cristão jamais rejeitaria a atuação do Espírito Santo. Este mesmo espírito tem todo poder para atuar como quiser na vida do cristão, desde que o cristão dê espaço. O apóstolo Paulo explica isso de forma mais detalhada:

"Porém, nós não recebemos o espírito do mundo, mas sim o Espírito que vem de Deus, para que pudéssemos conhecer aquilo que nos é dado gratuitamente por Deus; as quais também falamos, não com palavras da sabedoria humana, mas com as que são ensinadas pelo Espírito Santo, comparando as coisas espirituais com as espirituais" (1 Coríntios 2:12–13)

"Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas o Deus que opera em tudo e em todos é o mesmo. Porém, a manifestação do Espírito é concedida a cada um para aquilo que for útil. Pois a um é dada, pelo Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; a outro, pelo mesmo Espírito, o dom da cura; e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de distinguir os espíritos; e a outro, a diversidade de línguas; e a outro, a interpretação de línguas. Porém o mesmo e único Espírito faz todas estas coisas, dividindo particularmente a cada um como quer" (1 Coríntios 12:4–11)

Quem tem comunhão com o Espírito Santo crê em todas as visões, dons e revelações dadas por Deus. Infelizmente, é esta mesma comunhão que está em falta em muitas igrejas atuais! Em virtude disso, muitas pessoas se deixam enganar por falsas revelações (e falsos profetas).

Foi justamente para alertar contra esses e outros enganos que o apóstolo João advertiu:

"Amados, não acrediteis em todo espírito; mas antes provai se tais espíritos são de Deus, porque muitos falsos profetas têm surgido em todo o mundo" (1 João 4:1)

Não é exatamente isto o que está acontecendo com muitas igrejas ditas cristãs nos dias de hoje?

Eliel disse...

O comentário do presbítero Valdomiro sobre os dons espirituais foi mais do que oportuno. Não só eu concordo com o que ele disse, como eu ainda acrescentaria o seguinte: o próprio Jesus, antes de voltar para o Pai, prometeu mandar o Espírito Santo aos Seus discípulos. Ele mesmo garantiu:

"E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre: o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê e nem O conhece; mas vós O conheceis, porque Ele habita convosco e estará em vós" (João 14:16–17)

"Mas o Consolador, o Espírito Santo, que é Aquele a quem o Pai enviará em Meu nome, Ele vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que Eu vos tenho dito" (João 14:26).

Com estas palavras, Jesus disse que o Pai enviaria o Espírito Santo para ensinar e orientar todos os homens (não só os Seus apóstolos, como também todos os cristãos dos dias de hoje).

Mais adiante, Jesus explica melhor o papel do Espírito Santo:

"Todavia, Eu vos digo a verdade: convém que Eu vá, porque, se Eu não for, o Consolador (o Espírito Santo) não virá a vós; mas Eu, quando for, Eu O enviarei. E Ele, quando vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça, e do juízo: do pecado, porque não crêem em Mim; da justiça, porque volto para Meu Pai e não Me vereis mais; e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado. Muito ainda terei para vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Quando, porém, Ele, o Espírito da verdade, vier, Ele vos guiará em toda a verdade; pois não falará por Si próprio, mas vos dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir" (João 16:7–13, o parêntese é meu)

No livro de Atos dos Apóstolos, eis o que o apóstolo Pedro disse sobre a manifestação do Espírito Santo:

"E acontecerá, diz o Senhor, que nos últimos dias derramarei do Meu Espírito sobre toda carne; vossos filhos e filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e vossos velhos terão sonhos; e também derramarei do Meu Espírito sobre Meus servos e Minhas servas, naqueles dias, e profetizarão" (Atos 2:17–18)

O Espírito Santo está presente, e continua ativo ainda hoje (em que pese toda a teoria contrária dos "cessacionistas"). O que todo verdadeiro cristão precisa fazer é ter comunhão com Ele, e buscar os dons espirituais. Em relação a isso, o apóstolo Paulo afirmou com autoridade:

"Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar" (1 Coríntios 14:1)

Precisa dizer mais alguma coisa?

Vane C disse...

A verdade é que a influência da linha de pensamento da ""cessação dos dons"", trás a estes dias um esfriamento da fé, uma falta de esperança no que é real e sobrenatural, limita-se a palavra ao entendimento humano dela, sem vivê-la como O VERBO impresso em nossos corações pelo poder da criação, O Espírito Santo, o qual deu dons(sobrenaturais) aos homens que nasceram de novo, assim como deu poder a Cristo para exercer de fato a sua real identidade sobrenatural a partir do seu batismo.
Assim sendo até a consumação dos séculos enquanto novos cristãos estiverem nascendo sobre esta terra, seja dada a Cristo o louvor, honras e glórias pela fé de que o Corpo se move sobrenaturalmente na realidade do Reino de Deus através dos dons e serviços realizados por gente que cre e vive o hoje em Cristo.
PAZ na terra aos homens de boa vontade, em Cristo o qual é o nosso Alfa e Omega.

Paulo Tiago disse...

“Devemos também notar 1 Coríntios 13.8-12. Nesse texto Paulo certifica que os dons espirituais não “passarão” (ver v.8-10) até a vinda do “perfeito”. Se o “perfeito” é realmente a consumação do propósito redentivo de Deus tal qual expressado pelo novo céu e nova terra seguindo a volta de Cristo, podemos confiantemente esperar que Ele continue a abençoar e capacitar a sua igreja com dons até aquela hora.”

“Um ponto semelhante aparece em Efésios 4.11-14. Aqui, Paulo fala de dons espirituais (junto com o ofício de apóstolo) – e particularmente dos dons de profecia, evangelismo, pastoreio e ensino – como construção da igreja “até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo” (V. 13, NVI – grifos meus). Já que a plenitude de Cristo certamente ainda não foi atingida pela igreja, podemos antecipar com confiança a presença e o poder de tais dons até que aquele dia chegue.”

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O apóstolo Paulo lida com a mesma questão em Gálatas 4, e associa o período da “infância” do Corpo de Cristo ao período da Lei - tutores e administradores. A Lei estava “perto de desaparecer” quando a epístola aos Hebreus foi escrita (Hb. 8:13), e então deve ter desaparecido há muito tempo (há quase dois mil anos); e a Igreja o Corpo de Cristo deve ter alcançado a fase adulta, ou “a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo” há muito tempo, e os dons cessaram porque se tornaram desnecessários para uma Igreja Perfeita.

Aprendiz disse...

Tiago

Errado!!!

Veja o contexto imediato! Necessariamente, o próprio texto deve ter preferência, em relação a um outro texto distante, para entender o que é chamado de "perfeito".

"Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido". 1 Coríntios 13:10-12

Ora é evidente que este tempo, ao qual Paulo se refere, ainda não veio. Nós não vemos face a face, nós não conhecemos como somos conhecidos.

Julio Severo disse...

Que doidura, Paulo! Você faz da Palavra de Deus o que você quer. Quer fazer algo útil da sua vida, rapaz? Os ambientes evangélicos mais cessacionistas são também os ambientes mais abertos à maçonaria, Teologia da Missão Integral e outras aberrações. Veja que a maior denominação presbiteriana dos EUA, a PCUSA, recentemente se posicionou a favor do “casamento” gay e contra Israel. Pare então de perder tempo abusando da Palavra de Deus e faça algo útil da sua vida: combata a maçonaria, Teologia da Missão Integral e outras aberrações, ok?

Anônimo disse...

Os que nao creem mais na operacionalidade dos maravilhosos e sobrenaturais Dons do Espirito Santo, saberao isso de de fato e de verdade, na sua alma quando houver o arrebatamento da Igreja, que sera em breve, pois apos o arrebatamento, mesmo que esses incredulos que negam o mover do Espirito Santo ( curas, libertacao, uncao, visitas do Poder de Deus, batismos com linguas dos anjos e dos ceus, forca e vigor contra as forcas, designos e misterios do inferno e de satanas, forcas contra a carne ) quiserem receber e viver os dons do Espirito santo NAO RECEBERAO, pois o mover o Espirito Santo sera retirado da terra juntamente com a Igreja do Senhor e Salvador Jesus Cristo. Ali, sim, ali esses incredulos saberao e lamentarao em angustias a tremenda tolice e pecado que cometeram em negar os dons maravilhosos e sobrenaturais que o Espirito Santo opera em nossos dias de forma liberal, gratuita a todos aqueles que recebem e aceitam a Jesus , o Cristo, como seu unico, suficiente e exclusivo salvador. Oremos para que essas pessoas se arrependam e tenham tambem em suas vidas, nao filosofias humanas, nao psicologia humanas, nao sabedoria e discernimento dos homens, mas experiencia incrivel, maravilhosa e sobrenatural do Deus Espirito Santo em suas vidas.

Pastor Caleb.

F disse...

Eu acho que o cessacionismo é a pior heresia. Sim a pior, porque se um dom se manifesta, os cessacionistas irão dizer o que? vão dizer que deve ser algo dabólico, ora se os dons tivessem desaparecido então qualquer manifestação de um dom não poderia ser de Deus. Mas eles não desapareceram, então se um teólogo cessacionista que conhece a bíblia, ver um dom em manifestação, ele dirá que é diabolico e ira blasfemar contra o Espirito Santo e jamais sera perdoado.

Paulo Tiago disse...

Aprendiz,

O que é que está errado? Você citou 1 Cor. 13, mas que parte desta passagem contradiz o que eu disse, ou, que parte desta passagem diz que a Lei NÃO estava perto de desaparecer, ao contrário do que é dito em Hebreus 8:13? Além disso, se esta passagem diz que o desaparecimento da Lei estava distante, ela não contradiz Hebreus 8:13, que diz que a Lei "perto está (estava, há quase dois mil anos) de desaparecer? 1 Cor. 13, pelo menos lida contextualizadamente, é outra passagem que corrobora a ideia de que os dons eram para o período da (transição da) Lei, pois o apóstolo Paulo, um pouco mais adiante na mesma epístola, confirma que o falar em línguas era um cumprimento ou característica da Lei.

1Co_14:21 Está escrito NA LEI: Por gente de outras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor.

Assim, você só reforça o meu argumento anterior de que os dons são cumprimento ou característica do período da Lei. E, se a Lei estava perto de desaparecer quando a epístola aos Hebreus foi escrita (Hb. 8:13), não se pode dizer hoje (isto é, quase dois mil anos depois) que ela não desapareceu, e portanto, é óbvio que a Igreja de Jesus Cristo saiu do período da Infância (período da Lei) e atingiu a fase adulta - O Perfeito; e vê a Deus face a face (não pela sombra da Lei), O conhece como é conhecida.

Valderi Felizado da Silva disse...

Caro irmão Paulo Tiago, respeito a sua opinião, mas dizer que hoje estamos vivendo a Igreja Perfeita é forçar a barra ao extremo.

A Igreja do século V ao XV foi perfeita?

Não há indicação em toda a Bíblia a formação de uma igreja perfeita.
Nem no período milenar descrito no Apocalipse é mencionado esse tipo de associação.
Sim, teremos uma Igreja Perfeita: Na Nova Jerusalém Celestial.

E, outra, dizer que somente após a redação das Cartas aos Gálatas é que teríamos uma igreja perfeita, é derrubar por terra toda a posição que tínhamos sobre a Igreja Primitiva, que ela era mais fervorosa, destemida, espiritual, santa e ativa que a nossa do século XXI.
E todos sabemos que as Cartas aos Gálatas foi redigida entre os anos 55 e 57, então a Igreja de 30 a 57 não era Perfeita?

Os tessalonicenses, os quais receberam a 1ª Carta antes dos Gálatas, não eram a Igreja Perfeita? E olha que Paulo escreveu em 1º Ts 1: 6 e 7: “vocês seguiram o nosso exemplo e o exemplo do Senhor Jesus. Embora tenham sofrido muito, vocês receberam a mensagem com aquela alegria que vem do Espírito Santo. Desse modo vocês se tornaram um exemplo para todos os cristãos das províncias da Macedônia e da Acaia”.

Ou seja, os “caras” seriam menos perfeitos que nós do século XXI?
O que Paulo escreve é sobre a passagem entre a Lei judaica e a graça Cristã e combatendo os que estavam introduzir preceitos antigos da Lei no seio da Igreja Cristã.
E isso nada tem a ver com a cessação dos dons, ou não.

Tem a ver com a graça.

E a Lei não estava perto de desaparecer, ela, de fato, no Plano de Deus, já havia desaparecido na morte de Cristo ou, se quiser, no Concilio de Jerusalém em 49 dC. Ou seja, bem antes da escrita aos Gálatas.
De todo o modo, não chegamos ainda a “medida da plenitude de Cristo”.

Não coletivamente.

Thiago disse...
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ÉLQUISSON disse...

Amado irmão Valderi Felizardo da Silva,

Não sei se você vai concordar comigo, mas está sendo muito difícil encontrar uma igreja 100% santa (ou 100% perfeita) nos dias de hoje (eu diria que isso é uma verdadeira "Missão Impossível").

Ao lermos o livro de Apocalipse, vemos que Jesus, nos capítulos 2 e 3, manda o apóstolo João escrever 7 cartas para 7 igrejas diferentes (Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia, e Laodicéia). Ao serem avaliadas por Jesus, elas podem ser classificadas da seguinte forma:

– 1 igreja quase perfeita (90% de elogios e somente 1 única crítica): Éfeso;

– 2 igrejas 100% perfeitas (somente elogios e nenhuma crítica): Esmirna e Filadélfia;

– 3 igrejas imperfeitas (50% de elogios e 50% de críticas): Pérgamo, Tiatira, e Sardes;

– 1 igreja totalmente imperfeita (100% de críticas e nenhum elogio): Laodicéia.

Considerando que quase todas as igrejas dos dias atuais estão mais cheias de erros do que de virtudes, vejamos o que Jesus mostra de errado em 5 das 7 igrejas de Apocalipse (e como estes mesmos erros estão em evidência nestes últimos tempos):

– Éfeso: "Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor" (Apocalipse 2:4)

– Pérgamo: "Tenho algumas coisas contra ti: tens aí os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria e se prostituíssem. Assim, tens também aqueles que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que Eu odeio" (Apocalipse 2:14–15)

– Tiatira: "Tenho contra ti que toleras que Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensine e engane os Meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria. E Eu dei bastante tempo a ela para que se arrependesse da sua prostituição; ela, porém, não quis se arrepender" (Apocalipse 2:20–21)

– Sardes: "Tens nome de que vives e estás morto... não tenho achado as tuas obras perfeitas diante de Deus" (Apocalipse 3:1;2)

– Laodicéia: "Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, estou para te vomitar da Minha boca. Porque dizes: Sou rico e não tenho falta de nada; mas não sabes que és um desgraçado, miserável, pobre, cego, e nu" (Apocalipse 3:16–17)

Agora, façamos a comparação entre estas igrejas de Apocalipse e as igrejas dos dias atuais:

– Éfeso (e hoje): Quantas igrejas hoje já não têm mais o primeiro amor (como nos tempos de novo convertido)?

– Pérgamo (e hoje): Quantas igrejas hoje estão permitindo a infiltração de heresias e ideologias diabólicas (e deturpando a Palavra de Deus)?

– Tiatira (e hoje): Quantas igrejas hoje dão ouvidos aos falsos profetas, às doutrinas de demônios, e toleram os "modernismos mundanos" no seu interior?

– Sardes (e hoje): Quantas igrejas novas surgem a cada dia em cada esquina, sem a unção do Espírito Santo (e com pastores sem uma vida consagrada no altar)?

– Laodicéia (e hoje): Quantas igrejas pregam as bênçãos material e financeira (e esquecem de anunciar que o Reino de Deus deve ser a prioridade das nossas vidas)?

A resposta comum para todas estas perguntas acima é uma só: quase todas as igrejas (inclusive muitas que se dizem cristãs)

Será que esta minha análise comparativa das igrejas está certa?

Thiago disse...

Irmão Elquisson,

O irmão não sente a presença de Deus? O irmão não sente o teu peito queimar e ser tomado por um refrigério? Esse é o melhor termômetro. Quem confirma é o próprio Espírito Santo. E outra coisa, o irmão conhece bem as Escrituras, então, sabe se estão pregando as Escrituras ou não. Se o irmão sentiu a Presença de Deus, confirmou que são As Escrituras, então está confirmado que aquela igreja é de Deus. Pare de olhar tando para os problemas dos Homens, defeitos, fofocagem gossip, cada um vai dar conta de si. O que importa é que a Igreja tenha fé na Escrituras, somente nas Escrituras, ou seja, não esteja em Apostasia.

Parem de complicar tanto o Evangelho, pelo amor de Deus! Como vocês são críticos! Não existe igreja perfeita! Não existe pregador perfeito! Por exemplo, eu não me importo se o Caio Fábio pecou assim ou assado, eu só me importo se ele está pregando as Escrituras ou outras idéias. Não sou Deus! Não sou o "Big Brother", não posso saber o que as pessoas fazem ou deixam de fazer. Cada cristão tem as Escrituras, cabe aos cristãos se apegarem a ela e se esforçarem... Se um líder cai, Deus levanta outro, se um ministério entra em apostasia, Deus levanta outro... e assim por diante. O agir de Deus não é refém de homens.

Existem ministérios em apostasia que, por causa de um pastor local por exemplo, ainda tem membros em consagração... Deus sabe de todas as coisas e do coração de cada um. Nunca desampara um cristão! Eita Deus Maravilhoso!

obs: eu interpreto as igrejas do Apocalipse como os dois mil anos de cristianismo, cada fase, cada época. Acredito que Laodiceia é um retrato dos tempos atuais... da última igreja, onde os cristãos estariam divididos entre o cristianismo bíblico(quente) e o líberal (frio). Acredito que há também um crítica a teologia da prosperidade. Apesar gostar de ministérios que pregam tal teologia, eu acho que o mais importante é a fé, a santidade, e a busca pela presença de Deus, e dos Dons do Espírito Santo. Mas é só a minha opinião de leigo... são profecias... é muito complicado... Parabenizo o Irmão pelos comentários, sei que o irmão é um homem de Deus, e já percebi o zelo do irmão. Só escrevi esse comentário pq se eu partisse pra pensar como o irmão eu estaria lascado... perdidinho da silvia-sauro kkkkkk

Sugestão de Lovor
Yolanda Adams - Let Us Worship Him - com um áudio melhor
http://www.youtube.com/watch?v=-TCUQ0F7vEk

Wilton disse...

Respondendo ao Thiago,

Se observarmos atentamente a análise comparativa que o irmão Élquisson fez das igrejas de Apocalipse (e se também considerarmos o que você disse no seu comentário), realmente é a igreja de Laodicéia que melhor retrata a situação de muitas das igrejas destes últimos dias.

Como disse Jesus ao falar para esta igreja, "quem Me dera se fosses frio ou quente" (Apocalipse 3:15). Em outras palavras, quem dera se muitas igrejas tivessem uma posição definida: se a favor de Jesus ou contra Jesus. Mas muitas, infelizmente, preferem ficar neutras (ou, como se diz popularmente, "em cima do muro").

O que vemos hoje é que muitas igrejas, ao invés de terem uma postura firme contra o pecado, preferem simplesmente se omitir. É realmente lamentável vermos tal tipo de coisa acontecer com certas igrejas (inclusive muitas que se dizem cristãs). Ao invés de haver um combate efetivo contra o mal, está havendo uma indiferença em relação ao avanço do mal.

Assistir indiferentemente ao domínio do mal e não reagir equivale a ser cúmplice do mesmo mal. É como disse o apóstolo Tiago:

"Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não faz, comete pecado" (Tiago 4:17)

Não é exatamente isto o que está acontecendo com muitas igrejas ditas cristãs nestes últimos dias?

Thiago disse...

É verdade irmão Wilton,

O que nos resta é a confirmação do Espírito Santo de Deus em nossos corações. Mesmo que haja inúmeras falhas nos ministérios, temos um super amigo chamado Espírito Santo. Temos de aprender a perceber quando estamos entristecendo Ele. Esse é um grande sinal de desaprovação. Não dependemos só de pastores, ministros, bispos, teologias... temos Ele conosco. Glória ao Pai, ao Filho e Ao Espírito Santo.

Julio Severo disse...

Thiago, peço-lhe refazer seu comentário, pois você usou um adjetivo muito inapropriado.

Thiago disse...

Todo cessacionista é um BOBÃO (kkk) que não tem fé! Todo cristão que defende esse argumento é um suicida espiritual. E o pior de tudo, acaba influenciando outros a cometer o mesmo absurdo.

Se a tua razão estiver contra as Escrituras, esmague ela, a destrua, e não questione nem um til da Palavra. Isso fará salvar tua alma do inferno.

Estamos vivendo na pós-modernidade, não dá pra brincar de cessacionismo não! Não estamos no século XVI! Temos inimigos à altura como darwinismo, marxismo cultural, comunismo, feminismo, socialismo, ateísmo e muitos mas "ismos", que o cristão cessacionista do século XVI nunca imaginaria enfrentar! Esse cristianismo frio só deu certo enquanto o contexto social proporcionou condições pra isso.

Pastor Lucas disse...

Respondendo ao Thiago,

A partir do momento em que uma igreja ou nação deixa obedecer à Palavra de Deus, essa mesma igreja ou nação fica espiritualmente desprotegida. E aí ela se torna uma presa fácil para os ataques do diabo e dos demônios (e também de toda sorte de pecado e vício, e também de heresias e falsos profetas).

Eu diria que o que está acontecendo no mundo em geral é um abandono total da verdadeira fé cristã. Estamos vivendo uma época de crise moral generalizada. A respeito disso, Jesus dá o diagnóstico preciso do momento atual:

"Este povo vem a Mim com a sua boca e Me honra com os lábios, mas o seu coração está distante de Mim; e em vão Me adoram, porque ensinam doutrinas que são preceitos de homens" (Mateus 15:8–9).

Estamos vivendo sob a influência negativa de um falso moralismo. Em outras palavras: à medida que o tempo passa, os valores bíblicos são cada vez mais relativizados. O pior disso tudo é que muitas igrejas (inclusive as que se dizem cristãs) estão passando a aceitar os valores impostos por uma sociedade totalmente corrompida. Os padrões morais se tornaram meras convenções humanas variáveis no tempo e no espaço (ao invés de serem a expressão de uma ordem moral eterna e imutável).

Estamos deixando de cumprir o nosso dever como verdadeiros filhos de Deus. Estamos deixando de obedecer ao que Jesus diz em Sua Palavra:

"Por que vós Me chamais de Senhor, e não fazeis o que Eu digo?" (Lucas 6:46)

Como podemos ser luz num mundo de trevas se a nossa própria consciência nos condena? Como poderemos brilhar se estamos conformados com o mundo e praticamos os mesmos pecados, perversões e temos os mesmos vícios? Somos hoje uma igreja apenas nominal, gostamos de estar nos templos, "louvar a Deus" com os lábios, mas a verdade é que nosso coração está completamente longe da obediência a Deus (e à Sua Palavra).

Talvez o crescimento de toda essa maldade seja algo que Deus tem permitido para despertar uma igreja hipócrita que acha estar vivendo uma época de avivamento. Nunca fomos tantos e nunca fizemos tão pouco pelo Reino de Deus.

A verdade nua e crua é que o mundo atual, por já estar totalmente contaminado pelo pecado, nunca vai querer viver de acordo com os ensinamentos da Palavra de Deus. Por isso é que os cristãos têm a obrigação moral de ser luz onde há trevas. Em outras palavras: os cristãos têm que fazer a diferença onde estiverem. É como disse o apóstolo Paulo:

"E não vos conformeis com este mundo; mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, perfeita, e agradável vontade de Deus" (Romanos 12:2)

"Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas; Para que sejais sinceros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo" (Filipenses 2:14–15)

Se muitos que se dizem cristãos já não são mais luz, é pura e simplesmente porque já deixaram a dominação do mundo entrar em suas vidas. O verdadeiro cristão tem que ser separado da sujeira do mundo. É como disse o apóstolo Tiago:

"Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, todo aquele que se faz amigo do mundo se constitui inimigo de Deus" (Tiago 4:4)

A mesma coisa é dita pelo apóstolo João:

"Não ameis o mundo, e nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne e dos olhos, e a soberba da vida não são do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, assim também como o seu desejo; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (1 João 2:15–17)

Quantos, hoje, estão cientes disto?

Thiago disse...

Pastor Lucas,

Penso que o irmão é muito pessimista. As igrejas que eu conheço pregam contra o pecado sim. Podem pregar, conjuntamente a teologia da prosperidade, mas pregam sim contra o pecado. As pessoas que conheço mudaram de vida sim. Mudaram atitudes, param com vícios, abandonaram o mundo. Não são SANTAS, mas buscam a santidade.

Um personagem bíblico que gosto de lembrar é Davi. Não foi um homem perfeito, mas buscou sempre pedir perdão a Deus e tentar agradá-Lo. Se esperarmos por crentes perfeitos não acharemos nenhum, nem o próprio Moisés, que por se irritar com o povo e não falar com a rocha, mas bateu com o cajado e não pode entrar na terra prometida.

Não acho que sou hipócrita, se estou aqui é com sinceridade, e acredito que o Brasil está vivendo um avivamento pois sou pentecostal e sou fruto desse avivamento, pois sem este não teria voltado pra Jesus. Sou a prova viva disso. Eu não sei quais são as referências do irmão, não sei o porque de um comentário tão pesado. Mas desejo todo o amor de Deus para o Irmão. Agora, se acham que faço parte de um grupo de falsos cristãos, pensem como bem quiserem. Eu sem em quem tenho crido, em Jesus Cristo e na sua Palavra.

Sugestão de Louvor
Thalles Roberto - Deus Da Minha Vida
http://www.youtube.com/watch?v=WA3ylMMa_vE

Reverendo Miguel (Assembléia de Deus) disse...

Thiago,

Não é que o pastor Lucas esteja sendo pessimista. Pelo que eu entendi do comentário dele, o que ele talvez tenha tentado dizer (pode ser que ele não tenha se expressado direito) é que são muito poucas as igrejas que obedecem integralmente à Palavra de Deus. Eu até faria uma estatística meio grosseira: de 10 congregações, só talvez 1 ou 2 possam ser consideradas 100% perfeitas (não sei se eu estou exagerando).

Quanto ao ponto que você mencionou no seu comentário (onde você disse que o Brasil está vivendo um avivamento), eu não seria tão otimista a tal ponto. Se o nosso país estivesse realmente vivenciando este avivamento, o povo não se deixaria enganar pelas promessas mentirosas de muitos demônios disfarçados de anjos (os políticos esquerdistas), não seria influenciado negativamente pela mídia a serviço do inferno (leia-se Rede Globo), não haveria tanta imoralidade sendo abertamente divulgada (homossexualismo e outras depravações), enfim, o Brasil se tornaria uma nação exemplo no sentido da obediência à Palavra de Deus (e no combate ao pecado). É como disse o salmista:

"Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo ao qual Ele escolheu para a Sua herança" (Salmo 33:12)

É claro que existem realmente alguns casos de verdadeiro avivamento dentro de determinadas congregações. Há casos de pessoas que realmente mudam de vida (isso eu mesmo já pude constatar pessoalmente na igreja onde eu congrego), enfim, é óbvio que a Palavra de Deus tem o poder de transformar muitas vidas. Mas o problema é que esse avivamento ainda é pouco se comparado ao restante do país. É preciso que isso tenha um alcance maior.

Faço das palavras do pastor Lucas as minhas: os cristãos têm a obrigação moral de ser luz onde há trevas. Em outras palavras: os cristãos têm que fazer a diferença onde estiverem. É como disse o apóstolo Paulo:

"E não vos conformeis com este mundo; mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, perfeita, e agradável vontade de Deus" (Romanos 12:2)

"Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas; Para que sejais sinceros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo" (Filipenses 2:14–15)

Se quisermos mudar o país como um todo, temos que começar por nós mesmos. O que fizermos de certo ou errado fatalmente influenciará uma ou mais pessoas do nosso meio social. A respeito disso, Emmanuel Kant (filósofo alemão) disse com muita sabedoria: "Sempre aja como se a sua ação se torne um princípio universal para ser usado por todos os homens". Em outras palavras: sempre proceda como se o seu procedimento se torne um exemplo a ser seguido por outras pessoas ao seu redor.

Será que eu estou certo? Se você quiser se manifestar, esteja à vontade.

Thiago disse...

Reverendo Miguel,

Quando eu falo Brasil, quero dizer o avanço dos Pentecostais. Nós não somo 100% da população. Não passamos de 20%, não somos os responsáveis por essas políticas pró casamento gay. Não somos responsáveis pelo esquerdismo. Muito pelo contrário. Esses 20% estão melando os planos do PT, e desse marxismo cultural. Existe mais algum grupo social falando contra casamento gay, aborto, contra o perigo de um aprofundamento do "bolivarianismo" esquerdista? Existe mais algum grupo social trazendo as pessoas pra fé em Jesus e nas Escrituras? O catolicismo está em decadência, poucos católicos são praticantes, e mesmo assim não aceitam mais ouvir os conselhos de sua igreja, preferem os padrões globo e hollywood. A CNBB tem coração petista e está pouco ligando pro moralismo da Santa Sé. Quem é a grande força conservadora do país? Ora bolas, somos nós, os evangélicos. E quem são os evangélicos? 90% são pentecostais e neopentecostais. Eu acho um absurdo condenar justamente aqueles que são a única oposição contra tudo isso que está aí.

Anônimo disse...

Falta um empenho mais firmes de certos cristãos na obediência à Palavra de Deus...

Henrique disse...

Thiago,

Em certa parte, você tem razão: esses 20% dos evangélicos que você citou têm realmente sido a resistência contra os planos malignos do PT e da esquerda. Se não fosse por causa desse pessoal que se mantém firme às verdades eternas da Palavra de Deus, o nosso país já estaria totalmente entregue a Satanás e seus escravos.

Não que estejamos condenando quem se opõe aos ataques do diabo. Muito pelo contrário: tal atitude é louvável e deveria servir de exemplo não só para muitas igrejas, como também para muitos que se dizem cristãos. É esse empenho firme que precisa estar presente no dia–a–dia dos servos de Deus. É como disse o apóstolo Paulo:

"Porque temos uma luta que não é contra a carne e o sangue, mas contra os principados, as potestades, os príncipes das trevas deste século, e as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais" (Efésios 6:12)

Sim, é verdade que a população evangélica tem realmente crescido muito no nosso país nestes últimos anos. E também é verdade que há realmente casos de avivamento em algumas regiões do país. Mas tem um detalhe crucial que não pode ser ignorado: QUANTIDADE NÃO SIGNIFICA NECESSARIAMENTE QUALIDADE! Não estou querendo julgar ninguém, mas eu pergunto: desses 20% atuais dos evangélicos do Brasil, quantos deles são realmente cristãos autênticos? Quantos deles obedecem somente à Palavra de Deus (ao invés de se deixarem influenciar por doutrinas de homens)? Quantos deles renunciam à Globo, BBB, Hollywood, e toda a podridão do mundo? Enfim, quantos deles estão realmente dispostos a fazerem como os cristãos da igreja de Esmirna (que, por amor a Jesus e à verdade da Sua Palavra, aceitaram a morte sem nenhum medo)?

Eu perguntaria mais: quantas igrejas pregam somente a autêntica verdade (por mais dura que seja)? Quantas igrejas ensinam que Deus é amor, mas que Deus também é justiça? Em suma, quantas igrejas estão permanecendo firmes e fortes na sua luta contra o pecado (ao invés de tolerarem a sujeira do mundo)?

Dizer ser cristão da boca pra fora é muito fácil (qualquer um pode dizer isso, independente de estar obedecendo ou não à Palavra de Deus). Dizer que crê em Deus qualquer um diz (até mesmo o diabo). É como disse o apóstolo Tiago:

"Tu crês que só existe um Único Deus? Fazes bem; porque até os demônios também crêem e tremem" (Tiago 2:19)

Adianta alguém (ou alguma nação) dizer que crê em Deus, mas não obedece à Sua Palavra? Adianta alguém se dizer cristão, mas não ter uma vida santificada? Obediência à Palavra de Deus também significa ter uma postura firme contra o pecado: tem que denunciar o que estiver errado, não tolerar nada fora da Palavra de Deus, não ser condescendente com o erro (seja de quem for), resistir às tentações, enfim, é servir integralmente a Deus (mesmo com todas as adversidades). Novamente o apóstolo Tiago se manifesta:

"E sede cumpridores da Palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos" (Tiago 1:22)

A vida do cristão num mundo contaminado pelo pecado é uma luta árdua, espinhosa, difícil. E quem entrar nessa luta sabe, de antemão, que vai enfrentar muitos inimigos (inclusive dentro da própria família). Eis o que Jesus disse para aqueles que desejam seguir a Ele:

"Se alguém quiser vir após Mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, e Me siga. Pois quem desejar salvar sua vida vai perdê-la, mas aquele que perder a sua vida por amor a Mim vai achá-la. Porque de que adiantará ao homem conquistar o mundo inteiro e perder a sua alma? Que dará o homem em troca de sua alma?" (Mateus 16:24–26).

"Entrai pela porta estreita; porque grande é a entrada e largo e espaçoso é o atalho que leva à perdição, e muitos são os que vão por ele; ao passo que estreita é a porta e apertado é o caminho que conduz à vida, e poucos são os que encontram" (Mateus 7:13–14)

Quem, nos dias de hoje, estaria disposto a dizer "não" ao mundo e "sim" a Jesus?

Deixo esta pergunta para alguém daqui responder na primeira oportunidade.

Thiago disse...

Henrique,

Obrigado por comentar, entendo a preocupação do irmão. O que tenho pra comentar é, deixa o Espírito Santo trabalhar... Ele vai convencendo as pessoas sobre a necessidade de se abandonar o pecado... Eu sei que não é só aceitar Jesus e se batizar nas águas... é uma caminhada até a morte ou até o arrebatamento. Sei que tem muito crente relaxado... esses, se não se converterem sofrerão maior condenação pois viram o agir de Deus, entenderam as Escrituras mas mesmo assim não deixaram o pecado.