20 de maio de 2014

Universidade Mackenzie critica Teologia da Missão Integral?


Universidade Mackenzie critica Teologia da Missão Integral?

Julio Severo
Enfim, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, através de seu programa “Academia em Debate” da TV Mackenzie, se pronunciou em público sobre a Teologia da Missão Integral (TMI).
O problema da TMI é antigo, especialmente nos meios calvinistas do Brasil. Então, por que só agora um pronunciamento público vindo da mais elevada instituição calvinista do Brasil?
Diante da avalanche de indagações do público, líderes mais perto do foco da Teologia da Missão Integral estão sob a pressão, de seu próprio público religioso, de dar respostas. Não muito tempo atrás, sob a mesma pressão, Renato Vargens, pastor calvinista de Niterói, também teve de emitir o que ele chamou de uma “pequena nota” sobre a TMI.
O problema não é novo. A novidade é que depois de décadas de silêncio desses mesmos líderes, seu próprio público começou a fazer questionamentos depois de ter acesso a várias denúncias contra a TMI. As fontes dessas denúncias foram meu próprio blog, o jornalista Edson Camargo, o site Mídia Sem Máscara, o Rev. Alberto Thieme, o Dr. Fábio Blanco e algumas outras poucas vozes solitárias. Há também um e-book de minha autoria, intitulado “Teologia da Libertação X Teologia da Prosperidade,” que aborda exclusivamente a questão da TMI. O e-book foi publicado em maio de 2013 e traz muitos esclarecimentos sobre esse antigo problema.
No “Academia em Debate,” o apresentador, o Rev. Augustus Nicodemus Lopes, trata da TMI com dois professores do Mackenzie, Rev. Jonas Moreira Madureira e Rev. Filipe Costa Fontes. O alvo do programa, conforme o apresentador, foi trazer “algum esclarecimento.”
De acordo com Madureira, a TMI nasceu em solo latino-americano, lá pelo final da década de 1960, com destaque para seus expoentes: Samuel Escobar e René Padilla. Mas, embora seja doutor em filosofia, Madureira se absteve de dar um esclarecimento sobre a presença da TMI na Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) nas décadas de 1950 e 1960, deixando para a imaginação do telespectador a imagem vaga de uma TMI presente em algum lugar da América Latina.

Richard Shaull, precursor da TMI na IPB na década de 1950

“Teologia da Libertação X Teologia da Prosperidade” aponta que na década de 1950 o Rev. Richard Shaull, missionário calvinista americano adepto do marxismo, era professor do Seminário Presbiteriano do Sul, a mais respeitada instituição teológica da IPB na época. Por quase uma década (de 1952 a 1959), ele influenciou uma geração de alunos que, mais tarde, se tornariam pastores e teólogos da IPB.
A influência de Shaull teve impacto decisivo em seu mais famoso discípulo, Rubem Alves, que havia se tornado pastor da IPB. Podem dizer que o bebê da TMI nasceu em algum lugar longínquo da América Latina, isentando de certa forma o Brasil, mas não há dúvida de que já estava sendo gestado no contexto da IPB e outras igrejas históricas do Brasil.

Lausanne e a TMI

Ao ser perguntado por Nicodemus sobre Lausanne e a TMI que estava florescendo na América Latina, Madureira se perde, não conseguindo focar causa e problema. Ele poderia apontar que a presença de René Padilla e sua turma, inclusive brasileiros com o tipo de educação teológica que Shaull dava, buscou com ímpeto fazer o Congresso Lausanne de Evangelização Mundial pender para uma direção teológica de Missão Integral ou mesmo Teologia da Libertação.
Madureira também omitiu, por desconhecimento ou contrariedade, o fato de que a oposição conservadora em Lausanne estava sob a direção de C. Peter Wagner, que prosseguiu ali o mesmo embate que já mantinha com Padilla e outros contra os esforços deles para esquerdizar a missão da igreja para os pobres.
Nessa questão, “Teologia da Libertação X Teologia da Prosperidade” cita texto de Ricardo Gondim sobre a TMI: “Gondim também se queixa repetidamente de que a Teologia da Missão Integral teve seu avanço detido por conservadores no Congresso Lausanne de Evangelização Mundial (Manila, 1989). Ed Rene Kivitz, companheiro teológico de Gondim, já havia apontado Peter Wagner como líder da oposição conservadora. A atuação de Wagner, hoje líder do movimento apostólico mundial, exemplifica o potencial neopentecostal para deter o avanço esquerdista nas igrejas. Na dissertação de Gondim (p. 53), o erro de Wagner era ‘propor guerra espiritual como solução para os problemas sociais’ — uma solução tipicamente neopentecostal, em contraste com a solução esquerdista de revoluções políticas. Ecoando queixa do Rev. Luiz Longuini, da IPB, Gondim afirma que Peter Wagner já vinha frustrando os progressistas há anos. Em1969, ao participar do CLADE (Congresso Latino-Americano de Evangelização), Wagner distribuiu seu livro que afirmava que a missão da igreja é priorizar a salvação pessoal e destacava a teologia esquerdista como perniciosa.”
Meu e-book “Teologia da Libertação X Teologia da Prosperidade” tem o prefácio e recomendação de Peter Wagner, esse campeão contra a TMI desde a década de 1960.

A TMI está ligada ao marxismo? Professor do Mackenzie diz que não.

Voltando-se então para o Rev. Filipe Costa Fontes, Nicodemus pergunta: “O que a gente ouve de crítica às vezes da Teologia de Missão Integral é que de alguma forma está associada ao marxismo. Essa crítica procede?”
A resposta enfática do professor do Mackenzie é que a TMI, ao ser acusada de ser uma espécie de marxismo disfarçado, é vítima de uma crítica “excessiva” e “indevida,” mas ele entra em parafuso de confusões e distorções ao afirmar que existem “inúmeras aproximações e semelhanças” entre a TMI e o marxismo. Ao mesmo tempo que nega, afirma.
Um de seus parafusos foi dizer que “os proponentes da TMI têm relacionado a TMI com determinados movimentos e organizações, que são geradores da Teologia da Libertação, que têm declaradamente um fundo marxista, como a Fraternidade Teológica Latino Americana.” Se ele não entrou em parafuso, ele quer que eu e outros entrem em parafuso. René Padilla, considerado por eles como um “pai” da TMI, sempre teve enorme influência na Fraternidade Teológica Latino Americana. Mesmo assim, de forma absurda Fontes, ao mesmo tempo em que reconhece que a Teologia da Libertação e a Fraternidade Teológica Latino Americana têm um fundo marxista radical, tenta distanciar a TMI desse fundo.
O atual presidente da Fraternidade Teológica Latino Americana é o Rev. Jorge Henrique Barro, pastor da IPB. Em agosto de 2014 ele realizará o Congresso Internacional de Missão Integral, com a presença de Padilla. Ora, se a Fraternidade Teológica Latino Americana tem fundo marxista e se seu presidente presbiteriano fará um congresso internacional de TMI no Brasil, por que esse esforço de tentar distanciar a TMI de seu fundo marxista?

Encobrindo as ligações da TMI na IPB?

Indo mais longe, por que não esclarecer a presença antiga de presbiterianos no movimento de TMI, desde o Rev. Richard Shaull até Jorge Henrique Barro hoje?
Por que não esclarecer a presença de Ricardo Bitun, que defende igualmente a TMI e a Teologia da Libertação, como professor nas aulas de teologia do Mackenzie?
Por que o apresentador do “Academia em Debate,” quando era chanceler do Mackenzie, permitia não só Bitun ali, como também Ariovaldo Ramos, que é um dos “apóstolos” da TMI no Brasil?

Amigo falecido de Nicodemus já dizia que TMI é a versão evangélica da Teologia da Libertação

Mais do que ninguém, o Rev. Augustus Nicodemus Lopes sabe que seu falecido amigo, o Bispo Robinson Cavalcanti, já havia declarado que a Teologia da Missão Integral é a versão evangélica da Teologia da Libertação. Se Nicodemus achava essa declaração exagerada, por que nunca veio a público dar esclarecimento, sabendo da forte presença da TMI em igrejas e seminários da IPB?
O próprio Ariovaldo Ramos também já declarou que a “Teologia da Missão Integral é uma variante protestante da Teologia da Libertação,” e nem por isso Nicodemus nunca lhe fechou as portas do Mackenzie para palestrar e dar aulas especiais de teologia.
Em destaque também no “Academia em Debate” estava a forma como a TMI foi “criticada” — da forma mais amistosa possível. Em contraste, quando teólogos calvinistas criticam o neopentecostalismo, não poupam adjetivos como “heresia” e outros termos semelhantes. No entanto, em nenhum momento da entrevista de Nicodemus com seus colegas teólogos do Mackenzie, a palavra heresia foi mencionada. Pelo contrário, apesar de se apontar várias ligações da TMI com o marxismo, houve uma tentativa sutil de distanciá-la de heresia, especialmente heresia marxista.

Igrejas tradicionais não sabem alcançar os pobres, diz professor do Mackenzie

Aos 16 minutos da entrevista, o Rev. Filipe Costa Fontes menciona que os defensores da TMI criticam os protestantes que só pensam em coisas espirituais e esquecem o lado material e físico. Nicodemus então pergunta se a crítica procede. Fontes diz que sim, especialmente no caso de igrejas tradicionais. Não é preciso ter a assistência de um gênio de lâmpada mágica para saber que o avanço da TMI, desde o inicio, tem sido nas igrejas tradicionais. A IPB de Nicodemus e do Mackenzie tem farta evidência disso, se quiser revelar.
Em vez de fazerem como os neopentecostais e preencherem seu limbo espiritual com coisas do Espírito, preenchem com uma teologia marxista que os pobres não precisam.

Os pobres e o neopentecostalismo

Nesse ponto, Jonas Madureira fez uma intervenção oportuna, recordando comentário que Luiz Felipe Pondé, filósofo judeu secular, fez, de que “as teologias latino-americanas, especialmente a Teologia da Libertação, escolheram os pobres, mas os pobres escolheram os pentecostais.” A recordação está mais ou menos correta. Em seu livro “Contra um Mundo Melhor” (Editora Leya), Pondé escreveu: “A igreja católica de esquerda fez a opção pelos pobres, mas os pobres fizeram a opção pelo neopentecostalismo.”
A Teologia da Missão Integral, predominante durante décadas em igrejas protestantes tradicionais, também fez a opção pelos pobres, mas seu público-alvo fez a opção neopentecostal pelo sucesso material. Ao invés de se juntar à esquerda messiânica e lutar por “outro mundo possível,” os pobres preferem a busca individual da prosperidade. Certos ou errados em sua busca da prosperidade, o fato é que os neopentecostais arruinaram os planos dos eruditos, teólogos e filósofos evangélicos e católicos que defendem eloquentemente a Teologia da Missão Integral e a Teologia da Libertação. Essa é a principal razão do ódio mal disfarçado que os teólogos de ambas as ideologias têm do neopentecostalismo.
Não por acaso, no Fórum Social Mundial de 2012, Gilberto Carvalho fez declarações reveladoras sobre o ódio do PT aos neopentecostais. Gilberto convocou os camaradas para uma guerra ideológica contra as igrejas neopentecostais que contrariam a agenda petista ao propagar “valores conservadores” através dos seus meios de comunicação.
Quando não havia nenhum movimento neopentecostal no Brasil, já havia TMI na IPB e outras igrejas protestantes tradicionais. Mas não havia nenhum ódio a TMI. Agora que os pobres recorrem às igrejas neopentecostais, PT e outros partidos de esquerda as atacam com ódio. E o ataque vem ajudado por teólogos tradicionais que, tal como as esquerdas, detestam que os pobres abracem o neopentecostalismo, atacando-o como heresia.

Como não tratar uma heresia como heresia

Mas por que nunca tratam a TMI como heresia? Medo de ofender a multidão de colegas denominacionais que abraçaram essa heresia?
A grande liderança católica brasileira, representada pelo poderio descomunal da CNBB, também não trata a Teologia da Libertação com a seriedade que merece.
No caso de Nicodemus e outros teólogos da IPB, a omissão de tratar a heresia como heresia não se justifica. São mais de 60 anos de contato com a Teologia da Missão Integral dentro da Igreja Presbiteriana do Brasil, desde Richard Schaull e depois Rubem Alves e mais tarde o mais astuto de todos: Caio Fábio.
São mais de 60 anos de omissão e negligência, e agora querem tapar o sol com a peneira de uma crítica branda e amistosa?
Se a meta da TV Mackenzie foi “criticar” a TMI sem comprometer o envolvimento histórico da IPB e seus teólogos nessa heresia, a iniciativa foi um sucesso. Qual é o movimento herético que não sonha em ser “criticado” com tamanha brandura?
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16 comentários :

ELISEU disse...

A verdade é a seguinte: transformaram o Mackenzie num reduto político e econômico a serviço de líderes esquerdistas. Em outras palavras: o Mackenzie, antes, era uma instituição que era considerada modelo em termos de doutrina cristã; hoje, é somente mais uma filial do PT e de outros partidos esquerdistas (esta é que é a verdade nua e crua)! E não foi só com o Mackenzie que fizeram isso: outras instituições e igrejas ditas cristãs infelizmente também foram corrompidas a este nível.

Se Jesus aparecesse repentinamente no Mackenzie e em outras instituições (e igrejas) que se dizem cristãs, com certeza Ele iria expulsar do seu interior os promotores do esquerdismo. E com certeza Ele diria as mesmas palavras que disse quando expulsou os vendilhões do templo:

"Está escrito: A Minha casa será chamada casa de oração; mas vós a transformastes em um covil de ladrões" (Mateus 21:13)

Não é exatamente isto o que acontece quando algumas instituições (e igrejas) ditas cristãs negligenciam a obediência à Palavra de Deus (e permitem a infiltração de ideologias demoníacas)?

JOSIMAR RIBEIRO disse...

Na verdade a IPB como todas as demais denominações possuem líderes que foram influenciados por teólogos liberais e teólogos marxistas. Já na década de 60 o Rev. João Dias de Araújo foi preso pelos militares por promover o marxismo. Consequentemente acabou saindo da IPB e formou a IPU e fez tudo o que pode para promover o ecumenismo tornando-se um grande embaixador do Conselho Mundial Igrejas, Conselho Mundial Igrejas Refromadas, Conselho Latino Americano de Igrejas, Conic e outras. É o autor do hino "Que estou fazendo se sou cristão", hino que reflete exatamente a substituição da ordem messiânica de pregar o evangelho pela luta de classes.

Eliel disse...

Respondendo ao Josimar Ribeiro,

Infelizmente, o esquerdismo contaminou (como um verdadeiro câncer) a pureza da verdadeira fé cristã. Pelo fato de muitas igrejas e instituições não estarem mais sendo guiadas somente pelo autêntico evangelho, a maioria delas está se deixando influenciar por qualquer doutrina (como o apóstolo Paulo nos adverte em Efésios 4:14).

A igreja do Senhor tem a obrigação moral de ser luz neste mundo de trevas. A respeito disso, o apóstolo Paulo afirmou com autoridade:

"Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela Palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível" (Efésios 5:26–27)

Diante disso, eu pergunto: o que nós, cristãos, temos realmente feito para preservar a pureza das igrejas e instituições (para que elas estejam sendo guiadas somente pelo autêntico evangelho), ou melhor, de que forma temos agido contra as alianças com ímpios, as heresias, as falsas teologias, os falsos evangelhos, e os falsos profetas (e outros erros)?

O apóstolo Paulo já havia prudentemente alertado sobre alguns dos perigos que iriam ameaçar a igreja do Senhor nestes últimos tempos:

"Pois eu bem sei que, após a minha partida, surgirão no meio de vós lobos vorazes, os quais não pouparão ao rebanho; E que entre vós mesmos aparecerão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si" (Atos 20:29–30)

"Mas tenho receio de que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de algum modo corrompidos os vossos costumes, e se apartem da simplicidade que há em Cristo" (2 Coríntios 11:3)

"Cuidado para que ninguém vos faça presa sua, através de filosofias e vãs sutilezas de acordo com a tradição dos homens e conforme os preceitos do mundo, e não segundo Cristo" (Colossenses 2:8)

"Mas o Espírito expressamente adverte que em tempos posteriores muitos apostatarão da fé, e darão ouvidos aos espíritos enganadores e às doutrinas de demônios" (1 Timóteo 4:1)

Não é exatamente isto o que está acontecendo com muitas das igrejas e instituições cristãs do Brasil de modo geral?

Deixo esta pergunta no ar para alguém daqui responder na primeira oportunidade.

Everaldo disse...

Na verdade, o que está havendo é a existência de muitas doutrinas e ideologias esquerdistas e diabólicas disfarçadas de mandamento bíblico. Se muitas pessoas, igrejas, e instituições ditas cristãs obedecessem somente à Palavra de Deus, não se deixariam influenciar por qualquer doutrina.

Somente a obediência à Palavra de Deus é a verdadeira e única segurança espiritual de que dispomos para enfrentarmos as adversidades deste mundo corrompido pelo pecado. Não foi sem razão que Jesus disse:

"Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade" (João 17:17)

Que tal se todas as pessoas, igrejas, e instituições passarem a obedecer somente à Palavra de Deus para estarem protegidas contra os ataques do diabo (e de seus escravos)?

Fica aqui o convite a todos.

Strider disse...

A pusilanimidade dos entrevistados é algo revoltande. Em inúmeros momentos eles mesmos mostram as inegáveis relações e "instrumentalizações" marxistas nessa suposta "teologia". Ora, irmãos, Jesus é muito claro quando diz que "de uma árvore boa não é possível sair frutos ruins". Se temos uma suposta "teologia" com inspirações e influências Marxistas, é CLARO que ela não é boa.

Acho impressionante como as pessoas simplesmente se recusam a "falar o português claro"! A "teologia" da missão integral é marxismo dentro da igreja, sim! Ponto final!

Essa insistência de algumas pessoas em cumprir seus deveres como líderes apenas permite que Satanás se infiltre dentro dos templos e desvie as almas do reto caminho. Urge que façamos como a igreja de Éfeso: "Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos."

A todo e qualquer cristão cabe o dever de desmascarar esses servos de Satanás, disfarçados de ministros da Cruz de Cristo.

Parabéns pela postagem, Júlio! Que o SENHOR abençoe e guarde a ti e a sua família! A paz de nosso senhor e Salvador Jesus Cristo!

George disse...

Respondendo ao Strider,

Amigo Strider,

Se o diabo se mostrasse como ele realmente é, ninguém jamais iria querer aproximação com ele. Mas ele sempre se apresenta como anjo de luz, para enganar os que não estão firmes na Palavra de Deus (e que se deixam influenciar facilmente por qualquer doutrina). É como bem disse o apóstolo Paulo:

"E não vos admireis disto, já que o próprio Satanás insiste em se transformar em anjo de luz. Não é muito, portanto, que os seus ministros (como os esquerdistas) apareçam como ministros da justiça; e o fim deles será segundo as suas obras" (2 Coríntios 11:14–15, o parêntese é meu)

Marxismo, esquerdismo, comunismo, e socialismo (e outras variações) são invenções do diabo. E todas essas mesmas ideologias têm diversos objetivos em comum:

– Destruir a família;

– Eliminar todos os valores morais e os bons princípios;

– Legalizar o aborto;

– Destruir (ou corromper) a fé cristã (ou as igrejas cristãs);

– Perverter o sistema educacional;

– Promover o homossexualismo;

– Aprovar a eutanásia;

– Usar a tirania (ou a ditadura) para permanecer no poder, sempre com o argumento mentiroso de ajudar os pobres e necessitados;

– Eliminar todos os opositores do socialismo (e também os opositores de todos os regimes esquerdistas);

– Impor a idéia de que todos devem ser submissos somente ao Estado, ou melhor, que o Estado deve substituir Deus em todas as áreas da vida humana.

Estas ideologias usam um jogo de palavras tão sutil (compaixão, ajuda aos necessitados, justiça social, e outros termos semelhantes) que conseguem enganar facilmente muitas pessoas! Daí a razão de muitos partidos esquerdistas (PT, PC do B, PV, PSOL, PSTU, e outros semelhantes) estarem no poder em quase toda eleição!

Se essas ideologias diabólicas (e também as teologias corrompidas, como Missão Integral, Prosperidade e Libertação) penetraram as nossas igrejas e os nossos seminários (e também o nosso sistema educacional), foi devido à negligência dos servos de Deus (que se deixaram seduzir pelos enganos do diabo). Toda e qualquer filosofia, ideologia ou teologia tem que ser obrigatoriamente testada e aprovada pela Palavra de Deus (para saber se é verdadeira ou não). Foi como disse o apóstolo Paulo:

"Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade" (2 Coríntios 13:8)

Eu prefiro ficar com a Palavra de Deus, porque somente ela tem todas as respostas que eu preciso! Não confio em nada que venha do homem. Novamente o apóstolo Paulo se manifesta:

"Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso" (Romanos 3:4)

Será que eu estou certo neste meu ponto de vista?

Se você (ou alguém daqui) quiser dizer alguma coisa (ou puder responder a este meu comentário), ficarei agradecido.

Uemerson disse...

Na verdade esses lideres que não combatem essa heresia de frente, (diferentes dos Cristãos primitivos que combatiam as heresias de seu tempo), nada mais são do que fantoches que estão sendo treinados para defender também as politicas demoníacas do Filho da Iniquidade (Anticristo).
Que Deus levante mais Paulos nos nossos dias para denunciar as heresias desses tempos modernos!
Não espero nada de teólogos que negam a ação do Espirito Santo, como fazem grande parte dos Calvinistas!!!!

Conservadorismo Brasil disse...

Já retiraram do Ar.
Covardes!

Anônimo disse...

Lembro-me da simplicidade com que os verdadeiros servos do Senhor apresentavam a Palavra nas pracas. Dentre esses se destacavam os evangelicos da Assembleia de Deus. Tenho certeza que aqueles humildes irmaos e, pela epoca, hj jah devem estar na Gloria dos Ceus, agradaram ao Altissimo, pois para eles, a Biblia era a unica regra de feh e pratica. Mas, no caso dos presbiterianos, sempre tiveram uma posicao muito, hunm, altiva Como se fossem os mais, mais. Orgulho e vaidade trouxeram essa confusao cosmica em que nos situamos. Se nao aprendemos isso, nao ha volta.

Antonio.

Gilson disse...

Respondendo ao Antônio,

Amigo Antônio,

Como bem disse o Strider, temos que proceder como a igreja de Éfeso, que combatia com rigor as heresias e os falsos ensinamentos. Em outras palavras: havia, na igreja de Éfeso, a obrigação moral de se preservar a pureza da sã doutrina. E esta mesma obrigação deveria ser observada nas igrejas hoje.

Além disso, temos também que tirar de dentro da igreja aqueles que têm amizade com muitos que se dizem cristãos (mas que agem pior que muitos ímpios). A respeito disso, o apóstolo Paulo já havia se manifestado:

"Já vos adverti por carta para que não vos associeis com aqueles que se prostituem; isso não dizer absolutamente com os devassos, nem com os avarentos, os roubadores, ou os idólatras; pois assim seria necessário para vós sair do mundo. Mas agora eu vos escrevo para que não vos associeis com aquele que, se dizendo irmão, for devasso, avarento, idólatra, maldizente, beberrão, ou roubador; com o tal, nem ainda comais. Pois que tenho eu em julgar aqueles que estão de fora? Não julgais vós quem é de dentro? Mas Deus julga os de fora. Tirai, portanto, do meio de vós esse iníquo" (1 Coríntios 5:9–13)

Outra advertência séria neste sentido é a do apóstolo João:

"Todo aquele que prevarica e não persevera na doutrina de Cristo não tem a Deus; quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto o Pai quanto o Filho. Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa e nem tampouco o saudeis. Porque aquele que o saúda tem parte nas suas obras más" (2 João 1:9–11)

Creio que estas recomendações são mais do que úteis para mantermos a pureza da igreja do Senhor (sem a contaminação por parte dos falsos cristãos).

Será que eu estou certo? Se você quiser se manifestar, esteja à vontade.

Danielle Ribeiro Santos disse...

A Paz do Senhor, irmão Júlio!

2011 - 3º trimestre, as Assembleias de Deus tiveram como lições bíblicas da CPAD - A Missão Integral da Igreja - Porque o Reino de Deus está entre vós, foram 13 lições sobre diversos tópicos sobre a necessidade da Missão Integral.

2014/maio: em culto que participei em uma Igreja Batista no centro de São Paulo, antes da pregação houve uma apresentação de uma OMG ligada a Missão Integral e citaram a Marina Silva como um exemplo a ser seguido.

Ou seja, a Missão Integral está ganhando espaço em outras igrejas, como as Assembleias de Deus e Batistas, as tradicionais.

Anônimo disse...

Durante algum tempo insisti, aborreci, cobrei, chorei junto aos membros da igreja que frequentava, sobre a necessidade de voltar ao primeiro amor. Nada. Chegou um dia e disse para eles: "tá bom; parece que estou impedindo vcs de serem felizes. Até mais". Sobre o que eu os incomodava tanto? As denominações estão infiltradas de membros daquele rito citado lá em Ezequiel, 8:6, conhecido como uma daquelas "religião de mistérios", psicologia (manda mais que a Bíblia nos seminários); política das trevas/"sucialismo ("magnu" malta, infelizchiando, incrivella, malafaia, engodinho, kivitz, e... não me deixam mentir). Tb, seguindo a apostasia profetizada na Bíblia, principalmente a denominação batista, seguindo ordens da casa satanista "real' inglesa, cismou que vai salvar o... planeta. Alias, essa bobagem de ambientalismo se infiltrou em todos os cantos. Se se dessem ao trabalho de estudar a Bíblia (e acreditar nela), veriam lá em Ap. 11:18-b, que o Senhor está de olho em quem realmente está a destruir a Terra. Ou nunca ouviram falar de haarp, chemtrails, vírus malucos que aparecem, olha que milagre, com a vacina já prontinha contra ele (segundo fato estabelecido, normalmente, para se produzir uma vacina para combater vírus novo o prazo é de, ao menos, cinco meses), e por aí vai. Ah, chega, por enquanto .
Oremos.

Antonio.

Flávio Da Vitória disse...

As igrejas tradicionais precisam do dom de discernir espíritos... ops, esqueci que elas rejeitam os dons.

ESTÁ POR VIR disse...

Júlio Severo, já a evidente relação da TMI com o marxismo seria suficiente para a desbancar como teologia cristã. Porém se me permite queria deixar um conselho: busque a relação da TMI com a mentalidade revolucionária em geral, só então com o marxismo em particular. Se eles negam o marxismo que possuem, será impossível negar as características marcantes dos mesmos com a mentalidade revolucionária como um todo.

Por exemplo, uma das características da mentalidade revolucionária é o retorno do messianismo judaico e a noção de justiça material e temporal. Coisa que o próprio Ariosvaldo afirmou ser uma das bases da TMI:

"porque a Missão Integral se estriba na recuperação de dois conceitos: 1- O conceito de justiça no profetismo hebraico... "

Quanto a isso deixo esse artigo do O. Braga:

http://espectivas.wordpress.com/2009/01/09/o-messianismo-judaico-e-a-mente-revolucionaria-moderna/

Há muitas outras características evidentes, tais como a postura escatológica e determinista. A concepção pós-milenista e, portanto, progressista. E daí por diante.

Abraço.

Anônimo disse...

Prezado Julio,

Você não tem ideia de quantos cegos está libertando da ignorância em relação aos 'fariseus digitais" como Augustos Nicodemos, Renato Vargens e cia.

Alexandre Chaves disse...

Muitas inverdades.
1° O Mackenzie não se revela internamente como liberal nem na teoria, nm na prática (quem tiver dúvida, acesse o currículo vitae de cada docente e confira a formação deles);
2° Ricardo Bitun não é marxista, da perspectiva teórica, ele weberiano, e isto é muito diferente (basta ler sua tese de doutoramento);
3°A Teologia da Missão Integral não representa o pensamento do Mackenzie, mas de alguns professores,
4° A teologia da Missão Integral é Bíblica e não marxista, pois é apenas crítica a teologias fundamentalistas que separam corpo e alma, e procuram com a evangelização atender apenas a alma, relegando os cuidados com o corpo a vita no porvir, quando Cristo restaurar a humanidade para a eternidade (neste ponto a TMI está corretíssima, o cristão deve pregar a libertação do pecado para a alma e para o corpo); caso exsita algum metodo marxista na execução desta teologia, tal método servil aos propósitos de Deus, a mesma forma que Satanas também serviu e nós servimos a Deus;
5° Fui aluno do Ricardo Bitun, e posso afirmar que ele nunca divulgou entre nós textos que divulgasse as CEB's ou a Teologia da Libertação;
6° Esta classificação de que os neopentecostais ou pentecostais se graduam numa espécie de lavagem cerebral é um absurdo, conheço vários que se formaram junto comigo, e estes utilizaram seus conhecimentos adquiridos no curso para fortalecerem suas igrejas e comunidades;
O artigo é demais equivocado...acho que até um afronta a inteligência!

Pr Alexandre da Silva Chaves