14 de maio de 2014

Jornalista muçulmano compara Terra Santa à Alemanha nazista


Jornalista muçulmano compara Terra Santa à Alemanha nazista

Ron Cantor
Numa entrevista conduzida no começo deste ano, o Dr. Stephen Sizer, um dos críticos mais cruéis de Israel, não demonstra nem mesmo perplexidade quando seu entrevistador faz essa comparação bizarra. Aos 12min18seg da entrevista, Hassan Alkatib pergunta a Sizer: “Você acha que Theodore Herzl talvez tenha se inspirado na ideia da Alemanha nazista tendo um país só para uma raça?”
Muçulmano compara judeus sionistas aos nazistas
Agora, para quem não sabe, Theodore Herzl é considerado o pai do moderno sionismo — o movimento que levou ao nascimento de Israel. Pouco antes da virada do século XX, como resposta à perseguição que os judeus estavam sofrendo no mundo inteiro, ele escreveu um livro chamado “O Estado Judeu” declarando que os judeus nunca estariam seguros nas mãos de outras nações e, por isso, precisavam de sua própria nação para sobreviver. Hassan Alkatib sugeriu que esse homem foi inspirado pelos nazistas!
A resposta de Sizer é ainda mais chocante do que a pergunta. Esperaríamos que um historiador honesto e um teólogo respeitado (em alguns círculos) como o Dr. Sizer 1) largasse o microfone e deixasse a entrevista, 2) gritasse: “O que foi que você acabou de dizer?” ou 3) pelo menos corrigisse o entrevistador com relação à sua comparação repugnante.
Em vez disso, Sizer ignorou completamente os comentários e continuou a apresentar seus argumentos contra Israel e os cristãos sionistas. Isso não é chocante, pois Sizer acredita que Israel é o maior impedimento para os árabes receberem o Evangelho. A paixão dele é ir aos muçulmanos e compartilhar com eles sobre os males de Israel e o engano do sionismo cristão na esperança de que ele possa alcançá-los. O islamismo não é o problema, mas em vez disso são os judeus e os cristãos que os amam.
O que é tão irônico é que apenas uma hora depois de assistir a essa entrevista, li um artigo noticiando que os cristãos sírios na cidade de Raqqa estão sendo forçados a assinar um tratado com seus novos governantes da al-Qaida ou enfrentarem morte por degolação. Sob o acordo:
“Os cristãos tiveram de concordar com uma lista de condições: se abster de renovar igrejas ou monastérios em Raqqa; não exibir cruzes ou símbolos religiosos em público nem usar alto-falantes em orações; não ler a Bíblia dentro de casa numa altura que alcance os muçulmanos que estejam do lado de fora; não empreender ações subversivas contra muçulmanos; não realizar nenhuma cerimônia religiosa fora da igreja; não impedir nenhum cristão de se converter ao islamismo; respeitar o islamismo e os muçulmanos e não dizer nada ofensivo sobre eles; pagar o imposto do jizya … se vestir de forma modesta.”
Como é que tudo é culpa dos sionistas?
Poderíamos começar falando da opressão que os muçulmanos moderados e os cristãos sofrem do Hamas em Gaza ou o assassinato de grande número de cristãos coptas no Egito por fanáticos islâmicos. Em Benghazi, na Líbia, os radicais islâmicos foram recentemente de porta em porta perguntando às pessoas quem era cristão ou muçulmano. Os cristãos levaram um tiro na cabeça. De certo modo, de acordo com a lógica de Sizer, esse não é um problema islâmico, mas israelense.
Em tudo o que já li e vi de Sizer, nunca o ouvi chegar a expressar uma única palavra de crítica ao islamismo, à OLP ou ao Hamas. Mas ele irá ao Irã como pastor evangélico para se encontrar com radicais muçulmanos — líderes de um dos regimes mais opressivos da terra — e vomitar mentiras com relação a Israel e os amigos cristãos de Israel.
Nazistas? É isso mesmo?
Voltando ao comentário que Sizer recusou refutar — que o pai da nação de Israel pode ter se inspirado nos nazistas para criar a nação de Israel. Ele está dizendo que só porque Israel é um estado judeu para o povo judeu, Israel se parece com o desejo que Hitler tinha de uma raça superior somente de arianos.
Aliás, a ONU concordou com isso. Em 1975 a ONU declarou que o sionismo é uma ideologia racista. Mas para que a declaração preocupante não fique aí sem resposta na internet, vamos tratar dela:
1. Vou presumir que Hassan não é um grande estudante de história, mas é mais influenciado pela retórica e propaganda islâmica. Apesar disso, ele deveria saber que Adolf Hitler era um mero garoto quando Herzl começou a formular suas ideias. Herzl apresentou sua visão de um estado judeu em 1897, enquanto Hitler começou a governar em 1933.
2. Parece muito improvável que o movimento mais antissemita da história do mundo teria inspirado o homem que propôs a criação do Estado judeu por causa do antissemitismo. Foi a perseguição do oficial militar francês judeu Alfred Dreyfus que impulsionou Herzl de forma extraordinária, e ele percebeu que não existe esperança para o povo judeu em nações estrangeiras. Os nazistas não eram um exemplo do que ele esperava criar, mas a razão que ele esperava criá-la!
3. Hitler estava buscando uma raça superior para governar o mundo. Os judeus queriam apenas viver. Em toda a Europa Oriental, os judeus estavam sendo perseguidos. Embora a criação de Israel fosse cumprimento das profecias, a maioria dos fundadores de Israel estava apenas buscando sobrevivência.
4. A expansão de terra efetuada por Hitler era parte de seu plano de dominar a Europa. A expansão de terra efetuada por Israel tem sido parte de sua sobrevivência. Se as nações árabes tivessem assinado um acordo de paz com Israel em 1948 e tivessem cumprido o prometido, Israel ainda estaria em suas fronteiras (suicidas) de antes de 1967. A agressão árabe — não o imperialismo israelense — levou às atuais fronteiras de Israel.
Tentar fazer uma ligação entre o nascimento de Israel e o plano nazista para a Europa é possivelmente a ideologia mais imoral e cruel, considerando que a Solução Final de Hitler era matar todos os judeus na Europa. Mas apesar do fato de que não tem nenhum mérito intelectual na lógica ou história, Hassan Alkatib repete a mentira — que ele tem, sem dúvida, aprendido em sua mesquita, enquanto o cristão Stephen Sizer permanece em silêncio a fim de continuar com sua desonesta propaganda anti-Israel.
Traduzido por Julio Severo do artigo da revista Charisma: Muslim Journalist Compares Holy Land to Nazi Germany
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2 comentários :

Anônimo disse...

A disseminacao do uso de drogas no mundo estah sendo um arraso. Sob a influencia de alucinogenos o sujeito diz qualquer coisa e perde a referencia com a realidade.

Antonio.

Anônimo disse...

isla, religiao de paz ?