19 de abril de 2014

Nenhum Progresso para os Progressistas Sexuais na ONU, Causa de Preocupação Permanece


Nenhum Progresso para os Progressistas Sexuais na ONU, Causa de Preocupação Permanece

Dr. Stefano Gennarini
NOVA IORQUE, EUA, 18 de abril (C-FAM) A esquerda sexual teve de engolir uma perda amarga na semana passada na Comissão de População e Desenvolvimento da ONU.
Países ricos não conseguiram obter apoio suficiente para incluir direitos sexuais e direitos de aborto numa resolução da ONU. Ao mesmo tempo, eles consolidaram sua posição olhando adiante para a nova agenda de desenvolvimento da ONU pós-2015, algo que foi um mau agouro para os amigos dos bebês em gestação.
A elite de saúde sexual e reprodutiva está devastada que a resolução adotada na comissão deste ano, celebrando a Conferência de População e Desenvolvimento (CIPD) da ONU em 1994, não altera a essência do acordo que tornou a saúde sexual e reprodutiva uma parte importante da dieta fornecida aos pobres por meio de assistência de desenvolvimento. A conferência não reconheceu o aborto como um direito ou qualquer direito sexual por sinal, até mesmo lançando-os numa má luz, e não mencionou orientação sexual e identidade de gênero ou direitos sexuais. Isso é algo que a esquerda sexual vem tentando retificar por mais de vinte anos, sem sucesso.
A Comissão de População e Desenvolvimento da ONU neste ano foi de modo especial importante porque marcou o aniversário de 20 anos do acordo do Cairo. Mas o que é mais importante é que ofereceu uma última chance de obter direitos sexuais, direitos específicos para homens que têm sexo com homens (HSH), e direitos de aborto acrescentados à agenda do Cairo antes que a Assembleia Geral decida a agenda de desenvolvimento pós-2015.
Em 2010 os países concordaram que não renegociariam as políticas do Cairo, decidindo em vez disso se comprometer novamente com as políticas de 1994 a fim de evitar a reabertura de discussões de todas as coisas sexuais e reprodutivas. Para o Fundo de População da ONU, que mais ganhou com as políticas do Cairo, se tornou uma questão de expandir o sentido do acordo do Cairo em conferências regionais. Eles esperavam que as conferências poderiam ser usadas para criticar os países até fazê-los apoiar a nova linguagem sobre HSH e aborto. No final, o máximo que a elite da saúde sexual e reprodutiva pôde obter na comissão deste ano foi um reconhecimento de que diferentes regiões têm diferentes princípios de orientação para interpretar as políticas do Cairo.
Mais uma vez, a expectativa de que direitos de aborto e direitos de HSH inevitavelmente ganharão aceitação universal tem se comprovado de certo modo fora da realidade. O aborto e HSH permanecem tão polêmicos hoje quanto eram 20 anos atrás, de acordo com Babatunde Osotimehin que preside o Fundo de População da ONU (FNUAP). Ele falou com a Associated Press à medida em que as negociações estavam ainda em andamento, despreocupadamente revelando que ele não esperava que a resolução avançasse além do Cairo.
Depois de três anos de intenso trabalho de lobby, uma dezena de conferências internacionais, e milhões de dólares gastos avaliando o Programa de Ação da Conferência do Cairo, o FNUAP não têm conseguido mudar nem mesmo uma vírgula do acordo do Cairo no que se refere ao aborto e HSH. Kate Gillmore, executiva do FNUAP fortemente comprometida com direitos sexuais, estava visivelmente frustrada com essa falta de progresso enquanto as negociações se estenderam lentamente até às 5h da madrugada de sábado.
Grupos pró-vida e pró-família deveriam se alegrar de saber que a elite dos direitos sexuais e reprodutivos não conseguiu avançar sua agenda de forma alguma nos canais de políticas da ONU. O aborto está tão perto de ser um direito humano hoje do que estava vinte anos atrás e o casamento de mesmo sexo é um impulso difícil até mesmo em países em que o HSH tem ganhado aceitação social geral. Mas há uma advertência.
Nosso otimismo para o futuro precisa ser moderado com o realismo. Num importante aspecto a elite de saúde sexual e reprodutiva continua ganhando, e isso por meio de financiamento em que eles recebem centenas de milhões, até mesmo bilhões de dólares.
O FNUAP, os governos que financiam isso, e suas organizações satélites ainda conseguem impor à força que os países endossem e invistam nas políticas do Cairo ao custo considerável de bilhões de dólares todos os anos.
Enquanto a agenda da CIPD está em vigor, milhões de dólares serão despejados nos cofres de organizações que promovem o aborto. Sob essas políticas os grupos podem receber dinheiro com o pretexto de fornecer serviços e propaganda de saúde sexual e reprodutiva e eles podem então dar meia-volta e fornecer abortos ou fazer lobby pró-aborto, pois nas políticas da ONU esses termos incluem aborto por definição, ainda que apenas onde o aborto é legal.
Tradução: Julio Severo
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com

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