12 de março de 2014

Nova coalizão pró-família exorta o Ocidente a seguir a liderança da Rússia contra a propaganda homossexual


Nova coalizão pró-família exorta o Ocidente a seguir a liderança da Rússia contra a propaganda homossexual

Dustin Siggins
WASHINGTON, D.C. EUA (LifeSiteNews.com) — Mais de 25 grupos pró-família nacionais e internacionais anunciaram o lançamento da Coalizão de Valores da Família na Sociedade Nacional da Imprensa em 21 de fevereiro.
Scott Lively
Incluindo Americanos pela Verdade sobre a Homossexualidade e Defesa Internacional da Família, a coalizão foi formada como resposta às pressões do Ocidente contra a lei da Rússia que proíbe propaganda homossexual. A declaração da organização — vista na íntegra no final deste artigo — diz que “é uma rede internacional com sede nos EUA de organizações pró-famílias independentes” que “serve ao movimento pró-família mundial incentivando e facilitando a cooperação e coordenação entre estrategistas e ativistas pró-família.”
A Coalizão, que diz que não está oferecendo “um endosso geral da Federação Russa,” está incentivando os filiados “a fazerem lobby em seus próprios governos para seguir o exemplo russo” de impedir as “tão chamadas elites das potências ocidentais” de “imporem sua moralidade invertida em todos por meio da manipulação das leis internacionais.”
Com as Olímpiadas de Inverno de 2014 realizadas em Sochi, Rússia, tem havido grandes pressões internacionais contra a Rússia por sua lei que proíbe a propaganda homossexual. A própria lei impõe multas de vários tamanhos contra cidadãos e não cidadãos na Rússia, com cidadãos individuais enfrentando multas de 120 a 150 dólares, e não cidadãos enfrentando até 15 dias de cadeia bem como deportação.
Autoridades públicas da Rússia enfrentam multas de aproximadamente 1.500 dólares, e organizações enfrentam multas de até 30.000 dólares por infração. As multas têm provocado críticas dos países ocidentais, inclusive dos Estados Unidos. Como parte dessas críticas, o presidente Obama enviou dois indivíduos abertamente homossexuais na delegação olímpica deste ano.
De acordo com o Dr. Scott Lively, presidente de Defesa Internacional da Família, “o que queremos é que o movimento LGBT pare de tentar legitimar estilos de vida sexual alternativos na sociedade e volte a ser uma subcultura. No começo de seu movimento na década de 1950 Dale Jennings da Sociedade Mattachine disse que o que eles queriam era ‘o direito de ficarem sozinhos’ (que era tolerância básica). Pessoalmente, sempre apoiei essa meta.”
“Com os Tumultos de Stonewall em 1968 eles abandonaram esse objetivo racional e adotaram estratégias militantes radicais da Escola de Frankfurt de marxistas culturais,” diz Lively. “Desde aquela época a agenda deles tem sido sobre a substituição da ética sexual cristã com a anarquia sexual. Em apenas 40 anos eles derrotaram todas as instituições seculares que ficaram no caminho deles, começando com a Associação Americana de Psiquiatria em 1973 e conquistando até a última, o movimento de escoteiros, em 2013. A única barreira que restou de pé é a igreja, mas uma parte considerável já está correndo assustada da luta.”
Lively diz que a coalizão “está chamando a igreja para a unidade e ação na verdade da Bíblia como última resistência contra a destruição da civilização cristã no mundo ocidental.” Ele também diz que embora a Rússia “tivesse sido de fato um império do mal” nos dias da União Soviética, “uma onda de missionários cristão inundou a Rússia” aproximadamente 15 anos atrás, “enquanto a Igreja Ortodoxa Russa e outras denominação tradicionais também experimentaram um ressurgimento.”
Embora seja possível que “Putin seja um déspota faminto de poder,” Lively diz que “não me parece verdade.” Lively fez uma turnê em 50 cidades da ex-União Soviética sete anos atrás, se encontrando com “representantes de alto nível da Igreja Ortodoxa Russa,” e diz que acredita na “sinceridade absoluta do Cristianismo desses homens e sua profunda preocupação por seu povo e nação, principalmente pelo desastroso declínio populacional que eles têm sofrido como consequência de estilos de vida não bíblicos e aborto.”
De acordo com Lively, embora ninguém devesse “sofrer violência por exercer sua liberdade de expressão, inclusive auto-identificação como homossexuais,” ele propôs uma “Cláusula Suprema da Primeira Emenda,” que impediria “regras de orientação sexual” de “revogar os direitos de Primeira Emenda dos indivíduos, igrejas e organizações religiosas à liberdade de expressão e ao livre exercício da religião. Para o propósito desse estatuto, as organizações religiosas são aquelas cujas políticas ou cultura são substancialmente influenciadas por valores religiosos, inclusive, mas não limitado a livrarias cristãs, agências de adoção, hospitais, negócios, organizações sociais e organizações estudantis em universidades.”
Lively também aponta para o nível de depravação moral no sistema legal dos EUA em comparação com o da Rússia, no que se refere ao debate sobre o “casamento” homossexual, como evidência de que a Rússia pode estar sendo superior aos EUA. “Deveríamos considerar se a privação de direitos da banda Pussy Riot nas ruas de Sochi (por mais errado que isso seja) chega a equivaler à privação de direitos de milhões de eleitores americanos pró-família efetuada por juízes federais esquerdistas, que estão agora cinicamente revogando em estado após estado as Leis de Defesa do Casamento.”
“Na Rússia,” diz Lively, “os valores do povo estão sendo honrados por seu governo. Nos EUA, poderes ditatoriais estão impondo sua própria versão distorcida da moralidade no povo.”
“Penso que os EUA são o maior culpado dos dois.”

Declaração em Apoio das Leis Pró-família da Rússia em 2013 e 2014

A Coalizão de Valores da Família é uma rede internacional com sede nos EUA de organizações pró-família independentes. Servimos ao movimento pró-família mundial incentivando e facilitando a cooperação e coordenação entre estrategistas e ativistas pró-família. Embora geograficamente, etnicamente e metodologicamente diversos, compartilhamos uma cosmovisão bíblica e um compromisso de falar a verdade pura sobre a agenda LGBT e sua influência destrutiva na sociedade. Nossa meta é promover e proteger a família natural como o alicerce da civilização, e valores da família como a fonte e guia para a cultura predominante em toda sociedade, enquanto defendemos tolerância racional aos que escolhem viver discretamente fora da cultura predominante.
Com o final dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi, Rússia, queremos louvar a Federação Russa por fornecer uma liderança muito necessária na restauração de valores de família nas políticas públicas, e incentivar os governos do mundo a seguir o excelente exemplo que o governo russo tem dado em 2013 e 2014 ao proibir a propaganda LGBT para crianças e limitar a adoção de crianças para famílias naturais apenas. Ao adotar esses passos em face de intensas críticas e hostilidade de alguns governos e ONGs do Ocidente, os russos têm demonstrado o elevado valor que eles colocam em seus filhos e no modelo da família natural da sociedade. Cremos que Deus abençoará o povo russo por sua fé e coragem.
A Coalizão de Valores da Família estará incentivando nossos filiados atuais e futuros em todo o mundo a fazerem lobby em seus próprios governos para seguir o exemplo russo. Embora a agenda LGBT pareça um rolo compressor político impossível de deter na América do Norte e Europa, a vasta maioria das pessoas do mundo não aceita a noção de que os desvios sexuais deviam ser normalizados. É hora dessas vozes serem ouvidas no palco do mundo antes que as tão chamadas elites das potências ocidentais imponham sua moralidade invertida em todos por meio da manipulação das leis internacionais, que eles têm a clara intenção de fazer.
A agenda LGBT já foi longe demais no Ocidente, mas está ainda avançando. Estamos pedindo que as nações do mundo que são favoráveis à família ergam uma barreira contra essa agenda em seus próprios países e na comunidade internacional, que pode talvez fortalecer e animar o movimento pró-família nas nações ocidentais a fazer essa agenda retroceder em nossos próprios países.
O futuro da família natural é o futuro da própria humanidade. Não devemos permitir que a cultura da desolação suplante a cultura da vida em nossas sociedades. Vamos orar por cura em favor dos que escolhem a vereda LGBT, e (dentro da razão) respeitar seu direito de ser errado em suas vidas privadas. Mas não vamos permitir que o movimento LGBT transforme o mundo em sua própria imagem distorcida.
Aviso: Esta declaração não deve interpretada como um endosso geral à Federação Russa, mas um reconhecimento de que suas políticas com relação a valores da família estão indo na direção certa. A grande lição do Cristianismo é que o arrependimento traz renovação, e toda pessoa ou nação que se arrepende de seus pecados recebe a bênção de Deus. Louvamos a Rússia não porque tenha alcançado perfeição em todas as coisas, mas porque se afastou do mal do comunismo e está começando a adotar os valores cristãos de novo. Ao incentivar o bem, esperamos ver mais mudanças positivas.
Leitura recomendada:

3 comentários :

Anônimo disse...

Irmao julio, mostra essa reposragem da VEJA para o Ariosvaldo ...

http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/socialismo/venezuela-filas-enormes-para-obter-comida-e-braco-marcado-feito-gado/#comment-84379

Pastor Caleb.

Anônimo disse...

Júlio, não deve se esquecer de um dos valores fundamentais do conservadorismo: o ceticismo. Devemos ser céticos em relação a todo e qualquer político ou força estatal, mesmo que as intenções destes sejam aparentemente boas. Ultimamente eu tenho visto no seu blog uma certa admiração por Putin e pela Rússia, e que, ao meu ver, esta é uma atitude ingênua e precipitada. Não confio em Putin e nem acredito que ele tenha quebrado as ligações com a KGB.
Vejo na disputa entre Obama x Putin a mesma disputa entre Hitler x Stalin, pois, apesar de os tiranos terem usado métodos diferentes, eles tinham o mesmo objetivo: o domínio mundial. Atacar Putin não significa defender Obama, ou vice-versa. Aos dois se deve ter a mesma desconfiança. Esta é a minha opinião.
Tenha um ótimo trabalho.
Roberto.

Anônimo disse...

Confesso que não me sinto muito confortável em estar torcendo por Putin e ver vários blogs esquerdistas fazendo o mesmo. Só que a nossa luta é muito maior que esta preocupação de decidir se haverá ou não anexação da Crimeia. Nesta nossa luta, ainda que possamos questionar as intenções do Putin, não podemos negar que ele tem sido peça importante, procurando sempre se posicionar contra a agenda da ONU que tem atentado contra valores cristãos. Não é sábio ajudar afundar alguém que está na linha de frente de uma luta que é nossa. Haja visto o que muitos irmãos evangélicos fizeram com o deputado Feliciano em um momento de fragilidade. Portanto, é natural que o Putin tenha adquirido a nossa simpatia, ainda que não ignoremos seu passado e não estejamos com um pé atrás sobre suas aspirações.