6 de janeiro de 2014

Ressuscitando a Teologia da Libertação


Ressuscitando a Teologia da Libertação

Mark D. Tooley
Comentário de Julio Severo: Boa parte deste artigo é importante, mas o autor mostra uma visão limitada quando afirma: “A maioria dos cristãos na América Latina nunca aceitou as tentativas da Teologia da Libertação de sequestrar o Cristianismo.” Pelo menos no Brasil, as ações da Teologia da Libertação não se limitaram simplesmente a tentativas. O próprio Lula já confessou que o PT nunca teria chegado ao poder se as bases da Igreja Católica no Brasil não tivessem dado apoio. O fundador da CNBB, Dom Hélder Câmara, era conhecido como cardeal vermelho. Mas o presente traz preocupações maiores. O Papa Francisco, que veio da Argentina, tem recebido elogios regulares de Leonardo Boff, da Teologia da Libertação. Fontes católicas confiáveis me informaram que, muito antes de ser papa, Francisco já se batia com líderes católicos conservadores. Hoje, ele é a personalidade mais importante para grandes publicações esquerdistas, inclusive a maior revista gay do mundo, que o escolheu como “Personalidade do Ano.” Obama, que veio de uma igreja protestante da Teologia da Libertação Negra, está em seu segundo mandato nos EUA. A Teologia da Libertação Palestina ameaça saquear a herança judaica de Jesus e enganar os cristãos com uma suposta identidade palestina, com um Jesus falsificado oprimido por Israel. No Brasil, a Teologia da Missão Integral (que de acordo com Ariovaldo Ramos é a versão protestante da marxista Teologia da Libertação) parece estar saindo de sua redoma de igrejas protestantes históricas para se introduzir pioneiramente nas igrejas neopentecostais. Recentemente, a Igreja Batista da Lagoinha realizou o primeiro congresso neopentecostal de Teologia da Missão Integral no Brasil. Essas amostras indicam que a Teologia da Libertação está longe de morrer e seu fortalecimento mostra que tudo está sendo preparado para a Nova Ordem Mundial e o Anticristo. Quanto ao líder luterano brasileiro mencionado no artigo, embora sua influência no Conselho Mundial de Igrejas seja enorme, na Igreja Evangélica Brasileira, que é majoritariamente pentecostal, o esquerdismo dele não representa nada. De maior preocupação, que não recebeu o devido tratamento pelo autor, é o avassalador poder esquerdista da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Por exemplo, o autor diz: “Graças a Deus, a maior parte das campanhas da Teologia da Libertação se desmoronou, com a exceção notável do Oriente Médio.” Com exceção também, devo acrescentar, do Brasil, pois ao contrário do que ele diz, a Teologia da Libertação está viva e muito bem de saúde na CNBB, que tem vasto controle sobre as congregações católicas do Brasil. Vive muito melhor, é claro, no Conselho Mundial de Igrejas, a maior entidade ecumênica protestante do mundo. Eis agora o texto completo, escrito originalmente em 2009, de Mark Tooley:
O aniversário de 20 anos do colapso do Muro de Berlim deveria levar os líderes cristãos a pedir desculpas pela Teologia da Libertação, que tentou mesclar marxismo com Cristianismo, e alinhou organizações cristãs ao bloco soviético. A América Latina nas décadas de 1970 e 1980 foi o principal solo produtivo dos adeptos dessa teologia, onde católicos e protestantes esquerdistas afirmavam que a ideologia de Fidel Castro e dos sandinistas era um arauto do Reino de Deus.
Graças a Deus, a maior parte das campanhas da Teologia da Libertação se desmoronou, com a exceção notável do Oriente Médio, onde prelados ocidentais e palestinos ainda tentam retratar Israel como o opressor colonial e os palestinos como as vítimas do imperialismo. Mas o principal líder luterano brasileiro, que também é um dos cabeças do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) com sede na Suíça, está agora afirmando que a “certidão de óbito” da Teologia da Libertação é prematura.
Walter Altmann: maior líder luterano mundial da Teologia da Libertação
A maior parte dos cristãos brasileiros são católicos ou pentecostais, de modo que Walter Altmann, como presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, representa apenas uma pequena parte das igrejas do Brasil. Mas como moderador do Comitê Central — um nome convenientemente autoritário — do CMI, o Rev. Altmann presumivelmente representa alguns esquerdistas protestantes da Europa e EUA que ainda sonham com a luta de classes.
“Desde a queda do Muro de Berlim, foram muitos os críticos que se precipitaram a declarar a morte da teologia da libertação,” Altmann lamentou numa recente coluna para o CMI. “A maioria o fez porque viu nela apenas uma apologia do socialismo do caduco estilo soviético. No entanto, esse certificado de morte parece ter sido emitido prematuramente.”
Altmann admitiu que os teólogos da Teologia da Libertação utilizaram “categorias marxistas para a análise socioeconômica e a crítica dos males do capitalismo.” Mas ele, um tanto que defensivamente, insistiu em que o “o marxismo nunca foi o elemento central da teologia da libertação.” Ao que parece, foi apenas coincidência que os teólogos da Teologia da Libertação nunca tiveram muito interesse em libertar a Cuba comunista ou a Nicarágua sob o regime sandinista, pois presumivelmente já estavam “libertos.”
Em vez de marxismo, Altmann declarou que a Teologia da Libertação era meramente a “a empatia com os pobres e com sua luta pela justiça, inspiradas na vida e nos ensinamentos de Jesus.” Supostamente, os adeptos dessa teologia estavam apenas pedindo que os cristãos fossem fiéis ao Evangelho ao derrubar injustas estruturas sociais e econômicas. De acordo com Altmann, “O fundamento espiritual e a motivação da teologia da libertação estão enraizados no encontro — que muda a vida — com Cristo como libertador e com nosso próximo necessitado,” cujos sofrimento é resultado de “opressão e das injustiças sistemáticas.”
Entre suas muitas heresias, a Teologia da Libertação se esforçou para reinterpretar Cristo não como Salvador do mundo, mas como revolucionário político da espécie de Che Guevara. Em vez de aceitarem a compreensão cristã ortodoxa da natureza humana e do mundo como naturalmente caídos, os utópicos da Teologia da Libertação afirmavam que dava para se aperfeiçoar a humanidade e que só o capitalismo e o imperialismo injetavam artificialmente sofrimentos ao mundo que, em outras circunstâncias, eram evitáveis. A “libertação” política e econômica livrariam permanentemente a humanidade da opressão e infelicidade. A revolução, não a salvação, era a resposta.
A maioria dos cristãos na América Latina, até mesmo ao lutar contra ditadores direitistas da década de 1970, nunca aceitou as tentativas da Teologia da Libertação de sequestrar o Cristianismo. Mas as elites protestantes, educadas em universidades da Europa e dos EUA, de forma determinística insistiam em que a Teologia da Libertação era o futuro. Algumas dessas elites ainda sobrevivem, muitas delas em cargos em instituições ocidentais de ensino ou agarradas a cargos em decadentes organizações protestantes, como o Rev. Altmann.
Procurando uma brisa para ressuscitar a implodida Teologia da Libertação, Altmann afirmou que a “recente crise financeira internacional, ocasionada pelas forças desenfreadas de um capitalismo governado pela avareza e pelos interesses privados e empresariais, o número de pobres — ou melhor dito, de empobrecidos — no mundo aumentou em centenas de milhões.” Essa é apenas uma verdade parcial, pois o crescimento econômico do livre mercado dos últimos 25 anos, simultâneo com o colapso do comunismo, realmente ergueu centenas de milhões no mundo inteiro da pobreza crônica para a classe média ou perto dela.
Altmann celebrou que a Teologia da Libertação havia influenciado fortemente o movimento ecumênico e o CMI durante as décadas de 1970 e 1980. Ele não conseguiu admitir que o declínio internacional do movimento ecumênico liderado pelo Ocidente também é paralelo a essa influência, pois o Cristianismo mundial, sob o protestantismo evangélico, se fortaleceu no Sul, principalmente o pentecostalismo, e o catolicismo romano ortodoxo. Em vez disso, ele saudou as lutas do movimento ecumênico contra as velhas ditaduras latino-americanas e contra o apartheid na África do Sul. Ele preferiu não reconhecer que o colapso de autoritários direitistas na América do Sul, com o velho regime racista da África do Sul, ocorreu de modo simultâneo ao colapso da União Soviética e à expansão da democracia em seu rastro, facilitado em parte pela influência e confiança dos EUA redespertados.
Conselho Mundial de Igrejas: a força ecumênica da Teologia da Libertação
Sem perder o ânimo e vivendo em sua própria bolha teológica e política, Altmann insistiu em que a Teologia da Libertação nunca foi “estática” e simplesmente, de forma criativa, se transformou em novas ênfases, como “povos indígenas, racismo, desigualdades de gênero e ecologia.” De acordo com o luterano brasileiro, “Na atualidade, a teologia da libertação também se ocupa da interpretação das culturas e de questões antropológicas como, por exemplo, da tentação do poder. O empenho por conseguir uma sociedade mais justa na qual haja “lugar para todos” persiste, mas a forma de chegar a ela passou a ser através da ação da sociedade civil.” Em outras palavras, a Teologia da Libertação não mais é tanto sobre movimentos de guerrilhas quanto é sobre irados comícios antiglobalização ou, de forma mais agressiva, o populismo esquerdista na América Latina.
Esse é o jeito de Altmann explicar que a Teologia da Libertação essencialmente se redefiniu para incluir qualquer luta contra os mercados livres, a democracia constitucional e a Civilização Ocidental tradicional. Não mais especificamente promovendo a revolução marxista, a Teologia da Libertação agora é quase inteiramente uma força negativa, definida mais pelo que é contra do que pelo que é a favor. Altmann entusiasmou-se que a Teologia da Libertação está hoje de modo vibrante moldando os “esforços políticos latino-americanos dirigidos ao estabelecimento de um modelo de democracia que supere a pobreza e as injustiças sociais,” citando os presidentes esquerdistas do Brasil, Bolívia, Equador, Nicarágua e Paraguai. Supostamente, todos esses presidentes têm “íntimo contato” com os teólogos da Teologia da Libertação, afirmou ele.
Note que Altimann omitiu Hugo Chavez, mas não os discípulos do homem forte da Venezuela, dessa lista de líderes políticos da Teologia da Libertação na América Latina. Será que um texto do CMI não teria coragem de aplaudir especificamente Chavez? Se esse é o caso, a Teologia da Libertação no estilo do CMI perdeu parte de sua determinação. Outrora, a Teologia da Libertação demonstrava muito mais confiança. A versão diluída que Altmann tem de uma força revolucionária outrora potente prova que a Teologia da Libertação é em grande parte apenas uma memória que idosos prelados esquerdistas guardam com carinho da luta de classes.
Traduzido por Julio Severo do artigo da revista FrontPage: Resurrecting Liberation Theology
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11 comentários:

Apologista disse...

A teologia da libertação não ressuscitou porque nunca morreu sempre esteve bem viva no meio intelectual das universidades. É uma teologia que nasceu do marxismo, onde isto é bem ensinado, nas universidades. A teologia da libertação é política de esquerda que tem objetivo de apoiar a esquerda. A conferência do Nordeste de 1962 teve este objetivo político de apoiar a esquerda que teve apoio da CMI, através da CEB (Confederação Evagélica do Brasil) no Brasil, que o Richard Shaull, o principal idealizador do movimento de que era um marxista, que não pode comparecer na conferência, mais deixou coisa escrito de as igrejas da época apoiassem a esquerda.
Esta apostasia diante a Palavra de Deus é inevitável, porque esta em conjunto com hegemonia mundial illuminati de dominação para o reino do anticristo. Na internet podem pesquisar que encontram todos os temas da conferência do nordeste, no meu caso estudei esta ideologia na universidade.
Mas quem quiser saber mais é só pesquisar na internet que tem muito falando sobre o que a teologia da libertação é comunista.
O problema maior que vejo é que esta conseguindo se infiltrar em várias igrejas pentecostais, neo pentecostais com cada vez mais facilidade. Vejo que o fundamentalismo que foi levantado com objetivo de combater esta teologia de cunho pluralista de que diz que todo caminho leva a Deus e que todos somos filhos de Deus, vejo que se esfriando neste bom combate da fé de ter O Senhor Jesus com único salvador da condenação do pecado. As igrejas pentecostais precisam tomar uma posição de fé voltar ao primeiro amor, são duas teologias que a igreja de cristo tem que rejeitar ainda que faça chover todo dia. Como disse Martinho Lutero é a teologia da libertação, da prosperidade e da maçonaria. E começar continuar fazendo o que o Senhor Jesus ordenou expulsar demônios, orar pelos enfermos, cuidar dos pobres que sejam órfãos, viúvas. Se a igreja pentecostais e não pentecostais não abrirem os olhos e fugir da ganância e avareza pelo dinheiro, continuará plantando abrolhos. E não compactuar com doutrinas que não condiz com a verdade da Palavra de Deus.
O interessante que vejo é como a maçonaria consegue de forma bem sútil, alcançar tantas lideranças cristãs, mesmo as lideranças sabendo de que lá se instrui a gnose. Que já é divulgado por toda internet. Muitas das lideranças cristã precisam agir como os apóstolos agiam, "Mais importante obedecer a Deus do que aos homens". A teologia da libertação não terá muita dificuldade para com Papa Francisco, a sua formação jesuíta ( Estudem sobre os jesuítas e sua formação e seu objetivos) esta ligada a dominação do mundo. Por isto vemos uma grande propagando do Papa, para que tenha objetivo de que o Papa rompa a ortodoxia católica, e junto com a teologia da libertação sempre com o chavão da defesa do pobre traga o ecumenismo religioso para aguardar o novo messias da era de aquários, que será o governo mundial de apoc 13.

O Apologista

ÉLQUISSON disse...

Respondendo ao Apologista,

Amado irmão,

Já que você mencionou o reino do anticristo, o que podemos perceber, nos dias de hoje, é que a tendência natural das coisas é que o mal reine de forma absoluta até a volta de Jesus, até porque, como a própria Bíblia diz, "o mundo jaz no maligno" (1 João 5:19).

A nossa obrigação, como cristãos, é resistir ao pecado e continuar a pregar as verdades da
Palavra de Deus enquanto ainda podemos (ou enquanto ainda dispomos de uma relativa liberdade para protestar contra as obras das trevas e suas leis). Porém, quando elas, através da NOM (Nova Ordem Mundial), assumirem o controle total do pouco que ainda resta, será suicídio tentar enfrentá-las de igual para igual. Em outras palavras: quando a NOM for imposta, aquele que se manifestar contra ela será perseguido e morto!

E mais: dizer não ao governo mundial que será imposto num futuro não muito distante é assinar a própria sentença de morte. Sabemos que este mesmo governo perseguirá e matará todos os cristãos que encontrar pela frente. Por que isso? Porque a perseguição aos cristãos (e a conseqüente morte deles) já está prevista na Palavra de Deus, e, portanto, será inevitável. A Palavra de Deus tem que se cumprir. Deus não é homem para que minta, e nem tampouco filho do homem para que Se arrependa. O que Deus determinou na Sua Palavra nunca poderá voltar atrás. O próprio Deus disse com todas as letras:

"Assim será a Minha palavra que sair da Minha boca: ela não voltará vazia para Mim; antes fará o que Me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei" (Isaías 55:11)

Nas épocas do Império Romano e da Inquisição, milhões de cristãos foram perseguidos e mortos de todas as formas possíveis. E hoje não é diferente: a perseguição aos cristãos ainda continua (e de forma até mais cruel). Para que maior prova disso do que a perseguição aos cristãos que se recusam a obedecer ao "politicamente correto" do governo e dos homossexuais? Isso sem contar as perseguições e mortes de muitos cristãos em países islâmicos (e em outros onde a Bíblia é proibida)!

De uma coisa eu tenho certeza: o cerco está se fechando, e fatalmente vai chegar o dia em que muitos que se dizem cristãos serão postos à prova para saber quem realmente é cristão de verdade (e não só de boca)! E quantos estarão preparados para este dia?

Diante disso, não haverá alternativa: ou assumimos de vez um compromisso total com a obediência à Palavra de Deus (mesmo colocando a nossa própria vida em risco), ou seremos obrigados a aceitar a submissão ao anticristo para sobreviver.

Quem estará disposto a perder a vida em favor da verdade da Palavra de Deus durante o governo do anticristo?

Tratemos de nos chegar a Deus enquanto ainda podemos, pois sabemos que a volta de Jesus está próxima, e, portanto, precisamos estar preparados. É como diz a Palavra de Deus:

"Buscai ao Senhor enquanto se pode achar; invocai-O enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque Ele é grandioso em perdoar. Porque os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos são os Meus caminhos, diz o Senhor" (Isaías 55:6–8)

PRESBÍTERO VALDOMIRO disse...

Respondendo ao Apologista,

Amado irmão,

Eu diria que houve uma falta de vigilância do povo em geral contra a infiltração e a proliferação de idéias esquerdistas, marxistas, comunistas e socialistas na nossa política e no nosso sistema educacional. E, infelizmente, essas mesmas idéias também contaminaram as nossas igrejas e nossos seminários (por negligência dos servos de Deus).

Em virtude disso, o verdadeiro evangelho de Jesus vem sendo deturpado e distorcido por alguns líderes de igrejas. Como prova disso, temos várias "teologias": Prosperidade, Missão Integral, Libertação (e outras semelhantes). Em outras palavras: são criados outros evangelhos (que são, na verdade, falsificações do verdadeiro evangelho de Jesus).

Só que o apóstolo Paulo, a respeito disso (dos falsos evangelhos e das falsas teologias), disse em alto e bom som:

"Mas ainda que nós mesmos ou até um anjo do Céu vos apresente um outro evangelho diferente daquele que eu vos tenho pregado, seja anátema. Assim como já vos disse antes, agora novamente vos digo: se alguém vos anunciar um outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Porque, procuro eu o favor dos homens ou o favor de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo" (Gálatas 1:8–10)

Há muitos anos atrás (mais precisamente na década de 70), quando eu era um jovem recém–convertido (fui consagrado a obreiro alguns meses depois), eu lembro que, durante uma pregação na igreja onde eu congregava, o pastor disse (num tom profético): "Irmãos, vai chegar um tempo em que o evangelho do Senhor Jesus Cristo será desprezado. Muitos vão se deixar seduzir por idéias demoníacas, e vão inventar outras crenças (e outras teologias fora da Palavra de Deus). E, infelizmente, muitos dos servos de Deus serão influenciados por essas mesmas idéias (que também vão contaminar a igreja do Senhor). Não deixemos que nada isso venha a nos afastar da pureza da Palavra de Deus, e não abandonemos a verdade".

Num primeiro momento, achei que o pastor estava sendo pessimista demais. Ao final do culto, eu perguntei a ele em particular: "Pastor, o senhor não está exagerando? Quem pode ir contra a verdade da Palavra de Deus?" E ele me respondeu: "Meu filho, a Palavra do Senhor tem que se cumprir. Vai acontecer muita coisa antes da volta de Jesus. E isso que eu falei é apenas uma de muitas delas. Tenha certeza disso, porque a Palavra do Senhor é verdadeira. Estive orando em casa e o próprio Senhor me revelou tudo isso".

Hoje, passados pouco mais de 40 anos após eu ter ouvido a pregação desse mesmo pastor (que hoje descansa no Senhor), vejo tudo se cumprindo: pessoas, escolas, universidades, seminários e igrejas totalmente contaminadas por idéias marxistas, socialistas, comunistas, esquerdistas, e outras filosofias anti–cristãs (sem contar outras teologias e outros evangelhos). E a tendência é tudo piorar cada vez mais!

O que o pastor falou naquela época (e que está acontecendo hoje) só faz confirmar as palavras do apóstolo Paulo:

"Mas o Espírito expressamente adverte que em tempos posteriores muitos apostatarão da fé, e darão ouvidos aos espíritos enganadores e às doutrinas de demônios" (1 Timóteo 4:1)

Eu pegunto: não é exatamente isto o que está acontecendo nestes últimos tempos?

Eliel disse...

Respondendo ao Apologista,

Amado irmão,

Ultimamente, a igreja evangélica vem enfrentando escândalos, casos de pastores corruptos (e muitas outras coisas erradas), além das teologias corrompidas (Libertação, Prosperidade e Missão Integral), e os evangelhos falsificados. Enfim, a igreja evangélica do Brasil está passando por uma crise generalizada.

Não sei se o meu ponto de vista vai estar 100% certo, mas eu creio que o maior desafio atual para a nossa igreja evangélica é a volta à sã doutrina. É preciso retornar aos tempos do evangelho primitivo. Enfim, é preciso preservar a pureza dos ensinamentos cristãos para enfrentarmos as adversidades deste mundo de pecado.

Infelizmente, muitos que se intitulam pastores estão preocupados somente com o próprio status pessoal (ou com a obediência a certas ideologias criadas por determinados grupos) ao invés de se responsabilizarem pelas almas que estão sob seus cuidados. Em outras palavras: está faltando um compromisso sério com a obediência total e irrestrita à Palavra de Deus.

Uma certeza eu tenho: quando Jesus voltar, a Sua igreja terá que se apresentar a Ele com as vestes limpas (isto é, sem a mancha do pecado). É como bem disse o apóstolo Paulo:

"Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela Palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível" (Efésios 5:26–27)

Eu pergunto: o que nós, cristãos, temos realmente feito para preservar a pureza das igrejas (para que elas estejam sendo guiadas somente pelo autêntico evangelho)? Ou melhor, de que forma temos agido contra as heresias, os falsos profetas, e os falsos evangelhos que têm contaminado a igreja?

O apóstolo Paulo já havia prudentemente alertado sobre estes e outros perigos que a igreja iria enfrentar nestes últimos tempos:

"Pois eu bem sei que, após a minha partida, surgirão no meio de vós lobos vorazes, os quais não pouparão ao rebanho; E que entre vós mesmos aparecerão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si" (Atos 20:29–30)

"Mas tenho receio de que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de algum modo corrompidos os vossos costumes, e se apartem da simplicidade que há em Cristo" (2 Coríntios 11:3)

"Cuidado para que ninguém vos faça presa sua, através de filosofias e vãs sutilezas de acordo com a tradição dos homens e conforme os preceitos do mundo, e não segundo Cristo" (Colossenses 2:8)

"Ninguém, de forma nenhuma, vos engane; pois não será assim sem antes vir a apostasia, e sem que se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus, ou se adora; de modo que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus" (2 Tessalonicenses 2:3–4)

"Mas o Espírito expressamente adverte que em tempos posteriores muitos apostatarão da fé, e darão ouvidos aos espíritos enganadores e às doutrinas de demônios" (1 Timóteo 4:1)

Não é exatamente isto o que está acontecendo com a igreja evangélica no Brasil de modo geral?

Anônimo disse...

Julio, largue o protestantismo, e converta-se a Igreja de Pedro: a Igreja Católica, Apostólica, Romana. Esqueça estes hereges: Henrique VIII, o bígamo assassino; Lutero, o blasfemo; e Calvino, o teocrata maluco.
Robson di Cola

Vítor disse...

A teologia citada neste artigo até poderia manter o mesmo nome (Teologia da Libertação), mas deveria redefinir o seu significado.

A verdadeira Teologia da Libertação seria um teologia no sentido de libertar as pessoas dos enganos do diabo, de libertar o homem de uma vida de pecado para uma vida de santidade, enfim, de libertar um pecador momentaneamente condenado ao inferno para a esperança da salvação para a vida eterna após a morte.

O próprio Jesus disse algo importante sobre libertação (no caso, libertação do pecado):

"Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32)

"Se, porém, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8:36)

Não deveria ser esta a verdadeira Teologia da Libertação?

Se alguém daqui quiser se manifestar, esteja à vontade.

Fabiano Santos disse...

Hehehe. É verdade, Julio... Abandone os "hereges" e vá ajoelhar-se frente a uma "santa" ou "santo", com uma vela acesa na mão, pedindo para que interceda por tua alma. tststs... É cada uma que eu leio!!!

Apologista disse...

A questão aqui não é se desviar da verdade e sim se firmar cada vez mais Nela e andar por Ela dentro dos princípios Divinos, Nos dias atuais cada vez mais requer conhecimento da Palavra de Deus. Para saber se a igreja que frequenta ensina a Palavra de Deus ou doutrinas de homens a fim de atingir objetivos pessoais e não de Deus. Precisamos saber o que a denominação esta defendendo e o que esta combatendo. Se não esta de acordo as Escrituras Sagradas caia fora e procure uma igreja que esta com objetivo de andar conforme as Escrituras Sagradas. Igreja não esta com a verdade, ela não pode ser dogmática dentro de princípios humanos e não de Deus. Importante estar juntos de pessoas que querem acertar e não errar, por isso o importante de um bom debate em defesa da fé em Cristo Jesus. Importante saber que para algumas igrejas começou a crê mais no homem do que em Deus, que começou através do renascimento séc XV a Palavra de Deus deixou de ser a verdade absoluta colocando o homem como o centro de tudo e não mais Deus. Para que o homem ou a igreja ficasse livre da Escrituras sagradas e começa a criar seus próprios dogmas isto pode ser visto nas esculturas e pinturas de Leonardo da Vinci, Michelangenlo, etc. O humanismo tomou conta da época, de que veio a negação de Deus e homem como o centro da verdade, que no iluminismo procura destruir de verdade das Escrituras Sagradas. Que podemos ver de que a Palavra de Deus esta viva em nossas vidas não é por causa do homem e sim do Espírito Santo na vida de pessoas que não se conformam com dogmas que não estão de acordo com as Escrituras Sagradas, é próprio Deus intervindo na história para que se cumpra as Escrituras Sagradas. Exemplo de uma negação a Escritura Sagrada: Igreja Anglicana decreta o "fim" do pecado e a "aposentadoria" do diabo (Gospel Prime). Este estudo é importante para que possamos saber se o que estamos ouvindo da Palavra de Deus esta de acordo com as Escrituras ou apenas vindo da própria mente humana. A nossa eternidade para com Deus é mais importante do que agradar a carne com pecado por pouco de tempo.

Roger disse...

A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO HOJE EM DIA É BRASA VIVA SOB CINZAS, DE NOVO FUMEGANDO...
13º ENCONTRO INTERECLESIAL DE CEBs
A Diocese do Crato, no Ceará, neste início de ano, é a anfitriã do 13º Encontro Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). O Juazeiro do Norte, nas terras do Pe. Cícero e do Pe. Ibiapina, do beato Zé Lourenço e da beata Maria de Araújo, acolhe todas as comunidades eclesiais de base vindas de todos os cantos do Brasil, como também representantes das CEBs da América Latina e do Caribe, da Europa, da Ásia e da África. Esses encontros acontecem desde 1975 e têm como finalidade partilhar a vida, as experiências, as reflexões que se fazem nas comunidades eclesiais. Ajudam no fortalecimento da caminhada. Colaboram na articulação e interação entre as comunidades, à medida que oferecem a oportunidade de conhecer os problemas, os desafios, as lutas e as conquistas presentes na vida do povo.
Neste ano, estamos vivenciando o 13º Intereclesial das CEBs, no coração do Nordeste. O tema – JUSTIÇA E PROFECIA A SERVIÇO DA VIDA – retoma a palavra bíblica dos profetas e do próprio Jesus de Nazaré, indicando a necessidade de a justiça ser aceita como dom de Deus, interiorizada pelas pessoas e vivida na sociedade, para que haja vida abundante para todos (Jo 10,10), na grande comunidade de vida. Esse tema expressa o grito que sai das manifestações de rua, presente também na 5ª Semana Social Brasileira e no Grito dos Excluídos, indicando a necessidade de buscar nova forma de convivência social com novo papel do Estado, como a CNBB alerta em seu Documento n. 91: Reforma do Estado com participação democrática.
O lema – CEBs, ROMEIRAS DO REINO, NO CAMPO E NA CIDADE – busca aprofundar a missão das CEBs como anunciadoras de novo modelo de Igreja, tendo a Palavra de Deus como fonte de sua espiritualidade. Elas, pelo seu compromisso evangelizador e missionário no meio do povo, assumindo a opção preferencial pelos pobres (DAp 179), possam contribuir na construção de um Brasil economicamente justo, politicamente democrático, socialmente igualitário e ecologicamente sustentável.
Pe. Benedito Ferraro
Assessor da Ampliada Nacional das CEBs.
Tudo indica que estava hibernando, mas a primavera estaria retornando...

ELISEU disse...

Respondendo ao Apologista,

amado irmão,

Eu começo este meu comentário fazendo 7 perguntas muito simples, mas também muito diretas (escolhi este número, porque é o número da perfeição de Deus):

1 – Qual a verdadeira igreja de Jesus: é a que exige santificação dos seus membros, que obedece somente à Palavra de Deus, que combate com firmeza o pecado, que não tolera as coisas mundanas dentro dela, e que não compactua com heresias, nem falsos profetas (e nem outras teologias e outros evangelhos)? Ou é a que aceita todo tipo de gente, que adota o "politicamente correto" (mas biblicamente imoral) para agradar aos homens e ao mundo, que tolera os "modernismos" (leia-se sujeira) do mundo, e que deturpa a Palavra de Deus para a conveniência de alguns?

2 – Qual a verdadeira igreja de Jesus: é a que zela pela obediência total e irrestrita à Palavra de Deus, que mostra o homem como alguém perdido que precisa urgentemente de um Salvador? Ou é a que prega um evangelho mais "humanista", onde o homem convive naturalmente com o pecado (e não sente nenhuma necessidade de arrependimento)?

3 – Qual a verdadeira igreja de Jesus: é a vê o mundo em oposição a Deus? Ou é a que se alia ao mundo (e à sua sujeira) e fica contra Deus?

4 – Qual a verdadeira igreja de Jesus: é a que está disposta a ser perseguida (ou sofrer) por amor a Jesus e à verdade da Sua Palavra (João 15:10)? Ou é a que faz a "política da boa vizinhança" para agradar a tudo e a todos (inclusive o diabo e seus escravos)?

5 – Qual a verdadeira igreja de Jesus: é a que prefere ser reprovada pelos homens (mas aprovada por Deus)? Ou é a que agrada aos homens (e desagrada a Deus)?

6 – Qual a verdadeira igreja de Jesus: é a que fala as verdades dolorosas que muitos estão precisando ouvir (e adverte a todos sobre a justiça de Deus)? Ou é a que diz que Deus é somente amor (e só prega o que for agradável para quem estiver ouvindo)?

7 – Enfim, qual a verdadeira igreja de Jesus: é a que prega que Jesus é o Senhor de todas as pessoas e de todas as igrejas (e que todos, um dia, estarão diante Dele para serem julgados)? Ou é a que faz com que os pastores sejam idolatrados e passem a ser o centro das atenções (e negligenciam a mensagem de arrependimento e santificação para a salvação dos que congregam nela)?

Com base nesses questionamentos, o possível diagnóstico que se pode fazer é o seguinte:

– A igreja cristã, atualmente, parece estar impotente e anestesiada diante do domínio praticamente total e absoluto do pecado em todo o mundo. Mas o pior disso tudo é que, ao invés da igreja mudar o mundo, é o mundo quem está mudando a igreja. Em outras palavras: muitas igrejas (inclusive as que se dizem cristãs) estão tolerando a sujeira do mundo no seu interior (ao invés de permanecerem firmes no combate ao pecado);

– Está sendo muito difícil, ultimamente, achar, dentro de algumas igrejas, cristãos autênticos (que tenham compromisso somente com a obediência à Palavra de Deus). Os mártires da fé cristã não hesitaram quando foram obrigados a escolher entre o pecado e a morte. O lema deles era: "Antes morrer do que pecar". Eles permaneceram firmes nas suas convicções, e acreditavam que esta corajosa decisão que tomavam agora certamente será lembrada no tribunal divino. Este é o doloroso preço que o verdadeiro cristão tem que pagar pela sua luta contra o pecado.

Diante de tudo que foi dito aqui, eu pergunto a todos:

– Quem, nos dias de hoje, estaria disposto a ser uma voz profética firme e forte (como Elias ou João Batista) para denunciar e combater todo e qualquer pecado?

– E, principalmente, quantos hoje fariam como os fiéis da igreja de Esmirna (que, por amor a Jesus e à verdade da Sua Palavra, aceitaram a morte sem nenhum medo)?

Deixo estas perguntas no ar para alguém daqui responder na primeira oportunidade.

Anônimo disse...

De novo esse história de teologia da libertação ninguém merece mesmo aff.

Ester!!!!!