31 de janeiro de 2014

Fé cristã e política: entre o falatório e a realidade


Fé cristã e política: entre o falatório e a realidade

Edson Camargo
Não é muito difícil para um falastrão qualquer apresentar uma tese verdadeira em si mesma justamente para abrir o caminho para a aceitação de uma série de bobagens. Até crianças do ensino fundamental deveriam saber disso num ambiente cultural como o nosso, no qual tornou-se um vício usar a linguagem da forma mais irresponsável e malandra possível para fins políticos ou por pura egolatria.
Um exemplo sempre presente em conversas entre cristãos, quando o assunto é política é a frase: “o Evangelho não é de direita, nem de esquerda.” Eis uma obviedade, pelo simples fato do que o Evangelho, a Revelação, a Palavra de Deus, “permanece para sempre”. Já a clivagem esquerda/direita é só um meio de mapear linhas de pensamento e ação repleto de limitações, fruto de um período histórico determinado, além de ser facilmente manipulável.
Muito bem. Uma coisa é o Evangelho não ser nem de direita nem de esquerda. Outra é a safadeza em tentar fugir da questão central: todo assunto sério a respeito da condição humana sempre é, em última análise, filosófico e teológico. E aqui articulam-se temas seríssimos: nada menos que a própria Revelação e a possibilidade de entendê-la, a possibilidade de se obter, ou não, conhecimento objetivo da realidade social, e as implicações da doutrina cristã sobre a ação dos cristãos na esfera pública. Só para início de conversa.
Uma coisa é o Evangelho não ser nem de direita, nem de esquerda. Outra é compactuar com quem mente dizendo não haver como analisar questões políticas à luz dos princípios da fé cristã.
Uma coisa é o Evangelho não ser nem de direita, nem de esquerda. Outra é se omitir na crítica a cristãos defensores de agendas políticas anticristãs como as da esquerda, e até a algumas da direita, evocando um bom-mocismo eclesial que disfarça muito mal a covardia, a hesitação em confessar despreparo para tratar do tema ou outros interesses.
É verdade que "o Evangelho não é de direita nem de esquerda". Mas não há como ouvir com séria desconfiança esta sentença. É fácil demais usá-la para negar o mandamento "seja o seu sim, sim, e seu não, não, o que passar disso vem do maligno” (Mt. 5:36) em assuntos públicos. Também é muito fácil afirmar que “o Evangelho não é nem de direita nem de esquerda” com o intuito de fugir de um posicionamento realmente fundamentado no Evangelho em certas questões. Como quase não se ensina por aí a buscar tais posicionamentos, muita gente pensa que é impossível realizar tal tarefa, que na verdade é um dever de todo cristão. Outros sequer se preocupam com o assunto. A crise de discipulado que assola nossas igrejas é algo muito grave.
Também é possível afirmar que “o Evangelho não é nem de direita nem de esquerda” justamente para negar a relevância da fé cristã no debate político, ainda mais numa época em que a política quer invadir todas as áreas da vida, e, por conta desse processo, uma perseguição cultural aos cristãos nos países ocidentais torna-se cada vez mais notória. Mas diga a certos cristãos brasileiros que o evangelho diz respeito a todas as áreas da vida humana que logo a preguiça e a raiva em ter de admitir que ainda tem muito a aprender começa a apresentar seus sintomas, que vão do farisaísmo irracionalista às filisteidades reducionistas vaidosas.
Em certos ambientes brada-se que “o Evangelho não é nem de direita, nem de esquerda”, justamente para negar as origens, teses, meios e fins descaradamente anticristãos do que se define atualmente por esquerda. Que do lado da atual direita também haja gente anticristã defendendo teses anticristãs é dado elementar. Mas negar a total incompatibilidade entre a cosmovisão revolucionária das elites políticas esquerdistas (e aqui se inclui toda a horda politicamente correta da ONU, ONG´s do mega-esquema globalista, potentados da mídia de massa, obamistas e o alto comissariado da União Européia) é atestado de insanidade, ainda mais na atual conjuntura.
É fácil dizer que “o Evangelho não é nem de direita nem de esquerda”. Difícil é fazê-lo com um mínimo de maturidade intelectual, ou seja: levando em conta tudo o que a boa lógica, o bom senso, as Sagradas Escrituras e uma teologia livre de coliformes ideológicos deixam claro.
O fato é que falar sobre o Evangelho não é a mesma coisa que falar com base numa visão profundamente comprometida com o Evangelho. E isso pode ficar claro quando se observa cuidadosamente quem fala, quando fala, para quem fala, por que fala, e os frutos destas declarações.
Enfim, pode-se dizer uma verdade sobre o Evangelho sem ter jamais tentado compreender a fundo o que ele realmente é, sua veracidade intrínseca, sua abrangência, a real natureza do poder e da disputa política, quem são de fato a direita e a esquerda, e com uma visão muito tosca do que realmente está em jogo no atual debate cultural e político.
Divulgação: www.juliosevero.com
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3 comentários :

Anônimo disse...

Mais uma de Raquel Elana. http://colunas.gospelmais.com.br/felix-niko-fazem-mais-pela-causa-gay-que-malafaia-poderia-imaginar_8231.html
Meu comentário enviada a ela. """Raquel Elana ! Você como uma "boa" evangélica esquerdista no seu texto se esforçou sorrateiramente e enganosamente para defender o comportamento dos gays e o próprio homossexualismo. Você pode fazer `'' ótimos" textos defendendo gays e fazer á cabeça de muita gente e ser muito apoiada por várias pessoas, inclusive certos""" evangélicos""" . O que você nunca vai conseguir fazer é por fim as desgraças e malefícios que o homossexualismo traz . Já que você dando elogiou o personagem Niko, o doce Niko. Na trama da novela Amor a Vida. Niko e seu companheiro Eron decidem ter uma família e os personagens querem realizar o sonho de ter o primeiro filho. Para isso, eles buscam uma mulher que ceda o útero para efetivar a fertilização in vitro (FIV). Na trama uma mulher Amarilys amiga dos personagens aceita ter uma barriga de aluguel. Ela cede seu útero que é fertilizado pelo sêmem do personagem Niko. Grávida, Amarilys deverá entregar o filho ao casal gay no final da gestação. http://mulher.terra.com.br/vida-a-dois/barriga-de-aluguel-de-amor-a-vida-seria-ilegal-veja-solucoes-dentro-da-lei,3819de694095f310VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html conheça melhor a historia neste link.

Raquel Elana ! Vamos trazer essa história de ficção da "barriga de aluguel" para a vida real, como se acontecesse de verdade. Vamos lá uma Amarilys da vida,amiga de um casal gay,decide para ajudar o casal a ter seu primeiro filho,ficar grávida com o sêmem de um deles. No final da gestação ela dará o filho para o casal gay cuidar. Bem ! Só que na nossa historia diferente da Amarilys de Amor a Vida. Essa mulher acaba conhecendo a Cristo e se convertendo. Abandonando uma vida de pecado. Também cheia de amor á criança gestada no seu ventre ela decide quebrar o acordo com o casal gay e ficar com a criança. Não aceitando de forma alguma entregar a criança ao casal gay. Para isto ela terá que fugir para um lugar seguro. Tenta ajuda. Uma igreja liberal,calvinista e esquerdista em que converteu se nega ajuda-la ou apoia-la. Milagrosamente crentes de uma pequena igreja decidem apoia-la e protege-la e a manda para bem longe do país. A Justiça está atras dela, deu ganho de causa ao casal gay e ameaça prende-la e entregar a força a criança ao casal gay. Situação totalmente possível nestes dias atuais. A pobre mulher e sua criança vive uma vida de exílio forçado,se escondendo da perseguição da Justiça e do casal gay. Mas ! Felizmente muito bem amparada e protegida por cristãos fieis.
Raquel Elana a pergunta que faço a você é: Você apoiaria a pobre mulher da nossa historia ou você acha mais justo que ela entregue o filho a dupla gay ? Raquel Elana espero ansiosamente sua resposta."""
NILL

Anônimo disse...

A Mídia esquerdista tem chamado a atenção que a novela global "amor á Vida" chega o final cheia de erros jurídicos. Dando 5 exemplos.

"Novela é uma obra de ficção, tudo bem. Mas, quando se propõe a ser realista, espera-se verossimilhança dela. E não é o que aconteceu em Amor à Vida – ao menos, do ponto de vista do advogado Alexandre de Almeida Gonçalves, do escritório Almeida Gonçalves & Advogados Associados. Ele, que jura ter acompanhado a trama de Walcyr Carrasco, ficou incomodado com a série de erros jurídicos levados ao ar ao longo dos 220 capítulos do folhetim e decidiu fazer um levantamento mostrando o que aconteceria de fato em cada caso escabroso, na vida real. “A intenção é fazer as pessoas tomarem cuidado com o que veem na novela, que pode fazer você pensar que tem certos direitos, quando na verdade não tem, e acabar sofrendo consequências graves”, diz Gonçalves.'""

Dos 5 erros jurídicos não incluíram o caso de uma mulher que faz uma "barriga de aluguel" com uma dupla gay prometendo entregar a criança a eles no final da gestação. Mas ! A mulher acaba não querendo entregar a criança ao personagem Niko. A uma guerra jurídica no final a mulher perdendo na Justiça , obrigada acaba entregando o filho ao gay e pai da criança chamado Niko na novela.
Será que para a Mídia esquerdista (revista Veja) obrigar uma mulher no caso desde a entregar seu filho a uma dupla gay não é um erro jurídico ?
Com a palavra advogados,juristas,Ministério Publico .

http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/amor-avida-chega-ao-fim-cheia-de-erros-juridicos-confira-5

Me ajuda aí Julio Severo. Qual a opinião sobre o caso?

È importante esclarecer este assunto tendo em vista o enorme sucesso desta novela no Brasil.

NILL

Aprendiz disse...

Excelente esse artigo do Edson Camargo. Pena que a maioria dos "cristãos esquerdistas" talvez nem sequer cheguem a entender.