21 de dezembro de 2013

Autoridade dos EUA Afirma “Compreensão Comum” de Linguagem Pró-Aborto na ONU


Autoridade dos EUA Afirma “Compreensão Comum” de Linguagem Pró-Aborto na ONU

Wendy Wright
NOVA IORQUE, EUA, 20 de dezembro (C-FAM) Uma declaração recente feita por uma embaixadora dos EUA demonstra o amplo abismo que existe na ONU sobre a questão do aborto.
A embaixadora Elizabeth Cousens disse à diretoria executiva do Fundo de População da ONU (FNUAP) que uma série de reuniões recentes “ajudou a fortalecer nossa compreensão comum dos direitos reprodutivos.” Provavelmente, pessoas de ambos os lados do debate do aborto na ONU ficariam surpresas que haja qualquer coisa que se assemelhe a uma compreensão comum. Continua sendo um dos termos de maior briga na ONU.
Cousens fez a declaração enquanto a ONU está passando por uma revisão de 20 anos do programa de população e desenvolvimento do Cairo. Na Conferência do Cairo, os promotores do aborto foram derrotados em sua tentativa de ganhar um direito internacional ao aborto, mas nunca desistem de tentar.
Durante os meses passados, o FNUAP realizou reuniões para rever o acordo do Cairo e produzir declarações que deveriam orientar o processo da nova Cairo. Eles estão sob instruções da Assembleia Geral de que o documento não seria reaberto ou mudado. Contudo, várias reuniões do FNUAP foram planejadas para avançar o aborto e os direitos sexuais.
Em outubro, um comitê da ONU repudiou um dos documentos regionais do FNUAP. A “Declaração de Bali” exortava as nações a fornecer o aborto e reconhecer os “direitos sexuais” dos jovens. O documento não foi negociado — nem teve consenso — pelos governos. A Indonésia, o país anfitrião, se distanciou dele.
Um delegado da Conferência de Haia sobre Direitos Humanos — uma reunião mencionada pela embaixadora Cousens — se queixou de que o documento prometia tratar de direitos humanos, mas focou exclusivamente em saúde e direitos sexuais e reprodutivos “que não é nem mesmo um termo do [programa do Cairo], mas foi aceito como se fosse.”
Ele declarou que “os desafios reais e urgentes que as pessoas do mundo inteiro estão enfrentando” foram ignorados, como doenças, educação, abrigo, desemprego entre os jovens e saúde e nutrição.
O delegado solicitou que as opiniões de seu governo fossem incluídas no documento da conferência de Haia. Em vez de um documento, porém, o presidente divulgou apenas suas “reflexões.” Não mencionou essas opiniões divergentes.
As “reflexões” dela incluíam uma chamada para remover “todas as barreiras legais e outras barreiras” para os serviços de saúde sexual e reprodutiva — principalmente para meninas adolescentes, abrangente educação sexual, serviços de aborto e treinamento de prestadores de saúde para darem serviços confidenciais independente da idade. As “reflexões” dela também chamaram os promotores do aborto de “defensores de direitos humanos” que precisam ser “protegidos e sustentados em seu trabalho.”
O Friday Fax pediu que a embaixadora dos EUA esclarecesse sua declaração sobre a “compreensão comum” de direitos reprodutivos. Até o momento da publicação, as autoridades dos EUA não haviam respondido.
Tradução: Julio Severo
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com

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