18 de novembro de 2013

FNUAP Oferece Soluções Desconjuntadas para a Gravidez na Adolescência


FNUAP Oferece Soluções Desconjuntadas para a Gravidez na Adolescência

Lisa Correnti e Dra. Rebecca Oas
WASHINGTON DC, EUA, 15 de novembro (C-FAM) Uma agência da ONU está anunciando seu recente relatório sobre população, visando adolescentes, como uma “nova perspectiva sobre gravidez entre adolescentes,” mas sua solução para o problema é tudo, menos novidade: educação sexual, contracepção e acesso ao aborto.
FNUAP: ONU controlando a vida particular das pessoas
“Precisamos proteger os direitos dos adolescentes a uma educação sexual abrangente e derrubar os obstáculos a informações e serviços,” disse Dianne Stewart, diretora do Fundo de População da ONU (FNUAP), num evento de abertura em Washington DC.
O relatório, “Maternidade na Infância: Enfrentando o Desafio da Gravidez na Adolescência,” destaca o problema da gravidez entre adolescentes no mundo inteiro. Nos países em desenvolvimento, mais de 7 milhões de meninas abaixo da idade de 18 anos dão a luz anualmente — 90% dentro do casamento.
O relatório do FNUAP defende uma nova abordagem para acabar com as gravidezes entre adolescentes — uma que se afasta da abordagem “mal orientada” de mudar a conduta das meninas para uma que lide com as condições sociais e familiares que promovem o casamento de crianças. O relatório denuncia os fracassos governamentais para reconhecer o “direito humano” das meninas à saúde reprodutiva e direitos reprodutivos — inclusive o aborto.
O relatório comentou que situações são diferentes. No mundo em desenvolvimento, a maioria das gravidezes entre adolescentes são dentro do casamento, ao passo que em países mais desenvolvidos tipicamente não são. O relatório foca principalmente nos países em desenvolvimento, onde ocorre a vasta maioria das gravidezes na adolescência, e dedica uma seção ampla à educação sexual abrangente, em vez de apenas de abstinência, ambas das quais supõem um nível de autonomia que uma menina nova num casamento de criança provavelmente não goza.
Heather Boonstra, assessora de políticas do Instituto Guttmacher, estava entre os conferencistas que estavam defendendo educação sexual obrigatória para meninas antes de saírem da escola. “Temos de assegurar que a educação sexual esteja ocorrendo mais cedo — nas primeiras séries,” disse ela.
O relatório cita um estudo que revelou que o casamento precoce, em vez da gravidez, era a razão por que a maioria das meninas nos países africanos de fala francesa abandonava a escola.
O relatório do FNUAP identifica a educação como um dos melhores jeitos de sustentar a infância e adiar a gravidez para vulneráveis meninas adolescentes nos países em desenvolvimento. Programas pilotos feitos para pagar incentivos monetários para famílias manterem suas filhas nas escolas têm sido em grande parte bem-sucedidos no Brasil, Bangladesh e México. Contudo, o financiamento para avançar esses programas está paralisado. A maior parte do financiamento do planejamento familiar vem dos EUA e a Fundação Gates foca em contraceptivos de longa ação.
Recentes dados mostram que dar financiamento diretamente às famílias não apenas reduz os índices de gravidez entre adolescentes, mas também aumenta a educação das meninas e adia sua iniciação sexual, quer dentro ou fora do casamento. Observadores comentam que financiar as campanhas do FNUAP de dar contraceptivos às meninas não alivia a pobreza existente de seus pais, que é muitas vezes a principal razão para o casamento precoce.
Uma especialista exortou cautela ao usar contraceptivos de longa ação para reduzir os índices de gravidez entre as adolescentes. Jill Morrison do programa Mulheres na África da Faculdade de Direito Georgetown recordou aos conferencistas que quando isso era feito entre as adolescentes nos EUA, o programa não incluía um processo para remover os implantes quando as meninas sofriam efeitos colaterais.
“Se estamos focados em aumentar a autonomia e a intervenção dessas jovens, então precisamos estar seguros de que esses programas sejam implementados de um jeito que respeite isso,” concluiu ela.
Tradução: Julio Severo
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:
Controle populacional e homossexualismo

2 comentários :

fococristao disse...

Só o fato de tratarem adolescentes como "crianças" já é uma ideologia abortista.
Qual o problema do casamento na adolescência, que sempre foi comum na história da humanidade? Aliás, sempre foi a regra. A adolescência inclusive é a melhor fase para engravidar. O que eles querem é acabar com o casamento que é símbolo de responsabilidade e tornar esses adolescentes promíscuos e aborteiros com uma condição natural para fase.
Segundo uma pesquisa feita em 1998 pela Universidade do Ceará. Cerca de 80% das adolescentes das classes mais altas abortavam. Enquanto nas classes mais baixas acontecia o inverso. Isto é, 80% não abortavam. Só ai dá uma razão de 4x mais mães dando a luz nas classes mais baixas. Dando a falta impressão de que essas garotas estejam engravidando 4x mais que as das classes mais altas.

www.fococristao.wordpress.com/2013/05/28/a-legalizacao-do-aborto-na-adolescencia-avanca-cada-vez-mais/

Jamil Nascimento disse...

Esta agenda ou política internacional é maior que os anseios políticos de países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Pouco importa se a natalidade ocorre dentro ou fora do casamento! O que importa aqui é a não ocorrência da natalidade ou pelo menos o seu retardamento, incidindo assim no número de filhos nascidos vivos no período fértil de uma mulher. Trata-se do maior e mais ambicioso controle populacional, a bem dos interesses internacionais dos EUA e na preservação de recursos naturais no mundo, que bancariam o consumismo exorbitante dos EUA. É isto, e nada mais! Essa estória de defesa da Saúde Pública é “conversa para boi dormir”. A mesma coisa se aplica ao suposto “direito das crianças e adolescentes” em países em desenvolvimento. Trata-se apenas de manipulação da “Massa” em prol dos interesses maligno dos EUA.

Jamil S. Nascimento