3 de outubro de 2013

Putin recomenda que líderes se unam para acabar com a perseguição anticristã


Putin recomenda que líderes se unam para acabar com a perseguição anticristã

Bryana Johnson
DALLAS, Texas, EUA, 2 de agosto de 2013 — Vladimir Putin declarou na semana passada que ele observa “com preocupação” que “em muitas das regiões do mundo, principalmente no Oriente Médio e no norte da África, tensões religiosas estão aumentando, e os direitos das minorias religiosas estão sendo violados, incluindo cristãos e cristãos ortodoxos”.
O presidente russo fez a declaração em uma reunião com líderes cristãos ortodoxos em Moscou. Ele pediu à comunidade internacional para tomar medidas no sentido de preservar os direitos das populações cristãs pelo mundo e evitar a violência que eles sofrem repetidamente em dezenas de nações pelo globo.
A reunião foi realizada com líderes de todas as 15 igrejas ortodoxas para celebrar o 1.025º aniversário da adoção oficial do Cristianismo pelo Príncipe Vladimin em 988 D.C. Os líderes ortodoxos se manifestaram contra o que chamaram de uma crescente supressão secularista das liberdades cristãs nas nações ocidentais como Reino Unido e França, onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado e empresários cristãos foram ameaçados com cadeia e forçados a pagar multas por se recusarem a participar de cerimônias de “casamento” homossexual.
O diretor de assuntos ecumênicos da Igreja Ortodoxa Russa, o metropolita Hilarion, alertou sobre a “secularização disfarçada de democratização” e de uma “poderosa energia que hoje luta para finalmente se apartar do cristianismo, que controlou seus impulsos totalitários durante 17 séculos”. 
“Mais cedo ou mais tarde”, disse Hilarion, “ela luta inconscientemente para construir uma ditadura plena que exige total controle sobre cada membro da sociedade. Não caminhamos para isso quando ‘pela segurança’ concordamos com passaportes eletrônicos obrigatórios, identificação biométrica para todos e câmeras fotográficas em todo lugar?”
Essas declarações ocorrem ao mesmo tempo em que a Rússia atrai a atenção do mundo por uma lei que proibiu a propaganda homossexual para menores, e continua a pagar multas todos os anos ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos por proibir paradas gays em Moscou. Em junho de 2012, os tribunais de Moscou aprovaram um banimento de 100 anos de paradas gays. 
A comunidade cristã evangélica que ainda identifica a Rússia com o comunismo, com as tensões da Guerra Fria e com a brutalidade do stalinismo levará um choque se Putin seguir em frente com suas declarações. Eles enfatizam que o mundo mudou. Depois da “guerra contra o terrorismo”, os EUA não são mais vistos como guardiões da justiça e da liberdade. Agora um dos seus tradicionais inimigos se posiciona para defender ideais que os EUA não mais valorizam.  
No Irã, pastores cristãos como Saeed Abedini e Youcef Nadarkhani foram agredidos e torturados nos últimos dois anos, além de ameaçados de execução. Em uma entrevista recente ao Christian Broadcasting Network, um sobrevivente da Eritréia que foi torturado, “Philip”, revelou histórias detalhadas de sua própria experiência em campos de tortura no deserto de Sinai. “Em alguns casos, fomos torturados simplesmente porque éramos cristãos”, afirma. “Fui pendurado por três dias, a circulação das minhas mãos foi cortada e a carne começou a literalmente escorrer das minhas mãos”.
Essas histórias não são novidade. A horrível perseguição aos cristãos foi generalizada desde que os novos convertidos foram jogados aos leões no Império Romano. A surpresa é que esse tipo de história estava saindo da Rússia há não muito tempo, quando o ateísmo era a doutrina oficial da União Soviética e Ivan Moiseyev, aos 20 anos, foi morto a pancadas no Exército Vermelho.
O que mudou desde então? Putin deu uma pista quando declarou que a igreja na Rússia tem sido um “compasso moral” para muitos que estão procurando ajuda, fazendo alusão ao século recente de miséria e luta que o povo russo suportou. Ele também admitiu que o papel da igreja foi desempenhado na “cultura e na educação”, acrescentando que “A adoção do cristianismo se tornou um ponto crucial no destino da nossa pátria”.  
Por que os líderes russos de repente passaram a reconhecer o valor inestimável das virtudes cristãs para seu país, as mesmas virtudes que eles condenaram por tantos anos? É simples. O povo russo aprendeu da maneira difícil sobre a devastação cultural e o declínio resultantes da rejeição dos felizes princípios que sustentaram o mundo ocidental por tantos séculos.
A Rússia é uma nação que sentiu o gosto do fruto das políticas antiéticas autodestrutivas que tantos do mundo ocidental passaram a rotular de “progressistas”.
Eles já tentaram desmantelar a instituição natural da família, substituindo-a pelo controle estatal. Como resultado, estão sofrendo uma crise demográfica, com a mais alta taxa de aborto no mundo. Os russos realizam mais abortos que partos.
Eles já experimentaram o projeto de desconstruir a fé dos indivíduos e substituí-la por uma sociedade coletivista e subserviente, onde as pessoas não devem nada a um Deus eterno e imutável, mas tudo a um Estado temporário e em constante evolução. Isso não serviu a qualquer tipo de libertação cultural.
Hoje em dia, a Rússia é devassada pelo alcoolismo, com um consumo de álcool per capita anual de 15,76 litros, uma das mais altas do mundo, e uma expectativa de vida terrivelmente baixa. De acordo com um Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano da ONU, crianças do sexo masculino nascidas na Rússia em 2006 tinham uma expectativa de vida de pouco mais de 60 anos. O país tem uma taxa de suicídio de 27,1 a cada 100.000 habitantes. Em 2009, o suicídio tirou 38.406 vidas na Rússia. Ela também tem sido repetidamente classificada como a nação europeia mais corrupta, empatada com o Irã, com a Guiana e com o Cazaquistão.
O país também é bastante visado como fonte, destino e trânsito de pessoas traficadas para exploração sexual e de trabalho por países vizinhos. Segundo um relatório da ONG World Vision de 2006, a Rússia está se tornando um novo destino para turismo sexual infantil, e estima-se que entre 2 e 2,5% dos russos que se prostituem são menores.
Com todas essas tristes estatísticas para mostrar por seus experimentos com o estatismo e a rejeição das virtudes cristãs, é surpresa que Putin agora esteja demonstrando um gesto de boa vontade para a igreja russa e buscando restaurar o que foi perdido?
Será que as recentes declarações de Putin sinalizam uma transformação de caráter cristã? Provavelmente não. O que eles sinalizam é um medo que cresce à medida que a Rússia escorrega cada vez mais fundo nas consequências cruéis do buraco negro da ausência de fé em Deus. E talvez sinalizem uma amizade crescente com as virtudes da cultura cristã.
Enquanto a Europa Ocidental e os EUA tendem lentamente para neutralizar o Cristianismo, e por fim para rejeitar a ética clássica e cristã, a Rússia e a Europa Oriental mergulharam nesse caos de imoralidade anos atrás, e ao que parece, estão saindo do outro lado um pouco mais sábias e sóbrias.
Mas será que estão se tornando mais sábios que os EUA?
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do original do Washington Times: Putin says leaders should unite to end anti-Christian persecution   
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3 comentários :

Roger disse...

PUTIN PODE TER ACORDADO A TEMPO DE OS EFEITOS COLATERAIS ATÉ HOJE DO COMUNISMO NÃO ACABAREM AO TODO COM A RUSSIA!
O colapso do comunismo deixou um vácuo ético-moral que a Rússia está tentando preencher com os ensinos da Bíblia. Paradoxalmente, as escolas da Rússia agora acolhem os mesmos ensinos morais e da criação da família que estão banidos das escolas americanas!
A Igreja Ortodoxa Russa retoma a religião – e alguns evangélicos americanos estão ajudando no intuito.
Em 1988, o milésimo aniversário desse evento foi celebrado com pompa e ritual e até Billy Graham esteve presente para trazer suas congratulações. Na ocasião, ele disse: "Sinto-me profundamente honrado em congratular-me com vocês nesta histórica e alegre ocasião em que se comemora o milésimo aniversário do batismo da Rússia, proporcionado pelo batismo do príncipe Vladimir, de Kiev.
A volta à ética e moral cristãs e repressão ao anti cristianismo por força de leis, teria sido uma possível saída para a profunda crise social existente no país de gayzismo, suicídios, prostituição infantil e outras desordens; pelo menos as próximas gerações sob os cuidados da fé cristã poderão compensar o vazio geral dos atuais cidadãos russos, um deles a mais é a inveterada embriaguez.

Anônimo disse...

Esse cara tem meu respeito Vladimir Putin me representa esse presidente da Rússia mostrou ter muita personalidade a bater de frente com agenda gay em seu país dizendo aquela frase célebre.
"MOSCOU NÃO É SODOMA E NEM GOMORRA"

Ester!!!

Gustavo Gabriel Gabriel disse...

Estou admirado por ele ter tomado esta posição.Tomara que seja verdade da parte dele!