13 de outubro de 2013

Novo Relatório Mostra que Países Pobres Enfrentam Desafios Extremos com o Envelhecimento


Novo Relatório Mostra que Países Pobres Enfrentam Desafios Extremos com o Envelhecimento

Dr. Stefano Gennarini
NOVA IORQUE, EUA, 11 de outubro (C-FAM) Em sua juventude, lhes prometeram prosperidade e segurança. Agora, em sua velhice, eles enfrentam ruína e falência.
Os países pobres não estão prontos para enfrentar o fenômeno global do envelhecimento, de acordo com um novo indicador de envelhecimento da organização ativista HelpAge International. Apesar do tom otimista da organização, seus dados são alarmantes. Os países enfrentam um real déficit demográfico. Sua mão de obra, que está encolhendo, não tem condições de sustentar os idosos. Eles têm falta de recursos para financiar programas de aposentadoria e assistência de saúde necessários para lidar com populações que estão rapidamente envelhecendo.
O envelhecimento é um fenômeno global. Mas os países pobres estão ficando velhos de modo mais rápido como consequência de agressivas políticas de planejamento familiar e controle populacional.
Durante décadas, as agências da ONU, países ricos e filantropistas prometeram aos países pobres um “dividendo demográfico” dessas políticas. O dividendo representa a renda extra que as famílias têm como resultado de terem menos filhos. Os países pobres fizeram a sua parte do compromisso. Os gastos mundiais em políticas de controle populacional que têm um efeito total na redução da fertilidade alcançaram 60 bilhões de dólares no ano passado. Muitos países estão abaixo da fertilidade de substituição, com mulheres em média tendo menos de dois filhos. Poucos, especialmente na Ásia, estão vendo significativo desenvolvimento econômico. Mas todos eles enfrentam o mesmo problema agora. O mundo está envelhecendo e virtualmente ninguém está pronto.
HelpAge prediz que em 2050 de cada quatro pessoas, aproximadamente uma terá mais de 60 anos. Atualmente, só 11% da população do mundo têm mais de 60 anos. O indicador classifica 91 países de acordo com a segurança de renda, situação de saúde, educação e emprego para pessoas mais velhas.
O estado de preparação dos países mais pobres em face do fenômeno do envelhecimento está se tornando um tema recorrente entre os demógrafos e grupos de controle populacional.
Os demógrafos observam que, “os países em desenvolvimento envelhecerão antes de enriquecerem.” Essa é uma das conclusões da Divisão Populacional da ONU na preparação da agenda de desenvolvimento que substituirá as Metas de Desenvolvimento do Milênio em 2015.
Os desafios podem ser ainda mais marcantes. Um recente relatório do Deutsche Bank (Banco Alemão) elaborado pelo famoso economista Sanjeev Sanyal prediz que a população do mundo terá seu pico em 2055, e não em 2100 conforme as projeções da ONU. O envelhecimento também acontecerá mais rapidamente.
Sanyal aponta para o fato de que o envelhecimento global juntamente com melhor saúde levará a uma força de trabalho mais velha. Os países em desenvolvimento com força de trabalho menos profissionalizada acharão mais difícil competir num mundo em envelhecimento.
Sanyal também faz a projeção de que a fertilidade na África diminuirá muito mais rapidamente do que a divisão populacional da ONU diz por causa da urbanização, agravando os desafios do envelhecimento na região menos desenvolvida do mundo e a única região em que a fertilidade ainda é elevada. Os 11 bilhões de dólares dos países ricos para as medidas de controle populacional na África anualmente podem também ter culpa…
O envelhecimento está se tornando uma das mais enérgicas áreas de políticas globalmente enquanto os países em desenvolvimento buscam orientação sobre como lidar com o fenômeno. Alguns países e ativistas têm proposto um tratado da ONU sobre envelhecimento para tratar do problema. Mas poucos países estão dispostos a assumir obrigações que requerem mais gastos governamentais.
Os sistemas de aposentadoria, que estão se desmoronando, estão assolando os países ricos com baixa fertilidade e economias lentas. Até mesmo os Estados Unidos não terão condições de sustentar gastos de seguridade social dentro de poucas décadas.
Tradução: www.juliosevero.com
Fonte: Friday Fax
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3 comentários :

Nil disse...

"" Os países enfrentam um real déficit demográfico. Sua mão de obra, que está encolhendo, não tem condições de sustentar os idosos""

Muito se fala sobre o desemprego baixo no Brasil. Que é engano do governo petista.. Mas ! A PEA População Economicamente Ativa cresce pouco,pois a bem menos jovens chegando no mercado de trabalho.
http://www.diariodoscampos.com.br/blogs/negocios-e-oportunidades/populacao-cresce-menos-e-disfarca-indice-de-desemprego-5028/

Se o Brasil voltar a crescer economicamente de maneira forte vai faltar trabalhadores.
Agora o Governo Petista tem lucrado com o baixo número de de novos trabalhadores entrando no mercado. Assim abafando o desemprego e dando fama ao Governo. Com a suposta capacidade de conter o desemprego. Seja Governos petistas de Lula e Dilma. Por isto com a economia fraca ainda não a reclamação grande sobre desemprego.

Por outro lado faz grande rombo nas contas da Previdência.

ELISEU disse...

Não sei se a minha opinião vai ser muito apropriada para o assunto deste artigo, mas eu vou dizer exatamente o que eu penso (vocês me corrijam se eu estiver errado).

Alguém, certa vez, disse uma coisa muito certa: "O mundo será o que forem as suas famílias". Um dos pilares da manutenção da família é o casamento. Se o casamento é destruído, a família também será (e as conseqüências serão nocivas tanto para a família em si, como também para o mundo inteiro).

O que acontece hoje? Devido à propagação (e à promoção) do homossexualismo, do feminismo e também de todo tipo de imoralidade em todo o mundo (inclusive aqui no Brasil), a própria estabilidade da família já está seriamente ameaçada. Em outras palavras: o próprio conceito de família já foi totalmente distorcido do seu sentido original.

Muitas mulheres (principalmente as defensoras do feminismo) simplesmente abominam a idéia do casamento (e, conseqüentemente, de constituir família). Tanto que teve uma que me disse sem a mínima cerimônia: "Para que eu vou passar o resto da minha vida com um homem controlando a minha vida (e com crianças para me dar preocupação)? Eu quero ser independente, viver intensamente (sem ter que dar satisfação da minha vida a ninguém), alcançar a minha realização profissional (e financeira), não quero ficar submissa a ninguém! Casamento e filhos? Nem em sonho!". A moda hoje é "ficar", ou seja, ter um relacionamento despretensioso (sem qualquer tipo de responsabilidade ou compromisso). Em outras palavras: não está mais existindo nenhum desejo de se constituir família.

A diminuição do número de casamentos (e também de famílias constituídas) tem trazido conseqüências graves em todo o mundo: mais homens solteiros, mais mulheres solteiras, mais gays e mais lésbicas. Isso sem contar os divórcios, e também as crianças que nascem ou crescem em lares desfeitos ou desajustados (além das que vivem em outras famílias, por serem filhos de pais separados).

Mas a pior de todas as conseqüências é, sem dúvida nenhuma, a queda da taxa de natalidade. Só para que todos aqui tenham uma idéia da gravidade do problema, a China agora já está começando a sentir na própria pele as conseqüências do rígido controle de natalidade que foi imposto a todos os seus cidadãos: está havendo falta de pessoas no mercado de trabalho. Além da China, alguns especialistas já alertaram que a Europa está passando por um processo muito rápido de envelhecimento populacional (inclusive já há casos de alguns países europeus com um alto índice negativo de novos nascimentos). E a tendência, pelo jeito, é que esta situação continue a se agravar (caso não seja tomada nenhuma providência imediata).

Diante de tudo que foi apresentado aqui, eu pergunto a todos:

– O que podemos fazer para mudar (ou tentar reverter) este quadro?

– E, principalmente, o que podemos fazer para salvar o casamento e a família (que, como já se ouviu dizer por aí, são consideradas por muitos como instituições falidas)?

Espero uma resposta sensata de alguém daqui na primeira oportunidade.

Anônimo disse...

taxa de natalidade brasileira não é das melhores...