24 de outubro de 2013

Martinho Lutero: mais católico do que evangélico?


Martinho Lutero: mais católico do que evangélico?

Esquecendo as coisas velhas e avançando nas coisas do Espírito

Julio Severo
Sou admirador de um dos maiores “católicos” que o mundo já conheceu. Ele foi um monge que ao ler Romanos, compreendeu que a palavra grega comumente traduzida como “penitência” tinha um significado diferente dos costumes religiosos da época.
Entendendo que a tradução certa era “arrependimento,” não “penitência,” ele teve uma caminhada que o conduziu a confrontar seus dilemas interiores e o modo como a religião e a Bíblia viam de modo diferente um mesmo assunto: arrepender-se dos pecados diante de Deus. As confrontações levaram às 95 teses, que denunciavam os abusos cometidos contra a população. Muitos dos abusos envolviam enriquecimento do clero católico à custa de temores religiosos do povo.
As 95 teses causaram a excomunhão do famoso monge agostiniano Martinho Lutero da Igreja Católica. Ao católico excomungado por um papa só restava a morte, pois naqueles tempos de alta temporada da Inquisição o excomungado estava “livre” para ser torturado e morto.
Graças à bondade providencial de um príncipe alemão, Lutero escapou das garras da Inquisição.
Apesar da excomunhão, motivada mais por interesses políticos e econômicos do que propriamente bíblicos, a oposição do Vaticano ao monge tem diminuído. O Papa João Paulo II, durante as comemorações internacionais dos 500 anos de nascimento de Lutero em 1983, disse que Lutero “deu importantes contribuições para a mudança radical na realidade eclesiástica e secular do Ocidente.” Em seguida, o papa visitou uma igreja luterana.
Lutero ficaria espantado com a existência hoje de uma igreja luterana, ou até mesmo com a influência que ele teve no mundo ocidental. Durante toda a sua vida, Lutero se opôs à criação de uma igreja independente. Ele viveu e morreu basicamente como “católico,” apesar da excomunhão.
A Reforma tinha o propósito de reformar a Igreja Católica, não criar uma nova igreja. Esse propósito foi alcançado em muitos sentidos, pois a Igreja Católica, com o passar dos anos, se abriu para muitas das reformas reivindicadas por Lutero e outros. Além disso, em muitos aspectos os reformados nunca deixaram de ser “católicos” — ou na aparência ou na própria essência.
A vasta maioria dos evangélicos do Brasil não veria nada de evangélico em Lutero ao ler os livros que ele escreveu. Em contraste, a maioria dos católicos veria nele um “católico.”

Lutero e os judeus

Lutero carregava características inconfundíveis do catolicismo da época, inclusive uma grande aversão aos judeus e devoção a Maria.
Ao ver o desprezo que ele tinha pelos judeus da época, qualquer católico, do clero ou não, diria: “Ele é um dos nossos!”
Lutero raramente viu um judeu durante sua vida, mas suas atitudes refletiam uma tradição teológica e cultural católica que via os judeus como um povo rejeitado, culpado do assassinato de Cristo, e ele vivia numa comunidade católica local que havia expulsado os judeus uns noventa anos antes. (Mark Edwards. “Luther’s Last Battles.” Ithaca: Cornell University Press, 1983, 121.)
A terrível Inquisição Católica perseguia os judeus exatamente pelos comuns sentimentos católicos antijudeus da época. Até mesmo hoje, esses sentimentos se manifestam pela atitude do Vaticano e da hierarquia católica de não dar a Israel o reconhecimento que a própria Bíblia dá. Enquanto a Bíblia diz que a terra de Israel é herança eterna do povo judeu, a Igreja Católica não reconhece isso. Lutero, como católico, parece também nunca ter reconhecido isso.
Mas há cristãos que colocam a Palavra de Deus acima das tradições do Vaticano e da palavra de Lutero nas questões sobre o direito dos judeus à sua legítima Terra Prometida.
Muitos evangélicos dos EUA e Brasil apoiam Israel porque não seguem o exemplo de Lutero, que meramente seguia o exemplo católico. As igrejas evangélicas hoje com maior oposição a Israel são exatamente as igrejas mais apegadas à Reforma, inclusive a PCUSA, a maior denominação presbiteriana dos EUA, que faz campanhas para que as empresas e o governo dos EUA boicotem Israel. A visão dessas igrejas da Reforma é essencialmente católica.
Os evangélicos hoje que apoiam a terra de Israel como herança divina dos judeus entendem que Lutero e a Reforma não são a palavra final para nossa vida com Deus. Nem sempre a Reforma e Lutero estavam em harmonia com a Palavra de Deus.

Maria: eterna virgem e “Mãe de Deus”

Uma dessas desarmonias era que Lutero cria que Maria era a “Mãe de Deus.” Ele também acreditava na “virgindade perpetua de Maria” — a crença católica de que Maria, embora casada com José, nunca teve outros filhos e nunca teve relações sexuais com seu marido. Ele também acreditava na doutrina católica da “imaculada conceição,” isto é, que Maria, quando concebeu Jesus Cristo do Espírito Santo, era a única mulher da história humana sem nenhum pecado.
Maria, “Mãe de Deus,” conforme o catolicismo romano e Lutero
Em seu artigo “Lutero, os Reformadores, e Nossa Senhora,” o estudioso católico Felipe Aquino, ligado à televisão católica Canção Nova, mencionou Madre Basiléia, freira luterana da Irmandade Evangélica de Maria, que disse:
“Ao ler essas palavras de Martinho Lutero [exaltando Maria], que até o fim de sua vida honrava a mãe de Jesus, que santificava as festas de Maria e diariamente cantava o Magnificat, se percebe quão longe nós geralmente nos distanciamos da correta atitude para com ela, como Martinho Lutero nos ensina, baseando-se na Sagrada Escritura. Quão profundamente todos nós, evangélicos, deixamo-nos envolver por uma mentalidade racionalista, apesar de que em nossos escritos confessionais se lêem sentenças como esta: ‘Maria é digna de ser honrada e exaltada no mais alto grau.’” (Art. 21,27 da Apologia de Confissão de Augsburgo)
O prof. Aquino também destaca que em 1542, João Calvino publicou o Catecismo da Igreja de Genebra, onde se lê:
“O Filho de Deus foi formado no seio da Virgem Maria… Isto aconteceu por ação milagrosa do Espírito Santo sem consórcio de varão. Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.” (“Corpus Reformatorum”)
Com vários exemplos, Aquino prova convincentemente que os reformadores do passado tinham muito mais em comum com o catolicismo do que com os evangélicos atuais, que se esqueceram das origens católicas de seus reformadores.
Apesar de ver Maria como “Mãe de Deus,” Lutero, até onde sua caminhada espiritual conseguiu chegar, já não a via mais como “mediadora” para “ajudar” na intercessão dos cristãos. Lutero e outros reformadores eram exemplos de homens que estavam buscando. Mas se cometermos o erro de os imitarmos em tudo, cairemos em graves pecados, inclusive sobre os judeus e Maria.

Lutero e os cessacionistas de hoje

Se não podemos, como ensinavam os reformadores, venerar a palavra dos papas como palavra final, por que deveríamos transformar as palavras dos reformadores em “palavras papais”? Alguns fazem exatamente isso. O Pr. Renato Vargens, líder de uma igreja calvinista em Niterói (um grande reduto calvinista da marxista Teologia da Missão Integral), acredita que tem um ministério específico de atacar as igrejas neopentecostais. Sua principal motivação parece ser o cessacionismo — doutrina herética que ensina que os dons sobrenaturais do Espírito Santo cessaram dois mil anos atrás. Ao atacar Ana Paula Valadão, que crê e tem esses dons, Vargens cita uma declaração que ele atribui a Lutero: “Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir”.
Confiando na palavra do homem como palavra final, ele e outros podem também fazer uma aliança com Deus de desprezar os judeus e ver Maria como “Mãe de Deus.”
O que dá então para aproveitar do exemplo do “católico” Lutero? Sua fome por Deus.
Pe. Paul Marx
No catolicismo há coisas boas? Claro que há. Se não houvesse, Lutero nunca teria conservado tanto das tradições e costumes católicos. Um grande católico, a quem muito admiro, é o Pe. Paul Marx, homenageado neste artigo: “Pe. Paul Marx: o homem que me tornou ‘marxista.’” Há coisas boas em Lutero? Sem dúvida. Mas nem igrejas nem grandes personalidades devem ser a palavra final para nossa relação com Deus.
Lutero estava caminhando e havia muita coisa que ele e outros reformadores não entendiam, por suas óbvias limitações humanas e mentalidade religiosa da época.

Uma nova Reforma ou o derramamento do Espírito?

A Bíblia, a verdadeira Palavra Final, nos ensina que não devemos ficar com as coisas do passado, mas “avançar para as coisas que estão adiante de nós.”
Se não esquecermos as coisas que ficaram para trás, nossa caminhada cristã enfrentará dificuldades com as coisas velhas da teologia humana: oposição aos judeus, a virgindade perpetua de Maria, alianças espúrias de não ter dons sobrenaturais, etc.
A Bíblia ensina o que precisamos fazer:
“Não que eu já tenha alcançado tudo isso, ou seja perfeito; entretanto, vou caminhando, buscando alcançar aquilo para que também fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha conquistado; mas tomo a seguinte atitude: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que estão adiante de mim, apresso-me em direção ao alvo, a fim de ganhar o prêmio da convocação celestial de Deus em Cristo Jesus.” (Filipenses 3:12-14 KJA)
Seguindo a Bíblia, não o exemplo falível de Lutero e outros católicos e reformados, hoje apoio os judeus e a terra de Israel como posse exclusiva dos judeus. Apoio também o papel de Maria como serva de Deus, nunca como “Mãe de Deus.” E apoio que a Bíblia está certa quando promete que nos últimos dias (que são os nossos dias!) Deus dará dons sobrenaturais abundantemente:
“Nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre todos os povos, os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos. Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão.” (Atos 2:17-18 KJA)
Com esse derramamento abundante do Espírito, a Igreja de Jesus Cristo (invisível) avançará mais nas coisas de Deus, esquecendo as coisas que ficam para trás.
Se não esquecermos essas coisas, voltaremos às imperfeições da Reforma, ao catolicismo e ao princípio de tudo: o próprio judaísmo.
Por isso, não precisamos de uma nova Reforma — isto é, voltar às coisas velhas e passadas. Precisamos de mais do derramamento do Espírito que Deus prometeu em Sua Palavra. O Espírito Santo é sempre o Autor de coisas novas, que nos afasta das coisas mortas das tradições humanas, sejam da Reforma ou não, “para servimos de acordo com a nova ministração do Espírito, e não conforme a velha forma da Lei escrita. A Lei condena, Jesus liberta.” (Romanos 7:6 KJA)
Admiro Lutero, até onde seu testemunho está em harmonia com a Palavra de Deus, que é a verdadeira Palavra Final.
Admiro também outros católicos e reformados (que nada mais são do que católicos reformados), mas nunca como palavra final em absolutamente nada.
A Palavra Final, digna de admiração e obediência total, é sempre a Palavra de Deus, nunca as palavras dos homens, sejam reformados ou não, sejam católicos ou não.
Leitura recomendada:

50 comentários :

Willians disse...

Caro Julio, eu sou um REFORMADOR convicto, assim como foi Martinho Lutero e todos os grandes mártires. A reforma começa em mim mesmo e dela não me envergonho. Todos os dias procuro examinar e provar a mim mesmo, para saber se ainda estou no caminho da fé, da Palavra. Esse exame se faz necessário, por estarmos vivendo tempos de apostasia e todo o cuidado é pouco.
Dou graças a Deus pelo acesso direto à Palavra de Deus, traduzida em meu próprio idioma. Graças à coragem desses mártires, posso consultá-la e meditar em suas verdades, procurando moldar-me ao caráter do meu Salvador e à busca do seu discipulado. Hoje não dependo mais de pretensos intérpretes (intermediários) para saber da verdade.
Martinho Lutero falhou em acreditar que era possível reformar a igreja pagã Católica. Pura perda de tempo. Ele não percebeu que não adianta colocar remendos novos em panos velhos e vinho novo em odres apodrecidos.
VIVA A REFORMA E A RESTAURAÇÃO!

Anônimo disse...

Bom artigo Júlio. É isso mesmo, além de outras coisas, Lutero também continuou acreditando na doutrina da transubstanciação, mudando apenas o nome para consubstanciação conservando a essência da outra. Também fico com Lutero até onde o seu testemunho está em harmonia com a Palavra de Deus conforme você falou.

Marcelo
Natal-RN

Matheus Vinícius disse...

Leia isto, é muito bom!

http://www.ielb.org.br/posicionamentos-oficiais-da-ielb/pura-e-santa-virgem-ii

Anônimo disse...

Júlio, infelizmente parece que o professor Olavo de Carvalho endossa as posições dos católicos fanáticos (que defendem a abominável inquisição). O que é pior, ao se referir a você ele se expressa de maneira irreconhecível ao equilíbrio e erudição que lhe são característicos, mostrando uma quase que total falta de discernimento e senso de justiça, o que é lamentável. Quero por outro lado alertar que a fonte a partir da qual eu obtive tal informação é a de um notório inimigo seu (cujo blog encontra-se na internet, o qual não citarei aqui por motivos óbvios), e que, portanto deve ser checada antes para não haver dúvidas acerca de sua veracidade. Na tal fonte, que pelo visual parece ter sido printada de alguma rede social, da conta de Olavo de Carvalho, ele estaria se referindo a você como alguém que “nunca foi inteligente ou intelectualmente sério”, bem, se assim Olavo de Carvalho acha (de acordo com o exposto no tal artigo, que repito, deve ser checado quanto à sua veracidade) então porque que o site Mídia sem Máscara publica e mantém os artigos de Júlio Severo lá? Porventura, seria o renomado site mantido por colunistas “não inteligentes ou intelectualmente desonestos” tendo Olavo como cúmplice de tais asneiras, inverdades e desonestidades? Ele nunca percebeu isso antes, mas somente agora? Fica a pergunta. Em seguida Olavo de Carvalho faz uma série de depreciações à sua pessoa chamando-o (perdoe-me ao dizê-lo, mas infelizmente é o que o conteúdo do print atribuído a Olavo de Carvalho expressa) de mentiroso, difamador, ingrato com os católicos, limitado intelectualmente, de desgraçado, entre outras expressões pesadas. Ele chega a dizer que você está empenhado em uma “campanha anticatólica abjeta” , beirando à teoria conspiratória. E ainda diz que “Júlio Severo não tem perdão enquanto não pedir perdão.” Quer dizer que se nós não nos alinhamos com o discurso dos que defendem as atrocidades da inquisição não somos dignos de perdão? Pois então, se confirmada a autoria das palavras atribuídas a Olavo de Carvalho, quem não merece perdão é o próprio por defender e santificar canalhices e atrocidades praticadas sob a inquisição católica, as quais se fossem promovidas por protestantes ou evangélicos seriam canalhices e atrocidades do mesmo jeito. Enfim, Júlio, escrevo estas linhas com muita tristeza, pois pessoalmente sempre considerei a Olavo de carvalho um mestre e guerreiro na luta pela causa pró família e contra a influencia do marxismo e do globalismo, mas não posso também compactuar com a injustiça e leviandade a que você, Júlio, está sendo alvo, pois pelo que parece, certos conservadores se consideram mais conservadores do que outros ao ponto de agirem com os mesmos artifícios e métodos da militância marxista que eles mesmos dizem combater, que destroem impiedosamente a qualquer um que não concorde integralmente com a agenda deles, mesmo com pontos que não tenham nada a ver com conservadorismo ou pró vida, mas com atrocidades cometidas em nome da causa de “certos ditos conservadores”, e que para essa gente tomar o lugar dos comunistas assassinos que dizem combater agora será apenas uma questão de tempo e oportunidade. Deus te abençoe, Júlio Severo, Pois ainda que os amigos te abandonem e decepcionem, saiba que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo Jamais te abandonará e ele é contigo. A paz do Senhor Jesus, Querido irmão.

Paz e Graça
Magno

Anderson Fortaleza disse...

Se Maria não é a Mãe de Deus, ela é mãe de quem, Júlio Severo? Quero ver você cair na heresia de separar as naturezas de Cristo.

bjaraujo disse...

Anderson,

Maria não deu à luz o Criador mas à Sua encarnação, ou seja, Cristo em carne e osso. Eu posso afirmar que Maria foi a Mãe de Jesus (carne e osso) mas não de Jesus (Deus).
Deus é; Deus trouxe Maria a existência não o contrário.
Se discorda disso ou considera "heresia de separar as naturezas de Cristo" ponde algum link explicativo, por favor.

Anônimo disse...

Julio, você também deve falar de João Calvino.

Calvino também venerava Maria. Muitos dos reformadores veneravam Maria como Mãe de Deus.

Marcos

Oziel José disse...

Meu irmão Júlio Severo, quero te agradecer pela sua coragem e por estar sendo usado por Deus para não se intimidar com o rolo compressor católico. Admitir que qualquer coisa boa tenha saído de outras igrejas já é um parto para os católicos que colocam a igreja acima da bíblia. Continue nessa sua caminhada e estarei orando por você e sua família. Somos poucos os evangélicos que não suportar a esquerda, mas podemos crescer até porque a esquerda cresce na principalmente nos meios em que falta informação racional e lógica. Deus te abençoe!

Antonio Teodoro disse...

Oi Julio, gostava muito de você, mas acabei de crer que seu negócio é só causar cismas entre cristãos sinceros. Acabei de falar com o professor Olavo que também está de saco cheio de seu falatório, e aproveito o espaço para citá-lo literalmente: VAI TOMAR NO CU JULIO SEVERO HEREGE!

Marcos Gonzales Ratier disse...

Estou prevendo muito católico fanático defensor da inquisição da qual é tolerável a carnificina cometida pelos reinos da época em cumplicidade com a igreja católica, tudo isso mascarado num viés de um argumento sem vergonha de que devemos aceitar a carnificina feita em nome do "contexto histórico". Porém esses mesmos desonestos tem a cara de pau de culpar Lutero e o protestantismo pela onda de anti semitismo que ocorreu na Alemana no século XX sem tentar entender que no contexto de Lutero o ódio a Judeus era normal dentro do clero católico. Porém mesmo assim nenhum evangélico em nome de contexto histórico tem direito de ser tão desonesto e defender coisas erradas que Lutero fez, até porque nós só temos nessa vida a nossa Fé em DEUS e é isso que nós nunca devemos negar, nem sob pena de morte como os heróis da Fé ! Não vai demorar muito para algum católico aqui vim ficar de mimimi porque o Julio se recusou a fazer vista grossa aos podres da igreja deles e que muitos defendem ainda esse podre e tem a cara de pau de se dizerem de Cristo !

Anônimo disse...

Magno,

Estou finalizando a leitura do livro O Minimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota, que é uma coletânea do Olavo de Carvalho. No geral é um bom livro. Mas, chega a ser desonesta ( ou ignorância ) a interpretação dos fatos históricos que o professor faz dos males causados pela Igreja Católica na Idade Média e nos casos de pedofilias. Ele chega a dizer que os revolucionários quebrou o equilíbrio da Idade Média ( não sei o que ele quer dizer com equilíbrio, pois a força da ICAR alinhada com os governantes esmagavam o povo ). Quanto aos casos de pedofilia ele alega que a grande mídia exagera expondo a ICAR ao publico. Não é o que acontece pelo menos no Brasil onde o maior meio de comunicação Rede Globo está completamente alinhada ao catolicismo, inclusive diversos escândalos como o do monsenhor de Alagoas ( pesquisem) nem passou na emissora. Resumo: quando se trata de religião o Sr. Olavo omite e distorce, chega a ser pior que os comunistas/socialistas que ele tanto critica. Está se tornando o oposto de um filosofo.

Maristela disse...

Estou chocada com o comentario do antonio !! Quer dizer então que eu como protestante se quero aprender conservadorismo com o Olavo de Carvalho sou obrigada a ficar quietinha enquanto a ala católica prega a supremacia absoluta da Igreja Católica?? Quer dizer que eu também se abrir a boca serei xingada e tratada como herege? Que negócio é este então de conservadorismo, que dá à ala católica total livre expressão de bajular sua religião, mas oprime os protestantes com a ameaça *SE VOCE FALAR DE SUA IGREJA OU JESUS AQUI NO MEIO CONSERVADOR VAI OFENDER OS CATÓLICOS E CAUSAR DIVISÃO*. Divisão no que, me expliquem ? Divisão nas tentativas católicas de converter protestantes não em conservadores protestantes, mas em conservadores adoradores da Igreja Católica? Isso não é conservadorismo não senhor !!! Isso é engodo ! Podem também me xingar de herege, mas não vou vender minha alma para um bando de lunáticos que acha que pode usar o conservadorismo como ferramente de proselitismo !

Anônimo disse...

Antonio Teodoro/Olavo de Carvalho,

Os comunistas/socialistas são como vcs, se discordam são inimigos e para os inimigos nada, nem respeito. Ser filosofo não é para qualquer um.

Reginaldo

Luis Filipe C. de Melo disse...

Caro Júlio, li o Catecismo de Genebra e EM NENHUM LUGAR, encontrei uma afirmação sobre A virgindade perpétua de Maria. Não seria mais sensato você se utilizar de fontes primárias para criticá-lo? Aquino é católico e não faz uma menção direta a nenhuma obra daquele, a não ser o referido Catecismo. Entretanto, a única referência contida no Catecismo de Genebra sobre o nascimento de Cristo é: "Ele foi formado no ventre da virgem, de sua substância, para ser a verdadeira semente de Davi, como havia sido anunciado pelos profetas, e se desenvolveu pela operação secreta e miraculosa do Espírito, sem conexão humana". Aguardo um esclarecimento sobre o equívoco. Deus abençoe!

Saga disse...

Vocês estão exagerando, a relação de conservadores: católicos e protestantes é apenas dentro desse tema da manutenção da cultura e moral cristã e da liberdade religiosa. Defendendo estes interesses em comum contra a Ameaça Marxista dos Comunistas e dos Globalistas. E só isso.

Não pensaram que iam virar do nada amiguinhos e sanar todas brechas históricas e teológicas né?

Como católico, Olavo e outros conservadores políticos do MDM pensarão como católicos, é óbvio e em ultima instância farão apologia de Sua Igreja.

É digno de nota que Olavo não é acrítico com a Igreja de Roma e não apenas já a criticou como ainda a critica, falou mal de Papas anteriores que ele disse que falharam no combate as ideologias socialistas e ainda ajudaram a estas ao fazer discursos contra o capitalismo! Considerou o Concilio Vaticano II algo prejudicial e criticou o atual Papa Francisco por atitudes condescendentes aos esquerdistas e um discurso herético sobre a possibilidade de salvação de ateus.

Agora diferenças de religião não mudam que os Secularistas Globalistas e Comunistas são inimigos de ambos, da Igreja Católica e das igrejas protestantes e as atacam sejam diretamente seja por infiltrar espiões e sabotadores internos no seio da Cristandade.

Sabemos que Severo defende os judeus, mas isso não quer dizer que concorda com eles ou aprova todos métodos que o Estado de Israel usou ou usa, no campo religioso judeus e evangélicos ainda são rivais, Julio apoia Israel no sentido de dizer que aquela terra pertence a eles. O mesmo vale com a Igreja Católica, se ela é contra o aborto e o homossexualismo, ele a apoiará apenas nesse sentido e só.

Anônimo disse...

Antonio Teodoro disse...

"VAI TOMAR NO CU JULIO SEVERO HEREGE!"
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Que Coisa feia ataca e ferir o seu próximo julio é seu irmão em Cristo.
Senhor Antonio Teodoro toma vergonha na sua cara quem usa palavras de baixo calão perde a razão automaticamente tem mais uma coisa falar palavrão é pecado se você não sabe quem é Deus não usa esses linguajares do diabo porque ele adora falar palavrão.

Perdeu a moral eu conheço muitos católicos que graças a Deus não é do seu nível é te garanto vc não os representa#######.

QUE PAPELÃO, PAPELÃO, PAPELÃO, FOI DESMASCARADO BOCA SUJA COMO DIRIA MEUS PAIS QUANDO EU ERA CRIANÇA SE OUVIR VC FALAR PALAVRÃO VOU LAVAR SUA BOCA COM PIMENTA DO REINO MISTURADO COM SABÃO DE COCO ESSE FOI AVISO DELES EU NUNCA OUSEI FALAR UM PALAVRÃO SE QUER INFELIZMENTE ISSO FALTOU QUE SEUS PAIS TER FEITO ISSO CONTIGO.

" A boca fala que o coração está cheio".

"Quem diz que ama o seu irmão de boca pra fora mais por detrás está o detonando é falso, hipócrita o único mentiroso, aqui é você podia ter dormido sem essa né?

Ester!!!!!




Márcio disse...

É estranho o que está acontecendo, é simplesmente sinistro, por um assunto que nada tem a ver com nossa época atual, gerar tantos problemas. Toda essa discussão é estranha.

Unknown disse...

Mas um artigo perfeito! Parabéns Julio! Como sempre digo e muitos concordam é voz profética dessa geração

Anônimo disse...

Julio acompanho suas manifestações através do blog, concordo com suas convicções, mesmo porque, também me interessa e busco informações paralelas...essas discussões só nos faz refletir mais e buscar mais sabedoria de Deus e entendimento em Sua palavra...fica na Paz

Adriana Drivas disse...

Valeu! Concordo com vc. Fica na Paz!

Anônimo disse...

Quem não nascer de novo NÃO PODE VER o Reino de Deus. Eis a questão que deve ser considerada. O resto é religião.

Sr. José disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Frosty (Carlos) disse...

Exceto Julio Severo, eu e mais um punhadinho de outros milhões, que não dobram os joelhos diante de baal.

Roberto disse...

Desculpe prezado Júlio, sou católico e conheço muitos católicos que gostam dos judeus e têm admiração por sua cultura.
Esse ódio mais exacerbado contra os judeus, entre os católicos, era maior noutras épocas, talvez. Ou somente entre uma parte dos católicos.
Considero os judeus nossos irmãos mais velhos, afinal, Jesus Cristo foi judeu, não vejo porque hostilizar todos os judeus por erro de alguns, de um grupo, há 2000 anos.
Os judeus na paixão de Cristo, mais do que uma raça ou crença junto com os romanos, não esqueçamos, representavam nós todos, que hoje representam a humanidade, pecadora, rebelde ou de coração de pedra.
Eu, pelo menos, não hostilizo os judeus, pois reconheço neles o povo escolhido da Bíblia, pelo menos até a vinda do Senhor.

disse...

Texto magnífico !!!!

Amigo Júlio Severo, parabéns por sua coragem, autenticidade e integridade !!!

Tenho aprendido muitas coisas importantes com você e estou certa de que muitas outras pessoas também estão sendo iluminadas através de seus textos.

Coragem, continue perseverando, estamos com você !!!

Abraços fraternos.
Josete

noemi disse...

muito esclarecedora a matéria pois, quem conhece a Bíblia sabe que os judeus são especiais para Deus pois foi de lá, da raiz de Davi, que nasceu o Messias prometido.Sabemos que a perseguição ao povo judeu está prevista na escatologia bíblica até o término do segundo período da Grande Tribulação quando todas as nações do mundo se voltarão contra Israel e então eles (os judeus) clamarão e Cristo virá salvá-los.É fato. É a Bíblia se cumprindo!

Ricardo disse...

Resumindo caros irmãos.

Lutero foi da ponta da lança dos inimigos da Santa Igreja Católica.
Lutero foi o que muitos homens de Poder esperavam, alguém corajoso para ir contra a Igreja Católica e cair no penhasco, homens que na época só incentivaram Lutero, ou você acha que o protestantismo se propagou assim em um encontro de chá, não não não.....
Sempre existiu muita gente querendo levar abaixo a Igreja Católica, em Lutero eles encontraram essa oportunidade, Lutero foi a manobra.

Dom Rafael disse...

Irmão Júlio-san, já está na hora de você esclarecer as coisas: você, eu e todos os cristãos sabemos que CATOLICISMO NÃO VÊEM DE DEUS, pois nós lemos a Bíblia, onde condena comunicação com os mortos, imagens, idolatria, outro intermediador entre Deus e os homens, separação entre clero e leigos et cetera.
Cuidado para, no afã do conservadorismo, você acabar no ecumenismo e chamar idólatras de irmãos. Os católicos são nossos ALIADOS POLÍTICOS, e não espirituais. E só.
Acredito que já chegou a hora de você tomar uma posição quanto a isso, pois mais importante do que sermos conservadores, somos cristãos. Mais importante para Paulo era ser cristão do que ser judeu.
Paz

Anônimo disse...

Católicos e protestantes, tudo farinha do mesmo saco.
Roma versus templários, a maçonaria ao ver o império romano se enriquecendo fez também para ela um império religioso copiando a mãe dela, e o laranja dessa história foi o lutero, ajudado pelos cavaleiros templários.

Em relação a Maria, rainha da babilônia, rainha dos céus, estátua da liberdade, diana de éfesos, artemos, asterote, iemanja, virgem de guadalupe, shiva, nossa senhora da aparecida, etc..., está em todas as religiões segurando o tamuz seu filho também da babilônia.

Povo cego, vosso deus é o próprio ventre. acham que os profetas morreram em vão? acha que todos foram assassinados denunciando o sistema religioso em vão? Todos vós do sistema irão perecer no fogo se não abandonarem essas crenças da babilônia e se voltarem para o criador fora desse prostíbulo espiritual.

Antes de critirar Julio, critiquem Jesus, Paulo, Isaias, Jeremias...

E sobre o Olavo, até papagaio fala que é filósofo, ser filósofo é pensar e Olavo só repete o que leu, ele é um repetidor.
E nunca uma pessoa que defende algum sistema religioso pode ser considerada filósofica, pois há uma falta de lógica imensa dizer que essas pessoas pensam.
Olavo é um cego idólatra, iguais aos protestantes.

Lucas disse...

Julio, considero muito o seu trabalho mas discordo do seu texto em diversos pontos. Para iniciar, irei citar uma passagem da Bíblia: "Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu" 2 Tessalonicenses 3:5-6. Fica claro que a tradição da igreja, que é "a coluna e firmeza da verdade" 1 Timóteo 3:15, é importantíssima na caminhada do cristão. A nossa Bíblia também nos diz que os céus e a terra se passarão mas a palavra de Deus permanece. Não dá pra entender o movimento protestante que nesses 5 séculos conseguiram criar milhares de doutrinas, todas dadas como verdadeiras e como vontade de Deus, transformaram o cristão em um ser individualista e com isso transformaram a sociedade tornando-a também cada vez mais individualista. Não pouparam nem a Bíblia. Bíblia esta que é bem clara quanto a interpretação individual. A interpretação tem que ser feito dentro da igreja e em consoância com Cristo. O que Lutero fez foi jogar tudo isso no lixo por fazer uma interpretação individual dela e com isso deu asas a diversos outros reformadores que queriam se desvencilhar da autoridade papal. Claro que muitas das suas críticas a Igreja Católica eram corretas e isso por fim gerou um Concílio de Trento, que foi uma Reforma da Igreja Católica sem rompê-la e continuando o ensino da tradição cristã e anúncio do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

As doutrinas da ICAR quanto a Maria, sua Virgindade Perpétua, sua Imaculada Conceição e sua Assunção, são antiquíssimas. Estão presentes na caminhada da igreja desde os primórdios da cristandade.

A Virgindade Perpétua, João 19:25-27: E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena.
Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.
Naquele tempo era costume que o filho mais velho cuidasse de sua mãe após a morte do pai. No entanto, Jesus pede ao discípulo João para que cuidasse de Sua mãe. Ou seja, Jesus não teve irmãos se tivesse teria dado a missão a um deles. Ademais, podemos nos lembrar da festa da páscoa quando Jesus vai a Jerusalém com 12 anos e não há qualquer menção a existência de algum outro filho de Maria.
No século IV a doutrina da Virginidade Perpétua era amplamente aceita e Maria era tratada como "tarbenáculo de poluição e corrupção". Maria foi a arca da nova aliança e por isso é inconcebível que a arca tenha sido desposada.
Em Lucas 1:30: Disse-lhe o anjo: Não temas, Maria; pois achaste graça diante de Deus.
E em Lucas 1:38: Disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra.

Roberto Impossivel Skywalker disse...

Caro Júlio e leitores,
Quando falamos "Reforma Protestante" temos que tomar muito cuidado, já que é um tema complicadíssimo. Se Lutero, Calvino e Cranner vissem o protestantismo hoje eles não seriam protestantes. Quase não existe mais protestantismo no mundo (ainda mais no Brasil). O protestantismo foi um movimento teológico (que teve impactos fora do campo teológico posteriormente)
que não visava JAMAIS fundar uma nova igreja. Igreja só existe UMA. O que os reformadores queriam é reformar a igreja de sua época (a igreja de Roma). A maior parte das doutrinas da igreja católica Romana estão certas (na minha visão, já que sou protestante), tanto que compartilhamos muita coisa com os Romanos. O problema foi como os protestantes no decorrer dos séculos foram influenciados pelas corrente filosóficas então vigentes (como o racionalismo, empirismo, o iluminismo como um todo) que eram obviamente anti-romanas e militavam para destruir qualquer vestígio de romanismo do mundo. Com isso, os protestantes um século depois da reforma (para mim a reforma morre aí) tentavam varrer tudo o que lembrava "igreja católica" (roupas, ritos, calendários litúrgicos, formas de organização da igreja, vitrais, enfim tudo).
Dentro da reforma protestante existiram três correntes de pensamento principais (Luteranos, Anglicanos e Reformados calvinistas). Os demais grupos (anabatistas, zuinglianos e etc )
tinham visões mais radicais e não queriam uma reforma e sim uma destruição da igreja de Roma (inclusive, no caso dos zuinglio, ele entrou em uma guerra civil).
Duas coisas, para mim, são os fatores que destruíram as idéias da reforma protestante.

1)A falta de organização Protestante.
O protestantismo não conseguiu manter uma unidade organizacional e por isso, não teve nenhum continuador das ideias dos primeiros reformadores (pelo menos, não com influência) e com isso, os protestantes foram aderindo o pensamento iluminista, que começava a fazer sucesso nas universidades europeias. Sem contar que com a falta de unidade, os "protestantes" passaram a "protestar" contra eles mesmos, daí tantos rachas e denominações. O protestantismo virou uma espécie de "esponja" e é até os dias de hoje, absorvendo do marxismo ao desconstrucionismo.

2) Influência Anabatista no protestantismo.

O anabatismo é uma seita herética que não surge com a reforma, ela é anterior a mesma. Eles provavelmente são remanescentes de hereges medievais.
Os mesmos (junto com as filosofias europeias) vão influenciar um grupo Inglês calvinista (que de calvinista não tem nada) conhecidos como puritanos. Estes, perseguidos por suas ideias extremistas vão para América do Norte, e como lá não existia uma "religião oficial" influenciaram profundamente a região e se dividiram ainda mais. O puritanismo norte americano é o que mais investiu em missões dentro do protestantismo desde o século XVIII e por isso ganhou notoriedade e hegemonia dentro do cenário protestante. Os puritanos hoje, são conhecido simplesmente como evangélicos em alguns lugares do mundo e hoje exercem influência até mesmo em alguns segmentos protestantes não puritanos (como luteranos, anglicanos e reformados).

Existem, contudo, algumas pessoas e pequenas paróquias protestantes, que ainda são de fato seguidoras da reforma, mas hoje, se contam nos dedos.

Roberto Impossivel Skywalker disse...

A reforma protestante e os reformadores divergiam da igreja católica mas em temas específicos.

1) Papado
Nenhum protestante sincero não reconhece que nunca existiu um bispo de Roma na igreja primitiva que era uma voz respeitada. Mas assim como os irmãos Ortodoxos pensam, entendemos que a figura do bispo de Roma deve ser "primus inter paris", não como única autoridade absoluta eclesial. O bispo de Roma, teria sim, importância e respeito, pelo seu posto histórico. Clemente de Roma, usou sua influencia de bispo de Roma para amenizar um problema dentro a igreja de Corínto, contudo, nenhuma menção patrística vai sugerir o que o Papa é absoluto em seu governo eclesiástico. Reitero, os protestantes, enxergam essa questão como os Ortodoxos.

2) Tradição e Magistério
Os irmãos romanos colocam o magistério e a tradição em pé de igualdade com as Escrituras, mas nós protestantes não. Mas, tampouco os protestantes originais tinham a mesma visão que as igreja protestantes de hoje tem.
A tradição esta abaixo da Escritura, mas é a única forma de interpreta-la. Ou seja, se a tradição contradizer as Escrituras, ficamos com as Escrituras, mas como interpretamos as Escrituras? somente com a tradição.
A reforma protestante, coloca como critério de avaliação das Escrituras a iluminação do Espírito Santo, mas não apenas ELE. A tradição é um alicerce seguro para interpretar as Escrituras. Os protestantes modernos, usam apenas a iluminação do "Espírito Santo" e desprezam a tradição, por isso tantas divisões, heresias e pobreza teológica.

Missa Romana

Nós divergimos dos romanos no que diz respeito a missa como é feita pelos romanos. Sendo mais específico, no sacrifício do Cristo em cada missa. Divergimos da transubstanciação (na igreja dos pais, existiram diversas opiniões sobre a santa Eucaristia. Consubstanciação e Transubstanciação eram posições validas). Divergimos também na ideia de não dar o cálice aos fiéis. Fora isso, concordamos em grande parte com o demais.

Santos e Santa Maria
Os protestantes originais reconheciam com carinho todos os santos que a igreja já teve (e tem). Dos santos Pais da igreja a Santa Maria, a mãe do salvador.
Reconhecemos que a igreja de Roma possuí santos até hoje. Irmãos valorosos que levam Jesus nas nações e dão testemunho de sua fé. Os protestantes tradicionais reconheciam que NENHUMA mulher no mundo é igual a santa Maria. Uma mulher que deve ser lembrada como exemplo perpetuamente. Os protestantes reconhecem a virgindade perpétua de Santa Maria. Nossa divergência não são os santos em sí, nem mesmo sua importância aos irmãos e sim a intercessão a eles. Entendemos que esses valorosos homens e mulheres estão junto a DEUS e tem seu merecido descanso, mas não DEVEMOS pedir intercessão a eles, já que essa autoridade não foi concedida a eles (claro, na visão protestante). Para nós, não é valido pedir algo a eles, já que podemos pedir diretamente a DEUS e a seu filho JESUS. Mas de maneira nenhuma, estou aqui para diminuir qualquer santo, nem mesmo a santa mãe de DEUS, já que sou um infeliz miserável, não poderia diminuir esta mulher, nem os santos, mesmo se seu quisesse.


O resto das divergências, você brilhantemente já explicou em seu artigo.

O maior erro do protestantismo e da igreja de Roma no século XVI foi a falta de compreensão dos dois lados.

Abraço a todos.

Pax Christus et ecclesia reformata semper reformata!


pedro Henrique disse...

Queridos seres pensantes.
É por essas e outras que a Igreja dividiu-se. As pessoas pensam diferente. E isso não é ruim ou heresia. Isso é a riqueza das matizes da vida. Parei para ler os comentários bem formulados na linguagem, mas pobres em espirito. Fiquei horrorizado com os palavrões. Vocês que xingam são Cristãos? É isso? Estão julgando o irmão de gerege? WTF é Olavo de Carvalho? Já li a Bíblia 3 vezes e nunca vi o nome dele lá. Cuidado. Deus é simples, acessível, bom e amável. Não o vejo em toda essa discussão chata de vocês. A África com fome, o Brasil marginalizado e vocês vivendo essa discussão boba? "NO INÍCIO ERA O VERBO. E O VERBO SE FEZ CARNE E HABITOU ENTRE NÓS". Nós também somos verbos. Eu diria verbetes, diante de nossa pequenês. Vamos dar vida a esses verbos bonitos da religião deixando que eles habitem em nossos corações e gesto. Afinal, religar-se a Deus traz paz. Bjos a todos.

Abimael Borges disse...

Se Maria é a "Mãe de Deus", quem criou Maria? Deus é filho do homem? Se Jesus Cristo foi gerado no ventre de Maria pelo Espírito Santo, logo não há a participação humana no caso, nem de José, nem de Maria, tão somente de Deus, o criador. Maria então, foi o instrumento puro e adequado para que o próprio Deus se manifestasse no mundo através de Jesus, porém, Maria não é a "Mãe de Deus" e sim o "vaso" de Deus para o glorioso propósito da salvação do homem. Deus é o Pai de Maria, obra de Sua criação, não o contrário. Salvo melhor juízo, é o que penso no momento.

Manoel Messias disse...

Deus é Deus do impossível e por isso tudo somos só homens mortais e com mentes sem sabedoria mediante Deus.

Leonardo disse...

Sou cristão, conservador, pró-família, anticomunista e, por isso, apoio o trabalho do Júlio Severo. Por conseguinte, não posso concordar com as desinformações e os falseamentos apresentados neste artigo, pois trata-se de um texto obviamente falacioso, que apresenta uma manipulação ilegítima das fontes “citadas”, sem levar em conta o contexto e o sentido das proposições. Portanto, a fim de corrigir os equívocos provocados e para clarificar a verídica posição reformada explico, logo abaixo, o entendimento teológico dos reformados clássicos:

Os reformados adotam (com as devidas ressalvas e explicações [leia a nota explicativa]) o posicionamento apresentado na fórmula da Calcedônia (451 A.D). A Fórmula da Calcedônia (451 A.D.) diz:
“Fiéis aos santos pais, todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à divindade e perfeito quanto à humanidade, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, constando de alma racional e de corpo; consubstancial [homoousios] ao Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade; em todas as coisas semelhante a nós, exceptuando o pecado, gerado, segundo a divindade, antes dos séculos pelo Pai e, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, gerado da Virgem Maria, mãe de Deus (grifo nosso). Um só e mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis e imutáveis, não separáveis e indivisíveis. A distinção de naturezas de modo algum é anulada pela união, mas, pelo contrário, as propriedades de cada natureza permanecem intactas, concorrendo para formar uma só pessoa e subsistência (hypostasis); não dividido ou separado em duas pessoas, mas um só e mesmo Filho Unigênito, Deus Verbo, Jesus Cristo Senhor, conforme os profetas outrora a seu respeito testemunharam, e o mesmo Jesus Cristo nos ensinou e o credo dos padres nos transmitiu” (Grudem, 1999:459-460).

NOTA EXPLICATIVA: A expressão “mãe de Deus” foi usada para indicar que aquele que foi concebido de Maria fora obra do Espírito Santo, portanto era Deus. A expressão também ressalta que Maria não foi mãe simplesmente da natureza humana de Jesus, mas sim, da pessoa teantrópica de Jesus Cristo. Ela, portanto, foi a mãe do Homem-Deus. Por conseguinte, como Deus, Jesus Cristo não teve mãe, pois, nesse caso, o Filho precede a mãe; isto é, Maria, sendo humana e finita, jamais poderia ser a mãe do Eterno no sentido de ser aquela que deu-lhe origem ou existência; e, como homem, Jesus Cristo não teve pai humano, pois a concepção de Cristo foi por obra miraculosa do Espírito Santo e sem a participação de um pai humano. O estudioso deve ser prudente e extremamente cuidadoso nesta matéria, evitando a heresia (ou heresias, como por exemplo: arianismo, ebionismo, nestorianismo, docetismo, apolinarismo, eutiquianismo) de dividir ou confundir as duas naturezas distintas, inconfundíveis, imutáveis, unidas e inseparáveis da pessoa única de Cristo.

Referência:
Ferreira, Franklin & Myatt, Alan. 2007. Teologia sistemática: uma análise histórica, bíblica, e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova.
Grudem, Wayne A. 1999. Teologia Sistemática: atual e exaustiva. São Paulo: Vida Nova.

Leonardo disse...

PARA COMPLEMENTAR A EXPLICAÇÃO DA POSTAGEM ANTERIOR:
As duas Naturezas de Cristo na ortodoxia cristã
A união das duas naturezas de Cristo é chamada de “união hipostática” (de hypostasis). Trata-se de um dos conceitos mais difíceis de se entender da teologia cristã. “A encarnação é a união das duas naturezas, divina e humana, presentes em uma só pessoa, Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. A Escritura faz referência a uma pessoa, mas a duas naturezas (Jo 1.1-18; Rm 1.3-4) numa personalidade singular e não dividida. Em Filipenses 2.6-11 o uso da palavra “forma” (morphê) indica que a pessoa única, Jesus, tinha as duas naturezas.

A expressão “união hipostática” destaca algumas verdades importantes. Em primeiro lugar, que o Filho de Deus é uma pessoa. Em segundo lugar, que essa pessoa é preexistente na pessoa etema do Filho. Em terceiro, que a união de suas duas naturezas, a divina e a humana, “surge do fato de que elas pertencem a uma e a mesma pessoa, o Filho encarnado”. Em quarto lugar, que essa uma e mesma pessoa, o Filho de Deus, “é o Agente por detrás de todas as ações do Senhor, o Porta-voz de todas as suas elocuções e o sujeito de todas as suas experiências”. Por causa da união hipostática, à pessoa única de Jesus Cristo deve ser atribuída toda a sua obra, não se atribuindo nada exclusivamente a uma das suas naturezas. “A Pessoa é o agente, e a natureza é o órgão ou o meio através do qual a Pessoa age. Por isso é dito que os milagres são operados por Jesus Cristo e os sofrimentos são suportados por Jesus Cristo. O que é próprio de cada natureza é atribuído à Pessoa do Redentor que é a que age” (Ferreira & Myatt, 2007: 516-517).

Referências:
Ferreira, Franklin & Myatt, Alan. 2007. Teologia sistemática: uma análise histórica, bíblica, e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova.

Julio Severo disse...

Leonardo, as duas obras que você citou, do Franklin Ferreira e do Wayne Grudem, eu tenho. Mas o que elas têm a ver com o teor do artigo? Nada. Nada mencionam sobre Lutero louvando e exaltando Maria. Você também não mancionou nada do antissemitismo de Lutero originado no catolicismo. E nenhuma menção sobre cessacionismo.

Leonardo disse...

Em primeiro lugar, o meu único objetivo foi o de resguardar a verdadeira posição dos irmãos reformados, no tocante a Maria ser ou não “Mãe de Deus”. Para isso, citei o posicionamento de dois teólogos reformados. E, tendo em vista que Martinho Lutero é considerado o principal reformador da primeira geração de reformadores, os leitores do seu blog poderão ficar com a impressão de que os reformados prestam algum tipo de culto ou veneração a Mãe de Jesus. Além disso, fiquei perplexo por você ter endossado a interpretação, do Catecismo da Igreja de Genebra, apresentada pelo professor Aquino, um dos principais proponentes da mídia católica romana no Brasil. Por conseguinte, a citação apresentada pelo Prof. Aquino apenas afirma a crença na concepção virginal e na preservação milagrosa da virgindade de Maria após o parto; nada mais! A declaração não nega que, após o nascimento de Jesus, Maria uniu-se conjugalmente com José e, então, deixou de ser virgem.

Em segundo lugar, eu concordo que existem resquícios de catolicismo na teologia de Lutero; porém, com relação a exaltação de Maria, verifiquei no portal dos luteranos (http://www.luteranos.com.br/textos/maria-e-os-santos) que os evangélicos de confissão luterana não adoram Maria, no sentido de dirigir-lhe orações e prestar-lhe culto, nem a veneram como mediadora da salvação. Mas apenas tributam à mãe de Jesus todo o respeito, assim como Lutero o fazia. Para reafirmar a posição de Lutero, o portal dos luteranos do Brasil exibe uma citação de Lutero, extraída do fim da obra intitulada Magnificat, confira: “(...) que Deus com nenhuma palavra mandou pedir nem a anjos nem a santos para que roguem por nós (...). E encontra-se também que culto aos santos é pura invenção humana fora da palavra de Deus e da Escritura(...). Por isso não se deve aconselhar nem permitir que alguém ensine a invocar na prece os santos falecidos... (...) deve permanecer sempre a distinção entre quem dá a graça e quem recebe a graça. Aquele que dá a graça, junto de quem se deve buscar a graça e não junto daquele que ele próprio gozou da graça(...).Para obviar este erro, note isto literalmente: Maria, encontraste graça junto de Deus. Então aprendas a ter-te por uma pessoa humana que chegou à graça, e não que deve distribuir graça. Pois para isso foi destinado o teu Filho, nosso amado Senhor Jesus, para que busquemos graça dele e por ele devamos chegar à graça (...)”. Com essas palavras, fica evidente que Lutero é mais evangélico do que católico.

Leonardo disse...

Em terceiro lugar, reconheço que duas décadas depois da Reforma, Martinho Lutero adquiriu uma ideia distorcida sobre os judeus. Portanto, nesse aspecto (o antissemitismo), Lutero estava biblicamente equivocado! Contudo, utilizar os erros de Martinho Lutero para rejeitar os princípios bíblicos da Reforma é uma insensatez, porque os princípios da Reforma devem ser julgados a luz da Bíblia Sagrada e não a luz das ações de Lutero ou de qualquer outro reformador. Um dos princípios centrais da própria Reforma é a Sola Scriptura, ou seja, somente a Bíblia é inspirada, infalível, inerrante e suficiente. Portanto, se por um lado Martinho Lutero teve o seu valor como Reformador Protestante, por outro não podemos atribuí-lo o título de infalível nem inerrante. Mesmo porque, as tradições são válidas apenas quando são baseadas nas Escrituras e estão em total concordância com as Escrituras. As tradições que estão em contradição com a Bíblia não vêm de Deus e não constituem em um aspecto válido da fé cristã.

Por fim, no tocante a questão do cessacionismo, entendo que os tópicos, o contexto e o formato atual do debate entre cessacionistas e continuístas é novo e, por isso, seria anacrónico tentar fazer tal comparação. Não podemos confundir a confiança de Lutero na suficiência das Escrituras (Sola e Tota Scriptura), bem como o seu posicionamento contra o misticismo católico e dos entusiastas anabatistas, com o cessacionismo advogado por Benjamin Breckinridge Warfield ou mesmo com o movimento contemporâneo liderado por John MacArthur Jr.

Ademais, o ponto de vista cessacionista não é uma unanimidade entre os teólogos reformados. John MacArthur Jr., por exemplo, é conservador, fundamentalista, pró-família, anticomunista, anti-TMI e dispensacionalista (isto é, defende um futuro escatológico para a nação de Israel); contudo, é um dos cessacionistas mais radicais da ala reformada. Por outro lado, existem reformados (calvinistas) como John Piper, Wayne Grudem, Sam Storms, Mark Driscoll, D. A. Carson, Vincent Cheung (e, inclusive, o amado Dr. Martyn Lloyd-Jones, cf.: "The Baptism e gifts of the Spirit") que acreditam na continuidade dos dons espirituais para a edificação do povo de Deus. Por conseguinte, algumas práticas neopentecostais (como p. ex. o conhecido episódio envolvendo a Ana Paula Valadão, o tal do retete, sapato de fogo, a unção do dente de ouro, o cair no espírito, o vale do sal grosso, a rosa ungida...”) são unanimemente rejeitadas por todos os reformados, pois tratam-se de práticas e manifestações contrárias ao ensino normativo apresentado nas Sagradas Escrituras.

Osorio Hayashi disse...

Antonio Teodoro - Que o Senhor tenha Misericordia de ti. Voce usa palavras inadequadas para deus e para os leitores, provando com suas palavras TORPES mandando outros curtidores deste forum faltando com respeito e santidade mandando tomar .... (naquele lugar) Voce está servindo a DEUS ou idolos de barro? Deus é amor, não é perversão, Jesus disse amar o proximo como a si mesmo. Amar até quem te persegue.
Conhei a palavra e a palavra te libertará. missionário.osorio@hotmail.com

Pietro disse...

Vocês evangelicos se basam na lógica para tentar decifrar os misterior e verdades de Deus.De que adianta se dizer evangélico,se diz que odeiam a igreja catolica.Jesus ensinou esse tipo de racismo?Eu não vou nem tentar convencer de que estão errados e nem quero.Quando morrerem saberão dos erros.Por cada palavra rispida e profana que dizem frente a Igreja Santa,Una,Apostolica Romana.Eu sou católico e estou muito feliz,e nunca irei sair dela para me tornar protestante,porque conheço a minha igreja.E minha experiencias de vida,e as leituras que faço,me mostram claramente que a UNICA IGREJA DE CRISTO é a Catolica.Não há nada que vocês possam fazer para mudar a verdade.A igreja de Pedro é a igreja Catolica.È a Ela a quem Jesus confiou para mostrar a verdade e para a salvação do mundo.Não a Lutero.Aonde está na biblia que apareceria um homem que ia fazer a reforma?E é meio contraditório Jesus criar uma coisa e depois vier alguem e criar algo totalmente diferente.Sim é e por isso que a Igreja Catolica tem mais de 1500 anos,ela vai existir até onde Jesus decidir.Agora essas igrejas evangelicas,que foi criada e fundada por homem..ME respondam que provas espirituais vocêS tem que vocês estão na igreja certa?Qualquer um pode falar,igual lutero,que era um falador.Cadê as provas.?Não tem né.

Julio Severo disse...

Pietro, a igreja que Jesus construiu está ali registrada no Novo Testamento. A igreja católica não tem nem a sombra da aparência da igreja do Novo Testamento. Portanto, dizer que Jesus Cristo fundou a igreja católica é uma afirmação completamente falsa. A igreja católica nã serve nem para ser produto pirata da igreja que vemos no Novo Testamento. Ora, se você adquire, por exemplo, um produto pirata do Windows, o mínimo que você quer é que o produto seja parecido com o original. Nem isso a igreja católica é. Ela é, no mínimo, uma grave deformação.

Carlos de Cristo disse...

O cristão Martinho Lutero independente da sua religião católica ou protestante, ele deixou alguns legados, a reforma protestante com suas 95 teses contra a sua igreja ICAR, prostituída como diz Apocalipse 17 foram pautadas na bíblia sagrada, que até hoje muitos seguem na igreja moderna na reforma de Lutero, e celebra, o dia da reforma protestante. Outro grande legado que o irmão Martinho Lutero deixou foi a primeira tradução e a impressão da bíblia sagrada para a sua língua Alemã.
O fato relevante deste tópico do blog do Julio Severo é que eu entendi claramente e que o derramar, o buscar e o encher-se, do Espírito Santo é que deve estar acima de qualquer palavra da igreja quer seja católica ou protestante ou de Lutero, ou qualquer sacerdote da atualidade, pois a palavra de Deus é eterna e as dos homens são temporais e falhas. Sigamos a Cristo que nunca falha é o caminho a verdade e a vida.

Sonhador disse...

Nasci em uma família católica, porém nunca fiz catecismo ou primeira comunhão. mas tinha na imagem de Maria uma grande afeição, e por muito tempo não tive interesse em entrar em qualquer igreja (católica ou protestante), mas os eventos da década de 1990,a polêmica envolvendo um pastor evangélico e uma imagem de Maria, me fez prestar atenção nessa "aversão" ao "culto mariano". Nessa mesma época, o líder (famosíssimo) dessa igreja, deu uma entrevista na Veja e o repórter perguntou o porquê dos "crentes" não gostarem de Maria, o entrevistado deu a resposta tão comum entre vocês: "Maria é uma mulher que serviu a Jesus e só". Eu concordo que Maria não pode salvar, só Jesus, mas dizer que ela é uma qualquer, que vai ser julgada assim como nós, é uma coisa que nunca irei admitir, levarei para o túmulo essa convicção de que Maria está ao lado de Deus. É isso, ficou algo incompleto, que Deus abençoes à todos,e se lembrem que o nosso inimigo real usa a foice e o martelo como símbolo.

António Costa disse...

Desprezar os fenomemos inerentes às aparições de Maria, que confirmam a "doutrina" católica sobre ela, é semelhante ao cessacionismo. Deus vos abençoe

Julio Severo disse...

Visões ou aparições de Jesus, como foi no caso do Apóstolo Paulo, que teve uma visão de Jesus, glorificam Jesus. Visões ou aparições de Maria ou outro ser humano mortal glorificam os seres humanos mortais. Portanto, é bem fácil discernir que a visão ou aparição que não glorifica Jesus deve ser rejeitada. É carnal ou mesmo demoníaca.

António Costa disse...

"Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o que é bom" nos recomenda S. Paulo em I TESS - 5, 20-21; considerar manifestações diabólicas sejam de Jesus ou Maria, que de facto glorificam a Jesus – como é o caso de Fátima, (dezenas de milhares de pessoas viram o milagre anunciado pelos pastorinhos), Lourdes, Medugorje, fenómenos protagonizados por Irmã Faustina Kowalska, Maria Margarida (O Sagrado Coração de Jesus), Beata Alexandrina aqui de Portugal, Padre Pio, corpus incorruptos, milagres eucarísticos como o de Lanciano, ou Santarém (Portugal) etc, etc.

No tempo de Jesus, Ele deu sinais e prodígios, e os d'Ele não O reconheceram. Jesus quer dizer duas coisas: Maria deve ser acolhida como Sua e nossa Mae. Ela não O substitui, glorifica-O e encaminha-nos para Ele. Diz também que a Eucaristia é realmente o seu Corpo e Sangue.

Isabel chamou a Maria “Mãe do meu Senhor (Lc 1,43). Jesus é de fato o único Caminho, Verdade e a Vida, Maria indica-nos o Seu filho como único caminho. A veneração (e não adoração, unicamente devida a Deus) a Maria é desejada por Deus. Ficou demonstrado de forma dramática em 13 de Maio de 1984.
Quando o Papa João Paulo II em 25 de Março de 1984, unidos com todos os pastores da Igreja consagrou a Rússia ao Coração Imaculado de Maria, de acordo com o pedido formulado por Maria à Irmã Lucia, e no mesmo ano a 13 de Maio, com milhares de pessoas no Santuário a rezar pela conversão da Rússia, ocorreu uma explosão na Base Naval soviética na “Península dos Pescadores” que destrói dois terços de todos os mísseis estocados e equipamentos necessários para manter os mísseis, bem como centenas de cientistas e técnicos, o que colocou toda a força russa numa posição de ofensiva para defensiva.

Eles tinham planos concretos para invadir a Alemanha Ocidental a partir da Oriental (entrar por Fulda e começar por controlar o aeroporto de Reinhanland cortando entrada dos americanos)
http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2010/04/11/novo-estudo-revela-planos-sovieticos-para-a-terceira-guerra-mundial.jhtm

Coloco um excerto de: “xa.yimg.com/kq/groups/1286751/1147293298/name/5+-+texto..doc‎”:
"No dia 13 de Maio de 1984, na base naval de Severomorsk, na península de Cola, a cerca de 100 quilómetros da fronteira da Noruega, uma explosão colossal, seguida de um incêndio que durou cinco dias, destruiu, por completo, vários paióis de foguetões, mísseis nucleares e armas convencionais que, segundo parece, teriam sido utilizados no Verão de 1984 num ataque relâmpago destinado a isolar a Europa do continente americano. Uma deflagração fantástica, seguida de explosões em cadeia, fez estremecer toda a região. Blocos de cimento, vigas de aço, toneladas de terra são projetadas ao ar. Um cogumelo gigantesco, com vários quilómetros de altura, aparece no céu sem nuvens. Os sismógrafos de todas as estações do mundo ficam como loucos, reagindo como se um monstruoso tremor de terra acabasse de sacudir o planeta. No local da explosão, num raio de várias dezenas de quilómetros, é o apocalipse. Cento e quarenta e oito edifícios ficaram inutilizáveis. Ficaram prejudicadas três zonas importantes da base naval: as que armazenam a maior parte dos mísseis terra-ar e terra-terra, as cabeças convencionais dos mísseis da frota e o seu carburante, assim como os depósitos de munições. Três dos bunkers onde se guardavam os mísseis nucleares para submarinos sofreram danos. A explosão deixou a frota soviética do Norte praticamente inoperante nos seis meses seguintes. A princípio pensou-se num ataque nuclear provocado pelos americanos, hipótese desmentida pelos registos sismológicos, pois estes não detectaram o que estava a acontecer do outro lado do Polo Norte, nem assinalavam a trajetória dos mísseis. (...) As perdas somariam mais de três quartas partes de todos os arsenais da armada soviética do norte, a mais importante das 4 frotas da URSS. Ninguém conhece a causa do desastre. (…)"

Nivaldo Rocha disse...

Só tenho uma coisa a dizer: "Foquem em Deus". As agressões aos irmãos não é de Deus. Que Deus abençoe a todos, e os conduza a única verdade "Jesus Cristo".

igreja de Cristo disse...

Lc 1,39-47 leia na sua biblia protestante.
e me explique pela sua unica fonte que é a sagrada escritura como Maria não é mãe de DEUS.
IZABEL cheia do espirito santo exclama em alta voz "Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar?
cheia do espirito santo, quando estamos cheio do espirito santo quem é que fala pela nossa boca . quem revelou isso a ela?