4 de outubro de 2013

Cristãos assumem postura contra “Estado messiânico”


Cristãos assumem postura contra “Estado messiânico”

Editores do jornal Leben recordam exemplo da Igreja Confessante da Alemanha Nazista

Doug Schlegel
Quando as portas das igrejas se abriram em toda a Alemanha para acomodar as multidões de jovens nazistas de uniformes marrom, em paróquia após paróquia eles superavam em número — e derrotavam em votos — os membros do Movimento Jovens da Reforma.
Pastor evangélico nazista
Quando o sínodo nacional se reuniu, os nazistas já tinham completo controle sobre as igrejas.  Os novos líderes da igreja “cristã alemã”, no que ficou conhecido como o “Sínodo Marrom”, aprovaram a Cláusula Ariana proibindo os alemães de ascendência judaica de servirem a igreja. Torres sineiras e altares foram adornados com insígnias nazistas, clérigos de toga saudando de modo ridículo um Fuehrer que conclamara publicamente os alemães a “manterem a igreja apenas igreja” e garantirem que a igreja não se tornasse uma autoridade que competisse com o Estado. O pastor luterano Dietrich Bonhoeffer, que tinha liderado um grupo de jovens reformadores contra os uniformes marrons do sínodo, acreditava que era o momento de se separarem completamente da igreja estatal, principalmente após a aprovação da Cláusula Ariana, mas Karl Barth, outro dos mais proeminentes críticos eclesiásticos dos nacionais socialistas [nazistas], acreditava que eles deveriam permanecer e lutar dentro da igreja. Poucos pararam para considerar como a igreja veio a se achar nesse desagradável dilema, e não era nem um pouco evidente como, ou se era possível, a igreja poderia ser tirada do precipício.
Há momentos em que a corrente da história é uma torrente furiosa e a força e violência dessa corrente é alimentada por córregos distantes e, às vezes, obscuros. A história do protestantismo na Alemanha durante o início do século XX é tal torrente furiosa. Houve muitas forças, córregos se preferir, que alimentaram esse rio, que viu seu momento mais dramático com a ascensão do Nacional Socialismo [Nazismo] ao poder. Certamente, é fato bem conhecido que a ascensão do Nacional Socialismo Alemão acabou na dramática cachoeira da Segunda Guerra Mundial, onde o curso do rio foi decidido quando o Nacional Socialismo foi lançado contra as rochas.
O que a igreja estava fazendo — se é que estava fazendo algo— enquanto Hitler estava consolidando o poder e a verdadeira natureza do Nacional Socialismo se tornava evidente?  A igreja foi cúmplice da ascensão de Hitler, ou fez resistência ao crescente mal?
Há um evento que servirá como indicador do que a igreja estava fazendo — O Sínodo de Barmen e a resultante Confissão de Barmen.
Como observado acima, temos que pesquisar os córregos. Às vezes os córregos são personalidades, às vezes são questões e às vezes são ideias; normalmente, são todos os três. Há pelo menos quatro nascentes para as águas agitadas do início do século XX: A doutrina dos “Dois Reinos” de Lutero, a consolidação e união imposta dos protestantes alemães por decreto do rei, os efeitos da Primeira Guerra Mundial e o estabelecimento da República de Weimar, e a ascensão do nacionalismo alemão, o conceito de Volk, com a coincidente queda na vida das igrejas e seus membros.
As questões básicas sobre o relacionamento entre o Reino de Deus, a igreja e o mundo eram motivos de contendas desde Agostinho, bispo de Hipona, no fim do século IV e início do século V. Mas Agostinho não deu a última palavra e a igreja ainda ficou envolvida nessa discórdia por mil anos até o tempo do famoso monge agostiniano alemão, Martinho Lutero. E é o legado teológico de Lutero que nos interessa. De forma especial, no início do século XX, os protestantes alemães tiveram de lidar com as implicações da doutrina dos Dois Reinos de Lutero e da doutrina relacionada das Disposições da Criação.
Com ou sem razão, a doutrina dos Dois Reinos de Lutero veio a ser compreendida pela maioria dos luteranos como uma lei que proibia a igreja de “se meter” nos assuntos do Estado, pois as responsabilidades da igreja estão na esfera da salvação e são uma questão de fé, e as responsabilidades do Estado estão na esfera da justiça e lei e são uma questão de razão.
Ainda hoje há discórdias sobre se Lutero realmente ensinou isso, mas a realidade é que, na Alemanha da década de 1920, essa opinião era predominante (ou pela menos a mais pregada), e foi expressamente adotada pelos nazistas para promover a submissão das igrejas nas questões do Estado.
É fácil ver como essa opinião estimularia a passividade em relação ao poder crescente — e abuso de poder — do Estado. No entanto, esta doutrina foi também sustentada pela doutrina paralela das Disposições da Criação. A doutrina das Disposições da Criação ensinava que “os cristãos, como todos os outros seres humanos, existem num sistema de estruturas universais que são anteriores e independentes do fato dos cristãos crerem em Cristo e pertencerem à igreja. Deus colocou todos os seres humanos em estruturas específicas de existência — como nacionalidade, raça, identidade sexual, família, trabalho, governo — que, de uma forma ou outra, são simplesmente dados da existência da criatura. A lei e os mandamentos de Deus são revelados através dessas estruturas morfológicas comuns da criação e da existência humana e tanto atuam em independência como em tensão com a revelação especial de Deus no evangelho de Jesus Cristo.”
Seguindo suas conclusões lógicas, essas posições teológicas levam a um destino específico, como veremos depois. Essas suposições teológicas básicas foram utilizadas por teólogos como Paul Althaus para desenvolver uma compreensão do relacionamento entre a igreja e o Estado.
A segunda nascente começou com determinação no início do século XIX. Em 1817, Friedrich Wilhelm III buscou unificar as igrejas divididas da Alemanha por decreto, transformando-as numa única igreja evangélica. Assim foi fundada a Igreja Evangélica da Antiga União Prussiana.
Essa união forçada jamais teve o efeito desejado por Friedrich Wilhelm. Aliás, o que no fim das contas aconteceu foi que o Estado começou a desempenhar um papel ainda maior na vida da igreja, e nas gerações seguintes, tanto os líderes das igrejas quanto seus membros ficaram cada vez mais à vontade com a autoridade do Estado na igreja e com as expressões do nacionalismo alemão. Cem anos depois, esse relacionamento estreito deu seu fruto inevitável durante a Primeira Guerra Mundial. Desse modo, vemos aí a terceira nascente.
Quando explodiu a Primeira Guerra Mundial, os líderes e teólogos evangélicos alemães apoiaram o esforço bélico incondicionalmente. Até mesmo as armas e uniformes dos soldados traziam lemas cristãos. Essa guerra (pela perspectiva da igreja alemã) era uma guerra santa. Mas quando a perda de vida se elevou (dois milhões de alemães mortos, sem contar milhares de milhares de feridos e mutilados) a população alemã começou a se afastar da igreja. Quando a Marinha amotinou-se e a Revolução de Novembro começou, a Alemanha se rendeu, e praticamente toda a realeza e aristocracia fugiram do país.
Dessas ruínas, nasceu a República de Weimar. A grande maioria dos líderes e teólogos não apoiou a nova república democrática e ansiava a volta da monarquia. Essa atitude reacionária da igreja alienou ainda mais os membros das igrejas e a população como um todo, mas quando os termos e efeitos do tratado de Versailles se tornaram claros, o fogo latente do nacionalismo alemão foi atiçado, e o histórico relacionamento estreito entre a igreja e o Estado ressurgiu durante a ascensão de Adolf Hitler, do Nacional Socialismo [Nazismo] e do conceito generalizado de Volk alemão.
Essa quarta nascente, a ascensão do Nacional Socialismo e do conceito de Volk, é o contexto direto do Sínodo de Barmen. Deve-se notar que o conceito de Volk é muito mais profundo do que a tradução comum para comunidade ou povo. O termo Volk tinha uma qualidade mais profunda, quase mística, que refletia a ideia de propósito e destino. Então, quando Hitler fazia menção do conceito de Volk, ele não estava se referindo meramente aos alemães como uma nacionalidade ou mesmo como um grupo étnico, mas estava alcançando profundamente o povo alemão, falando para as aspirações de todos eles, do orgulho e em certa medida, do propósito divinamente ordenado do povo alemão.
Para os nacionais socialistas, o Estado era a expressão natural do conceito de Volk. Muitos na igreja alemã haviam também absorvido esse conceito. Muitos líderes evangélicos influentes não estavam somente mal-preparados para enfrentar o perigo crescente que Hitler representava, mas muitos até o receberam de braços abertos!
Quando olhamos esses acontecimentos no contexto histórico e eclesiástico, é mais fácil ver por que tantos foram enganados e levados à inação e até a cooperação. O Sínodo de Barmen é o exemplo de um grupo de líderes eclesiásticos que tentou enfrentar o que eles perceberam corretamente como um mal crescente. Eles tentaram orientar os crentes a fazer a mesma resistência.
Para ajudar o leitor a sentir o estado da igreja quando Hitler começou a governar, daremos uma olhada num representante dos líderes que eram hostis aos objetivos de Barmen. Paul Althaus era professor de teologia da Universidade de Göttingen e um líder notável. Enquanto observava a ascensão de Hitler ao poder em 1933, ele fez as seguintes observações:
Nossas igrejas protestantes saudaram o momento decisivo de 1933 como um presente e milagre de Deus… Nós aceitamos o momento decisivo desse ano como misericórdia das mãos de Deus… Um Estado que começa a governar novamente segundo a lei de Deus merece não apenas aplausos, mas também a alegre e ativa colaboração da igreja… A desintegração do direito de punir criminosos, transformando-o em terapia social e pedagogia que tinham ido longe, chegou ao fim; a punição deve novamente ser infligida em séria retaliação. O novo Estado está novamente tendo coragem de empunhar a espada da justiça. Repudiou a falta assustadora de responsabilidade do Parlamento e nos mostrou novamente o que significa responsabilidade. Varreu a sujeira da corrupção. Está protegendo a sociedade das forças destrutivas na literatura e no teatro. Chama e educa nosso povo (Volk) a uma nova disposição comunitária.
Com o benefício da retrospectiva, essas palavras de um líder evangélico notável são ainda mais arrepiantes, especialmente quando percebemos que ele foi apenas um dos muitos líderes evangélicos que se expressaram.
Os nazistas foram rápidos na consolidação do poder não somente no Estado, mas também na igreja. Eles não toleravam desunião em ambos, e usaram os colaboradores dispostos na igreja para impor suas vontades.
Quando os “cristãos alemães” começaram a impor os conceitos de raça e Volk em toda a igreja, os líderes sitiados que se opunham a eles convocaram um “sínodo livre” no dia 22 de dezembro de 1933, em Barmen, para os dias 3 e 4 de janeiro. A convocação foi para aqueles que ainda eram fiéis à autoridade das Escrituras. Trezentos e vinte pastores e líderes responderam, e foi realizado o primeiro de muitos sínodos livres.  Foi neste sínodo que Karl Barth introduziu os princípios que se tornariam a afirmação clássica de resistência ao governo e políticas nazistas na igreja alemã — A Confissão de Barmen.
É uma das curiosidades desse período da história da igreja que Barth seria um dos “heróis”. Ele, juntamente com outros teólogos como o luterano Martin Niemöller, que são criticados — e com justiça — por suas teologias destrutivas, se encontravam no meio de uma luta de vida e morte pela preservação da igreja na Alemanha.
A natureza da luta uniu os líderes e as igrejas reformadas, luteranas e unidas no propósito comum de resistir à tirania crescente tanto na igreja como no Estado. No decorrer dos meses seguintes, os diversos grupos começaram a formar uma entidade mais coesa, que estava começando a ser chamada de “Igreja Confessante”. A Igreja Confessante acabou realizando outro sínodo em Barmen nos dias 29 e 30 de maio de 1934, no qual uma declaração definitiva estava para ser feita.
A declaração foi produto de muita discussão e certo desacordo. Alguns dos representantes luteranos opuseram-se a algumas partes da linguagem por serem contrárias à Confissão Luterana, e as sementes da eventual desunião foram semeadas, mas a declaração final é uma afirmação forte repudiando a ideia de Estado totalitário como um culto de idolatria, e rejeitara a subordinação da Palavra e do Espírito à igreja ou aos líderes na igreja. Era, por assim dizer, a Declaração de Independência para a igreja crente e fiel na Alemanha.
Embora a Declaração não tratasse especificamente da perseguição aos judeus, nem identificasse especificamente os nazistas com os erros citados, essa declaração é, apesar disso, bela em sua simplicidade e também em seu reconhecimento do centro da questão, que Cristo é a cabeça da Igreja.
Homens como Althaus insultaram a declaração publicamente e divulgaram uma confissão contrária que tentava promover as ideias que os “cristãos alemães” tinham de Volk e Estado. Claro que a história nos conta qual visão obteve a supremacia por algum tempo. O movimento da Igreja Confessante na Alemanha se desintegrou, e as igrejas fiéis na Alemanha sofreram muito.
É um exercício perigoso aprender apenas uma “lição” daqueles tempos, pois há muita coisa que não devemos “jamais esquecer”. Enquanto guardamos com carinho a memória daqueles que resistiram com fé às pretensões de um Estado messiânico, devemos também sobriamente refletir sobre como a igreja tinha praticamente renunciado à sua autoridade moral na Alemanha anos antes da ascensão do Nacional Socialismo [Nazismo].
Traduzido por Edgar Bezerra, Gyordano Montenegro Brasilino e Julio Severo do artigo do WND: Christians take stand against “messianic state”
Leitura recomendada:

8 comentários :

Julio Severo disse...

O que acho muito triste, na descrição que este artigo faz da Confissão de Barmen, é que não há na declaração nenhuma denúncia nem condenação ao que os nazistas estavam fazendo contra os judeus. Mesmo tendo uma resistência necessária, a Igreja Confessante, ou pelo menos as que tiveram oportunidade de assinar esse documento, não teve coragem de ir mais adiante. Não era impossível fazer isso. Corrie ten Boom, a senhora holandesa cheia do Espírito Santo, vinha de uma família que abrigava e escondia judeus em sua casa, mesmo contrariando seu pastor reformado, que os exorta sobre a tal doutrina de “submissão total dos cristãos ao Estado.” Aliás, os próprios nazistas pregavam que os cristãos tinham de ser submissos ao governo. Na ausência de um testemunho claro e corajoso semelhante ao de Corrie, a Confissão de Barmen realmente perdeu uma oportunidade histórica ao não assumir uma postura pública de condenar o que os nazistas estavam fazendo contra os judeus.

PRESBÍTERO VALDOMIRO disse...

Júlio,

Não sei se você vai concordar comigo, mas eu penso o seguinte: como cidadão de uma determinada cidade ou de um determinado país, é claro que eu devo obedecer às leis criadas pelas autoridades locais. Porém, isso não significa que eu devo, em nome de uma obediência à lei de uma determinada autoridade, pecar contra Deus.

Muita gente, com certeza, iria contra–argumentar este meu ponto de vista com Romanos 13 (que diz que toda autoridade vem de Deus, e que aquele que se coloca contra a autoridade se coloca contra Deus). Só que tem um detalhe: a autoridade constituída por Deus só é considerada legítima (isto é, verdadeira) quando ela governa o povo de acordo com os mandamentos de Deus. Senão, vejamos o que o apóstolo Paulo disse sobre isso:

"Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente. Sabendo isto: que a lei não é feita para o justo; mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, para os devassos, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para tudo que for contrário à sã doutrina" (1 Timóteo 1:8–10)

Vou dar um exemplo grosseiro: pela lei de Deus, matar é um pecado (como Ele mesmo diz em Êxodo 20:13). Será que eu, por estar submetido a uma autoridade terrena (presidente, governador, prefeito, ou qualquer outra) devo obedecer à uma ordem dada por essa mesma autoridade para matar uma pessoa (mesmo sabendo que isso é contra a lei de Deus)? Mesmo que essa ordem esteja dentro da lei dessa mesma autoridade, eu devo pecar contra Deus? É claro que não!

E digo mais: NENHUMA LEI TERRENA, SEJA ELA QUAL FOR, JAMAIS VAI ESTAR ACIMA DA LEI DE DEUS!

A respeito da lei de Deus, Jesus disse com autoridade:

"Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas: não vim para revogar, mas para cumprir. Pois em verdade Eu vos digo que, até que passem os Céus e a Terra, nenhum i ou til jamais passará da lei, sem que tudo se cumpra" (Mateus 5:17–18)

Podemos até escapar do julgamento pelas leis terrenas, MAS DA LEI DE DEUS NINGUÉM JAMAIS ESCAPARÁ. Tanto que o apóstolo Paulo disse:

"E todos os que sob a lei (de Deus) pecaram, pela lei (de Deus) serão julgados" (Romanos 2:12, os parênteses são meus).

Que esta mensagem sirva de alerta para muitas autoridades antes que elas aprovem leis que são contra a lei de Deus!

"Não erreis: Deus não Se deixa escarnecer; pois tudo que o homem semear, isso ele também ceifará" (Gálatas 6:7)

antonio marcos andrade disse...

A unica Igreja que foi contra o nazismo se chama
Igreja Católica Apostólica Romana.
Na figura do Papa Pio XII.
Esse homem com sua inteligencia salvou quase 1 milhão de judeus.

E tem correntes históricas que a afirmam que o nazismo foi uma consequência da reforma protestante.
Leiam O Livro Vermelho de Jung vocês entenderão.

Julio Severo disse...

Antonio, vejo que você precisa conhecer um pouco mais de história. O papel do papa durante a 2ª Guerra Mundial e também frente ao genocídio dos judeus perpetrado pelos nazistas é algo em debate, e há livros sobre isso. A ação corajosa de alguns católicos não pode ser usada para santificar esse papa. Os dois maiores autores de atentados contra Hitler foram o Pr. Dietrich Bonhoeffer e o católico Conde Claus Stauffenberg. Lembre-se de que Hitler era católico. Dava, sem dúvida alguma, para a Igreja Católica fazer muito mais, mas se fizesse, Mussolini invalidaria o Tratado de Latrão, pelo qual o governo da Itália, sob o fascismo, permitia que o papa ocupasse parte de Roma, que pertence por direito à Itália. Embora nominalmente católico, Hitler era satanista. Então, dizer que a Igreja Católica foi a única resistência é uma grande besteira. É quase como dizer que a Igreja Católica no Brasil é a maior resistência ao petismo. Isso é grande besteira. Uma minoria católica faz resistência. Tdos os líderes cristãos que foram moles na 2ª Guerra Mundial darão contas a Deus. Um número pequeno de evangélicos e católicos fez resistência. Corrie tem Boom, a cristã holandesa evangélica, abrigava judeus em sua casa, e quase toda sua família foi morta em campos de concentração.

Nil disse...

Concordo totalmente com o Presbítero Valdomiro quando diz que não devemos obedecer uma lei,nem autoridades se isto nos leva a pecar. Ele diz: "Muita gente, com certeza, iria contra–argumentar este meu ponto de vista com Romanos 13 (que diz que toda autoridade vem de Deus, e que aquele que se coloca contra a autoridade se coloca contra Deus)"

Isto Acontece Presbítero Valdomiro porque muitos cristãos muito simplistas se esquecem de que existe O Governo dos Impios ou Impio. Provèrbios 29-2 diz ;Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme.
Mais sobre o assunto leia : Princípios de um Governo que é abençoado por Deus e que é uma benção para os cidadãos.

http://www.baptistlink.com/creationists/goodgov.htm

Se só existisse somente Governos bons,justos e tementes a Deus. A História do Mundo seria completamente diferente. Só um Cristão imaturo crê que todo Governo é temente a Deus !

ÉLQUISSON disse...

Respondendo ao Nil,

A última frase do comentário do Nil me chamou a atenção:

"... Se só existissem somente governos bons, justos, e tementes a Deus, a história do mundo seria completamente diferente..."

Nil, você disse tudo. Se fosse realmente assim, a história da humanidade com certeza seria muito diferente do que é hoje (eu não tenho nenhuma dúvida quanto a isso). Tanto que o salmista afirmou com autoridade:

"Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo ao qual Ele escolheu para a sua herança" (Salmo 33:12)

O que está acontecendo hoje nos Estados Unidos é um bom exemplo disso. Segundo o pessoal antigo conta, a nação americana nasceu e cresceu sob o temor e a obediência à Palavra de Deus. Enquanto se manteve assim, prosperou em todos os sentidos.

Só que, com o passar do tempo, o desenvolvimento material, científico e financeiro fez com que os Estados Unidos começasse, aos poucos, a negligenciar a obediência à Palavra de Deus. Sem contar que a influência da Maçonaria (e de outras filosofias erradas) também contribuiu para essa mesma negligência. E também houve um outro fator que agravou ainda mais esse processo: a retirada do ensino religioso das escolas americanas a partir dos anos 60 (coincidência ou não, foi na mesma década que teve o início do movimento feminista). Em suma: os Estados Unidos passou a não dar mais prioridade à obediência à Palavra de Deus!

E o que acontece? Muito simples: a partir do momento em que uma nação despreza a obediência à Palavra de Deus e passa a confiar somente em sua própria sabedoria, ela fica espiritualmente desprotegida e se torna uma presa fácil para os ataques do diabo e dos demônios (e também de todo tipo de pecado e vício). É como bem disse o profeta Jeremias:

"Maldito o homem que confia no homem, que faz da carne o seu braço, e que aparta o seu coração do Senhor" (Jeremias 17:5)

O que está acontecendo hoje nos Estados Unidos nada mais é do que a conseqüência do abandono total da verdadeira fé cristã. Em outras palavras: a nação americana agora está colhendo os frutos de pouco mais de 50 anos do seu desprezo à obediência à Palavra de Deus!

Este foi o maior erro dos Estados Unidos: trocar Jesus por Satanás! E o que é pior: foi um erro deliberado (ou seja, foi feito de forma consciente)! No dia do juízo final, este mesmo erro vai ser seriamente cobrado! É como Jesus diz na Sua Palavra:

"E aquele a quem muito foi dado, muito mais lhe será exigido" (Lucas 12:48)

Muito foi dado aos Estados Unidos (no caso, o conhecimento da Palavra de Deus). Só que agora muito mais vai ser exigido (a obediência à mesma Palavra). Logo, os responsáveis pelo destino moral e espiritual dos Estados Unidos fatalmente irão prestar contas da sua negligência na obediência à Palavra de Deus! O livro de Hebreus adverte sobre isso de forma muito séria:

"Pois se pecarmos voluntariamente, depois de já termos recebido o conhecimento da verdade, já não haverá mais sacrifício pelos pecados, Mas uma terrível expectativa de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários. Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça? Porque bem conhecemos Aquele que disse: Minha é a vingança, Eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o Seu povo. Coisa horrível é cair nas mãos do Deus vivo" (Hebreus 10:26–31)

Tomara que os Estados Unidos "desperte" o mais rápido possível dessa sua indiferença moral antes que seja eternamente tarde demais!

P.S: Se você (ou alguém daqui) quiser dizer alguma coisa (ou quiser responder ao meu comentário), ficarei agradecido.

Anselmo disse...

O Élquisson disse precisamente isto:

"... a partir do momento em que uma nação despreza a obediência à Palavra de Deus e passa a confiar somente em sua própria sabedoria, ela fica espiritualmente desprotegida e se torna uma presa fácil para os ataques do diabo e dos demônios (e também de todo tipo de pecado e vício)..."

Talvez muitos daqui não saibam (ou talvez não estejam lembrados), mas a Bíblia narra um episódio que confirma estas palavras do Élquisson. Vejamos:

Joaquim tinha subido ao trono de Judá aos 8 anos de idade (2 Crônicas 36:9). O momento da nação era crítico. A ameaça dos caldeus era um perigo iminente. Era preciso que um rei se colocasse ao lado de Deus para reestabelecer a segurança do povo judeu. A situação era momentaneamente grave, mas não irremediável. O futuro do reino de Judá estava nas mãos de Joaquim. A escolha que ele fizesse fatalmente selaria o destino da nação. Nem mesmo todos os exércitos estrangeiros poderiam subjugar (ou destruir) uma nação que tivesse Deus a seu favor.

Muito dependia de Joaquim. Daria ele o bom exemplo a todos? Romperia ele com a idolatria pagã que asfixiava espiritualmente a nação? Não, infelizmente não. Dele é dito que "fez o que era mau os olhos do Senhor" (2 Crônicas 36:9). O apego ao pecado era demasiadamente forte em sua vida. Ao invés de entrar pela porta estreita, preferiu o atalho largo da perdição (Mateus 7:13–14).

Este mesmo atalho foi atraente no início, mas resultou em desastre pouco tempo depois: Jerusalém e Judá caíram nas mãos de Nabucodonosor, e Joaquim e sua família foram levados para o exílio (Jeremias 22:24–30;24:1). Joaquim só foi libertado do cativeiro 37 anos mais tarde, já no tempo de Evil–Merodaque, o novo rei da Babilônia (Jeremias 52:31).

Se Joaquim e o reino de Judá tivessem sido fiéis a Deus desde o princípio, esta mesma história certamente teria um outro final totalmente diferente!

Não duvido nada de que a mesma coisa pode acontecer não só com os Estados Unidos, como também com outros países que desprezam a obediência à Palavra de Deus! A respeito disso, o apóstolo Paulo advertiu sabiamente:

"Não erreis: Deus não Se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso ele também ceifará" (Gálatas 6:7)

Será que alguém aqui ainda tem alguma dúvida disso?

antonio marcos andrade disse...

Leia isso Julio
Foi a Igreja Católica sim que mais fez para socorrer os judeus.

Veja também o que já disse o Olavo sobre o Papa Pio XII.

Julio os esquerdistas que estão na Igreja nem católicos são.
São infiltrados do diabo para tentar destruir a Igreja.

Leia o livro da historiadora Diane Moczar Sete mentiras sobre a Igreja Católica.
Você vai perceber que a reforma protestante foi um desastre para as pessoas na Europa. Veja o nível de vida, hospitais, escolas.
Tudo decaiu.

Veja os lideres abaixo.

Veja as declarações sobre o Papa Pio XII.
13 Declarações de líderes judeus em defesa do Papa Pio XII


O site forumlibertas.com, publicou em 16 de abril de 2007, declarações 13 grandes líderes judeus em defesa do grande Papa Pio XII, acusado injustamente por muitos de ter sido omisso na defesa dos judeus diante de Hitler. Na verdade a Igreja, por orientação do Papa, agindo de maneira diplomática, conseguiu salvar cerca de 800 mil judeus de serem mortos pelos nazistas.

Segundo o site citado, essas declarações desmentem esta calúnia que foi fortemente propagada pelos adversários da Igreja católica. Elas começaram com a propaganda comunista nos anos 60 e se transmitiram pela “nova esquerda” por toda a Europa , junto com a obra financiada pela União Soviética “O Vigário”, de Huchhoth. Nela se baseia o filme “Amém”, de Costa-Gavras.

As declarações a seguir (tradução nossa para o português), são testemunhos desde 1940, desde Einstein até os grandes rabinos de Bucarest, Palestina e Roma. Os historiadores judeus afirmam que Pio XII salvou a vida de muitos judeus.

As declarações dos líderes judeus:

1 - Albert Einstein:

“Quando aconteceu a revolução na Alemanha, olhei com confiança as universidades, pois sabia que sempre se orgulharam de sua devoção por causa da verdade. Mas as universidades foram amordaçadas. Então, confiei nos grandes editores dos diários que proclamavam seu amor pela liberdade. Mas, do mesmo modo que as universidades, também eles tiveram que se calar, sufocados em poucas semanas. Somente a Igreja permaneceu firme, em pé, para fechar o caminho às campanhas de Hitler que pretendiam suprimir a verdade. Antes eu nunca havia experimentado um interesse particular pela Igreja, mas agora sinto por ela um grande afeto e admiração, porque a Igreja foi a única que teve a valentia e a constância para defender a verdade intelectual e a liberdade moral.”

[Albert Einstein, judeu alemão, Prêmio Nobel de Física, na Revista norte-americana TIME, em 23 de dezembro de 1940. Einstein teve que fugir da Alemanha nazista e foi acolhido nos EUA na universidade de Princeton]

2 – Isaac Herzog

“O povo de Israel nunca se esquecerá o que Sua Santidade [Pio XII] e seus ilustres delegados, inspirados pelos princípios eternos da religião que formam os fundamentos mesmos da civilização verdadeira, estão fazendo por nossos desafortunados irmãos e irmãs nesta hora , a mais trágica de nossa história, que é a prova viva da divina Providência neste mundo.”

[Isaac Herzog, Gran Rabino da Palestina, em 28 de fevereiro de 1944; “Actes et documents du Saint Siege relatifs a la Seconde Guerre Mondiale”, X, p. 292.]


[Eugenio Zolli, em seu livro “Before the Dawn” (Antes da Aurora), 1954; seu nome original era Israel Zoller, Gran Rabino de Roma; durante a Segunda Guerra Mundial; convertido ao cristianismo em 1945, foi batizado como "Eugenio" em honra de Eugenio Pacelli, Pío XII]



Prof. Felipe Aquino

Data Publicação: 04/04/2008