4 de agosto de 2013

Onde foi que o papa cedeu aos “gays”


Onde foi que o papa cedeu aos “gays”

Exclusivo: Scott Lively diz que Francisco caiu na armadilha do sofisma da orientação sexual

Scott Lively
A Bíblia instrui que “Como um homem pensa no seu coração, assim é ele” (Provérbios 23:7). E avisa “E não vos amoldeis ao sistema deste mundo, mas sede transformados pela renovação das vossas mentes” (Romanos 12:2 KJA). Assim não existe tal coisa como um “cristão ladrão,” um “cristão adúltero,” ou um “cristão beberrão.” Há só cristãos cuja natureza terrena pende para esses e outros pecados da carne. A definição de quem somos não vem dos pecados que nos tentam. Não existe tal coisa como “cristão gay.” Essa noção é antibíblica.
O conceito de “cristãos gays” tem origem na teoria da orientação sexual, uma invenção ideológica do movimento homossexual com o objetivo de avançar a ideia de que a homossexualidade é “imutável,” o que significa que não dá para mudar. Esse conceito foi adotado como uma estratégia legal e política do movimento homossexual dos EUA na década de 1980 para tentar fazer a homossexualidade parecer satisfazer aos requisitos das leis de direitos civis. As decisões do Supremo Tribunal dos EUA naquela época exigiam que os membros de um grupo tivessem “características imutáveis” para se qualificarem para a condição de minoria sob as leis de direitos civis.
Graças ao juiz homossexualista Anthony Kennedy, que escreveu quatro das últimas cinco opiniões relativas à homossexualidade, os “gays” não mais precisam provar isso. Mas a teoria de orientação sexual acabou se tornando uma “bênção” para a agenda gay de inúmeras maneiras, de modo que continua a ser defendida. De forma mais precisa, essa teoria serve como uma suposição não declarada que não foi contestada. Essa suposição está na base de todos os argumentos “gays.”
Até recentemente, a igreja não havia adotado a teoria da orientação sexual, mas sempre distinguia a conduta da identidade pessoal. “Ame o pecador, odeie o pecado,” é o resumo mais reconhecível dessa ideia. Mas na década passada, um número crescente de ex-pastores e igrejas, que no passado estavam centrados na Bíblia, vêm mudando sua teologia para se adaptar às pressuposições da orientação sexual: a “identidade gay” vem desde o nascimento, “ser gay” equivale a ser negro, “ser gay” é o jeito que Deus criou algumas pessoas para ser, etc. Os membros do tão chamado Movimento da Igreja Emergente são os principais culpados dessa tendência, mas está se espalhando rápido.
Nesta semana, o Papa Francisco parece ter, pelo menos em parte, sutilmente adotado a teoria da orientação sexual em seus comentários sobre a homossexualidade na Igreja Católica. Ele disse:
“Penso que quando encontramos uma pessoa gay, temos de fazer a diferença entre o fato de uma pessoa ser gay e o fato de um lobby, pois os lobbies não são bons. Eles são maus. Se uma pessoa é gay e busca o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para julgar essa pessoa? O Catecismo da Igreja Católica explica esse ponto de forma bela, mas diz, espere um momento, como diz? Diz que essas pessoas nunca devem ser marginalizadas e que ‘devem ser integradas na sociedade.’”
Fica claro que o Papa Francisco NÃO está apoiando a conduta homossexual como muitos na mídia esquerdista afirmaram de modo desonesto. Ele defende o Catecismo Católico, que é explícito nesse ponto.
Minha preocupação é com o uso que ele fez das frases “uma pessoa gay” e “o fato dessa pessoa ser gay.” Dizer “uma pessoa gay,” em vez de “uma pessoa que luta contra a tentação homossexual,” ou “uma pessoa que se define como homossexual” é de cara uma grande concessão à teoria da orientação sexual quando é usada por um líder de igreja ao se referir aos cristãos.
Além disso, no contexto da sentença, indica uma suavização da política da igreja de que aqueles que têm uma profunda identidade homossexual, ainda que celibatários, são indignos do sacerdócio. O documento de 2005 “Instruções sobre os Critérios para o Discernimento da Vocação com relação a Pessoas com Tendências Homossexuais em vista de seu Ingresso no Seminário e nas Ordens Santas” proíbe “aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais profundas ou apoiam a tão chamada ‘cultura gay.’”
O que é a “cultura gay” se não a associação de pessoas com base numa auto-identificação em comum como “gays”? O Papa Francisco, intencionalmente ou não, reconheceu a cultura “gay” com sua terminologia, ainda que lamentando (e implicitamente confirmando a existência de) um “lobby gay” dentro do Vaticano.
Se o papa admitiu que a homossexualidade é uma base aceitável para a auto-identificação, isso indica que ele está disposto a integrar no sacerdócio pessoas que se definem por seu pecado, em vez de como pecadores lavados e transformados pelo sangue de Cristo. Quando a identificação com o pecado é uma base do tempo presente para a sua identidade, você permanece, sem arrependimento, numa vida que não foi não lavada e transformada. Isso é muito perigoso para os próprios padres, e virtualmente garante que na comunidade da igreja o “lobby gay” continuará.
De toda a cobertura da mídia secular sobre esse caso, penso que o Wall Street Journal foi o mais preciso. Disse num artigo com o título talvez exagerado “Papa Sinaliza Abertura para Padres Gays” que “o Papa Francisco reafirmou o ensino da igreja ao se referir aos atos homossexuais como pecado. Mas ele utilizou sua formidável posição de visibilidade para mudar o tom de como a igreja vê a orientação homossexual em suas mais elevadas fileiras.” Aliás, o problema é ver uma “orientação.”
A reportagem também citou o cardeal Dolan de Nova Iorque que disse: “Minha preocupação é que estamos apoiando o vocabulário de que a pessoa é sua identidade sexual, e eu não concordo com isso e a igreja também não concorda.” Dolan obviamente compreende o que o Papa Francisco aparentemente não entende. A frase de Dolan “…e a igreja também não concorda” me parece uma tentativa de redução de danos por parte de um homem que reconhece os perigos da ideologia da orientação sexual se infiltrando na igreja.
É possível que o Papa Francisco não tivesse a intenção de transmitir o que sua terminologia insinuou. Compreendo melhor do que a maioria como nossos comentários espontâneos às vezes indicam coisas que realmente não temos a intenção de dizer. Mas no total contexto de suas declarações naquele dia, e no contexto ainda maior de sua natureza e estilo tolerantes e compassivos que são tão admiráveis no geral, temo que ele possa ter caído (como um número crescente de líderes evangélicos) na armadilha do sofisma sutil da teoria da orientação sexual.
Espero que eu esteja errado. Serei o primeiro a aplaudir se o Papa Francisco mostrar claramente que não reconhece a homossexualidade como uma base legítima para auto-identificação. Nesta altura, porém, a evidência aponta para o outro lado.
Traduzido por Julio Severo do artigo do WND: Where the pope gave ground on “gays”
Leitura recomendada:
Outros artigos do Dr. Scott Lively:

10 comentários :

jacir disse...

NÂO EXISTE UMA INSTITUIÇÂO SEQUER QUE NÂO ESTEJA SUBJUGADA PELA "NOVA ORDEM MUNDIAL",POLITICA E RELIGIÂO SE PERDERAM,NÂO È TEORIA DE CONSPIRAÇÂO,É CUMPRIMENTO DE PROFECIA,PALCO ARMADO PARA CHEGADA DE UM GOVERNO MUNDIAL(ANTI-CRISTÂO).A SAIDA PARA A IGREJA FIEL É O ARREBATAMENTO QUE SE APROXIMA.VIGIAR E ORAR.

Anônimo disse...

Julio,
O Papa me parece sim ingênuo, creio que já foi escolhido por conta disso. Ele realmente se porta como um Franciscano, pois se prestarmos atenção na JMJ, quantas coisas foram atiradas e dadas à sua pessoa sem que ninguém hesitasse em ter certeza do que seria. Por exemplo, lhe ofereceram chimarrão, ele tomou, etc. Podia ter sido envenenado por algum gueverista-castrista disfarçado, não é?
Isso não é demasiadamente ingênuo e prova realmente uma entrega em ser solidário e humilde, em medir as consequências?
Ou ele também é kamikase?
É como eu disse e repito, o Papa Francisco precisa estudar mais, para que não se deixe levar pelos sofismas, influências e acabe estando do outro lado sem querer e nem perceber. Ele deve assistir mais aos vídeos do grande padre Paulo Ricardo, assim dessa forma se dissipará a cortina de fumaça que vem confundindo à maioria das pessoas inclusive o próprio clero.
Apenas estudar e adquirir entendimento. A re-engenharia social é formada por astutos ateus, os lobos em pele de ovelha!
As pessoas entenderam como: "podem ser gay à vontade se for bonzinho,só não pode ser ativista?", não foi isso que ele quis dizer, creio eu, porque também editaram a entrevista... mas que o povão entendeu assim, entendeu e está se aproveitando disso.Um sofisma.O tal Leonardo Boff adorou.
Valéria.

Antonio disse...

Pois eu também espero Júlio Severo, eu também espero bom defensor da família.
Bom artigo.

Arthur Mc disse...

Até quando vamos ficar apostando na “ingenuidade” do Papa?

Não foi o que o Papa disse, mas era óbvio que assim seria interpretado.

Ninguém com responsabilidade tem o direito de ser ingênuo. E o Papa, ainda menos. O que foi dito por ele, obviamente que seria interpretado como uma legitimação da homossexualidade, ainda mais vindo da boca de ninguém menos que do Papa ... que deveria comportar-se, exprimir-se, como o Vigário de Cristo, e não como um qualquer. Os efeitos são visíveis em todos os meios de comunicação; não só entre aqueles que já aspiravam a uma "autorização" desta perversão moral, mas, também entre as hostes realmente católicas que a condenam e defendem a ordem natural na legislação civil. Estes foram completamente desarmados.

Francisco tem feito no campo moral o mesmo que João Paulo II: tirou a autoridade dos defensores da Igreja e de sua doutrina. Um precedente horroroso. O Vaticano vive dias de loucura: a cada palavra (cajadada) de Francisco é uma minhoca. Não falha. Nós, católicos, é que temos de parar de ser ingênuos e condescendentes.

Deus nos ajude! Rezemos intensamente pelo Santo Padre, por sua própria alma e pelas almas dos fiéis que estão em grave risco de condenação.


Irineu Siqueira Neto disse...

Olá amigo companheiro de EVANGELHO, peço permissão pra divulgar o meu blog anti-nom, obrigado: http://oseias46a.blogspot.com.br/

Roger disse...

OBRIGADO, ELEITORES DO PT!
VOCÊS SÃO OS CULPADOS EM PRIMEIRO LUGAR DE TEREM REELEITO OS COMUNISTAS SEGUIDAS VEZES!
Sou obrigado a "jogar-lhes na cara": vocês se anteciparam a quem quer que seja de ser conivente com o gayzismo, inclusive os pastores pró homossexuais, pois se estão em evidencia nos holofotes e "aprontando as suas" é graças a vocês eleitores; foram muito mais atenciosos e militantes pró gayzistas, autênticos promotores, agora não adiantaria o Malafaia ou o papa - chegaram atrasados - dizer que são a favor ou contra pois os donos do poder fazem o que quiserem; são satanistas, daí radicais anti Cristo!
Vocês, desde 2002 até 2014 pelo menos da era lulista até ao momento são os propulsores da agenda gay em evidencia e a todo vapor!
Não adianta questionar contra líder religioso nenhum disso ou daquilo: o gayzismo está aí por vocês terem jogado a bíblia com as leis de Deus janela abaixo e o preferido!

Anônimo disse...

Santidade, não serás tu, o "Papa"? o único que pode atar e desatar o céu que se une e se funde na terra? Tu não tens as chaves para abrir e fechar o Reino dos Céus? És tu, ou esperamos outro alguém, para apascentar as ovelhas e os cordeiros do Senhor?

Papa Francesco, eu só queria entender porque ninguém, nem mesmo o Santo Padre, pode julgar as almas dos homens?

Esse "Quem sou eu para julgar ..." na verdade, torna-se o verdadeiro lema desses primeiros meses do reinado de Francisco. O emblema da confusão, da incerteza, de uma crise de identidade real. Uma frase que vale muito mais do que os episódios dos miseráveis de Lampedusa, do que o samba Episcopal no Rio, que a rejeição da insígnia papal ...É o sinal tangível de uma confusão existencial que literalmente faz tremer o pulso e o coração dos fiéis. Digo isto com grande tristeza, sem vaidade e sem arrogância, mas com o coração partido. Que Deus tenha misericórdia de nós!
Marco

Anônimo disse...

não existe "cristãos gays"... se é gay não é cristão.

Paulo Henrique Soares disse...

Infelizmente, as manifestações do Papa Francisco tem sido "negativas na luta contra o mal". Não está sendo um líder religioso mas um político à busca de votos. A Santa Igreja Católica Apostólica Romana deve atualizar a mensagem do evangelho, jamais deve "se amoldar" aos caprichos do astucioso demonio. Lembre-se de 1 TM 4.1 e 2 Tm 3.1-2. "Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios." O que se percebe é que a grande maioria das pessoas não "aprovam" a homosexualidade, mas "toleram", o que se pretende é inverter essa questão.

Anônimo disse...

Penso que se continuar assim o Papa Francisco deve renunciar para o bem da Santa Igreja.