4 de maio de 2013

Delegados da ONU Ficam Preocupados com Agenda Pró-Aborto


Delegados da ONU Ficam Preocupados com Agenda Pró-Aborto

Dr. Stefano Gennarini
NOVA IORQUE, EUA, 3 de maio (C-FAM) Cansaço de fim de noite acompanhou insistentemente os delegados da ONU na sexta-feira passada quando ativistas pró-aborto haviam excedido sua estadia de acolhimento. Uma resolução sobre migração ficou paralisada a semana inteira e ninguém nem mesmo aclamou quando foi finalmente aprovada.
Os promotores do aborto e de direitos sexuais sufocaram o debate neste ano na Comissão de População e Desenvolvimento, conhecida como CPD46. Embora a comissão tenha tratado de algo tão trivial como “novas tendências na imigração,” atenção inesperada ao aborto levou à negligência das necessidades mais básicas dos migrantes.
A comissão no final adotou uma resolução sobre migração 2006. Essa resolução não mencionou saúde e direitos sexuais e reprodutivos, amplamente considerados questões periféricas nos debates sobre migração. Mas países ricos que gastaram bilhões de dólares anualmente para reduzir a fertilidade nos países em desenvolvimento asseguraram que neste ano não se repetiu o descuido.
Na sexta-feira de noite, as nações em desenvolvimento se queixaram de que o aborto e direitos sexuais distraíram a comissão das necessidades básicas dos migrantes. O consenso da ONU sobre assuntos sexuais é bem-estabelecido, e não mudou desde uma conferência histórica no Cairo em 1994 que não quis reconhecer um direito internacional ao aborto e direitos homossexuais. Alguns países tentam reabrir as conversações sobre essas questões em todas as oportunidades, e os delegados da ONU estão experimentando considerável fadiga.
Uma versão preliminar da resolução continha mais de quarenta menções à saúde sexual e reprodutiva, orientação sexual ou direitos reprodutivos. Alimentos, saúde, educação e outras necessidades básicas não apareceram, cada uma, mais de uma ou duas vezes. Alguns delegados queriam que a saúde sexual e reprodutiva fosse mencionada junto com direitos humanos nos primeiros parágrafos da resolução. Eles não tiveram sucesso.
O diplomata das Filipinas que estava liderando as negociações tentou injetar um pouco de sanidade: “Não queremos que os migrantes pensem que seu único e mais importante direito é à saúde sexual e reprodutiva.” Mas os diplomatas da Argentina o acusaram de tendenciosidade, e o diplomata das Filipinas entregou as negociações ao presidente moldavo da comissão.
Quando as negociações ainda vacilaram, o moldavo produziu uma versão preliminar fazendo concessões. “Ninguém vai ficar feliz,” ele avisou os delegados. Sua declaração comprovou ser profética, mas só depois de uma dramática falta de energia elétrica na sede da ONU enquanto os delegados aguardavam a versão preliminar.
O consenso do Cairo emergiu mais uma vez. Mas a resolução do presidente preservou o que alguns países chamaram de foco desequilibrado.
O G77, o maior bloco votante na ONU com 127 países, e o Grupo Árabe se queixaram de um foco restante na saúde e direitos sexuais. O Grupo Africano, liderado pela Nigéria e negociando sem a esquerdista República da África do Sul, não ficou feliz com a pouca atenção dada aos direitos básicos.
O embaixador da Nigéria teria recebido uma ameaça não muito oculta da Federação Internacional de Planejamento Familiar sobre a posição do Grupo Africano no debate de migração deste ano. A Polônia, Malta, Hungria, Chile, Costa Rica e Honduras repetiram suas reservas muitas vezes declaradas de que qualquer linguagem sobre saúde sexual e reprodutiva não é uma endosso subtendido ao aborto.
A maioria dos países não está disposta a reconhecer o aborto e a conduta homossexual como “direitos humanos.” Eles repetiram isso um mês atrás na Comissão da ONU sobre a Condição das Mulheres. Mas os Estados Unidos e algumas nações europeias têm transformado essas questões em prioridades elevadas em sua política externa, o que significa que os delegados dos países em desenvolvimento são obrigados a repetirem-se múltiplas vezes.
O choque da semana passada ocorreu tanto no Twitter quanto na sala de negociações. Várias organizações pró-vida estavam ativas nos feeds de Twitter opondo-se à opinião geral da ONU e outros promotores do controle populacional de que as camisinhas resolverão os problemas dos povos do mundo.
Tradução: www.juliosevero.com
Fonte: Friday Fax
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