11 de abril de 2013

Espontaneidade fabricada: como a opinião da população é manipulada pelos engenheiros sociais


Espontaneidade fabricada: como a opinião da população é manipulada pelos engenheiros sociais

Dr. Fábio Blanco
É notório que as técnicas de manipulação psicológica em massa estão bem avançadas. Lançando mão das experiências de Pavlov, das intuições de Milton Erickson e de outras experiências desenvolvidas por experts no comportamento humano, institutos travestidos de beneficentes arrancaram a Psicologia dos laboratórios e clínicas e a conduziram para os centros de estudo, onde o objetivo tem sido desenvolver métodos de controle e direcionamento coletivos, aplicando-os desavergonhadamente na população.
Obviamente, o indivíduo ordinário, normalmente alheio às questões desse nível, sequer faz ideia de que seus gostos e escolhas podem não ser tão livres quanto ele imagina. É provável que seja mesmo completamente dirigido e sequer desconfie que isso aconteça.
Se observarmos, por exemplo, a mudança de opinião que vem ocorrendo na sociedade, em relação a comportamentos que antes eram tidos universalmente como reprováveis, como é o caso do homossexualismo, do divórcio, do aborto etc., é difícil acreditar que tais mudanças aconteceram espontaneamente, e não como reações provocadas por um meticuloso trabalho de engenharia social.
Ilustrativamente, o exemplo dos estudos de Leon Festinger mostram uma das formas possíveis dessa manipulação. Em suas experiências, o professor concluiu que uma pessoa, ao fazer uma escolha, se expõe aos elementos cognitivos contrários a essa escolha, os quais, dependendo de sua relevância, podem causar maior ou menor pressão psicológica, o que ele denomina dissonância cognitiva, e reclamam invariavelmente por alívio. Para diminuir essa pressão, o indivíviduo buscará elementos cognitivos apropriados que corroborem sua opção e, assim, diminuindo a força dos dados contrários, diminua consequentemente a dissonância.
Compreendendo o resultado desses estudos e observando o comportamento da sociedade, considerando, também, a constância da propaganda em favor das bandeiras libertinas, a qual todas as pessoas têm sido expostas há vários anos, não é difícil imaginar a intensidade da dissonância provocada, já que a convicção original da imoralidade dessas condutas situa-se exatamente na posição contrária do que é divulgado ininterruptamente pelos meios de comunicação em massa. A opção por uma posição moralmente conservadora é confrontada, ininterruptamente, com a ideia de que essa posição é errada, passível inclusive de reprimenda. Um cidadão comum, moralmente conservador, sofre todo o tempo, em nossa sociedade contemporânea, a pressão de ter sua posição contestada e reprovada por uma falsa opinião pública fabricada nas salas dos engenheiros sociais.
O sr. Festinger, porém, foi além em suas experiências e ainda detectou algo mais interessante. Quando alguém é exposto, por meio de ameaças ou promessas, à imperiosidade de publicamente acatar uma ideia, o que ele chama de condescendência forçada, mantendo, no entanto, uma opinião privada que seja conflitante com a declaração pública, isso gera invariavelmente também uma dissonância, que, obviamente, reclama por solução. Ocorre que, concluiu o pesquisador - e aqui está o dado surpreendente -, forçar um indivíduo a argumentar abertamente em favor de uma opinião contribuirá, muitas vezes, não para que a dissonância se torne mais forte, mas para que haja uma mudança da opinião privada em favor dessa mesma opinião pública, como forma de aliviar a pressão existente.
Assim, não é difícil entender a manipulação que está sendo empreendida na sociedade contemporânea. Obrigando a pessoa que originalmente defendia uma posição conservadora em relação aos temas morais, por meio de ameaças, como o de receber o estigma de intolerante, homofóbico, retrógrado e até criminoso, a publicamente acatar a ideia da normalidade e até dignidade de tais condutas, a engenharia social aplicada impõe sobre ela uma pressão psicológica que clama por alívio. Porém, ao impeli-la a agir constantemente em favor dessa condescendência forçada, a solução encontrada pela pessoa, muitas vezes, não será o conflito aberto contra aquilo que está contra suas convicções íntimas, mas, pelo contrário, como a experiência descrita demonstrou, sua adesão àquilo que lhe era contrário. Forçá-la a não criticar condutas tidas por ela como reprováveis, fazendo com que seja obrigada a, quando instada a falar sobre os tema, sempre ter que fazer ressalvas que diminuem a crítica, quando não invertem-na para um elogio, como vimos, pode conduzi-la a acatar exatamente a ideia que antes criticava.
Por isso, quando observamos a sociedade aderindo, em massa, à aprovação de todo o tipo de conduta que antes era tida simplesmente por imoral e reprovável, sabemos que isso não se dá porque essa mesma sociedade, por meio da reflexão, do debate e da razão chegou a essa conclusão, mas, unicamente, porque foi conduzida, como um gado pelo pasto, pelos peões comprometidos com a criação de uma sociedade segundo suas próprias dementes utopias.
Divulgação: www.juliosevero.com
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2 comentários :

PRESBÍTERO VALDOMIRO disse...

Júlio,

A meu ver, o título mais apropriado para este artigo seria: "Alienação consentida. Como a mente de um povo sem senso crítico é facilmente dominada, influenciada e escravizada pela mídia corrupta"

Já me disseram que as idéias ou os padrões de conduta de um determinado grupo social (ou de uma determinada nação) são transmitidos de cima para baixo. Em outras palavras: uma sociedade ou país tende a se tornar o que os seus dirigentes (presidentes, governantes e demais autoridades) têm pensado, dito e feito. Ora, se estamos sendo governados por um sistema corrupto (e estamos assistindo à destruição dos valores morais e cristãos), como podemos exigir que outras pessoas zelem por esses mesmos valores se quem deveria dar bom exemplo (no caso, o governo) está agindo errado e influenciando negativamente quem está sob seu comando?

Essa questão da manipulação psicológica em massa é mais do que evidente quando quem está no poder dispõe de um poderoso veículo de comunicação a seu favor. No caso do governo corrupto do PT e dos homossexuais, a principal aliada neste sentido é a Rede Globo.

O que a Globo ensina (ou divulga)? Tudo que é contra a Palavra de Deus: homossexualismo, adultério, pornografia, pedofilia, enfim, uma podridão total. A programação dela (vinda diretamente do inferno) só tem destruído os lares de quem assiste ao que ela oferece. Só não entende, não aceita e não enxerga isso quem não quer!

E ninguém pense que esse "modus operandi" da Globo é algo sem uma razão de ser. Muito pelo contrário: é o resultado de um plano muito bem elaborado, com o intuito de controlar as mentes dos telespectadores. Não difere em nada das atividades de grupos que praticam o crime organizado (como a Máfia ou a Al Qaeda).

Portanto, é necessário que o povo procure saber a verdade, não se deixe levar por qualquer informação sem verificar a origem, e, principalmente, nunca deixe de consultar a Palavra de Deus. Somente ela é o nosso verdadeiro guia moral e espiritual neste mundo de pecado.

Claudio Vaz disse...

Interessantísimo assunto, excelente artigo.

Cada vez assisto menos TV e me informo mais pela internet e por livros.

Julio Severo, Olavo de Carvalho, Reinaldo de Azevedo (lamento sua posição favorável ao “casamento” gay), e os doutores Heitor de Paola, Leonardo Bruno e Fábio Blanco são meus articulistas favoritos.

Lendo o artigo, lembrei do sinistro "Tavistock Institute of Human Relations", centro de pesquisa londrino de “mind control” (controle da mente), onde o projeto “The Beatles” nasceu.

E os incautos louvam essa banda até hoje.

Aliás, “Imagine” dos Beatles é o próprio “hino” da Nova Era, do Governo Mundial anticristão que virá (e cairá).

Reparem na tradução da letra de “Imagine”:

Imagine que não há paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje

Imagine não existir países
Não é difícil de fazer
Nada pelo que matar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Você pode dizer
Que sou um sonhador
Mas não sou o único
Tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo será como um só

Imagine não existir posses
Me pergunto se você consegue
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade do Homem
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo

Você pode dizer
Que sou um sonhador
Mas não sou o único
Tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo viverá como um só