10 de abril de 2013

A cultura do coitadismo


A cultura do coitadismo

Dr. Fábio Blanco
Estamos vivendo uma época muito estranha. Não sei se vocês estão percebendo, mas hoje em dia, todo mundo se apressa para se encaixar no perfil de vítima, injustiçado, incompreendido. Parece uma doença psicológica que se alastra e acomete cada vez mais pessoas. Mesmo aqueles que, em outras épocas, jamais seriam tidos por sujeitos passivos de qualquer tipo de preconceito, atualmente, na primeira oportunidade que têm, levantam suas vozes para reclamar.
O que antes era próprio de grupos específicos, que, justa ou injustamente, sofriam ou tinham a percepção de serem vítimas de preconceito, difindiu-se por todos os cantos da sociedade moderna. As pessoas tornaram-se policiais em defesa de si mesmas, prontas para gritar: "Preconceito, preconceito!" para qualquer manifestação alheia que considerem aviltantes em relação a elas mesmas. O que era a voz de alguns excluídos tornou-se uma cultura geral, que vem se impregnando cada vez mais profundamente na alma do povo.
Essa cultura do coitadismo se encontra em todos os estratos sociais, em todos os níveis culturais e em todas as faixas etárias. É um abundante padecimento por si mesmo, uma autoproteção neurótica que acaba tornando todos os outros potenciais agressores, ainda que estes se manifestem com expressões pueris e inócuas.
Antes eram apenas os negros, as mulheres e os homossexuais. Hoje, são os gordos, os esquerdistas, os professores, os pobres, os ricos, os burros, os cultos, os ateus, os cristãos, os macumbeiros, as crianças, os velhos, os feios, as loiras, as empregadas domésticas, os consumidores e qualquer grupo que se encaixe em algum perfil específico. Até jogador de futebol se diz discriminado, quando algum comentarista o critica.
A cultura da reclamação está criando uma proibição à crítica. Falar mal de alguém, direito sagrado de todos os tempos, está se tornando algo impossível. O que antes era uma mera questão de bons modos se transforma, a passos largos, em matéria de Direito Penal e situa qualquer pessoa como um potencial criminoso.
O resultado de tudo isso, além do cerceamento absurdo da liberdade, é um emburrecimento colossal de uma população já pouco afeita ao conhecimento. A crítica, a exposição livre do pensamento, inclusive dos preconceitos, das ideias, ainda que absurdas, dos sentimentos e das vontades sempre foram o alicerce da inteligência. É neste campo livre e aberto, onde as cercas situam-se em extremidades longínquas, que o pensamento e a ciência se desenvolvem. A liberdade é o seu alimento. A inteligência, se não puder dizer o que pensa, se não puder discordar e se manifestar, tende a atrofiar.
Por isso, a sociedade que permite e advoga esse direito ao coitadismo generalizado está condenando a si mesma. Nela, as pessoas ficarão cada vez mais fracas e cada vez mais burras. Daqui a pouco, seremos meramente uma manada de porcos, possuídos por espíritos baixos, se lançando, estupidamente, no abismo sem fundo da ignorância e da irrelevância.
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:

5 comentários :

bruno henrique de abreu disse...

Tudo virou ofensa. O pior é quando alguém apenas ao descrever uma pessoa, ou um fato, um acontecimento é taxada de preconceituosa. Sequer era uma crítica...

Lamentável

bjaraujo disse...

É crônico. Certamente fruto de manipulação da massa! Como?
Os líderes do país e alguns mais evidentes encenam o vitimismo e o que segue é que a "vítima" torna-se o centro das atenções e tem todos os seus desejos realizados e os "criminosos" são neutralizados. Repetidamente isso acontece em que assiste a cena não suspeitando que tudo não passa de encenação e que tudo fora ensaiado, com exceção dos "criminosos", internalizam esse comportamento e todo toda sociedade se comportará dessa forma.

Criou-se um padrão para a "vítima", os "paladinos da justiça" e os "criminosos".
O povo tem parar de ouvir os especialistas e dar atenção ao bom senso.

Trindade disse...

Olá Júlio;
Texto perfeito, pois a síndrome do coitadíssimo ou vitimíssimo é um fato, mas a causa a principio não é psicológica, mas ideológica, pois a ideologia de esquerda é assim mesmo, o individuo é incentivado ou forçado a desaparecer, ficando apenas o grupo, na implantação do sistema socialista como esta acontecendo por aqui é assi mesmo, com a implantação completa do sistema socialista esses grupos são esmagados e surge “o estado”; Para confirmar o que eu escrevo basta olhar que esses movimentos ocidentais, tipo sindicalismo, associações, movimentos sociais, enfim, isso tudo só ocorre em países democráticos, pois eu desafio a qualquer representante de qualquer movimento social a encontrar um movimento igual ao seu na Coréia do Norte, China ou mesmo em Cuba, por exemplo, eu desafio o deputado Jean Wyllys e as associações LGBT a fazer uma visita na Coréia do Norte e copiar o modelo de liberdade a que goza os homossexuais norte coreanos para implantar aqui, uma vez que chamam esses regimes de progressistas.
Citei o movimento LGBT porque no caso deles são mais flagrantes, Sendo ai sim indícios fortes de patologia psicológica, pois o sentimento humano se conquista por convivência e nunca por imposição da lei como eles querem, pois eles exigem serem amados à força, aceitos à força, tipo ou me aceite ou eu lhe prendo, como se isso fosse possível.

ELISEU disse...

Amigo Trindade,

Na frente das câmeras, os homossexuais posam de vítimas, coitadinhos, inofensivos e santinhos; nos bastidores, porém, mostram o que realmente são: violentos, baderneiros, anarquistas e agressivos. E eles ainda têm a cara de pau de dizer que nós (evangélicos) é que somos intolerantes! E isso a mídia "oficial" (Rede Globo) NUNCA mostra!

Se os ativistas homossexuais já se sentem bem à vontade pra fazerem o que quiserem sem a aprovação do PLC 122 (ou de qualquer outra lei a favor deles), agora imagine quando isso acontecer!

O teor deste artigo só faz confirmar o que já sabíamos: que os homossexuais não aceitam nenhuma pessoa que seja seja contrária às suas idéias (no caso, o pastor Marco Feliciano).

Portanto, está mais do que na hora de termos uma postura firme e forte contra as investidas dos homossexuais. Ou agimos agora, ou depois poderá ser tarde demais (e aí pagaremos caro pela nossa própria omissão)!

"PARA QUE O MAL VENÇA, BASTA QUE OS HOMENS DE BEM NÃO FAÇAM NADA"

Trindade disse...

Olá Júlio;
É isso mesmo meu caro ELIZEU, eles se fazem de vítima e mobiliza a grande imprensa, mas eles são massa de manobra da esquerda assim como a grande imprensa também.