23 de fevereiro de 2013

Marina Silva e Heloísa Helena como esquerdistas “pró-vida”. Você vai acreditar?


Marina Silva e Heloísa Helena como esquerdistas “pró-vida”. Você vai acreditar?

Klauber Cristofen
Recebi de um leitor uma matéria publicada na Gazeta do Povo, de Curitiba, intitulada “De esquerda e Pró-vida? Sim, eles existem, e são bem-vindos”. Estamos mesmo em dias em que os fakes estão à solta!
No texto, seu autor, Jônatas Dias Lima, estende um tapete vermelho para as ex-senadoras Heloísa Helena e Marina Silva, afirmando que a defesa da vida não pode ser monopólio de uma "suposta direita política, necessariamente religiosa, e omissa em relação aos direitos das mulheres", ainda mais quando "alguém se declara pró-vida, necessariamente também adere a uma série de outras convicções apresentadas com uma forte carga negativa".
Para se ter uma compreensão exata deste artigo, recomenda-se ao leitor valer-se dos conhecimentos trazidos pelo livro "Como vencer um debate sem precisar ter razão", de Arthur Schopenhauer, prefaciado pelo filósofo Olavo de Carvalho: com as lentes certas, lê-se mais propriamente: "você não precisa mais ser taxado de direitista por ser pró-vida: seus problemas acabaram! Apresentamos a ex-senadora Heloísa Helena e levando ela, você recebe também a ex-senadora Marina Silva, duas legítimas políticas de esquerda pró-vida!"
Será mera coincidência destacar este suposto lado pró-vida de Marina Silva, justo neste momento em que esta política está fundando um novo partido, que não leva o nome de partido e que se afirma como não-político - em que pese ser assumidamente de esquerda?
Ora, ora! Ambas as políticas são militantes aguerridas da doutrina marxista, a ideologia que espalhou mais de cem milhões de cadáveres pelo mundo, e nem sequer estamos falando aqui de fetos. 
De acordo com as novas diretrizes ditadas pelo partido comunista soviético, ambas abraçaram formas modernas de militância ideológica, tal como denunciadas pelo dissidente Anatoli Golitsyn, por meio do seu livro "New Lies for Old" ("Novas Mentiras Velhas"), quais sejam, respectivamente, a causa ambientalista, para Marina Silva, e a infiltração marxista da religião pela Teologia da Libertação, por Heloísa Helena.
Vale citá-lo: 
A adoção da nova política do bloco e a estratégia de desinformação envolveu mudanças organizacionais na União Soviética e por todo o bloco. Na União Soviética, como em outros países comunistas, foi o Comitê Central do partido que reorganizou os serviços de segurança e de inteligência, o ministério de relações exteriores, outras seções do governo e aparatos político-governamentais, além das organizações de massa, a fim de adequá-las todas à implementação da nova política e torná-las instrumentos desta. (p. 45) (grifos meus)
Sobre Marina Silva e a Teologia da Libertação, veja este rápido e informativo vídeo postado por Julio Severo: http://youtu.be/ZGvsIXajiVs
Um papagaio pode se apresentar como um ativista pró-vida. Como todos sabem, este simpático animal possui a habilidade de imitar os sons humanos, porém, falta-lhe a compreensão sobre os significados das palavras, e especialmente sobre os fundamentos de conceitos. 
Não pode, sem chance de alternativa, haver um ativista, militante ou político socialista que seja pró-vida sob um fundamento mais profundo que o da imitação dos papagaios. Como podem, a não ser imitando os papagaios, que estas senhoras se apresentem como ativistas "pró-vida" enquanto defendem tiranias que condenam milhares de pessoas ao morticínio pelos motivos mais injustificáveis?
Sob a concepção socialista, o homem serve à sociedade, esta sim considerada um fim em si, tal como uma engrenagem que pertence a um maquinário qualquer e que, uma vez imprestável, cumpre-lhe a substituição. 
Ser pró-vida significa defender o caráter transcendental e finalístico do indivíduo. Sob uma sociedade livre e cristã, a sociedade serve ao homem, que buscará por si próprio as respostas para a sua existência, fazendo de si mesmo o único e intransferível responsável por ela, conduzindo-a ao norte que achar melhor segundo seu próprio juízo. 
Em uma sociedade livre, a sociedade existe para as pessoas realizarem seus projetos de vida. Em uma sociedade socialista, as pessoas existem para realizar o projeto do grande líder do momento, daí a efemeridade de sua vida, que pode ser sumariamente descartada ao menor sinal de mostrar-se inútil. Em uma sociedade socialista, em última instância, as pessoas não vivem. Como pode então haver políticos de esquerda reivindicando a posição de serem pró-vida?
Ademais, posições individuais contam nada ou muito pouco para os grupos políticos e partidos de esquerda. Assim, tanto faz que Marina Silva e Heloísa Helena sejam autênticas defensoras de bebês e fetos. O abortismo é uma diretriz dos partidos de esquerda, e não uma causa individual. Na hora oportuna, uma vez tomado o poder, será empossada uma aborteira cruel e sanguinária tal como fez a atual mandatária Dilma Rousseff, que se dizia cristã às vésperas de sua eleição, ao nomear Eleonora Menicucci para a Secretaria de Políticas para as Mulheres. Para elas, se ou quando assumirem a faixa presidencial, será muito fácil dizer: "- foi uma escolha do povo" (isto é, do partido). 
O aborto é uma política absolutamente necessária aos partidos de esquerda. Estes não podem abrir mão deste múltiplo instrumento de controle populacional, de empregos, de seleção racial, de criminalidade e de eventuais dissidências. O socialismo é o regime que se caracteriza por controlar variáveis na saída dos processos, e não nas causas. Ilustrativamente, é o regime onde havendo dez cabeças e nove chapéus, opta preferencialmente por decepar uma cabeça. Ou duas ou três.
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:
O herético neo-panteísta (outrora o maior pastor presbiteriano do Brasil) e seus fãs apologéticos

3 comentários :

ELISEU disse...

Marina Silva é como a melancia: é verde por fora, mas é vermelha por dentro. Para que ninguém daqui não tenha mais nenhuma dúvida sobre o "esquerdismo" de Marina Silva, vejam o que ela própria disse sobre certos temas em algumas entrevistas:

– "Sou contra o casamento homossexual, mas não me oponho à união civil entre pessoas do mesmo sexo"

– "Não tenho opinião formada sobre isso (adoção de crianças por casais gays)"

– "Sempre que me perguntam sobre o que penso a respeito do movimento LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros), seus direitos e sua luta por leis que os protejam de discriminação, digo que reconheço a legitimidade do movimento e de suas reivindicações"

Como pode uma pessoa se dizer cristã, e, ao mesmo tempo, concordar com coisas que são totalmente contra a Palavra de Deus?

Talvez a nobre senadora esteja esquecida do que a Bíblia diz sobre a postura de um verdadeiro cristão:

"Não vos coloqueis num jugo desigual com os incrédulos. Pois, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que união pode haver da luz com as trevas? E que aliança há entre Cristo e o Maligno? E que parte tem o fiel com o infiel? E que concordância existe do templo de Deus com os ídolos?" (2 Coríntios 6:14–16)

Será que a senadora Marina Silva ainda está lembrada disso?

Se Marina Silva fosse uma verdadeira cristã (como alega ser), ela teria que dizer com todas as letras: "O aborto é um crime contra a vida. Num dos 10 mandamentos, Deus disse: 'Não matarás' (Êxodo 20:13). Quem faz aborto mata uma vida inocente! Por isso, sou totalmente contra o aborto (e não vou apoiar pessoas que defendem o aborto)! Quanto ao homossexualismo, é uma coisa demoníaca. Como cristã, não posso ser a favor de uma blasfêmia contra o Deus que eu sirvo. Não vou ser cúmplice do pecado. É melhor eu perder o meu mandato (e ficar em paz com a minha consciência) do que pecar contra Deus!".

Marina Silva é uma pessoa morna. Ser morno, de acordo com a Bíblia, é aquele que se diz cristão, mas não combate com firmeza o pecado.

Foi justamente isso que Jesus mandou o apóstolo João escrever na carta para a igreja de Laodicéia:

"Eu conheço as tuas obras: não és frio e nem quente; quem Me dera se fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, estou para te vomitar da Minha boca" (Apocalipse 3:15–16)

Quem é morno é, às vezes, pior do que o ímpio. O ímpio já sabe que direção seguir. É um caminho que é errado, mas que já foi escolhido (pelo menos uma decisão já foi tomada).

Já o morno é aquele que, como se diz no popular, fica "em cima do muro": não sabe para onde vai. Em outras palavras: não abandona a Jesus, mas também não resiste a certas tentações do diabo.

Foi por isso que o apóstolo Tiago disse:

"Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado" (Tiago 4:17)

Em outras palavras: aquele que sabe que deve combater o pecado e não toma uma atitude (ou seja, não diz nem faz nada contra o pecado) é cúmplice do pecado (e é tão ou mais culpado quanto o próprio pecador)!

O verdadeiro cristão não pode (e nem deve) ser morno. O verdadeiro cristão tem uma só palavra, uma só escolha, segue somente uma única direção, e é firme em suas convicções. Em suma, o verdadeiro cristão obedece ao que Jesus diz:

"Seja, porém, a vossa palavra: Sim, sim; Não, não; porque o que passar disto é de procedência maligna" (Mateus 5:37)

"Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou amará a um e odiará o outro, ou há de se dedicar a um e desprezar o outro" (Mateus 6:24)

"Quem não é por Mim, é contra Mim; e quem Comigo não ajunta, espalha" (Mateus 12:30)

Alguém concorda comigo?

Anônimo disse...

Marina adora o verde , principalmente os dólares da natura , tambem ama a rede , rede globo e tem projetos $ustentaveis , alem do bla bla bla de sempre. Quem não te conhce te compra , mas para mim que ja te vi e ouvi suas besteiras de perto , sinto muito.

Trindade disse...

Olá Júlio;
Belo e oportuno texto do Klauber Cristofen, no que diz respeito a Marina Silva ser evangélica e esquerdista só ai já existem contradições demais, pois, ou se é uma coisa ou outra, mas isso fica fácil de saber o que ela verdadeiramente é, nas décadas de 1950,60 e 70 a esquerda implantou no meio cristão uma infiltração e essa senhora é fruto dessa infiltração; Para se entender melhor esse tema a pessoa tem que estudar sobre Marxismo Cultural e ai a coisa fica claro, o esquerdista é antes de tudo um revolucionário e para isso usa qualquer meio na sociedade, seja o meio artístico, empresarial ou mesmo a religião e para conhece-los basta ouvi-los falar e eu já vi a Marina falar “Que ENQUANTO evangélica ela era contra isso ou aquilo...”, esse “ENQUANTO” ai significa que ela representa um papel na revolução e não faz nunca uma confissão genuína de sua fé em Cristo e assume a defesa de tais valores, isso pode ser consciente ou não e nesse caso talvez até seja inconsciente.
Agora na parte politica ela se empolgou porque em 2010 a votação dela foi acima do esperado, mas para isso precisamos avaliar o que ocorreu, pois havia uma exposição da posição pró-aborto da Dilma e Serra por parte dos evangélicos e uma regional da CNBB entrou na luta e publicou um manifesto, mas o resto da CNBB se aliou aos abortistas e com isso ficou um vácuo e foi ai que os Cristãos votaram nela, mas se tivesse na época um candidato conservador defendendo os valores cristãos ele teria sido eleito no primeiro turno como poderá acontecer em 2014, se aparecer um candidato conservador até lá, pois os cristãos brasileiros estão cansados de serem enganados por candidatos de esquerda e depois ficar correndo atrás para segurar leis arbitrarias contra a liberdade religiosa, pena que os políticos cristãos e as lideranças cristãs não notaram isso