2 de janeiro de 2013

Rebeldes sírios degolaram um cristão e deram seu cadáver como comida para cães à medida que aumentam temores por causa das atrocidades islâmicas


Rebeldes sírios degolaram um cristão e deram seu cadáver como comida para cães à medida que aumentam temores por causa das atrocidades islâmicas

Nick Fagge
Rebeldes sírios degolaram um homem cristão e deram seu cadáver para cães, de acordo com uma freira que diz que o Ocidente está ignorando as atrocidades que os extremistas islâmicos estão cometendo.
A freira disse que Andrei Arbashe, um motorista de táxi de 38 anos de idade, foi raptado depois que ouviram seu irmão se queixando de que os rebeldes estavam se portando como bandidos.
Ela disse que o cadáver dele sem cabeça foi achado ao lado da rua, cercado de cães esfomeados. Ele havia se casado recentemente e estava para ser pai logo.
A Irmã Agnes-Mariam de la Croix disse: “O único crime dele foi que o irmão dele criticou os rebeldes, acusando-os de agir como bandidos, o que de fato eles são”.
Há um número cada vez maior de relatos de atrocidades cometidas por “elementos embusteiros” do Exército Sírio Livre, que se opõe ao ditador Bashar al-Assad. Os rebeldes são reconhecidos pela Inglaterra e pelo Ocidente como liderança legítima.
Rebeldes sírios
A Irmã Agnes-Miriam, madre-superiora do Monastério São Tiago Mutilado, vem condenando a Inglaterra e o Ocidente por apoiarem os rebeldes, apesar de provas cada vez maiores de que eles estão cometendo abusos de direitos humanos, inclusive assassinatos, sequestros, estupros e roubos, crimes cometidos pelos rebeldes que estão se tornando comuns, conforme a freira.
“O mundo livre e democrático está apoiando extremistas”, a Irmã Agnes-Miriam disse em seu santuário no Líbano. “Eles querem impor a lei islâmica e criar um Estado islâmico na Síria”.
A freira carmelita de 60 anos afirma que o Ocidente está fazendo de conta que não está vendo as provas cada vez maiores de uma “quinta coluna” de fanáticos entre as tropas que compõem o Exército Sírio Livre que apoiam a derrubada de Assad.
Um dos grupos rebeldes mais fortes no Exército Sírio Livre é o Jabat Al-Nusra, que tem uma ideologia semelhante a da al-Qaida.
“A rebelião foi sequestrada por mercenários islâmicos que estão mais interessados em lutar uma guerra santa do que em mudar o governo”, disse ela.
“A rebelião se transformou num guerra religiosa, em que os cristãos estão pagando um preço elevado”.
No mês passado, os rebeldes atacaram a cidade nortista de Ras Al-Ayn, na fronteira turca. Os rebeldes entraram na área cristã, ordenando que os civis partissem e deixassem seus lares.
“Mais de 200 famílias foram expulsas no meio da noite”, disse a Irmã Agnes-Miriam. “As pessoas estão com medo. Em todos os lugares esquadrões da morte param civis, os raptam e pedem resgate. Às vezes, eles os matam”.
Recentemente, militantes usando na cabeça lenços negros da al-Qaida cercaram o Monastério de São Tiago Mutilado, localizado entre Damasco e Homs, por dois dias numa tentativa de impedir que os cristãos celebrassem o Natal, afirmou a freira.
Um número estimado de 300.000 cristãos foram desalojados na guerra, com 80.000 expulsos só da região de Homs, afirmou ela.
Muitos fugiram para outros países, aumentando os temores de que a população cristã da Síria poderá desaparecer — como outras populações cristãs no Oriente Médio, região que é o berço do Cristianismo.
Leitura recomendada:

4 comentários :

PRESBÍTERO VALDOMIRO disse...

Nas épocas da Inquisição e do Império Romano, milhões de cristãos foram perseguidos e mortos de todas as formas possíveis. E hoje não é diferente: a perseguição aos cristãos ainda continua (e de forma até mais cruel). Para que maior prova disso do que a perseguição aos cristãos que se recusam a obedecer ao "politicamente correto" do governo e dos homossexuais? Isso sem contar as perseguições e mortes de muitos cristãos em países islâmicos (e em outros onde a Bíblia é proibida)!

Os mártires da fé cristã não hesitaram quando foram obrigados a escolher entre o pecado e a morte. O lema deles era: "Antes morrer do que pecar". Eles permaneceram firmes nas suas convicções, e acreditavam que esta corajosa decisão que tomavam agora certamente será lembrada no tribunal divino.

Este é o doloroso preço que o verdadeiro cristão tem que pagar pela sua fidelidade a Jesus. Quantos, hoje, fariam como os fiéis da igreja de Esmirna (que, por amor a Jesus e à Sua Palavra, aceitaram a morte sem nenhum medo)?

De uma coisa eu tenho certeza: o cerco está se fechando, e fatalmente vai chegar o dia em que muitos que se dizem cristãos serão postos à prova para saber quem realmente é cristão de verdade (e não só de boca)! E quantos estarão preparados para este dia?

Para dar uma palavra de apoio aos cristãos perseguidos, aqui vão alguns versículos:

"No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo, porque Eu venci o mundo" (João 16:33)

"Sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida" (Apocalipse 2:10)

"Aquele que tiver perseverado até o fim é que será salvo" (Mateus 24:13)

"Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor a Ti, somos entregues à morte todos os dias; Somos separados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores por Aquele que nos amou" (Romanos 8:35–37)

Que estas palavras façam com que os verdadeiros cristãos permaneçam fiéis ao Senhor Jesus (e à Sua Palavra) até a morte (ou até o dia da Sua gloriosa volta).

Soldier disse...

A Irmã Agnes-Miriam comete um erro de avaliação ao dizer que "A rebelião foi sequestrada por mercenários islâmicos...". Talvez falte-lhe subsídios de informação para saber que a rebelião foi planejada e orquestrada pela Fraternidade Islâmica. Quando a madre-superiora denuncia que "O mundo livre e democrático está apoiando extremistas" está totalmente correta e isso não é novidade.

O que ela deveria também questionar é por que o Papa Bento XVI tem mantido silêncio sobre isso, o que dá no mesmo em relação ao apoio dos demais representantes do "mundo livre" a essas atrocidades.

Obs. Mundo livre soa como uma piada sinistra. Como um mundo que jaz no maligno pode ser livre?

Anônimo disse...

A Ir. Agnes-Míriam diz muitas coisas verdadeiras. Por outro lado, quando ela chama o Ocidente de mundo livre, não quer dizer que ela esteja mal intencionada. Como católico, posso dizer que uma mentalidade ingênua ou excessivamente otimista em relação ao mundo entrou na Igreja.

Já o Papa Bento XVI conhece bem a natureza doentia que o Islamismo é capaz de desenvolver ou expressar.

Falando sobre um documento da Igreja chamado Nostrae Aetate, ele diz:

Assim, num documento específico e extraordinariamente denso, inaugurou-se um tema cuja importância na época ainda não era previsível. Vão-se tornando cada vez mais evidentes tanto a tarefa que o mesmo implica como a fadiga ainda necessária para tudo distinguir, esclarecer e compreender. No processo de recepção activa, foi pouco a pouco surgindo também uma debilidade deste texto em si extraordinário: só fala da religião na sua feição positiva e ignora as formas doentias e falsificadas de religião, que têm, do ponto de vista histórico e teológico um vasto alcance; por isso, desde o início, a fé cristã foi muito crítica em relação à religião, tanto no próprio seio como no mundo exterior.

Fonte:
http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/internacional/10515-papa-concilio-vaticano-ii-imagem-da-igreja-de-jesus-cristo-que-abraca-todo-o-mundo

Bento XVI não é omisso. Certamente são outros os motivos que determinam a sua abordagem desse problema no Oriente. Mas não saberia dizer com certeza quais são.

Anônimo disse...

Sobre a postura de Bento XVI em relação ao Oriente Médio, penso que este comentário ao artigo "Arcebispo (gentilmente) corrige o Papa sobre ‘Primavera Árabe’ pode ajudar

http://fratresinunum.com/2012/09/16/arcebispo-gentilmente-corrige-o-papa-sobre-primavera-arabe/#comment-45619