1 de dezembro de 2012

Jornalista australiano denuncia descaso brasileiro ao infanticídio em aldeias indígenas


Jornalista australiano denuncia descaso brasileiro ao infanticídio em aldeias indígenas  

Soraya Mendanha
O jornalista australiano Paul Raffaele manifestou indignação, em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH) nesta quinta-feira (29), com o que chamou de tolerância do governo brasileiro à prática do infanticídio em tribos indígenas isoladas.
Infanticídio indígena
Durante cerca de duas semanas de convivência com os índios Suruwahás, no Sudoeste do Amazonas, para produzir o documentário Amazon's Ancient Tribe - First Contact, Paul constatou que o grupo incentiva o assassinato de recém-nascidos deficientes ou filhos de mães solteiras, por acreditarem que são maus espíritos.
O jornalista afirmou que a Funai, e consequentemente o governo brasileiro, faz vista grossa à prática e que essa tolerância escapa de sua compreensão.
- Acredito que a Funai seja o órgão errado para administrar os territórios indígenas. O departamento está cheio de antropólogos que querem proteger a pureza cultural dos índios, mesmo quando isso envolve enterrar bebês vivos ou abandoná-los na floresta para serem comidos vivos por onças e outras feras - destacou.
Paul Raffaele disse discordar da política da Funai e do governo brasileiro de tentar manter tribos indígenas isoladas do resto da sociedade. Segundo ele, ao agirem assim, concordam e aprovam com uma das piores violações aos direitos humanos em todo o mundo.
- Não consigo entender por que não há, no Brasil, uma grande discussão a respeito do assunto. Como o povo brasileiro aceita as regras desses antropólogos? Não conheço nenhum outro país no mundo que aceite crianças enterradas vivas - ressaltou.
O jornalista, que trabalha há cerca de 50 anos visitando tribos isoladas, disse que, na maioria dos locais em que esteve, os jovens queriam ter contato com o mundo externo para buscar formação educacional e conhecimento. Raffaele afirmou que a Funai desencoraja esse tipo de atitude e incentiva os índios a permanecer na “Idade da Pedra”.
- Eles não perguntam o que os índios, principalmente os jovens, querem. Eles dizem a esses jovens o que devem fazer. Fecham as tribos no que eu chamo de museu antropológico vivo - disse.
Raffaele lembrou que membros da Funai e do governo brasileiro negam que ainda haja assassinato de bebês e crianças em tribos indígenas, mas ressaltou que existem provas contundentes que comprovam a prática, especialmente entre tribos mais isoladas.
- Não estou falando de algo que aconteceu há séculos. Pode ter acontecido ontem e acontecer amanhã. Está na hora de o governo brasileiro ficar do lado de todas as suas crianças e não apenas daquelas não indígenas - disse.
O senador Magno Malta (PR-ES), autor do requerimento da audiência, criticou a posição dos que defendem o ato como uma prática cultural. Ele disse acreditar que a cultura é sempre menor do que a vida e que não há justificativa para qualquer tipo de defesa à morte.
- Deus não criou a cultura, criou a vida - destacou.
Representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Ministério Público e parlamentares presentes à udiência ressaltaram a importância do tema e afirmaram que debaterão o assunto dentro dos órgãos, para que possam ser desenvolvidos projetos que levem mais cidadania às comunidades indígenas isoladas.
Os índios Suruwahá vivem em uma área no município de Camaruã, no Sudoeste do Amazonas. O grupo, composto hoje por cerca de 140 pessoas, é também conhecido como “povo do veneno”, devido à prática e veneração do suicídio, que constitui uma das características mais marcantes de sua cultura.
O consultor legislativo Fabiano Augusto Martins Silveira, representante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), afirmou que as condutas verificadas na tribo podem ser classificadas não só como infanticídio, mas também como homicídio. De acordo com ele, cabe aos órgãos de proteção agir para impedir suicídios e homicídios.
- Não podemos ser tolerantes com aqueles que aceitam ou propagam a morte - disse.
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:
Depois do aborto, o infanticídio

5 comentários :

Guilherme disse...

São esses mesmos ditos antropólogos que lutam com unhas e dentes para remover das aldeias todas as missões evangélicas que tentam levar alguma dignidade aos índios.

Li numa revista (se não estou enganado foi a Veja) que a visão marxista de indígena selvagem, que só quer arco e flecha não condiz nem um pouco com a realidade. Os índios querem o que todas as pessoas querem: aparelhos eletro/eletrônicos, fazer curso superior, ter casa própria, carro, estudar línguas estrangeiras. Portanto, essa palhaçada de manter o índio selvagem não vem do desejo do índio, mas da corja marxista que quer remover o cristianismo das aldeias.

Ricardo disse...

É aberrante essa "tolerância" da Funai e seus antropólogos relativistas com esses "indígenas" assassinos.

Anônimo disse...

O QUE OS HIPÓCRITAS DO SURVIVAL AFIRMAM DOS CRISTÃOS QUE TENTAM SALVAR ESSAS CRIANÇAS DO HOMICÍDIO:

"O que piora ainda mais essa situação, é que os Suruwaha têm sido atacados por missionários fundamentalistas há anos; eles estão liderando uma campanha que os calunia como assassinos de crianças. Os missionários estão por trás de um projeto de lei que os permitiria remover crianças indígenas de suas comunidades, algo com ecos horripilantes do escândalo das Gerações Roubadas."
. Faça o download do arquivo da Survival sobre a proposta ‘lei Muwaji’ (pdf). Tal projeto de lei é o resultado de uma campanha no Brasil por missionários fundamentalistas da organização JOCUM. JOCUM é o ramo brasileiro da organização estadunidense Jovens com uma Missão.

Claudio Vaz disse...

Ora, quer dizer que o senador Magno Malta só agora descobriu a existência desses assassinatos? A verdade é que o senador tem discurso cristão, mas é da BASE ALIADO DO GOVERNO PT ASSASSINO!

(Acredito no cristianismo do senador mas ele, como milhares de cristão brasileiros, são INCOERENTES com sua fé! Aliás, este senador estava na comemoração da vitória da terrorista, lembram-se?)

Ora, quer dizer que só agora o senhor consultor legislativo do Ministério Público (promotores de justiça necessitam de 'consultores jurídicos'?)descobriu a atrocidade cometida contra as crianças brasileiras?!

Ora, CNJ, MP e parlamentares só agora ficaram sabendo desse GENOCÍDIO?!!!

Onde está o "senhor-evangelho-verdadeiro-da-boca-suja" agora?
Pra isso você não sabe falar palavrão, né?!

Estou de saco cheio das pessoas deste país!

Mas vou ficar tranquilo pois estão todos preocupados e, AGORA, "debaterão o assunto dentro dos órgãos, para que possam ser desenvolvidos projetos que levem mais cidadania às comunidades indígenas isoladas".

Corja! Cães!

Anônimo disse...

Boa noite!!
Irmão Severo estou de queixo caído até agora não acredito que esse povo até agora quer justificar o INJUSTIFICÁVEL.
Essa "CULTURA DA MORTE" batendo na porta já basta os abortos feito por aí agora querem predominar o infanticídio dizer que matar crianças não é pecado a vida humana há faça me favor a mando da cultura indígena?
Absurdo na minha família é bem miscigenada minha avó por parte de mãe era índia com aquele cabelo preto batendo na cintura e o meu irmão mais novo é igual nossa vó biotipo índio mesmo eu tenho sangue indígena e portuguesa por parte já do meu avô parte do meu pai.

Ester!!!!!