21 de dezembro de 2012

Em defesa da moralidade legislada


Em defesa da moralidade legislada

Mark R. Rushdoony
Um dos mitos mais absurdos do nosso tempo é que “você não pode legislar moralidade”. Nada poderia estar mais longe da verdade. Toda lei é uma moralidade legislada.
Leis são promulgadas para proteger pessoas e propriedades ou para promover a saúde e a segurança. Leis dizem que algo é bom, então a sociedade a protegerá, ou que algo é mau, e portanto será regulado ou punido. Leis contra roubo e assassinato são declarações morais sobre o direito à propriedade privada e sobre a santidade da vida. Até mesmo um sinal de PARE é uma lei moral. Um sinal de PARE diz que você não tem o direito de arriscar a vida de outras pessoas por dirigir de maneira imprudente. Muito tem sido dito em anos recentes sobre aborto e atividades homosseuxais como passando de um pedido de aceitação para um status legal favorecido. Isso é verdadeiro e representa uma progressão lógica. Primeiro, o homossexualismo e o aborto foram exigidos como direitos, isto é, a moralidade como vista pela lei foi buscada e adquirida. Então, favores e proteções para o que a lei considera moral e digno de proteção têm sido progressivamente exigidos e concedidos. A exigência da liberação do casamento gay é baseada nos “direitos” concedidos pela decisão moral anterior.
Não podemos legislar pessoas morais, mas legislaremos moralidade. Leis contra roubo e assassinato nunca foram feitas para tornar alguém melhor, nem pretendem fazê-lo. Elas têm o intuito de dissuadir as pessoas imorais de um comportamento imoral por meio do medo da justiça. Nem parar num sinal de PARE faz você uma pessoa moral; o intuito não é torná-lo moral, mas fazer você dirigir de uma forma que proteja a vida e propriedade dos outros. Os magistrados, diz o apóstolo Paulo, devem ser um terror para os malfeitores; seu propósito é controlar as pessoas que querem fazer o que a lei diz ser errado.
A moralidade sobre a qual nossas leis são baseadas são sempre religiosas em natureza. A ética moral de um cristão será diferente daquela de um humanista, ou hindu, ou muçulmano. Quando mudamos de religão, nossa moralidade mudará e nossas leis eventualmente reflitirão isso. Temos visto uma mudança progressiva da fé e lei cristã para uma lei mais vigorosamente humanista em décadas recentes.
O inverso também é verdade. Quando mudamos nossa moralidade, estamos mudando nossas pressuposições religiosas, e nossa própria religião é mudada. Não é apenas o anti-cristianismo de fora que é o nosso problema hoje; estamos também lutando contra o elemento anti-lei de Deus (antinomiano) que tem atacado o Reino de Deus dentro dos seus próprios portões.
Todos cremos na lei, de forma que todos cremos em legislar moralidade. Eu creio na moralidade de Deus. Em qual moralidade você crê?
Tradução: Felipe Sabino.
Fonte: Monergismo
Divulgação: www.juliosevero.com
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4 comentários :

Anônimo disse...

Caro blogueiro, sou católico apóstolico romano e gostaria de expor o meu singelo comentário:

Há 3 tipos de moral: A moral individual, código de valores que incorporamos ao longo do tempo; Uma moral social, relativa ou mutável, a exemplo do que se pratica nos grandes centros urbanos e outra em cidades pequenas do interior; A moral filosófica, que ajudam as pessoas a formularem suas ideias; política, os partidos levando a sério suas ideologias através de seus filiados, e a religiosa, a crença que se mescla com a política. Por fim, a Moral humana da qual não há liberdade de escolha, pois é inata ao homem e cujos princípios nenhuma lei pode revogar, provém de uma lei natural.

O que assistimos nos últimos decênios é a subersão dessa última, ao ponto de tornarem os humanos bestiais e afastados de Deus. Essa promoção é insulflada, principalmente, por ativistas de esquerda, que na tentativa constante de atacar a Igreja e os valores eternos, pretendem uma nova ordem segundo à sua imagem e semelhança.

"Quem tem ouvidos para ouvir, ouça..." Mt 11;XV

Eduardo

Joabe disse...

Salvo engano, o escritor Norman Geisler algo sobre assunto. alguém pode confirmar ?

PRESBÍTERO VALDOMIRO disse...

Quando não existe lei dentro de um determinado grupo social, há sempre um período de caos e anarquia até que seja imposta uma ordem (para conter determinados abusos).

Deus escreveu a Sua lei através dos 10 mandamentos. Ele fez isso com o intuito de disciplinar a conduta do ser humano sobre a Terra. Em outras palavras: Deus determinou o que é certo e errado através da Sua lei.

É com base na lei de Deus que são criadas as leis que controlam (e limitam) a liberdade do ser humano dentro de um determinado meio social. A respeito disso, o apóstolo Paulo diz com muita sabedoria:

"Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente. Sabendo isto: que a lei não é feita para o justo; mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, para os devassos, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina" (1 Timóteo 1:8–10)

Só que, ultimamente, está acontecendo o inverso: ao invés de defenderem a moralidade, os bons princípios e a obediência aos ensinamentos cristãos, algumas leis são aprovadas contra o que foi estabelecido na lei de Deus. Um bom exemplo disso é o PLC 122 (que os homossexuais querem aprovar).

E o nosso governo ainda tem a cara de pau de dizer que "o Estado é laico", o que, indiretamente, dá a entender que as leis que regem um determinado país têm que estar acima de tudo (inclusive das convicções religiosas das pessoas). Só que tem um pequeno e importante detalhe que muitos governantes ou legisladores não observam (ou fingem não saber): NENHUMA LEI TERRENA, SEJA ELA QUAL FOR, JAMAIS VAI ESTAR ACIMA DA LEI DE DEUS!

A respeito da lei de Deus, Jesus foi taxativo:

"Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas: não vim para revogar, mas para cumprir. Pois em verdade Eu vos digo que, até que passem os Céus e a Terra, nenhum i ou til jamais passará da lei, sem que tudo se cumpra" (Mateus 5:17–18)

Podemos até escapar do julgamento das leis terrenas, MAS DA LEI DE DEUS NINGUÉM JAMAIS ESCAPARÁ (nem mesmo os governantes e legisladores de uma determinada nação). O apóstolo Paulo disse com muita sabedoria:

"E todos aqueles que sob a lei (de Deus) pecaram, pela lei (de Deus) serão julgados" (Romanos 2:12, os parênteses são meus).

Que esta mensagem sirva de alerta para muitos governantes e legisladores (antes que eles aprovem leis que são contra a lei de Deus)!

"Não erreis: Deus não Se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso ele também ceifará" (Gálatas 6:7)

António Jesus Batalha disse...

Amados, entrei no seu abençoado blog, e verifiquei que aqui há vida, e que o amor de Jesus impera.
Dou-lhe os parabéns por este belo blog, que é mais uma ferramenta para levar a Palavra de Deus.
Vim também para desejar-vos um feliz Natal e que o ano novo seja cheio de grandes vitórias em Cristo Jesus.
Fique na paz de Jesus.
António Batalha.