8 de setembro de 2012

Tratados da ONU se Tornarão um Tópico Quente na Corrida Presidencial?


Tratados da ONU se Tornarão um Tópico Quente na Corrida Presidencial?

Dr. Stefano Gennarini
NOVA IORQUE, EUA, 7 de setembro (C-FAM) Poucos políticos têm interesse em fazer de obscuros tratados da ONU temas de debate. Apesar disso, os Partidos Republicano e Democrata estão firmes em polos opostos na questão de se os Estados Unidos devem ou não ratificar novos tratados da ONU, particularmente tratados de direitos humanos.
A plataforma adotada na Convenção Nacional Republicana da semana passada especificamente menciona quatro tratados da ONU cuja ratificação a CNR se opõe porque seu “impacto de longo prazo na família americana é sinistro ou duvidoso”. Esses tratados são a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (cuja sigla em inglês é CEDAW), a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências (CDPD) e o Tratado de Comércio de Armas.
Os republicanos também alertam contra problemas com o sistema da ONU, denunciando uma burocracia corrupta da ONU “em necessidade urgente de reforma” assim como o “histórico vergonhoso de colaboração do FNUAP com o programa de aborto compulsório da China”. Além disso, a plataforma republicana faz o compromisso de que um presidente republicano reinstalaria a política da Cidade do México que proíbe o governo federal de financiar organizações internacionais que fornecem ou promovem abortos.
A plataforma adotada nesta semana na Convenção Democrática é inteiramente favorável ao sistema da ONU, sendo elogiada pelo fato de que o governo de Obama restaurou “a liderança dos EUA na ONU”.
Eles insistem em que os Estados Unidos ratifiquem a CEDAW na base de “garantir plena igualdade para as mulheres” e com a compreensão de que “os direitos das mulheres são direitos civis”. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências e a Convenção sobre os Direitos da Criança não são mencionadas na atual plataforma.
As posições polarizadas dos dois partidos sobre a ratificação desses tratados refletem suas políticas nacionais com respeito à vida humana e à família.
Carol Tobias, presidente da entidade Direito à Vida Nacional, comentou que o Partido Republicano mais uma vez adotou uma “forte plataforma pró-vida” e tem uma linguagem pró-vida “entrelaçada em toda a plataforma”. Os republicanos têm adotado uma posição pró-vida em sua plataforma desde 1976.
Os democratas dependem decisivamente do voto de americanos pró-aborto para dar ao presidente Obama um segundo mandato. Por isso, a plataforma deles reafirma que “de modo forte e inequívoco apoia a [decisão pró-aborto do Supremo Tribunal] Roe versus Wade”, “aborto seguro e legal independente da capacidade de pagar” assim como se opõe “a todo e qualquer esforço para enfraquecer ou minar esse direito”.
A plataforma republicana favorece fortemente o casamento tradicional, mas a plataforma democrática é a favor da criação de direitos especiais de casamento para os homossexuais.
As políticas adotadas pelos democratas e pelo governo de Obama estão em íntima sintonia com as diretrizes e interpretações dos especialistas internacionais não eleitos encarregados de monitorar a implementação de tratados da ONU que o Partido Democrático quer que o Senado dos EUA ratifique. Esses especialistas da ONU rotineiramente orientam os países a mudar suas leis para permitir o aborto sem restrição e a reconhecer direitos especiais para os homossexuais.
É improvável que algum eleitor americano decida seu voto com base em tratados da ONU, mas muitos decidirão com base nas questões essenciais.
Tradução: www.juliosevero.com
Fonte: Friday Fax
Obama quer EUA como agência policial mundial a favor do homossexualismo

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