23 de setembro de 2012

Revista Veja: Influência evangélica na política dos EUA é cada vez mais fraca


Revista Veja: Influência evangélica na política dos EUA é cada vez mais fraca

Comentário de Julio Severo: A reportagem a seguir, preparada pela jornalista Cecília Araújo da revista Veja, revela como quase 50 por cento dos jovens americanos estão abandonando as igrejas protestantes históricas (presbiteriana, luterana, etc.) para se tornarem esquerdistas. Mas o problema não está só aí. Os que não abandonam estão também pesadamente envolvidos com o esquerdismo, como comprovam as maiores denominações protestantes dos EUA (presbiterana e luterana), que estão ordenando pastores gays e pastoras lésbicas, apoiando o aborto, etc.
A maior força evangélica hoje de fato conservadora nos EUA são, conforme aponta Veja, as igrejas pentecostais e neopentecostais. E tal qual ocorre no Brasil, a mídia em geral e a esquerda em particular nos EUA têm mirado nelas, especialmente nos neopentecostais, por causa de seu potencial de confronto na guerra cultura contra o aborto e a agenda gay.
O quadro nos EUA é sombrio. Mesmo crescendo muito, a multiplicação das igrejas neopentecostais é insuficiente para neutralizar a esmagadora influência esquerdista de mega-denominações protestantes pró-aborto e pró-homossexualismo. Essas igrejas estão perdendo seus jovens, deixando na sociedade americana ex-membros prontos para combater, do lado esquerdista, na guerra cultural.
Graças ao esquerdismo em massa das igrejas protestantes americanas, estamos assistindo ao pôr-do-sol do país que já foi a maior nação protestante do mundo.
Não sei se a multiplicação neopentecostal nos EUA conseguirá deter décadas de esquerdismo na política, cultura e igrejas protestantes dos EUA. Só sei que é preciso apoiar quem está fazendo diferença. Michele Bachman (tipo neopentecostal) é quase que a única que está fazendo diferença como evangélica genuinamente conservadora na política dos EUA, embora a pentecostal Sarah Palin tenha feito muita coisa também.
A matéria da Veja a seguir não é conservadora, mas mostra o que está acontecendo com os evangélicos dos EUA.

Peso do eleitorado evangélico nos EUA é cada vez menor

Preocupação com a crise financeira, ascensão das minorias e mudança no perfil do eleitorado religioso deslocam a tradicional agenda evangélica

Cecília Araújo
Em maio, Barack Obama tornou-se o primeiro presidente americano a declarar apoio ao casamento gay. Estava fazendo história, é certo, mas também cálculo político.  Em 2004, quando o democrata dizia acreditar que o casamento devia ser 'entre um homem e uma mulher', eram 60% os americanos contrários à união homossexual. Em 2012, quando tenta reeleger-se, são 43%, de acordo com pesquisa do Pew Research Center.
O republicano Mitt Romney, o rival de Obama na disputa pela Casa Branca, também está fazendo história. É o primeiro mórmon a disputar a presidência americana. Tendo escolhido o católico Paul Ryan para vice, Romney rompe uma tradição do Partido Republicano que vem desde 1860: a de ao menos um dos dois nomes da chapa ser protestante.
A aposta de democratas e republicanos é a mesma de dez entre dez analistas: esta eleição está pautada pela economia. Mas isso não significa que os dois grandes partidos americanos, muito bem munidos de pesquisas e estrategistas, tenham deixado de levar em conta questões morais e religiosas que há tempos influem nas escolhas dos eleitores. Eles apenas ajustam suas estratégias ao peso que essas questões têm no momento. "Há nos Estados Unidos uma base religiosa que segue regras morais com muita firmeza. Mas devido à crise financeira, a religião foi colocada em segundo plano, deixando a salvação da economia como prioridade para o próximo governo", afirma Eduardo Oyakawa, professor de Filosofia na Graduação da ESPM-SP e especialista em sociologia da religião.
Crescei e multiplicai-vos – A mobilização sistemática do eleitorado evangélico é uma cartada dos anos 1970. Esta década assistiu à multiplicação das correntes protestantes pentecostais e neopentecostais, comumemente tratadas por 'evangélicas' (leia ao lado). Desde então, evangélicos superam numericamente os fiéis das denominações protestantes históricas (luteranos, calvinistas etc.).
Em 1976, a revista Newsweek dedicou uma capa ao 'Ano dos Evangélicos'. Naquela eleição, esta fatia do eleitorado apoiou majoritariamente um democrata, o diácono batista Jimmy Carter, contra o republicano Gerald Ford, o vice de Richard Nixon, que renunciara dois anos antes, na esteira do escândalo Watergate. Na eleição seguinte, que levou Ronald Reagan à Casa Branca, o voto evangélico migrou para o Partido Republicano e a ele tem sido fiel desde então.
Como observam os cientistas Eric Kaufmann e Vegar Skirbeek em  Demografia política: como as mudanças populacionais estão remodelando questões de segurança internacional e política nacional (em tradução livre), lançado em junho, há em boa parte do mundo uma forte correlação entre altas taxas de fecundidade e devoção religiosa, e entre devoção religiosa e identificação com siglas conservadoras. Isto vale especialmente para o apoio dos evangélicos ao Partido Republicano. O Grand Old Party, como também é chamado, tem a simpatia da maioria dos cristãos, mas é o eleitorado evangélico branco que lhe dá a mais expressiva vantagem (70%) (veja infográfico).
Paradoxo conservador – Nos anos 2000, o voto evangélico perde peso por duas razões. Uma delas é demográfica. Com altas taxas de fecundidade, os evangélicos tendem a ganhar representação em relação ao eleitorado secular, que nos Estados Unidos costuma favorecer o Partido Democrata. No entanto, o crescimento populacional de latinos, asiáticos e negros, que até 2050 serão a maioria da população americana, é ainda mais acelerado. E embora confissões evangélicas também sejam populares entre as minorias, sua orientação política é bem mais difusa.
Kaufmann e Skirbeek apontam na Califórnia uma expressão deste paradoxo: em 2008, o estado votou maciçamente (61%) em Obama e também na Proposta 8, que proibia o casamento gay. Ou seja, a agenda moral ainda é forte e mobilizou uma espécie de coalizão 'ecumênica' de evangélicos brancos e negros, católicos hispânicos, mórnons etc. Mas já ficou em segundo plano na disputa pela Casa Branca. Até no governo George W. Bush, fortemente identificado com a direita cristã, houve uma tentativa de limitar a influência dos evangélicos no primeiro escalão, como lembra Larry Eskridge, diretor adjunto do Instituto para o Estudo dos Evangélicos Americanos, do Wheaton College, em Illinois.
A perda de representatividade do tradicional eleitorado evangélico na política americana também é uma questão geracional, já captada em pesquisas de opinião. Eskridge aponta que os jovens evangélicos estão menos dispostos a empunhar as bandeiras de seus pais e mais propensos a apoiar causas identificadas como liberais, como preservação ambiental, assistência aos mais pobres, tolerância à imigração etc. Segundo um estudo recente do Grupo Barna, 43% dos evangélicos no final da adolescência e jovens adultos deixaram a igreja tradicional [presbiteriana, luterana, batista, etc.] para seguirem crenças mais liberais.
"A visão dos evangélicos tradicionais é moldada por um desejo de restaurar normas do passado. Mas o perfil da comunidade evangélica tem mudado nos últimos anos e dado espaço a um segmento mais liberal", diz o americano Jonathan Dudley, autor do livro Broken Words: The Abuse of Science and Faith in American Politics (Palavras Quebradas: O Abuso da Ciência e da Fé na Política Americana, tradução livre), ele próprio um exemplo desta geração evangélica mais liberal.
Valores – O dilema de Romney é que ele ainda precisa mobilizar os republicanos que viram com desconfiança a indicação de um mórmon para presidente, mas sem assustar os eleitores moderados ou indecisos – a fatia que tradicionalmente decide a corrida pela Casa Branca. É sintomático que o republicano não tenha explorado em campanha a declaração de Obama sobre o casamento gay. Seu cálculo é que a repercussão poderia ajudar o democrata a engajar ainda mais eleitores liberais, o que, numa eleição em que o voto não é obrigatório, pode fazer a diferença.
O republicano joga suas fichas no debate econômico, com foco no desemprego (que continua acima dos 8%), déficit fiscal e corte de gastos. E faz acenos estudados à direita religiosa. Em 2011, provocado por uma organização conservadora, Romney se recusou a assinar um compromisso contra o aborto. Em 2012, já candidato, alinhou-se. 'Os candidatos evitam o risco de perder eleitores que não compartilham de sua posição', diz Dudley. 'Mas há também um risco em não se tomar uma posição firme sobre questões morais. Embora a prioridade hoje seja a economia, republicanos e democratas querem saber se seu candidato partilha de seus valores fundamentais.'
Fonte: Revista Veja
Divulgação: www.juliosevero.com

9 comentários :

PRESBÍTERO VALDOMIRO disse...

Sei que eu poderei ser criticado, porque vou colocar aqui um comentário que eu já postei em artigos anteriores. Mas, devido ao teor deste artigo, me sinto obrigado a repetir o mesmo comentário (já que o conteúdo dele tem tudo a ver com o artigo que está sendo apresentado aqui).

Religiosamente falando, a verdade é que os Estados Unidos era, até alguns anos atrás, considerado o país mais protestante do mundo. E muita gente dizia que era o país mais cristão do mundo. Só que, atualmente, não aparenta ser nada disso (pelo menos é assim que eu vejo).

Estive conversando com uma professora americana que esteve há pouco mais de 2 anos aqui em Recife (onde eu moro). Quando eu perguntei a ela como ela via os Estados Unidos no sentido moral e espiritual, ela me disse precisamente isto:

"O nosso país (Estados Unidos) tinha tudo para ser um país abençoado (e até para servir de referência cristã para o mundo). No começo, éramos muito tementes a Deus. O problema é que, com o passar do anos, o desenvolvimento científico e o progresso material e financeiro subiu à cabeça de alguns dos nossos governantes, e, com isso, eles já passaram a não se importar mais com a obediência à Palavra de Deus. Em outras palavras: a obediência a Deus e à Sua Palavra foi relegada a segundo plano".

E ela ainda acrescentou mais algumas coisas assustadoras:

"Em muitas cidades, há locais onde se pratica a bruxaria, existem pessoas que fazem parte de certos movimentos (como a Nova Era), há as que estão metidas em seitas satânicas (sem contar que a Igreja de Satã está situada na Califórnia), o homossexualismo está aumentando a cada dia, temos casos de pregadores evangélicos, políticos e agentes do governo envolvidos em diversos escândalos (inclusive escândalos sexuais), e, também, há a tolerância ao islamismo. Enfim, o nosso país está se destruindo em todos os sentidos (inclusive moralmente). Que esperança podemos ter, ou melhor, qual será o futuro da nação americana se tal estado de coisas continuar?"

Eu respondi a ela exatamente o seguinte:

"Quando uma nação despreza a obediência à Palavra de Deus e passa a confiar somente na sua própria sabedoria, essa mesma nação fica, após um certo tempo, entregue à sua própria sorte (como um barco à deriva num mar revolto, prestes a afundar). Os verdadeiros cristãos precisam voltar à obediência à Palavra de Deus para recolocar a nação no caminho certo".

Não sei se esta minha resposta foi 100% satisfatória, mas ela, de qualquer forma, aprovou. E eu até citei o Salmo 33:

"Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor" (Salmo 33:12)

Ela agradeceu a minha atenção e disse que iria divulgar o nosso diálogo num encontro evangélico.

Tem horas que eu fico pensando aqui comigo: será que aqui no Brasil não estaria acontecendo a mesma coisa? Se alguém daqui estivesse dialogando com essa americana, quem poderia dar uma avaliação exata dos Estados Unidos, ou melhor, qual seria o diagnóstico dos americanos no sentido moral e espiritual?

E mais: o que o Brasil precisa fazer para se tornar uma nação espiritualmente abençoada (como os Estados Unidos foi no princípio)?

Espero uma resposta sensata de alguém daqui na primeira oportunidade.

P.S: Se alguém daqui quiser se manifestar, esteja à vontade

Diácono Elias (Igreja Batista Nova Jerusalém) disse...

Caro presbítero Valdomiro,

Você fez esta pergunta:

"...o que o Brasil precisa fazer para se tornar uma nação espiritualmente abençoada (como os Estados Unidos foi no princípio)?"

Não sei se a resposta que vou dar aqui vai ser 100% satisfatória para a sua pergunta, mas eu vou dizer exatamente o que eu penso.

Para o Brasil fosse uma nação abençoada, teríamos que ter verdadeiros cristãos no governo. Em outras palavras: o governo teria que colocar a Palavra de Deus como guia para os destinos do país. É como disse o salmista:

"Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo ao qual Ele escolheu para a Sua herança" (Salmo 33:12)

O problema é que está faltando, por parte dos que se dizem cristãos (principalmente os políticos da bancada evangélica), um verdadeiro compromisso com Deus, ou melhor, está faltando obediência total e irrestrita à Palavra de Deus! De que adianta alguém se dizer cristão e não viver de acordo com o que a Palavra de Deus ensina (ou não se manifestar contra o pecado)?

Ser um verdadeiro cristão (como o nosso amado irmão Júlio Severo, que combate com firmeza o pecado) custa um preço muito caro. São muitas as provações, tentações e situações adversas. Mas é nessas horas que a gente vê quem realmente é cristão de verdade (e não só de boca, como muitos que existem por aí)! É como bem disse o apóstolo Tiago:

"Bem–aventurado é o varão que suporta a tentação; pois, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido para aqueles que O amam" (Tiago 1:12)

Como cristãos, nossa obrigação é se manter incorruptível neste mundo de pecado. É como diz a Palavra de Deus:

"E não vos conformeis com este mundo; mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus" (Romanos 12:2)

"Para que sejais sinceros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração perversa e corrompida, entre a qual resplandeceis como astros no mundo" (Filipenses 2:15)

"Bem–aventurado é varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, e não se assenta na roda dos escarnecedores. Antes o seu prazer está na lei do Senhor; e nela medita dia e noite" (Salmo 1:1–2)

Se todos os eleitores do Brasil (inclusive os cristãos) tivessem orado e pedido discernimento a Deus antes de votar, não teríamos no poder um governo pró–homossexualismo, pró–aborto, anti–família e anti–cristão. E nem elegeríamos uma bancada que se diz evangélica, mas que não tem tido nenhum compromisso com a Palavra de Deus (além de ser omissa no combate ao pecado)!

Creio que o problema está não somente em muitos dos políticos que se dizem cristãos (como os da bancada evangélica), mas também de alguns cristãos eleitores que os colocam lá. Alguns desses mesmos eleitores votam somente por votar, influenciados por alguém ("Vou votar no irmão da minha igreja, pois foi o pastor quem pediu"), ou sem saber quem realmente é o candidato, que ideais defende, quais compromissos tem, quais interesses visa, etc.

Daí, surgem certos "políticos cristãos" que estão mais preocupados em cuidar de seus negócios particulares (ou dos negócios de suas igrejas) do que em ter um compromisso sério com a Palavra de Deus e com questões que afetam a sociedade como um todo (especialmente a maioria cristã).

É necessário ficar de olho e sempre cobrar, dos candidatos e dos políticos eleitos, posturas e ações efetivas no sentido de cumprir o que prometem, já que o futuro do país depende das decisões que eles tomarem.

Que este alerta seja amplamente divulgado a todos, para que todos peçam discernimento a Deus antes de se confiar em alguém. É como disse o apóstolo Paulo:

"Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso" (Romanos 3:4)

Espero, amigo Valdomiro, ter respondido satisfatoriamente à sua pergunta. Caso você queira se manifestar, esteja à vontade.

Um grande abraço,

Diácono Elias (Igreja Batista Nova Jerusalém)

ÉLQUISSON disse...

Presbítero Valdomiro,

Você fez uma pergunta crucial para o momento que estamos vivendo:

"...o que o Brasil precisa fazer para se tornar uma nação espiritualmente abençoada (como os Estados Unidos foi no princípio)?"

Respondendo de forma honesta à sua pergunta, eu só posso dizer que, infelizmente, não há mais jeito a dar na maldade que acontece no Brasil e no mundo. Não quero te desanimar, amado irmão, mas eu, sinceramente, não creio que o Brasil se torne uma nação abençoada (e não vejo nenhuma esperança de melhora daqui pra frente).

Por que eu digo isso? Pelo seguinte motivo: o governo brasileiro é totalmente corrompido. Os governos de Lula (anterior) e de Dilma (atual) são exatamente iguais. Além de serem do mesmo partido (PT), ambos possuem a mesmíssima agenda: políticas pró–homossexualismo, pró–aborto, anti–família e anti–cristãs. O que podemos esperar de bom de governantes que agem totalmente a favor do diabo e de seus comparsas (e contra os mandamentos da Palavra de Deus)?

A atual bancada evangélica que temos e nada é a mesma coisa. De que adianta termos, na nossa política, pessoas que se dizem cristãs, mas que não têm tido nenhum compromisso com a obediência à Palavra de Deus (e têm sido omissas no combate ao pecado)? Isso sem contar que essa mesma bancada ainda aceita negociar com um governo totalmente podre, demoníaco e imoral!

A nossa obrigação, como cristãos, é resistir ao pecado e continuar a pregar as verdades da Palavra de Deus enquanto ainda podemos (ou enquanto ainda dispomos de uma relativa liberdade), até a volta de Jesus. Quando a NOM (Nova Ordem Mundial) for imposta, aquele que se manifestar contra ela será perseguido e morto!

E mais: dizer não ao governo mundial que será imposto num futuro não muito distante é assinar a própria sentença de morte. Sabemos que este mesmo governo perseguirá e matará todos os cristãos que encontrar pela frente. Por que isso? Porque a perseguição aos cristãos já está prevista na Palavra de Deus, e, portanto, será inevitável. A Palavra de Deus tem que se cumprir até o fim. Deus não é homem para que minta, e nem tampouco filho do homem para que Se arrependa. O que Deus determinou na Sua Palavra nunca voltará atrás. O próprio Deus disse com todas as letras:

"Assim será a Minha palavra que sair da Minha boca: ela não voltará vazia para Mim; antes fará o que Me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei" (Isaías 55:11)

Nas épocas da Inquisição e do Império Romano, milhões de cristãos foram perseguidos e mortos de todas as formas possíveis. E hoje não é diferente: a perseguição aos cristãos ainda continua (e de forma até mais cruel). Para que maior prova disso do que a perseguição aos cristãos que se recusam a obedecer ao "politicamente correto" do governo e dos homossexuais? Isso sem contar as perseguições e mortes de muitos cristãos em países islâmicos (e em outros onde a Bíblia é proibida)!

De uma coisa eu tenho certeza: o cerco está se fechando, e fatalmente vai chegar o dia em que muitos que se dizem cristãos serão postos à prova para saber quem realmente é cristão de verdade (e não só de boca)! E quantos estarão preparados para este dia?

Tratemos de nos chegar a Deus enquanto ainda podemos, pois sabemos que a volta de Jesus está próxima, e, portanto, precisamos estar preparados. É como diz a Palavra de Deus:

"Buscai ao Senhor enquanto se pode achar; invocai-O enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque Ele é grandioso em perdoar. Porque os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos são os Meus caminhos, diz o Senhor" (Isaías 55:6–8)

P.S: Se alguém daqui quiser se manifestar, esteja à vontade

Anselmo disse...

O presbítero Valdomiro disse uma coisa que me chamou a atenção:

"... Quando uma nação despreza a obediência à Palavra de Deus e passa a confiar somente na sua própria sabedoria, essa mesma nação fica, após um certo tempo, entregue à sua própria sorte (como um barco à deriva num mar revolto, prestes a afundar)..."

Talvez muitos daqui não saibam (ou talvez não estejam lembrados), mas a Bíblia narra um episódio que confirma estas palavras do presbítero Valdomiro. Vejamos:

Joaquim tinha subido ao trono de Judá aos 8 anos de idade (2 Crônicas 36:9). O momento da nação era crítico. A ameaça dos caldeus era um perigo iminente. Era preciso que um rei se colocasse ao lado de Deus para reestabelecer a segurança do povo judeu. A situação era momentaneamente grave, mas não irremediável. O futuro do reino de Judá estava nas mãos de Joaquim. A escolha que ele fizesse fatalmente selaria o destino da nação. Nem mesmo todos os exércitos estrangeiros poderiam subjugar (ou destruir) uma nação que tivesse Deus a seu favor.

Muito dependia de Joaquim. Daria ele o bom exemplo a todos? Romperia ele com a idolatria pagã que asfixiava espiritualmente a nação? Não, infelizmente não. Dele é dito que "fez o que era mau os olhos do Senhor" (2 Crônicas 36:9). O apego ao pecado era demasiadamente forte em sua vida. Ao invés de entrar pela porta estreita, preferiu o atalho largo da perdição (Mateus 7:13–14).

Este mesmo atalho foi atraente no início, mas resultou em desastre pouco tempo depois: Jerusalém e Judá caíram nas mãos de Nabucodonosor, e Joaquim e sua família foram levados para o exílio (Jeremias 22:24–30;24:1). Joaquim só foi libertado do cativeiro 37 anos mais tarde, já no tempo de Evil–Merodaque, o novo rei da Babilônia (Jeremias 52:31).

Se Joaquim e o reino de Judá tivessem sido fiéis a Deus desde o princípio, esta mesma história certamente teria um outro final totalmente diferente!

Não duvido nada de que a mesma coisa pode acontecer não só com os Estados Unidos, como também com outros países que desprezam a obediência à Palavra de Deus! A respeito disso, o apóstolo Paulo advertiu sabiamente:

"Não erreis: Deus não Se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso ele também ceifará" (Gálatas 6:7)

Será que alguém aqui ainda tem alguma dúvida disso?

Marivaldo disse...

Não sei se muitos aqui vão concordar comigo, mas eu penso o seguinte (e eu creio que o que eu vou dizer aqui talvez responda à pergunta do presbítero Valdomiro): se o nosso Brasil, desde o descobrimento, tivesse sido obediente ao Senhor Jesus e à Sua Palavra, com certeza nós seríamos uma nação grandiosa (e, quem sabe, até servir de referência para o mundo inteiro).

Mas, infelizmente, a nossa colonização foi muito mal feita (principalmente no sentido espiritual). Um dos fatores que contribuiu negativamente nesse sentido foi a herança que trouxemos dos escravos africanos e suas "entidades" (que são, na verdade, demônios), as quais causam todo tipo de maldição ao nosso país.

Aliado a isso, temos o agravante de que 90% da classe política faz parte da Maçonaria, sem contar os casos de políticos que estão envolvidos com a magia negra, umbanda, bruxaria, quimbanda, vodu, candomblé, espiritismo e até mesmo o satanismo!

Sinceramente, eu fico temeroso pelo futuro da nossa nação. Que herança deixaremos para nossos filhos e netos (e para as gerações futuras)?

Márcio A Santanna disse...

As portas estão abertas para o Islamismo radical graças a Obama, que é muçulmano e não cristão.

Henrique disse...

Marivaldo,

Eu creio que o futuro do Brasil depende única e exclusivamente da atitude dos cristãos diante do pecado.

É justamente aí que se vê quem é cristão de verdade: se é aquele que protesta, que não aceita o conformismo com a sujeira do mundo, que defende com todas as forças as verdades da Palavra de Deus, que é capaz de dar a vida por amor a Jesus, que é firme nos seus princípios; ou se é aquele que "adapta" a moral cristã aos "modernismos" mundanos, que aceita idéias marxistas, esquerdistas, comunistas e socialistas, que tolera o "politicamente correto" do governo e dos homossexuais, que se omite no combate ao pecado, enfim, que faz jogo duplo (querendo agradar a Deus e ao diabo).

Infelizmente, muitos que se dizem cristãos estão sendo mornos. Morno, de acordo com a Bíblia, é aquele que se diz cristão, mas não combate com firmeza o pecado. Foi justamente por isso que Jesus mandou o apóstolo João escrever o seguinte texto na carta para a igreja de Laodicéia:

"Eu conheço as tuas obras: não és frio e nem quente; quem Me dera se fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, estou para te vomitar da Minha boca" (Apocalipse 3:15–16)

Quem é morno é, às vezes, pior do que o ímpio. O ímpio, pelo menos, já sabe que direção seguir. É um caminho que é errado, mas que já foi escolhido (pelo menos uma decisão já foi tomada).

Já o morno é aquele que, como se diz no popular, fica "em cima do muro": não sabe para onde vai. Em outras palavras: não abandona a Jesus, mas também não resiste a certas tentações do diabo.

Foi por isso que o apóstolo Tiago disse:

"Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado" (Tiago 4:17)

Em outras palavras: aquele que sabe que deve combater o pecado e não toma uma atitude (ou seja, não diz nem faz nada contra o pecado) é cúmplice do pecado (e é tão ou mais culpado quanto o próprio pecador)!

O verdadeiro cristão não pode (e nem deve) ser morno. O verdadeiro cristão tem uma só palavra, uma só escolha, segue somente uma única direção, e é firme em suas convicções. Em suma, o verdadeiro cristão obedece ao que Jesus diz:

"Seja, porém, a vossa palavra: Sim, sim; Não, não; porque o que passar disso é de procedência maligna" (Mateus 5:37)

"Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou amará a um e odiará o outro, ou há de se dedicar a um e desprezar o outro" (Mateus 6:24)

É preciso que os cristãos saibam que a atitude deles pode decidir o futuro do país. Portanto, trata-se de uma responsabilidade individual que cada um terá diante de si mesmo e, principalmente, diante de Deus. Em outras palavras: se nos omitirmos em ter uma postura firme na defesa da moral e dos bons princípios, estaremos sendo cúmplices de todo o mal que nos rodeia (e seremos cobrados por Deus pela nossa omissão). É como alertou o apóstolo Paulo:

"Cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus" (Romanos 14:12)

Que estas palavras sirvam de alerta para muitos que se dizem cristãos (e que ainda continuam acomodados)!

"PARA QUE O MAL VENÇA, BASTA QUE OS HOMENS DE BEM NÃO FAÇAM NADA"

ELISEU disse...

A partir do momento em que uma nação despreza a obediência à Palavra de Deus e passa a confiar somente em sua própria sabedoria, essa mesma nação fica espiritualmente desprotegida. E aí ela se torna uma presa fácil para os ataques do diabo e dos demônios (e também de todo tipo de pecado e vício). É como disse o salmista:

"Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham aqueles que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela" (Salmo 127:1)

O profeta Jeremias diz a mesma coisa:

"Os sábios foram apanhados; ficaram envergonhados e serão aterrorizados. Eis que eles desprezaram a Palavra do Senhor, e que sabedoria eles têm?" (Jeremias 8:9)

"Maldito o homem que confia no homem, que faz da carne o seu braço, e que afasta o seu coração do Senhor" (Jeremias 17:5)

Eu diria que o que está acontecendo no mundo em geral é um abandono total da verdadeira fé cristã. Estamos vivendo uma época de crise moral generalizada. A respeito disso, Jesus dá o diagnóstico preciso do momento atual:

"Este povo vem a Mim com a sua boca e Me honra com os lábios, mas o seu coração está distante de Mim; e em vão Me adoram, porque ensinam doutrinas que são preceitos de homens" (Mateus 15:8–9).

Estamos sob a influência negativa de um falso moralismo. Em outras palavras: à medida que o tempo passa, os valores bíblicos são cada vez mais relativizados. O pior disso tudo é que muitas igrejas (inclusive as que se dizem cristãs) estão passando a aceitar os valores mundanos impostos por uma sociedade totalmente corrompida. Os padrões morais de comportamento se tornaram meras convenções humanas variáveis no tempo e no espaço (ao invés de serem a expressão de uma ordem moral eterna e imutável).

Estamos deixando de cumprir o nosso dever como filhos de Deus. Estamos deixando de obedecer ao que disse o apóstolo Paulo:

"E não vos conformeis com este mundo; mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus" (Romanos 12:2)

Como podemos ser luz num mundo de trevas se a nossa própria consciência nos condena? Como poderemos brilhar se estamos conformados com o mundo e praticamos os mesmos pecados, perversões e temos os mesmos vícios? Somos hoje uma igreja apenas nominal, gostamos de estar nos templos, "louvar a Deus" com os lábios, mas a verdade é que nosso coração está completamente longe da obediência a Deus (e à Sua Palavra). Foi por isso que Jesus disse:

"Assim também vós pareceis justos exteriormente aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e iniqüidade" (Mateus 23:28)

Talvez o crescimento de toda essa maldade em todo o mundo seja algo que Deus tem permitido para despertar uma igreja hipócrita que acha estar vivendo uma época de avivamento. Nunca fomos tantos e nunca fizemos tão pouco pelo Reino de Deus.

O que está realmente faltando para muitas pessoas e igrejas que se dizem cristãs é um compromisso sério e irrestrito com a obediência à Palavra de Deus. Falando num tom bem direto: o verdadeiro cristão tem que fazer a diferença onde estiver. Novamente o apóstolo Paulo se manifesta:

"Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas; Para que sejais sinceros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo" (Filipenses 2:14–15)

Para finalizar minha mensagem, cito as palavras que o apóstolo Paulo recomenda aos cristãos para terem segurança somente na Palavra de Deus:

"Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para vos manterdes firmes contra as astutas ciladas do diabo; porque temos uma luta que não é contra a carne e o sangue, mas contra os principados, as potestades, os príncipes das trevas deste século, e as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais" (Efésios 6:11–12)

Anônimo disse...

Julo Neves:

Isso se chama apostasia. Infelizmente está acontecendo. É um sinal dos últimos dias. E assim diz o versiculo: "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará." (Mateus 24 : 12)