Conferência Asiática de Controle Populacional Lamenta Envelhecimento, Mas Elogia Aborto e Contracepção
Dra.
Susan Yoshihara
NOVA IORQUE, EUA, 30 de agosto
(C-FAM) Os mais importantes demógrafos, especialistas populacionais e
funcionários da ONU se reuniram em Bangcoc nesta semana para tratar da crise do
envelhecimento da região. Apesar da gravidade da desagradável situação de baixa
fertilidade, aborto, contracepção e “saúde reprodutiva e sexual” foram os
assuntos de um de cada quatro documentos apresentados.
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| Envelhecimento demográfico: realidade asiática |
Apesar disso, a “saúde reprodutiva
e sexual” representou 22 documentos, aproximadamente um quarto, ponderando
tópicos como “determinantes de escolha contraceptiva”, “condutas arriscadas em
saúde reprodutiva”, “perspectivas de saúde sexual” e “empoderamento e direitos
reprodutivos das mulheres”. Metade dos documentos tratou de pobreza, e quatro
consideraram saúde de bebês e crianças.
Um documento de um especialista de
RAND e seus colaboradores revelou que onde o governo promovia contracepção, o
aborto aumentava de forma significativa. Em Matlab, Bangladesh, o alvo de um
experimento celebrado para ver se dava para derrubar os costumes tradicionais
para induzir uso generalizado da contracepção, o documento revelou que o aborto
aumentou de 38,0% a 78,6% numa das áreas estudadas e de 31,6% a 81,4% em outro
entre 1989 e 2008.
Shveta Kalyanwala e Rajib Acharya
do Conselho de População argumentaram em favor do uso expandido de aborto
químico por funcionários, que não fossem médicos, vencendo a resistência dos
médicos: “Aborto por Mifepristone-misoprostol, uma alternativa não invasiva segura,
eficiente e aceitável de terminação precoce da gravidez, oferece esperanças de
aumentar acesso a aborto seguro em países tais como a Índia, onde o aborto tem
sido legal por 40 anos, mas onde a maioria dos abortos provocados é conduzida
em ambientes não certificados, e/ou por provedores não certificados…
Iniciativas são necessárias que foquem em mudar as atitudes de médicos
certificados”, concluíram eles.
Deepti Singh, Srinivas Goli e
Sulabha Parasuraman do Instituto Internacional de Ciências de População em
Mumbai disseram que suas descobertas “mais que apoiam a hipótese de que
repetidos abortos provocados ocorrem mais entre as mulheres com maior
preferência por filhos do sexo masculino e maior condição socioeconômica”, e
que “repetidos abortos provocados [são] significativamente mais elevados entre
as mulheres em idade mais jovem, condição socioeconômica mais elevada e maior
preferência por filhos do sexo masculino”. O risco de abortos repetidos era
mais que três vezes elevado entre mulheres com maior nível educacional do que
entre mulheres sem educação formal.
Sushanta Banerjee da organização
abortista IPAS conduziu uma campanha para educar as mulheres sobre o aborto
“melhorando o conhecimento e percepções sobre aborto entre mulheres nas regiões
rurais de Bihar e Jharkhand” por meio de sinais nos muros e peças teatrais nas
ruas. O IPAS pôde conscientizar mais as mulheres de que o aborto era legal, mas
teve mais dificuldade de criar atitudes positivas que levassem à prática.
Banerjee concluiu: “Isso pode indicar que um período mais longo de intervenção
é necessário para mudar as normas a nível de comunidade”.
O Dr. Babatunde Osotimehin, diretor
executivo do Fundo de População da ONU, disse na conferência: “Os pobres, as
pessoas da roça, as minorias étnicas e os jovens são os que mais sofrem
desvantagens para acessar serviços de saúde reprodutiva” e ele comentou “a
considerável necessidade não atendida de contracepção”, uma noção que foi recentemente
desmascarada por especialistas de
desenvolvimento como definida de modo precário e um medíocre indicador de
investimento de desenvolvimento.
Tradução:
www.juliosevero.com
Fonte:
Friday
Fax





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