1 de setembro de 2012

Conferência Asiática de Controle Populacional Lamenta Envelhecimento, Mas Elogia Aborto e Contracepção


Conferência Asiática de Controle Populacional Lamenta Envelhecimento, Mas Elogia Aborto e Contracepção

Dra. Susan Yoshihara
NOVA IORQUE, EUA, 30 de agosto (C-FAM) Os mais importantes demógrafos, especialistas populacionais e funcionários da ONU se reuniram em Bangcoc nesta semana para tratar da crise do envelhecimento da região. Apesar da gravidade da desagradável situação de baixa fertilidade, aborto, contracepção e “saúde reprodutiva e sexual” foram os assuntos de um de cada quatro documentos apresentados.
Envelhecimento demográfico: realidade asiática
Devido à contínua fertilidade extremamente baixa, a Ásia abriga o país mais velho do mundo, seus índices mais acelerados de envelhecimento e suas taxas mais elevadas de desequilíbrio sexual devido ao aborto seletivo de bebês do sexo feminino, levando a uns 100 milhões de mulheres “faltantes” na Ásia. As sessões de painéis incluíam tais questões como “até que ponto dá para baixar a fertilidade da Ásia”, como melhorar a qualidade e acessibilidade dos dados, os efeitos da migração e urbanização, e força de trabalho e emprego.
Apesar disso, a “saúde reprodutiva e sexual” representou 22 documentos, aproximadamente um quarto, ponderando tópicos como “determinantes de escolha contraceptiva”, “condutas arriscadas em saúde reprodutiva”, “perspectivas de saúde sexual” e “empoderamento e direitos reprodutivos das mulheres”. Metade dos documentos tratou de pobreza, e quatro consideraram saúde de bebês e crianças.
Um documento de um especialista de RAND e seus colaboradores revelou que onde o governo promovia contracepção, o aborto aumentava de forma significativa. Em Matlab, Bangladesh, o alvo de um experimento celebrado para ver se dava para derrubar os costumes tradicionais para induzir uso generalizado da contracepção, o documento revelou que o aborto aumentou de 38,0% a 78,6% numa das áreas estudadas e de 31,6% a 81,4% em outro entre 1989 e 2008.
Shveta Kalyanwala e Rajib Acharya do Conselho de População argumentaram em favor do uso expandido de aborto químico por funcionários, que não fossem médicos, vencendo a resistência dos médicos: “Aborto por Mifepristone-misoprostol, uma alternativa não invasiva segura, eficiente e aceitável de terminação precoce da gravidez, oferece esperanças de aumentar acesso a aborto seguro em países tais como a Índia, onde o aborto tem sido legal por 40 anos, mas onde a maioria dos abortos provocados é conduzida em ambientes não certificados, e/ou por provedores não certificados… Iniciativas são necessárias que foquem em mudar as atitudes de médicos certificados”, concluíram eles.
Deepti Singh, Srinivas Goli e Sulabha Parasuraman do Instituto Internacional de Ciências de População em Mumbai disseram que suas descobertas “mais que apoiam a hipótese de que repetidos abortos provocados ocorrem mais entre as mulheres com maior preferência por filhos do sexo masculino e maior condição socioeconômica”, e que “repetidos abortos provocados [são] significativamente mais elevados entre as mulheres em idade mais jovem, condição socioeconômica mais elevada e maior preferência por filhos do sexo masculino”. O risco de abortos repetidos era mais que três vezes elevado entre mulheres com maior nível educacional do que entre mulheres sem educação formal.
Sushanta Banerjee da organização abortista IPAS conduziu uma campanha para educar as mulheres sobre o aborto “melhorando o conhecimento e percepções sobre aborto entre mulheres nas regiões rurais de Bihar e Jharkhand” por meio de sinais nos muros e peças teatrais nas ruas. O IPAS pôde conscientizar mais as mulheres de que o aborto era legal, mas teve mais dificuldade de criar atitudes positivas que levassem à prática. Banerjee concluiu: “Isso pode indicar que um período mais longo de intervenção é necessário para mudar as normas a nível de comunidade”.
O Dr. Babatunde Osotimehin, diretor executivo do Fundo de População da ONU, disse na conferência: “Os pobres, as pessoas da roça, as minorias étnicas e os jovens são os que mais sofrem desvantagens para acessar serviços de saúde reprodutiva” e ele comentou “a considerável necessidade não atendida de contracepção”, uma noção que foi recentemente desmascarada por especialistas de desenvolvimento como definida de modo precário e um medíocre indicador de investimento de desenvolvimento.
A conferência foi a segunda reunião anual da Associação de População da Ásia.
Tradução: www.juliosevero.com
Fonte: Friday Fax

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