30 de agosto de 2012

Minha saúde te importa?


Minha saúde te importa?

Dr. Fábio Blanco
O Ministério da Saúde, por meio da Portaria 763/11, determinou que todos os pacientes atendidos pela rede pública ou privada de saúde devem apresentar sua CNS - Carteira Nacional de Saúde, a fim de que todos os procedimentos sejam registrados, vinculando seus nomes, juntamente com o procedimento aplicado, aos dos profissionais de saúde que os atenderam e dos hospitais envolvidos.
Obviamente, os objetivos apresentados são os mais nobres: integração dos dados, controle e administração dos ressarcimentos que o SUS tem direito ao atender paciente vindos de planos particulares e monitoramento do histórico médico de todos os cidadãos, a fim de facilitar a implantação de políticas públicas adequadas.
E ainda que a exigência de apresentação da CNS esteja, temporariamente suspensa, mantém-se a obrigatoriedade de os planos de saúde informarem o número do registro do paciente no SUS no momento do atendimento e, se ele não possuir tal número, registrarem, em tempo real, o cidadão para que ele receba tal identificação.
Está claro, portanto, que, ainda que o desejo do governo não esteja totalmente implantado, o objetivo é o controle total dos dados relativos aos históricos médicos de todos os cidadãos da nação.
Ter, em suas mãos, todas as informações relativas aos cidadãos de seu país é o sonho (que parece não tão utópico) dos governos atuais. O governo brasileiro, tomado, como está, por homens formados por uma ideologia que sempre fora totalitária, não poderia ser diferente. Por isso, ainda que a privacidade, o sigilo e a intimidade sejam protegidas pela Carta Magna do país, não há constrangimento algum na criação de mecanismos que exponham a vida daqueles que habitam nesta terra.
O pior é que também não se vê reação alguma, sequer para o debate, contra essas medidas totalitárias que ignoram completamente qualquer direito à preservação da vida privada dos cidadãos. A impressão é que o brasileiro não apenas entregou seu corpo em favor do governo (pois trabalha para ele durante boa parte do ano), mas também sua alma, pois não se importa com as investidas do poder público contra sua intimidade.
Talvez porque tais medidas sempre venham acompanhadas das melhores justificativas, como segurança, razões financeiras ou organização administrativa, as pessoas acabam aceitando os abusos, calando-se diante deles, tudo em favor do bem comum.
Parece que as gerações atuais sequer possuem noção do que significa o Direito à privacidade. Cercados como estão (e por que não dizer: doutrinados?) por uma propaganda massiva que exalta o escancaramento da vida privada, têm esta como algo absolutamente dispensável, senão negativo.
Por isso que, quando surge uma determinação como essa do Ministério da Saúde, que determina que todos os cidadãos do país possuam um cadastro no SUS e sejam obrigados a apresentar o número relativo a ele, seja em consultas em hospitais públicos, seja em particulares, pouquíssimas pessoas percebem o perigo que se encontra em tal medida.
Se o objetivo é a reunião de dados sobre números e tipos de atendimento, será que é tão necessário que o paciente seja identificado? Não bastaria a estatística impessoal, com números e datas dos procedimentos, sem que as pessoas precisem revelar o que fizeram?
É verdade que, pelos meios eletrônicos de informação, qualquer rede pública de saúde poderia ter acesso, facilmente, pelo número de um documento como o CPF, a todo o histórico de atendimento em seus hospitais. Este é o preço que se paga por necessitar dos serviços do Estado. Porém, quando a obrigatoriedade atinge a rede particular, então a sensação é de que não é possível mais fugir dos braços estatais.
A saúde de uma pessoa talvez seja um dos aspectos mais íntimos de sua vida. Há doenças que, muitas vezes, elas não querem que sejam conhecidas, por vergonha, por medo ou por qualquer outro motivo que lhe cabe por direito. Quando mesmo esse aspecto de sua vida é, dessa maneira como deseja o governo, devassado, a sensação é de que os homens não pertencem mais a si mesmos, mas são meros instrumentos do poder governamental.
A força que o Estado obtém com informações como essas é impressionante. Por exemplo, ele pode proibir pessoas que não participaram de campanhas de vacinações a receber atendimentos hospitalares até que aquela situação imposta seja regularizada. Também qualquer agente governamental, com base nos dados contidos no sistema, terá acesso ao histórico de saúde de qualquer cidadão, conhecendo, assim, detalhes íntimos que talvez mais ninguém saiba, nem familiares, nem amigos, tendo assim, em suas mãos, um instrumento que possibilita todo tipo de extorsão ou ameaça.
De qualquer forma, ainda que se considere esses motivos como paranóia de ativistas anti-estatais, não se pode negar que, da maneira como as políticas públicas estãos sendo implantadas, a privacidade vai se tornar uma palavra tão obsoleta que talvez apenas os mais letrados e conscientes de seu valor saberão qual é o seu verdadeiro significado.
Divulgação: www.juliosevero.com

5 comentários :

fconst42 disse...

A grande verdade mesmo é que privacidade está virando uma palavra quase que inexistente hj em dia. E não adianta protestar, pois é inevitável. As coisas caminham por esse lado mesmo. Infelizmente.

PRESBÍTERO VALDOMIRO disse...

Em primeiro lugar, eu parabenizo o autor deste artigo por mostrar uma realidade que não pode ser ignorada (e que a mídia corrupta nunca mostra).

O Estado (mais precisamente o Estado marxista–comunista–esquerdista–socialista) quer fazer o papel de Deus aqui na Terra: quer beneficiar a tudo e a todos para sempre parecer "caridoso". No caso do Brasil, basta citar o grande sucesso do Bolsa–Família e de outros assistencialismos oferecidos ao povo pobre em toda eleição. E, com isso, o mesmo Estado consegue sempre estar no poder (que o digam aqueles que elegeram ou ajudaram a eleger Lula, Dilma, os políticos do PT e de outros partidos com a mesma agenda política).

Esse cadastro obrigatório do SUS que querem impor a todos mais é do que um meio sutil de invadir a nossa privacidade. Afinal, quem teria interesse em querer saber tudo das nossas vidas senão o próprio Satanás?

Diante de tal quadro, é impossível não citar as palavras do apóstolo Paulo:

"Quando, portanto, vos disserem: 'Paz e segurança', então lhes virá repentina destruição, como as dores da mulher grávida; e de forma nenhuma escaparão" (1 Tessalonicenses 5:3)

Na verdade, o que o Estado quer é o de assumir o controle total de tudo e todos. Não demorará muito para que a elite global satânica, ou melhor, a NOM (Nova Ordem Mundial), cujos representantes são os grandes ditadores e governos corruptos (como o governo de Dilma, do PT, e dos demais partidos de linha marxista–comunista–esquerdista–socialista), usurpe tudo que existir na face da Terra (até mesmo o direito à saúde). Só poderá obter alguma coisa quem for submisso à imposição totalitária do mesmo Estado. É como diz a Bíblia:

"E conseguiu fazer com que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, recebessem um sinal na mão direita, ou na testa, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, o nome da besta, ou o número de seu nome. Aqui há sabedoria: quem tiver inteligência, calcule o número da besta, porque é um número de homem; e este número é seiscentos e sessenta e seis" (Apocalipse 13:16–17)

A Bíblia adverte seriamente sobre o acontecerá com os que aceitarem ser submissos a este mesmo governo:

"Se alguém adorar a besta ou a sua imagem, e receber o sinal dela na testa ou na mão, esse também provará da fúria de Deus, misturada sem misericórdia no cálice da Sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre perante o Cordeiro e Seus anjos. E a fumaça de seu tormento sobe para todo o sempre; e não terão descanso nem de dia nem de noite aqueles que adorarem a besta e a sua imagem, e todos aqueles que receberem o sinal do seu nome" (Apocalipse 14:9–11)

Alguém ainda tem alguma dúvida de que a Palavra de Deus é 100% verdadeira?

Mateus disse...

Pode ser que eu esteja errado, mas eu creio que, a partir deste cadastro obrigatório, estão querendo implantar no Brasil (e em todo o mundo) um sistema igual ao "Big Brother": estaremos sendo vigiados e monitorados em todo e qualquer lugar por um sistema de câmeras. Em suma, não teremos nenhum tipo de privacidade onde estivermos.

É exatamente isto que o futuro governo mundial (que é, na verdade, o governo do Anticristo) pretende fazer: controlar todos os passos de todas as pessoas para eliminar os possíveis "rebeldes" (os cristãos e os que não aceitarem ser submissos ao mesmo governo).

Se, como diz a Bíblia, o mundo jaz no maligno (1 João 5:19), a tendência natural das coisas é que o mal reine de forma absoluta até a volta de Jesus. Ainda hoje podemos (enquanto dispomos de uma relativa liberdade) protestar contra as obras das trevas e suas leis. Porém, quando elas, através da NOM (Nova Ordem Mundial), assumirem o controle total do pouco que ainda resta, será suicídio tentar enfrentá-las de igual para igual.

Diante disso, não haverá alternativa: ou assumimos de vez um compromisso total com a obediência à Palavra de Deus (mesmo colocando a nossa própria vida em risco), ou seremos obrigados a aceitar a submissão ao governo do Anticristo.

Diante disso, eu pergunto: quem estará disposto a perder a vida em favor da verdade da Palavra de Deus durante o governo do Anticristo?

Deixo esta pergunta no ar para alguém responder na primeira oportunidade.

Anônimo disse...

Agora pelo SUS, também?!?!. Em breve o governo implantará a Carteira de Identidade com Chip, que irá monitorar o cidadão até melhor que essa do SUS.

Pelo CPF e CNPJ, podem também, monitorar o cidadão. Não há como escapar, a não ser; aquele que vive isolado da sociedade. Um Robison Crusoé sem o encontro com Sexta-Feira, é claro...

IMPORT disse...

Olá pessoal, vejam essa matéria. è a inclusão da eutanásia.
http://www.jornaldelondrina.com.br/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1292187&tit=Paciente-podera-registrar-quais-procedimentos-medicos-quer-no-fim-da-vida