Falácia e grosseria: o homeschooling segundo mais dois “izpessialistas”
No dia 27 de
junho, a educação domiciliar (em inglês, homeschooling) foi assunto de
discussão no programa Brasil das Gerais, transmitido pela emissora de
televisão estatal Rede Minas (vídeo da primeira parte disponível aqui: http://www.youtube.com/watch?v=48yS0TB8l0g).
O objetivo – o confesso, ao menos – era “questionar as vantagens e
desvantagens” da prática e “se é saudável tirar uma criança ou adolescente da
escola regular”. Foram convidados para o programa Ricardo Dias, que educa, há
dois anos, os dois filhos em casa e é presidente da Associação Nacional de
Educação Domiciliar (ANED), Cleber Nunes, que pratica a educação não-escolar há
quase sete anos, o “sociólogo” Rudá Ricci e a “pedagoga” Lucíola Santos. Graças
à dupla de “izpessialistas”, o show se tornou uma exibição deplorável (e
comum entre os detratores da prática: veja-se
o caso de Rosely Sayão) do que há de mais rasteiro em matéria de
desonestidade argumentativa e de aversão aos fatos.
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| Os especialistas |
Analiso, a
seguir, selecionando algumas passagens, de que modo se deu o ataque, como Rudá
e Lucíola desceram muito baixo para passar ao telespectador a sensação de
vitória. Não, não havia cientistas ali! Por trás dos diplomas e doutorados que
intimidam o leigo, revelaram-se, enfatuados, dois representantes da histeria e
da paranoia de parcela significativa da “estupidentsia” acadêmica brasileira.
Abaixo, as falácias cometidas por ambos são destacadas em itálico.
Rudá Ricci
iniciou sua participação no debate – aos 13:56 do vídeo – interrompendo Cleber
Nunes. Cleber, perguntado sobre os processos judiciais sofridos por sua
família, dizia que ele mesmo e sua esposa foram condenados, cível e
criminalmente, por abandono intelectual, após seus filhos serem aprovados em
vestibular de direito (em 2007, quando eles tinham 13 e 14 anos) e em prova da
Secretaria de Educação de Minas Gerais imposta pelo juiz da vara criminal (em
2008). Acertadamente, ele concluiu: “Percebi que o interesse não estava na
educação deles, mas que o interesse da Justiça era tão-somente que eles
estivessem na escola.”
Depois de ouvir
isso, Rudá, com aquela mansidão de quem desce de uma região etérea para dar o
ar de sua graça “diplomada” (notem que ele, simbolicamente, aparecia de olhos
fechados, quando Ricardo e Cleber falavam), desfia seu contra-argumento, sua
peça de acusação, tão aborrecida quanto falaciosa. Confusamente, o “çossiólogu”
compara (com falsa analogia) o direito de educar com o (inexistente,
segundo ele) direito ao suicídio: “O Estado não defende só a pessoa: defende a
sociedade, os direitos.” Para Rudá, que discorda de que as pessoas sejam donas
de seus corpos, um sujeito é incapaz de matar-se sem pôr outros em risco. Mas,
peralá!, o que é que isso tem a ver com educar fora de escolas? É que essa
prática também seria um risco coletivo: “É o fim da democracia, da vida social.”
Por quê? Cleber, Ricardo e TODOS os que educam em casa, garante Rudá, estão
“trazendo uma cultura do egoísmo e do individualismo extremo” (falácia da
omissão, ataque à pessoa, conclusão irrelevante). Fatos?
Pesquisas? Nada. Será que a vida social e a democracia inexistem ou sofreram
duro golpe nos Estados Unidos, onde a prática é comum há mais de três décadas
e, hoje, há mais de 2 milhões de crianças e adolescentes educados em casa?¹
Testemunhamos,
com o passar do programa, um Rudá cada vez mais descontrolado e desleal.
Recorrendo mais uma vez à falsa analogia e atacando a pessoa dos
convidados, Rudá compara pais praticantes da educação em casa com políticos e
marketeiros (14:55, parte 1). Em comum, alega, eles deixariam “tirar foto do
aluno pra fazer propaganda do curso”, o que iria “causar um dano imenso [ao
aluno]”. A acusação, sabemos, é irrelevante para verificar vantagens ou não da
educação em casa. E não há, é óbvio, nenhuma evidência de que tal “exposição”
(fantasiosa!) causasse danos aos estudantes domiciliares.
Rudá tentou,
desde o início, construir um espantalho para ter em quem bater. O
pai que educa em casa não está, necessariamente, “dando aulas” domiciliarmente.
Há quem adote, por exemplo, métodos como os comumente chamados aprendizagem natural
e auto-aprendizagem (citado por Ricardo, a partir dos 8:22 do
primeiro bloco) e que não acreditam que os filhos precisem ser “ensinados”. Mas
Rudá, que não quer saber de fatos, afirma exatamente o contrário (falácia da
omissão, a partir dos 14:33), certo de que os pais precisam ser “técnos” (sic)
para ter sucesso educando em casa. Cleber não sustentou, em momento algum do
programa, nem que o testemunho de seus filhos em audiências públicas, nem que
avaliações formais sejam, para ele, evidência de que a educação em casa é
tecnicamente “boa”. Mas Rudá, de novo, inventa um fato e atribui a
Cleber um argumento que lhe é estranho (a partir dos 15:09).
A “profeçôra”
Lucíola Santos, chamada a participar do debate aos 18:58 de programa, articulou
de modo mais claro os seus argumentos, o que tornou mais evidente as fraquezas
deles. Lembremos, antes, mais uma vez, que o objetivo do programa é discutir as
“vantagens e desvantagens da educação domiciliar”. Pois bem. A dona Lucíola
acha “tudo isso” de educação não-escolar “perigoso”. Vejamos seus argumentos:
(1) Os pais que educam em casa apontam defeitos na escola, mas não se mobilizam
para melhorá-la. Isso se dá (assim entendi) porque eles não acreditam no
Estado; (2) Os pais que educam em casa (supus que houve generalização) “tem
alguma espécie de posição político-religiosa que os mobiliza a não querer que
seus filhos convivam com pessoas diferentes”. Isso levaria a “processos de
fundamentalismo, em guetos, em situações inviáveis do ponto de vista social”;
(3) Os pais não tem competência, nem tempo, nem condições para ensinar todos os
conteúdos escolares às crianças até a idade de 17 anos; (4) Se a legislação
permitir que pais eduquem em casa, haverá caos – porque “muitos pais podem
fazer bem, outros, não” – e injustiça – “porque os pais não são os donos das
crianças.”
O primeiro
argumento é mais um ataque à pessoa completamente despropositado. O que
o fato de alguns pais (e não todos!) não “acreditarem no Estado” como agente de
educação nos diz da eficácia ou ineficácia do ensino domiciliar, das suas
vantagens ou desvantagens? O segundo, mais um ataque à pessoa, também
não nos revela nada da questão em debate! A acusadora não cita nenhum fato que
corrobore a afirmação de que pais que tiram seus filhos da escola evitam a
convivência deles com “pessoas diferentes”. O terceiro argumento torna
constrangedoramente manifesta a ignorância da “izpessialista” sobre o assunto.
A educação domiciliar, já dissemos, não é, necessariamente, educação
curricular, conteudista, programática. Considerando este fato, a suspeita em
relação a “competências, tempo e condições” é, toda ela, vaga, descabida e
completamente alheia à ciência.
O quarto
argumento de Lucíola tampouco se sustenta em fatos. Ela prevê uma situação de
“caos” porque “muitos” pais podem “fazer bem” à educação domiciliar e outros
pais, não. Ora, os pais que educam em casa não defendem que a prática seja
imposta sobre outras famílias. Aliás, será que a profeta buscou alguma
informação sobre o “caos” reinante no Texas, estado americano que conta,
segundo o Texas Home School Coalition, com cerca de 120 mil famílias
educando em casa, e onde os pais não precisam ter nem certificado de professor
para fazê-lo? Recomendo à “dotôra” o site da organização: http://www.thsc.org. No mais, ela, que se
esqueceu de definir o que é “fazer bem” a educação domiciliar (o que
impossibilita o debate sobre o termo), garantiu, citando o coletivista Estatuto
da Criança e do Adolescente, que os pais não são “os donos” dos filhos², sem
dizer bem em que isso importa para conhecermos “as vantagens e desvantagens da
educação domiciliar”.
O nível do
debate no restante do programa, acredite, leitor, foi pior – e não merece que
nos detenhamos muito nele. Um desfile de ataques pessoais (não há como
não sentir palpitações ao assistir à cena que começa nos 17:12), de apelos
emocionais (chega a ser cômico o apelo à Xuxa, novo tipo de
generalização precipitada combinada com apelo à emoção, utilizado por Rudá
Ricci aos 15:13), apelo à autoridade (a partir dos 7:13 e dos 7:33), apelo
à maioria (a partir de 15:48)... E aí vai.
Encerro o texto
dirigindo-me a Rudá Ricci e ao bando de “izpessialistas” que, como ele e
Lucíola Santos, acha que as idiotices diplomadas passarão incólumes. Na segunda
parte do programa, Rudá vaticina que “shoppings curriculares” como os
que teriam sido feitos pela família de Gilmar e Vânia Lúcia Carvalho
(apresentada no início do segundo bloco) é um “erro estrondoso que nós só vamos
ver dali a pouco, quando tiver 25, 30 anos...”. Ricardo Dias alegou que “as
pesquisas de hoje mostram o contrário”, mas não conseguiu, na hora, citar
nenhuma. Então, Rudá, no auge da presunção dos “dipromados”, falou (7:50): “Não
sei que pesquisas, porque eu sou pesquisador da área... Você há de convir: fui
professor de mestrado e de doutorado da educação, eu conheço a literatura. Não
existe pesquisa que diga isso que você tá dizendo... Não existe. É definitivo
isso.”
A seguir, cito
dez pesquisas sobre a socialização e as realizações acadêmicas de crianças e
adolescentes educados em casa, para o “dotô” e “pezquisadô” começar a estudar
com seriedade o assunto. Por questão de espaço, não discorro sobre os “métodos”
utilizados nas pesquisas, o que Rudá pediu a Ricardo. Mas, aí, já seria
mastigar demais o material de estudo para o distinto “profêçô”. Aí vai, Rudá!
Bom proveito! (Ah, e, qualquer coisa, escreve “homeschooling research” no
Google e aperta “enter”! Aparece um montão de coisa!)
- Delahooke, Mona. (1986). Home Educated Children's Social, Emotional Adjustment and Academic Achievements:A Comparative Study. Unpublished doctoral dissertation. Los Angeles, CA: California School of Professional Psychology.
- Knowles, J. Gary (1991). Now We Are Adults: Attitudes,Beliefs, and Status of Adults Who Were Home-educated as Children. Paper presented at the annual meeting of the American Educational Research Association, Chicago, April 3-7.
- Medlin, Richard G. (2000). Home schooling and the question of socialization. Peabody Journal of Education, 75(1 & 2), 107-123.
- Ray, Brian D. (2010, Frebuary 3). Academic Achievement and Demographic Traits of Homeschool Students: A Nationwide Study. Academic Leadership Journal, 8(1).
- Ray, Brian D. (2003). Homeschooling Grows Up. National Home Education Research Institue: Salem, Oregon.
- Rudner, Lawrence M. (1999). Scholastic achievement and demographic characteristics of home school students in 1998. Educational Policy Analysis Archives, 7(8).
- Shyers, Larry E. (1992). A comparison of social adjustment between home and traditionally schooled students. Home School Researcher, 8(3), 1-8.
- McDowell, Susan. 2005. But What About Socialization? Answering the Perpetual Home Schooling Question: A Review of the Literature. Philodeus Press, 2004.
- Taylor, John Wesley. (1987). Self-Concept in Home Schooling Children. Doctoral dissertation, Andrews. University, Michigan, May 1986
- Van Pelt, D.A., Allison, P.A. and Allison, D.A. (2009). Fifteen Years Later: Home Educated Canadian Adults. London, ON: Canadian Centre for Home Education (Monograph).
Notas:
¹ Brian D. Ray. (2011). 2.04
Million Homeschool Students in the United States in 2010. National Home Education Research
Institute.
² Esse argumento, que já chegou nas
altas esferas da Justiça brasileira, não é novo. Em 2001, o ex-ministro do STJ
Francisco Peçanha Martins, então relator do caso da família Vilhena Coelho (que
defendia o direito de educar em casa os seus três filhos mais velhos), arguiu
que “os filhos não são dos pais”. A família teve o direito negado por seis votos
a dois.
³ Duas pesquisas recentes (Ray, 2003;
Van Pelt, Allison & Allison, 2009) verificaram o engajamento social de
adultos que foram educados em casa nos Estados Unidos e no Canadá. Os
resultados: comparados com seus pares não educados domiciliarmente, eles se
mostraram mais frequentes em grupos de atividades e organizações comunitárias,
e mais participativos nas eleições em seus países.
André de
Holanda é
graduando em Sociologia na Universidade de Brasília. Atualmente, prepara
trabalho de conclusão de curso sobre a prática da educação domiciliar no
Brasil.
Fonte: Mídia
Sem Máscara
Divulgação: www.juliosevero.com
Visite o Blog Escola Em Casa: www.escolaemcasa.blogspot.com






7 comentários:
Olá Julio, vc tem informações sobre o que está acontecendo com o Mídiasemmascara? Não tá entrando e com aviso de Malware...
A educação familiar é, sem dúvida, a que forma o caráter do verdadeiro homem. É dentro do lar (juntamente com a família) que a pessoa se torna um bom cidadão.
O problema é que o Estado quer se achar no direito de dizer aos pais que tipo de educação eles devem dar aos seus filhos. Sabemos que a educação dada pelo Estado corrompe os bons princípios que foram ensinados no lar.
E mais: considerando que o nosso sistema educacional é todo contaminado por idéias esquerdistas, marxistas, comunistas e socialistas (que são, na verdade, doutrinas de demônios), não é de se espantar que, da escola primária à universidade, todos já saem educados dentro dessas mesmas idéias (que têm como ponto em comum a concepção socialista de que o governo é quem deve atender às necessidades de todos). Isso sem contar que uma escola com a mesma linha de pensamento ensina a todos a aceitarem o homossexualismo e o aborto como algo normal, tolerância às religiões afro–descendentes como sendo parte da nossa cultura, combate à homofobia (que eles, sutilmente, pregam como "respeito às diferenças"), enfim, coisas que são totalmente contra os princípios cristãos e bíblicos.
Uma coisa é certa: NENHUMA ESCOLA OU UNIVERSIDADE, POR MELHOR QUE SEJA, JAMAIS VAI SUBSTITUIR INTEGRALMENTE A FAMÍLIA EM TERMOS DE FORMAÇÃO MORAL! É A FAMÍLIA QUEM DÁ A VERDADEIRA EDUCAÇÃO AO SER HUMANO!
Torno a repetir o que eu já disse em um comentário feito num artigo anterior: qualquer país pode ter a melhor educação do mundo. Mas se esse mesmo país não colocar a Palavra de Deus como prioridade, a educação que esse mesmo país oferece não passará de uma fábrica de demônios com diplomas de faculdade. É como bem disse o apóstolo Tiago:
"Quem, dentre vós, é sábio e tem verdadeiro entendimento? Que o demonstre por seu bom proceder cotidiano, mediante obras praticadas com humildade que têm origem na sabedoria. No entanto, se abrigas em vosso coração inveja, amargura e ambição egoísta, não vos orgulheis disso, nem procureis negar a verdade. Porquanto esse tipo de sabedoria não vem dos Céus, mas é terrena; não é celestial, mas demoníaca. Pois, onde existe inveja e rivalidade, aí há confusão e todo tipo de atitudes maléficas" (Tiago 3:13–16)
A verdadeira educação só é obtida no ambiente da família. E a melhor educação é dada pela Palavra de Deus, porque ela é quem forma o verdadeiro homem. É como diz o livro de Provérbios:
"O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência" (Provérbios 9:10)
"Ensina à criança o caminho no qual ela deve andar; e quando envelhecer, ela não se desviará dele" (Provérbios 22:6)
Que todos nós possamos lutar para educarmos os nossos filhos dentro dos nossos lares (e na obediência à Palavra de Deus), para que eles sejam futuros bons cidadãos!
P.S: Se alguém quiser se manifestar, esteja à vontade.
Valdomiro e demais leitores;
Concordo plenamente com você, e reconheço os fundamentos bíblicos nas suas palavras.
Analisando, porém, o infeliz quadro atual das famílias brasileiras, posso aumenos compreender o porque de o Governo buscar restringir a educação ao ensino regular formal.
Infelizmente muitas crianças não têm o privilégio de conviver com pai e mãe presentes, por diversos motivos: separação, rotina intensa de trabalho, abandono do lar por um dos conjuges etc.
Existe ainda os casos em que esses pais, mesmo presentes, são violentos, ou indiferentes. As famílias, de um modo geral, estão decadentes.
Talvez um pequeno número delas, sob a benção de Deus, sejam sadias o suficiente para oferecer educação dentro de casa. E digo educação moral, ou, em alguns casos, moral e cristã.
É apenas uma reflexão que fiz.
No mais, concordo plenamente que não deveria ser proibido, apenas que se criassem mecanismos de avaliar a aprendizagem desses estudos domiciliares. Acho que isso seria bem razoável.
A educação familiar é mais útil que a educação formal pública atual.Não que isso seja para sempre,mas enqunato a educação pública estiver assim é melhor a educação familiar.
Afinal o que é educação? Para os indios é ensinar a sobreviver e entender as normas da comunidade.A educação formal,mal ensina alguém individuo a sobreviver e nem ensina leis,politica e economia.Coisas fundamentais para compreender a sociedade.
Depois a criança não vai ficar isolada o tempo todo em casa ,vai sair para ruas e conviver com colegas perto de casa.Essa história de ensino em casa isolar é mentira.A escola deixa a merce de indivíduos muito diferentes que não respeitam a liberdade do individuo algumas vezes.
E por fim acho que a escola com seu "Ensino Médio" é uma grande fraude .Serve somente para empanturrar o aluno de conhecimento genérico que não tem utilidade e criar uma industria do vestibular e do cursinho.O ensino médio é tão "util" que o individuo termina no mesmo lugar que um moleque com ginásio :numa cadeia de fast-food.Ganhando super mal para sustentar um corporação gananciosa.
Caro Julio Severo, hoje, ao tentar entrar no seu blog, recebi uma mensagem de aviso, no navegador Mozilla Firefox, de que este site poderia danificar o meu computador.
Pelo visto, agora a Google (que é o meu buscador principal) tem o seu blog na lista de sites maliciosos.
Isto certamente vai afastar os desavisados, que precisam ter os olhos abertos.
Pelo que pude perceber, outros sites pró-família também estão sob esta falsa caracterização, como o Midia Sem Máscara.
Abraços.
O presbítero Valdomiro está de parabéns pela análise precisa que ele fez sobre a educação. E ele disse uma coisa importantíssima que eu faço questão de destacar:
"... qualquer país pode ter a melhor educação do mundo. Mas se esse mesmo país não colocar a Palavra de Deus como prioridade, a educação que esse mesmo país oferece não passará de uma fábrica de demônios com diplomas de faculdade..."
Valdomiro, você está certíssimo. Para que melhor prova disso do que os médicos que realizam milhões de abortos em clínicas clandestinas? Por que esses mesmos médicos, ao invés de agirem contra a vida, não usam o conhecimento que obtiveram na universidade para salvar vidas? Este é somente um exemplo do que acontece quando a educação é dada sem colocar a Palavra de Deus como prioridade.
Eu ainda perguntaria mais: de que adianta uma pessoa ter um diploma de universidade e continuar a ser egoísta? De que adianta alguém ter a melhor educação do mundo e só viver na prática do pecado?
É justamente por isso que Deus não escolhe pessoas tidas como "cultas" para serem Seus profetas. Ele escolhe justamente aquelas que são ignorantes (na visão do mundo). É como disse com precisão o apóstolo Paulo:
"Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes" (1 Coríntios 1:27)
Jesus afirma a mesma coisa ao dizer:
"Graças te dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim Te aprouve" (Mateus 11:25–26)
Tem até uma frase que sintetiza isso de forma bem clara: "DEUS NÃO ESCOLHE OS CAPACITADOS, MAS ELE CAPACITA OS ESCOLHIDOS"
Alguém ainda tem alguma dúvida de que a verdadeira educação só pode ser obtida através da obediência à Palavra de Deus?
O presbítero Valdomiro disse uma coisa muito certa (e que eu transcrevo aqui):
"... qualquer país pode ter a melhor educação do mundo. Mas se esse mesmo país não colocar a Palavra de Deus como prioridade, a educação que esse mesmo país oferece não passará de uma fábrica de demônios com diplomas de faculdade..."
Valdomiro, você está coberto de razão. No meu tempo de criança, eu estudei em escola pública. Naquela época, lembro que havia o ensino religioso obrigatório (era parte integrante do currículo escolar). Antes de começar a aula, nós rezávamos o Pai Nosso. Tínhamos também aulas de Educação Moral e Cívica, éramos educados dentro dos bons costumes (e do respeito a todas as pessoas). Tínhamos até aula de etiqueta, boas maneiras, procedimento pessoal, enfim, a escola pública nos ensinava a ser verdadeiros cidadãos de bem. Naquela época, a educação escolar era um verdadeiro complemento da educação familiar. Os próprios pais faziam questão de colocar os filhos em escolas públicas (que, em sua grande maioria, eram administradas por religiosos). Não estou dizendo que a escola pública daquele tempo era 100% perfeita (sem falhas), mas ela, pelo menos, se preocupava em zelar pela integridade moral dos seus alunos. E por ter uma disciplina bastante rígida para punir com rigor qualquer erro, nós aprendíamos a obedecer ordens.
E você disse uma verdade: a partir do momento em que filosofias e idéias marxistas, comunistas, esquerdistas e socialistas começaram a se inflitrar no nosso sistema educacional, a escola pública começou a se corromper. O ensino religioso e o de Educação Moral e Cívica foram retirados do currículo escolar. A disciplina rígida que havia foi relaxando (e, depois, deixada de lado). E o que aconteceu depois disso tudo? A escola pública passou a "se adaptar" às idéias e filosofias que foram introduzidas (e passou também a tolerar tudo que é sujeira). Resultado: as escolas públicas hoje são verdadeiros antros de perdição. Hoje o que rola dentro delas é o uso de drogas e bebidas alcoólicas, gravidez de adolescentes, homossexualismo, enfim, uma podridão total. Em outras palavras: faltou uma vigilância contra a proliferação de idéias erradas dentro das nossas escolas públicas.
A opinião do Élquisson sobre a educação também merece destaque. E ele citou um exemplo bem esclarecedor:
" ... Para que melhor prova disso do que os médicos que realizam milhões de abortos em clínicas clandestinas? Por que esses mesmos médicos, ao invés de agirem contra a vida, não usam o conhecimento que obtiveram na universidade para salvar vidas? Este é somente um exemplo do que acontece quando a educação é dada sem colocar a Palavra de Deus como prioridade..."
Élquisson, você foi preciso no seu comentário. Prova disso é a Holanda (que é considerado um país desenvolvido). Lá só acontece tudo que é contra a Palavra de Deus: liberação das drogas, legalização da prostituição, incentivo ao aborto, homossexualismo (e outras coisas erradas). A Holanda pode até ter uma excelente qualidade de educação, mas, moral e espiritualmente falando, está totalmente escravizada pelo diabo e os demônios. De que adianta um país ter uma educação de ótima qualidade e não obedecer aos ensinamentos da Palavra de Deus? É como disse com muita sabedoria o profeta Jeremias:
"Maldito o homem que confia no homem, que faz da carne o seu braço, e que aparta o seu coração do Senhor" (Jeremias 17:5)
Se quisermos ser perfeitamente educados, temos que ser instruídos pelas verdades da Palavra de Deus, para que sejamos verdadeiramente sábios. É como disse o salmista:
"Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, pois medito nos Teus testemunhos" (Salmo 119:99)
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