11 de agosto de 2012

Anistia Internacional Usa Mortes Maternas para Impor Aborto Sem Restrição


Anistia Internacional Usa Mortes Maternas para Impor Aborto Sem Restrição

Elizabeth Charnowski
NOVA IORQUE, EUA, 10 de agosto (C-FAM) A Anistia Internacional, uma organização de direitos humanos que costumava ser neutra com relação ao aborto, está agora usando o problema da mortalidade materna para defender o aborto. Num novo relatório, pretensamente sobre assistência médica para a saúde materna, a Anistia pede que os governos revoguem as leis contrárias ao aborto e leis de proteção de consciência para funcionários médicos que objetam. A Anistia também pede que os sistemas de saúde pública treinem e equipem fornecedores de serviços de saúde para realizar abortos.
A campanha “A Saúde Materna é um Direito Humano” da Anistia foca sua atenção em quatro países: Serra Leoa, Burkina Faso, Peru e os Estados Unidos. A Anistia argumenta que a mortalidade materna diminuirá se for tratada como uma questão de direito humano, se as despesas com a assistência de saúde forem cobertas pelos governos e se um direito das mulheres controlarem suas vidas sexuais e reprodutivas for estabelecido.
A taxa de mortalidade materna nos Estados Unidos é apenas 21 mortes por 100.000 nascimentos vivos em comparação com 300 mortes de Burkina Faso e 890 mortes de Serra Leoa por 100.000 nascimentos.
O relatório da Anistia diz que na Serra Leoa, Burkina Faso e Peru as mulheres enfrentam morte por causa de condições médicas inadequadas e corrupção. Mas então o relatório argumenta que o aborto é necessário também.
Muito embora a Anistia diga que os Estados Unidos têm o melhor sistema de saúde do mundo, a organização exorta que os serviços de aborto sejam expandidos e que os obstáculos sejam eliminados, inclusive o que eles chamam de barreiras raciais e econômicas. Eles dizem que os serviços de aborto são limitados para índias e mulheres que recebem assistência social porque os abortos são pagos pelo governo apenas no caso de estupro, incesto ou quando a vida da mulher está em perigo. Essas mulheres poderão ainda ter um aborto, mas não seria coberto pelo seguro federal.
A Anistia discorda de restrições ao aborto, inclusive cláusulas e leis de consciência que permitem que fornecedores e instituições de assistência de saúde recusem cometer um aborto se for contra suas convicções religiosas ou morais.
Em outra parte a Anistia pede pequenos passos para a legalização do aborto. A organização apresentou um relatório ao Comitê da ONU sobre a Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (conhecida pela sigla CEDAW) pedindo a legalização do aborto no México para mulheres que estão grávidas como consequência de estupro ou incesto.
De acordo com sua posição oficial, “A Anistia Internacional crê que onde o acesso das mulheres a serviços e informações de aborto seguro e legal é restrito, seus direitos humanos fundamentais podem estar em grave risco”.
Na época em que a Anistia mudou sua posição, muitos antigos apoiadores católicos abandonaram a organização e pelo menos um cardeal do Vaticano pediu que os católicos não mais apoiassem a organização. Desde então, a Anistia se tornou uma ativista pública agressiva em prol de um direito ao aborto e até faz a alegação de que o aborto é um direito humano nas leis internacionais.
Tradução: www.juliosevero.com
Fonte: Friday Fax
América Latina sob pressão para liberalizar leis de aborto sob o processo de direitos humanos da ONU

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