Governos Contra-Atacam Comitê da CEDAW
Elizabeth
Charnowski
NOVA IORQUE, 20 de julho de 2012
(C-FAM) Países estão contra-atacando os questionamentos do Comitê da CEDAW
sobre aborto e mortalidade materna enquanto os delegados se queixam de
informações inexatas em que o Comitê se apoia e a rigidez ideológica de seus especialistas.
Os especialistas do Comitê insistem em que o aborto diminui a mortalidade
materna, apesar de evidências divergentes, a fim de pressionar os países a
mudar suas leis de aborto.
O aniversário de 30 anos da
Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as
Mulheres (conhecida pela sigla em inglês CEDAW) iniciou a 53ª sessão do Comitê
em Nova Iorque na semana passada. O Comitê está examinando relatórios da
Indonésia, Guiana, México e alguns outros países.
A Aliança de Defesa à Família (ADF)
junto com outras organizações pró-vida apresentaram um extenso relatório ao
Comitê da CEDAW focando nas falsas correlações entre leis liberalizadas de
aborto e mortalidade materna. Esse relatório estava em desvantagem numérica
diante dos muitos relatórios apresentados pelos promotores do aborto.
A Guiana, a Indonésia e o México
detalharam iniciativas para reduzir a mortalidade materna. Durante a sessão
inteira, especialistas da CEDAW se apoiaram em argumentos apresentados por
defensores do aborto, em vez de dados nos relatórios da ADF ou dos países.
Zohra Rasekh, um dos renomados
especialistas de saúde no comitê, questionou Jennifer Webster, ministra da
previdência e assistência social da Guiana, sobre reduzir a mortalidade
materna. Rasekh era no passado uma analista da organização de controle
populacional Population Action International, cujas metas incluem promover o
acesso à contracepção para todas as mulheres. Ela declarou que o elevado índice
de mortalidade materna na Guiana tem ligação com abortos inseguros, e abortos
seguros não estão disponíveis no país.
A senhorita Webster respondeu que
não há dados que mostrem que a mortalidade materna tem relação com as leis de
aborto. Além disso, os hospitais públicos da Guiana são obrigados a fornecer
abortos, e o sistema de saúde pública é completamente grátis. O Comitê pareceu
espantado com o desafio.
O episódio foi parar no jornal Guyana Times,
cuja reportagem disse que a delegação se queixou do fato de que os
especialistas mostram dependência para com “fontes alternativas” para seus
dados, principalmente quando dados acurados estavam disponíveis em seu
relatório. Os delegados da Guiana planejam apresentar uma queixa oficial por
causa do questionamento do Comitê da CEDAW.
Rasekh questionou o delegado
indonésio sobre aborto e mortalidade maternal de novo se apoiando em dados
inexatos. O relatório da Anistia Internacional sobre a Indonésia incluía dados
paralelos, afirmando que os abortos inseguros são responsáveis por 5 a 11% de
todas as mortes maternas no país, e que legalizar o aborto seria um “passo
positivo para combater a mortalidade materna”.
Depois que o delegado ignorou as
questões de aborto, Rasekh perguntou de novo se a Indonésia tinha alguma
intenção de mudar suas leis de aborto, especificamente para permitir abortos no
caso de incesto e para mulheres com menos de 6 semanas de gravidez. O delegado
defendeu as leis de seu país em que o aborto só é permitido quando uma gravidez
ameaça a vida da mãe ou no caso de estupro.
Muito embora o Comitê da CEDAW e
ONGs insistam em que o índice de mortalidade materna tem ligação com o aborto,
não existe nenhuma evidência para apoiar tal alegação. O relatório da ADF
declarava que dados, inclusive um recente estudo
do Chile, que mostravam que a legalização
do aborto não contribui para os índices de mortalidade materna. Em vez disso,
aumentos na qualidade de assistência de saúde, e melhores condições médicas são
a chave para diminuir a mortalidade materna.
Tradução:
www.juliosevero.com
Fonte:
Friday
Fax
GOVERNO
MUNDIAL: De que modo os Acordos da ONU sobre os Direitos das Mulheres e das
Crianças Minam os Valores da Família, os Valores Evangélicos e a Soberania dos
Países




Um comentário:
O problema desse discurso e que gira em torno da 'mortalidade materna'.
Ora, desde quanto o 'mortalidade' de quem quer que seja é base para o homicídio de inocentes?
Enquanto não se voltar o discurso para a realidade, ou seja, matar inocentes não é um direito mas um crime hediondo o aborto acabará por ser legalizado e os homicidas ainda posarão de heróis dos direitos humanos.
Lamentável.
Postar um comentário