Cúpula de Planejamento Familiar de Gates. O que Virá em Seguirá?
Wendy
Wright
NOVA IORQUE, 20 de julho de 2012
(C-FAM) Manifestantes pró-vida na Cúpula de Planejamento Familiar em Londres na
semana passada sinalizaram que a oposição à campanha multibilionária não vai
acabar tão cedo.
Realizada durante o aniversário de
100 anos da primeira conferência de eugenia em Londres, o Departamento de
Desenvolvimento Internacional (conhecida pela sigla em inglês DfID) da
Inglaterra e a Fundação Bill e Melinda Gates utilizaram lideranças de poder —
governos, cientistas, meios de comunicação, ativistas — para lançar essa
iniciativa mais recente para culpar os filhos pela pobreza do mundo e aflições
das mulheres.
Se ações passadas são uma indicação
de comportamento futuro, Gates e o DfID podem esperar que os ativistas pró-vida
irão se opor a cada aspecto de sua campanha. Com um pequeno aviso prévio, os
manifestantes apareceram, mensagens de vídeo foram circuladas, líderes
publicaram editoriais em jornais do mundo inteiro e estadistas pró-vida foram
mobilizados.
Melinda Gates disse que ela estava
convencida da “necessidade não atendida” de contracepção ao escutar mulheres em
visitas arranjadas por grupos de planejamento familiar. Para preencher a
lacuna, a organização pró-vida Human Life International lançou um vídeo afiado
de moças africanas e asiáticas contando “Facts for Melinda Gates” (Fatos
para Melinda Gates).
“Você pode ter as melhores
intenções, mas você não parece compreender o que as moças realmente precisam”,
declaram elas. A contracepção oral contém substâncias cancerígenas e pode
piorar a propagação da AIDS, observam elas. “Precisamos de escolas melhores,
hospitais melhores, estradas melhores… ajude-nos a construir uma cultura de
respeito às mulheres”.
Na Cúpula, a Pfizer anunciou planos
de desenvolver um novo dispositivo para o Depo-Provera que poderá ser
distribuído por funcionários de saúde com menos especialização. O novo
contraceptivo injetável será testado em mulheres do Senegal e Uganda. A Merck
se comprometeu a dar até 25 milhões de dólares em anúncios e distribuição de
serviços de planejamento familiar para lidar com a mortalidade materna. Essas
empresas farmacêuticas verão seus lucros subirem para 17 bilhões com a venda de
contraceptivos.
O bispo australiano Eugene Hurley,
vice-presidente de assistência e desenvolvimento internacional de Caritas
Austrália, publicou um
editorial criticando o foco equivocado.
“Quando a saúde básica nos países
em desenvolvimento está tão limitada, quando uma população não tem acesso
nenhum a antibióticos básicos que salvam vidas, principalmente nas regiões mais
remotas onde a mortalidade materna é gravíssima, é fantasioso pensar que esses
métodos podem ser administrados com responsabilidade”.
Dias antes de os presidentes se
comprometerem a dar apoio, inclusive removendo objeções culturais e religiosas,
e a Fundação Hewlett e a Fundação Packard prometeram financiar a defesa
política, a Rede Parlamentar de Questões Críticas (RPQC) alertou sua rede
internacional de legisladores acerca da devoção dos organizadores da Cúpula ao
aborto. “O DfID estabeleceu o Fundo de Aborto Seguro [para financiar
organizações pró-aborto radicais] depois que o presidente Bush restabeleceu a
Política da Cidade do México, uma política pró-vida” que proibia o governo dos
EUA de financiar grupos internacionais de aborto.
“A posição da Fundação Gates de que
não financia o aborto perde credibilidade no próprio dia em que seus parceiros
e recebedores de financiamentos buscam derrubar leis que protegem as crianças
em gestação e suas mães da violência do aborto”, declarou a RPQC.
Os meios de comunicação focaram na
ruptura de Melinda Gates com o ensino católico sobre a contracepção. O que foi
ignorado foi a oposição dos evangélicos. O diretor em Gana da organização
pró-aborto Marie Stopes disse para IRIN
News: “São as igrejas evangélicas novas
que são bem mais ousadas acerca desse tipo de coisa”.
Liberdade Cristã Internacional, uma
organização evangélica de assistência, explicou
sua oposição: “A cúpula avançou a sugestão de uma prática [aborto/controle
populacional] que afetará diretamente aqueles que sofrem discriminação por sua
fé pessoal”.
Até mesmos acadêmicos se juntaram
nas críticas, ridicularizando o conceito de uma “necessidade não atendida” de
contracepção no blog
do Banco Mundial.
Tradução:
www.juliosevero.com
Fonte:
Friday
Fax
Fundação
Gates promete $1.5 bilhão para saúde materna




Nenhum comentário:
Postar um comentário