26 de julho de 2012

Adolescente lésbica forjou ameaças anti-gay que geraram “manifestações solidárias”


Adolescente lésbica forjou ameaças anti-gay que geraram “manifestações solidárias”

Kathleen Gilbert
NEW BRITAIN, Connecticut, EUA (LifeSiteNews.com) — Uma lésbica estudante da Universidade Estadual de Connecticut Central [Central Connecticut State University (CCSU)] ganhou a compaixão de centenas de estudantes que se uniram em sua defesa contra ameaças anti-gay até que a polícia declarasse que provas em vídeo a forçaram a admitir que ela própria havia forjado as mensagens.
Alexandra Pennell
Alexandra Pennell, 19, foi banida das universidades estaduais por cinco anos e sofrerá várias acusações criminais após ter sido filmada forjando falsos bilhetes ameaçadores que causaram indignação por todo o campus.
Quando os bilhetes foram descobertos em março, centenas de pessoas condenaram os supostos crimes de ódio em uma “manifestação solidária” no campus. Na ocasião, Pennell disse à audiência, “Para a pessoa responsável por isso, tudo o que tenho a dizer é que eu não vou fugir da minha casa, e não vou ser intimidada pelo ódio”.  O presidente da universidade, Jack Miller, pediu aos manifestantes que denunciassem o criminoso caso o conhecessem.
A polícia do campus disse que começou a suspeitar depois que uma câmera secreta instalada no dormitório de Pennell para pegar o criminoso foi convenientemente desligada em duas ocasiões.
De acordo com reportagem do jornal Hartford Courant, antes de sair para uma “manifestação solidária” em 13 de março, Pennell disse à polícia que um novo bilhete havia sido encontrado. Ao ser perguntada sobre o desligamento da câmera de vigilância pouco tempo antes de outro bilhete ter sido supostamente passado por baixo da porta, Pennell disse que talvez tivesse acidentalmente puxado o cabo ao abrir a gaveta da escrivaninha. Um agente experimentou puxar a gaveta e descobriu que o ato não desconectava o dispositivo, e que era preciso “um esforço considerável” para puxar o cabo fora.
A polícia então instalou outra câmera escondida sem o conhecimento de Pennell e tirou o primeiro dispositivo para “manutenção”. Segundo a polícia, a segunda câmera filmou Pennell saindo do quarto, olhando em volta, e jogando o bilhete por baixo da porta.
De acordo com a polícia, Pennell negou ter forjado os bilhetes ao ser questionada pela primeira vez em 13 de abril. Confrontada com a filmagem, Pennell disse que havia colocado apenas dois deles. Depois que lhe disseram que a câmera estava rodando por muito tempo, ela admitiu que escreveu todos eles, dizendo que fez isso porque queria que sua companheira de quarto ficasse mais tempo com ela. Mais tarde, a colega de quarto entregou uma carta à polícia em que Pennell dizia ter sido motivada pelo medo de perder os amigos e a namorada, e também alegou ter “se entregado” à polícia.
Uma ligação feita ao sargento Jerry Erwin, da polícia do campus, não foi retornada até a publicação desta notícia.
Pennell foi expulsa da universidade e agora irá enfrentar oito acusações criminais por falsificação de provas, oito acusações de contravenção por ter mentido à polícia, oito por registrar falso boletim de ocorrência e uma por falso testemunho à polícia, de acordo com reportagem do Courant, além de ter sido impedida de frequentar qualquer universidade estadual por cinco anos. Pennell teria se declarado inocente de todas as acusações.
Mark McLaughlin, porta-voz da universidade, disse que a universidade continua orgulhosa da “resposta da comunidade do campus ao que acreditávamos ser um ato de preconceito, e reforçamos agora o que então foi dito: atos de preconceito e ódio não serão tolerados na universidade”, de acordo com o Courant. Outras reações pela universidade não foram tão otimistas.
“É chocante que ela tenha ido tão longe para chamar atenção”, disse um estudante da universidade, de acordo com o Huffington Post.
“Estou feliz que ela tenha sido indiciada e que ela não vai poder frequentar uma universidade estadual por cinco anos, porque ela não pode fazer esse teatro. É triste porque esta universidade deu uma ‘enxurrada’ de apoio a ela… e era tudo uma farsa”.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do LifeSiteNews: “Lesbian teen faked anti-gay notes that sparked college’s ‘Solidarity Rally’
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