Tribunal federal extingue processo de difamação contra homossexual que delatou Obama
Larry Sinclair alega que campanha presidencial pagou por adulteração de teste de mentira
Jerome R. Corsi
Um juiz federal extinguiu um caso de
difamação contra um homossexual que alegou que a campanha presidencial de Obama
em 2008 pagou pela adulteração de um teste de mentira a respeito de sua
chocante acusação de que teria feito sexo e usado drogas com o futuro
presidente.
Larry Sinclair, que alega ter tido
relações sexuais por duas vezes e usado cocaína com Obama em 1999 (quando era
senador do estado de Illinois), foi acusado pelo publicitário Daniel Parisi de fazer
declarações falsas e prejudiciais que levaram ao fim do site pornográfico de
Parisi, Whitehouse.com, em 2008.
A suposta difamação não estava centrada
nas acusações de Sinclair sobre sexo e drogas com Obama, mas em sua declaração dada
em um livro publicado em 2009 de que o principal assessor da campanha de Obama,
David Axelrod, havia concordado em pagar a Parisi US$ 750.000 para adulterar os
resultados de um teste de mentira.
Parisi não apresentou provas de que as
afirmações de Sinclair sobre Axelrod e a campanha de Obama eram falsas, de
acordo com o Juiz federal Richard J. Leon, em sua decisão em 28 de fevereiro
que extinguiu o caso.
Parisi e Sinclair celebraram um acordo
em 30 de março que efetivamente extinguiu as acusações de Parisi contra
Sinclair e sua editora.
Sinclair relata em seu livro, Barack Obama & Larry Sinclair: Cocaine,
Sex, Lies & Murder (Cocaína, Sexo, Mentiras & Assassinato), que Parisi
lhe ofereceu 10.000 para fazer um teste da mentira a respeito da sua acusação
de que ele teria tido relações sexuais com Obama em Chicago.
No acordo, Parisi iria pagar 100.000 se
o teste mostrasse que Sinclair estava dizendo a verdade. Em um acordo
modificado, Sinclair recebeu 20.000 para fazer o teste. A decisão do juiz
afirma que ele não passou no teste, de acordo com um relatório do examinador, e
dois outros examinadores corroboraram o resultado.
Parisi afirma que Sinclair fez
declarações difamatórias no livro, incluindo a afirmação de que “o teste foi
adulterado e arranjado por Dan Parisi e pelo assessor de campanha de Obama,
David Axelrod".
O juiz, no entanto, disse que Parisi não
foi capaz de provar que Sinclair tenha publicado qualquer declaração
propositalmente falsa, e concluiu que ele havia tomado as medidas apropriadas
para verificar as informações antes de publicá-las.
Citando um precedente, o juiz argumentou
que quando a vítima da alegação supostamente difamatória é uma figura pública,
como é o caso de Parisi, a afirmação em questão deve contar como mais do que
simples negligência. Segundo o juiz, a afirmação deve ser feita claramente com
má fé, sabendo que ela é falsa ou indiferente ao fato.
Além disso, Parisi não conseguiu
fundamentar a acusação de que as afirmações de Sinclair eram falsas, afirma o
juiz.
“A queixa não contêm alegações factuais,
a não ser pela alegação do próprio autor de que as afirmações são falsas”,
escreveu Leon.
A forte das afirmações de Sinclair
contra a campanha de Parisi e Obama foi uma ligação anônima, mas ele tentou
confirmar a informação com Parisi, que recusou-se a responder — afirma Leon em
sua decisão. Além disso, um repórter do jornal Chicago Tribune entrou em contato com o informante e confirmou as
afirmações de Sinclair — acrescentou o juiz.
Além de Sinclair e sua editora, Parisi
processou o escritor e radialista Jeffrey Rense, que escreveu o prefácio do
livro de Sinclair, as livrarias Books-A-Million e Barnes & Noble, a
distribuidora Ingram Content Group e a gigante de varejo Amazon.com.
Parisi ainda pretende recorrer da
decisão de Leon no caso contra a Amazon.com, que agora é a última ré do caso.
O processo de Parisi conseguiu
efetivamente interromper a produção de exemplares impressos dos livros de
Sinclair, o que fez com que exemplares usados fossem encontrados no Amazon.com
por até US$ 600. Enquanto estava em audiência, Sinclair vendeu uma edição
impressa do livro em seu website, LarrySinclair.net.
Sinclair disse ao WND em uma entrevista
por telefone que reitera as afirmações do livro.
“Ainda acredito que todas as acusações
que fiz são verdadeiras, e não vi nada até o momento que tenha mudado minhas
convicções”, afirma.
Ele também continua sustentando sua
primeira acusação contra Obama.
“Sei por experiência própria que Obama
mentiu quando disse que havia abandonado as drogas na faculdade, e posso
atestar em detalhes o fato de que Obama pratica atos homossexuais”, afirma.
Além disso, Sinclair diz acreditar que o
assassinato de Donald Young, um homossexual diretor de coral da Igreja da Trindade
Unida de Cristo, do Rev. Jeremiah Wright, foi uma tentativa de proteger os
segredos de Obama. Young foi assassinato pouco tempo depois da convenção
partidária de Iowa em 2008.
No processo, Parisi pediu o pagamento de
US$ 30 milhões de indenização por danos à sua pessoa e a várias empresas,
incluindo a Whitehouse.com Inc., Whitehouse Network LLC e White House
Communications Inc.
Parisi afirmou que criou as entidades
para funcionarem como agências de notícias.
Sinclair compareceu ao tribunal,
enquanto que Parisi foi representado pela Patton Boggs, um dos escritórios de
advocacia mais caros, prestigiados e politizados de Washington.
Sinclair, que nunca teve educação formal
em direito, não é advogado licenciado no Distrito de Colúmbia.
O WND não conseguiu contato com Parisi
para comentar sobre o caso. Richard Oparil, advogado de Parisi na Patton Boggs,
também não retornou as ligações do WND.
Em janeiro de 2008, quando Sinclair fez
as acusações contra Obama pela primeira vez, ele admitiu seu passado criminoso,
incluindo o cumprimento de pena em prisões da Flórida, Arizona e Colorado.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do WND:
“Libel
case against Obama's 'gay' accuser tossed”
Fonte: www.juliosevero.com






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