26 de maio de 2012

OMS Ignora Ligação Entre Crescente Incidência de Nascimentos Prematuros e Aborto


OMS Ignora Ligação Entre Crescente Incidência de Nascimentos Prematuros e Aborto

Lucia Muchova
WASHINGTON, DC, EUA, 25 maio (C-FAM) A Organização Mundial de Saúde (OMS) acabou de divulgar um importante estudo novo que examina o fenômeno médico crescente e prejudicial do “nascimento prematuro”.
O “Relatório de Ação Global da OMS sobre Nascimento Prematuro” estima que mais de 1 de cada 10 bebês que nasceram em 2010 nasceu prematuramente, isto é, “antes do fim da 37ª semana de gravidez”. Isso representa um número estimado de 15 milhões de nascimentos prematuros, com 1 milhão de mortes ligadas diretamente à prematuridade.
A prematuridade é identificada como “a maior causa mundial de morte de recém-nascidos, e a segunda causa principal de todas as mortes de crianças”. Nascimentos prematuros representam desafios difíceis para pais, médicos e a sociedade em geral, já que bebês prematuros muitas vezes enfrentam um risco mais elevado de deficiência física a vida inteira, exigindo permanente assistência e apoio médico. De acordo com o relatório da OMS, os índices de nascimentos prematuros aumentaram em quase todos os países.
As razões para esse aumento não estão inteiramente claras. Reconhecer o problema por meio de medições melhores de dados provavelmente desempenha um papel, principalmente em países em desenvolvimento. Contudo, as causas principais podem estar ligadas à utilização maior de tratamentos de infertilidade, frequência mais elevada de partos cesáreos, índices mais elevados de diabete e pressão sanguínea elevada ou infecções entre as mães.
Mas um fator importante é conscientemente omitido na lista: o aborto. A seção Referências do relatório da OMS menciona dois estudos que demonstram um risco maior de nascimento prematuro ligado ao aborto. Contudo, o volume do longo relatório de 126 páginas mantém silêncio complete sobre o aborto.
Num informe oficial à imprensa que o C-FAM logo divulgará, o Dr. Byron Calhoun, que é médico, revela uma tendência comum na literatura de pesquisa sobre nascimento prematuro de excluir conscientemente a ligação entre aborto e nascimento prematuro. Pelo menos 127 estudos individuais de mulheres do mundo inteiro mostram que os abortos provocados e espontâneos estão ligados a um risco maior de nascimento prematuro. Várias meta-análises de estudos múltiplos ilustram o mesmo padrão. Múltiplos abortos podem aumentar o risco de nascimento prematuro em mais que 200%. No entanto, o relatório da OMS não menciona nenhum desses estudos.
Em vez disso, dá-se atenção a fatores tais como espaçamento de nascimentos e gravidezes na adolescência que estão ligados a riscos muito mais baixos de nascimento prematuro. Para tratar desses fatores, o relatório pede mais planejamento familiar e educação sexual. Organizações como o FNUAP e Women Deliver já fizeram o compromisso de garantir um suprimento constante de contraceptivos em países selecionados e colocar o planejamento familiar como prioridade da agenda internacional para reduzir os nascimentos prematuros. Um crítico disse para Friday Fax: “Em vez de reduzir o número de abortos, parece que a estratégia deles é reduzir o número de bebês que nascem. Menos bebês equivale a menos nascimentos prematuros”.
Isso poderá melhorar as estatísticas, mas fatores altamente correlacionados com incidências de nascimentos prematuros permanecerão sem atenção. Ignorar a ligação entre aborto e nascimento prematuro deixa qualquer análise de nascimento prematuro incompleta e talvez a motivação seja ideológica. Além do mais, isso cria uma lacuna em recomendações de políticas públicas que têm como objetivo reduzir o índice de nascimentos prematuros. Dar às mulheres e ao mundo inteiro informações precisas sobre a ligação entre o aborto e os nascimentos prematuros seria um ponto de partida que ajudaria.
Tradução: www.juliosevero.com
Fonte: Friday Fax

Um comentário :

bjaraujo disse...

Sinceramente não sei se há relação mas ocorre que o governo está assistindo a gravidez cada vez mais de perto, empurrando medicações e tratamentos, que sabe os prematuros não são uma "reação adversa". O problema é que ao invés de propor um solução propõe que se amplie mais ainda um dos causadores do problema eles dizem: "mais planejamento familiar e educação sexual" mas traduzo como: mais doutrinação anti-filhos e mais iniciação sexual prematura.