28 de maio de 2012

Frente Parlamentar Mista de Educação Domiciliar será lançada em 29 de maio


Frente Parlamentar Mista de Educação Domiciliar será lançada em 29 de maio

Julio Severo
Uma boa iniciativa está vindo do Congresso Nacional. Parlamentares pró-família estarão lançando oficialmente, em 29 de maio, a Frente Parlamentar Mista de Educação Domiciliar (FPMED), que estará sob a coordenação do Dep. Lincoln Portela.
Quase 200 parlamentares já assinaram documento de apoio à FPMED. Esse é um bom sinal.
O sinal preocupante é que a defesa que pretendem fazer da educação domiciliar envolve uma educação que segue estritamente o plano governamental. A imposição desse plano será uma obrigatoriedade, tornando os pais reféns do Estado.
A luta de muitas famílias brasileiras pela educação escolar em casa não envolve apenas seu desejo de escolha do lar como escola alternativa. Eles querem também o lar como lugar livre de intrusões estatais em suas famílias.
As famílias que educam os filhos em casa muito valorizam a liberdade de conduzir seus filhos nos interesses educacionais que mais lhes atraem, sem as bagagens adicionais e pesadas de temas que não fazem parte do que seus filhos querem e realmente precisam.
No plano governamental, uma carga enorme e insuportável é lançada sobre a cabeça das crianças, deixando-as perdidas em labirintos educacionais que a vasta maioria dos professores não domina. O resultado dessa carga se reflete no desempenho cada vez mais baixo dos alunos brasileiros em testes nacionais e internacionais.
Se esse tipo de carga também for imposto nas famílias que educam casa, pais e filhos ficarão previsivelmente sobrecarregados, resultando no baixo desempenho educacional tão comum nas escolas públicas.
Se permitirmos que a liberdade dos pais seja violada pelo Estado, impedindo-os de escolher livremente o lugar e modo da educação de seus filhos, não veremos uma legítima educação escolar em casa, mas uma educação governamental em casa. Teremos um grande problema em casa.
Educação governamental em casa: tornando os pais reféns do Estado dentro de seus próprios lares
Afinal, “o governo é o problema”, conforme disse muito sabiamente o Presidente Ronald Reagan. Se os parlamentares que estão lançando a Frente Parlamentar Mista de Educação Domiciliar não compreenderem que o governo é o problema, a educação em casa nunca existirá no Brasil.
Na educação pública, o governo brasileiro tem sido um problema imensurável, não tendo moral para usar a lei para impor sobre os pais uma educação governamental em casa que prive pais e filhos da liberdade e autoridade de ensinar o que é bom e evitar o que é mau, inclusive doutrinações marxistas, homossexualistas, evolucionistas, etc.
O governo brasileiro, que tem sido intransigente e estúpido na perseguição e controle das famílias que querem liberdade educacional dos fracassos estatais, deveria gastar suas energias em áreas em que sua atuação é patentemente deficiente, como a segurança pública.
Mais de 50 mil brasileiros são assassinados por ano. Desse elevado número, menos de 10% dos assassinatos são esclarecidos, mostrando que o governo brasileiro tem sido incompetente numa área em que ele tem a obrigação de ser 100% competente.
Contudo, quando o assunto é educação em casa, o governo se mostra 100% competente para ameaçar, processar, perseguir e traumatizar famílias que querem distância do fracasso educacional estatal, optando pela liberdade e responsabilidade de criar e educar seus filhos descontaminados de desnecessárias doutrinações estatais.
Se quiser ser útil, a Frente Parlamentar Mista de Educação Domiciliar deve dar um recado bem claro ao governo: “Cuide da segurança. Mostre sua competência ali. E deixe os pais educarem seus filhos sem a intrusão de intrometidos agentes estatais”.
O governo é o problema — pelo menos na educação e outras áreas que competem à família, não ao Estado. Se a Frente Parlamentar Mista de Educação Domiciliar não caminhar com esse princípio, eles e os pais enfrentarão muitos problemas para avançar diante de um Estado ávido de controle sobre as crianças, ainda que à custa do fracasso educacional delas.
Os pais precisam de independência desse fracasso e seu autor. Os pais precisam da ajuda da Frente Parlamentar Mista de Educação Domiciliar para garantir em lei sua independência. Do contrário, eles continuarão exercendo sua liberdade independente das vontades tirânicas de um governo que se esqueceu de que a família vem antes do Estado, não o reverso.

6 comentários :

Anônimo disse...

Excelente artigo Júlio! Você disse tudo: não adianta permitir a educação escolar em casa, se for condicionada ao ensino de matérias com visões deturpadas, como o marximo. As crianças devem ter liberdade de escolher o que querem estudar.

Parabéns!

Luiz Oliveira

bjaraujo disse...

Não vejo como boa mas como péssima notícia.
Educação familiar seria ótimo mas o que propõem é educação estatal no lar, ou seja, uma invasão.
A proposta é aumentar ainda mais o poder estatal ao invés de limitá-lo.

Anônimo disse...

Pelo menos uma boa notícia sobre "EDUCAÇÃO EM CASA" espero que avance isso aqui no brasil vc disse bem ser interferência do governo ditando regras deles não.

Ester!!!!!!

Fernanda disse...

Júlio, concordo com o que você disse, mas vamos ter cautela ao falar do governo. Talvez o momento agora seja de, como dizem os mineiros, "comer belas beiradas".
Muitos irmãos se dispuseram para estar lá neste dia e a igreja está orando. Vamos ver o que Deus direciona daqui pra frente.

E vamos continuar orando meu povo, porque o mais importante é criar nossos filhos no caminho do Senhor.

Anônimo disse...

Meu filho está com quase 13 anos. Nunca foi a escola. Educamos ele com muita eficiência e direcionando para suas aptidões manifestas. E acima de tudo, formamos seu caráter e o conduzimos aos pés do Senhor Jesus.
Não precisamos da tutela do estado. Se isto for a frente, o estado vai impor sua agenda satânica dentro de nossas casas.
A.S.

Herculano disse...

Eu penso que Educação deve ser, principalmente, para preparar o jovem para o trabalho. Para tanto ensinar a ler, escrever e aritmética é fundamental.Em ambos os casos a família pode ser o agente educativo.Condenar a presença autoritária do estado na educação, e em todas as áreas, é algo que deve ser reivindicado por todos. Sou Acrata. Entretanto, vendo a escola o ponto de encontro de diversas opiniões de diversas famílias, com varias crenças e fés, além da oficial, eu acho que privar a criança desse convívio é limitar suas oportunidades de educação. Esses pais que desejam a educação familiar para incutir suas crenças, autoritariamente, devem pensar que podem não estar certos nas opiniões de seus filhos quando crescerem.Seus filhos devem ter a liberdade de decidir.