11 de abril de 2012

O Modelo Brasileiro de Obama

O Modelo Brasileiro de Obama

Dilma Rousseff mostra à Casa Branca um caminho autoritário

O presidente Obama recebeu a presidente Dilma Rousseff na casa Branca na última segunda-feira. Uma reportagem publicada antes do encontro dos presidentes fez a seguinte pergunta: “O que poderia Obama aprender da presidente Dilma?” A resposta otimista era: espera-se que não muito. Essa relação não é do interesse dos EUA.
Dilma Rousseff
Dilma é um exemplar da esquerda linha dura antiamericana que está unindo os países em desenvolvimento para cercear o poder dos EUA. Um dos principais objetivos da missão da presidente a Washington é a de ganhar o apoio de Obama para a ambição de Brasília de adquirir um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. O apoio americano para esse esquema seria autodestrutivo, uma vez que o Brasil seria seguramente um voto contra os interesses americanos na ONU. Dilma Rousseff, ex-guerrilheira comunista, é uma firme defensora de ditaduras antiamericanas como a dos Castros em Cuba e a de Hugo Chavez na Venezuela. Ela apoiou os esforços dos mulás iranianos em adquirir capacidade nuclear ao mesmo tempo em que lidera um clube de nações que fazem pressão pelo desarmamento nuclear americano. Se o mundo fosse dividido entre os que estão conosco e os que estão contra nós, Dilma estaria do lado errado.
Obama também não tem nada a aprender do Brasil no campo econômico. Antes de Dilma assumir o poder no ano passado, o gigante país sul-americano parecia finalmente escalar para a sociedade dos países sérios. Lula, antecessor de Dilma, embora também fosse tradicionalmente um esquerdista, deu grandes passos no sentido de aprimorar o clima empresarial do Brasil e o prestígio entre os investidores, modernizando a infraestrutura, trabalhando em conjunto com organizações não governamentais e seguindo uma agenda econômica pró-crescimento moderada. A percepção de progresso ajudou o Brasil a ganhar a sede das Olimpíadas de 2016 e da Copa do Mundo de 2014, uma conquista suprema para uma população apaixonada por futebol.
Mas Dilma Rousseff reverteu completamente a política fiscal, criando restrições aos mercados, impondo consideravelmente mais burocracia e aumentando os gastos do governo. Assim como Obama nos EUA, o resultado tem sido um drástico declínio econômico. Durante o auge da administração de Lula, a confiança no comando do Brasil gerou previsões de crescimento econômico de longo prazo de 5% para cima. Mas sob a nova direção estatista da coalizão do governo liderada pelo PT, a economia fracassou, com um crescimento do PIB em 2011 de 2,7%, o menor da América do Sul.
Os prejuízos sofridos pelo país são de interesse dos americanos porque a opressão de Brasília sobre seu povo e sua economia serve como um alerta para a ameaça que um poder estatal desenfreado impõe sobre a democracia. O aumento da perseguição sobre o grupo conservador Tradição, Família e Propriedade (TFP) expõe os perigos da dissidência em um mundo que está rapidamente se secularizando. Fundada em 1960 para combater o comunismo e promover valores familiares, o TFP, que é bem conhecido em círculos de Washington por sua ativa filial nos EUA, é o principal oponente no Brasil das prioridades esquerdistas como aborto, a censura e as regulamentações que inibem os direitos de propriedade privada. Por se colocar no caminho do Grande Irmão, o governo foi atrás do TFP. Recentemente o Superior Tribunal de Justiça, um dos tribunais mais importantes do país, julgou em favor de um grupo dissidente, os Arautos do Evangelho. A decisão, que aconteceu sob grande pressão de autoridades da Igreja, incluindo um representante diplomático do Vaticano, está efetivamente amordaçando o TFP ao distribuir seus recursos entre dissidentes esquerdistas.
Essa história é importante porque o Brasil é agora a sexta maior economia do mundo e líder de uma coalizão de estados de segundo nível que busca vingança contra o que entendem como anos de imperialismo do “primeiro mundo” ocidental. A narrativa reflete visão espasmódica de “culpar primeiro os americanos” do presidente Obama. Brasília também mostra como as burocracias esquerdistas se movem para reprimir a dissidência por meio da censura e do confisco de bens ao deparar com a oposição pública. A confabulação desta semana entre Obama e Dilma foi mais para uma sessão de fotos entre dois esquerdistas que cochicham sobre como o mundo poderia ser se eles tivessem mais poder. É sobre o que já está acontecendo com o mundo.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do The Washington Times: “Obama’s Brazilian model

11 comentários :

Idevam disse...

A Matéria Mostra Claramente a Realidade Brasileira so fasso uma resalva sobre a infraestrutura que na verdade está sucateada o Desgoverno PT nada fez ou faz para melhorar a infraestrutura e Lula teve a sorte de ter governado no período de tempo que a crise econômica não estava tão presente na economia do pais como agora

ÉLQUISSON disse...

Não sei se seria exagero da minha parte, mas eu diria que não há nenhuma diferença entre o governo de Obama e o de Dilma. A agenda de ambos é rigorosamente a mesma: políticas pró-aborto, pró-homossexualismo e anti-família.

Por que os verdadeiros cristãos de ambos os países não se unem numa cruzada de evangelização (para promover a reconstrução moral das pessoas, e dos seus próprios governantes)?

Se depender das atuais políticas de Obama e de Dilma, Estados Unidos e Brasil irão se destruir mutuamente. Urge que algo seja feito no sentido de impedir que isso aconteça!

Aqui no Brasil, o que os políticos da bancada evangélica têm feito diante dos desmandos do nosso governo?

Se alguém quiser se manifestar, esteja à vontade.

Anônimo disse...

Esse articulista comete alguns grandes equívocos. Um deles é o dissociar a figura de Lula da de Dilma. Na verdade, Dilma é a continuidade de Lula. O terceiro mandato de Lula. E dizer que Lula modernizou a nossa infra-estruutra é inverídico. Os gargalos estão aí.
Isso é o que acontece quando se opina sobre uma realidade que não se conhece a fundo. E Obama é tão ou mais esquerdista que Dilma.

Luiz Oliveira

PRESBÍTERO VALDOMIRO disse...

Diz um ditado popular que "o povo tem o governo que merece". Nunca, aqui no Brasil, isso ficou tão evidente, ou melhor, nunca esse mesmo ditado se confirmou de maneira tão clara como nestes últimos anos.

Basta fazermos uma análise dos governos de Lula (anterior) e de Dilma (atual). Além de serem do mesmo partido (PT), ambos são rigorosamente iguais em todos os aspectos (já que possuem a mesmíssima agenda política). Senão, vejamos alguns dos pontos que eles têm em comum:

- Promoção de políticas de apoio aos "direitos humanos" (leia-se privilégio para os homossexuais e perseguição aos cristãos);

- Discriminalização do aborto, já que o aborto é somente um "caso de saúde pública" (ou seja, o aborto, para eles, não é um crime contra uma vida inocente e indefesa);

- Censura à liberdade de imprensa (e ainda dizem, com a maior cara de pau, que vivemos num país democrático!);

- Tolerância às religiões afro–descendentes, sob o argumento de que elas fazem parte da nossa cultura, e, portanto, não podem ser discriminadas (como o diabo dessas mesmas religiões se disfarça em anjo de luz, só falta eles dizerem que todas essas religiões são de Deus);

- Distribuição de "kits educativos" nas escolas, com a alegação de combater a homofobia (uma forma bem sutil de fazer com que as nossas crianças sejam induzidas ao homossexualismo, promovido pelo ministro Fernando Haddad e por toda a corja do governo e dos homossexuais);

- Homenagem às "vítimas" do regime militar (ninguém jamais procurou saber o passado de Dilma Rousseff).

Enfim, estas são apenas algumas das muitas semelhanças entre os governos de Lula e o de Dilma.

E por que o povo, mesmo sabendo disso tudo, ainda assim vota neles? Por uma razão muito simples: recebendo a "ajuda" (Bolsa–Família) do governo, quem é que não quer ser sempre beneficiado pelo mesmo governo de alguma forma?‏ Isso lembra aquela máxima do antigo Império Romano: "Dai pão e circo ao povo, que o império sobrevive".

Não tenho nenhum medo de dizer: a nossa política está tão podre e tão corrompida, que nem mesmo os políticos da bancada evangélica não são dignos da nossa confiança (e, muito menos, merecedores do nosso voto).

Se o povo tivesse vergonha na cara, não colocaria corruptos no poder em troca de qualquer tipo de assistencialismo. Só que isso, infelizmente, já se tornou um ciclo vicioso difícil de ser quebrado. Por isso, uma coisa é certa: enquanto prevalecer este quadro, ou melhor, enquanto o povo ainda continuar adotando esta mentalidade clientelista (isto é, de só votar em troca de algum tipo de ajuda ou assistencialismo), o nosso país vai estar sempre sendo governado por corruptos.

Que estas palavras sirvam de alerta para que todos sejam mais cuidadosos nas próximas eleições!

ELISEU disse...

Eu concordo com o que o presbítero Valdomiro disse, e ainda acrescentaria o seguinte: na hora da provação é que se vê quem realmente tem dignidade.

No episódio da tentação no deserto, o diabo, ousadamente, propôs a Jesus: "Tudo isto eu Te darei, se, prostrado, me adorares" (Mateus 4:9). Mas Jesus rebateu com firmeza todas as investidas do diabo ao dizer: "Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e somente a Ele servirás" (Mateus 4:10)

O Estado marxista-socialista (representado pelo governo corrupto do PT, e por outros partidos que possuem as mesmas políticas) age exatamente da mesma forma (igual ao diabo) quando propõe ao povo: "Tudo isto (saúde, moradia, educação, empregos, segurança, e outros benefícios) eu te darei se você me eleger, e deixar que somente eu (e não Deus) satisfaça todas as suas necessidades"

Considerando que o povo que não tem conscientização política vota mais com a barriga do que com a cabeça, a maioria não resiste a essa tentação (principalmente quando o Bolsa-Família ou qualquer outro tipo de assistencialismo é oferecido)!

A mesma coisa acontece quando esse mesmo Estado diz aos políticos da bancada evangélica: "Tudo isto (cargos com altos salários, e mil e uma mordomias) eu te darei se você permitir que eu aprove as minhas políticas (a favor do aborto, do homossexualismo, e de tudo que eu quero), e não faça (e nem diga) nada contra o meu governo"

Considerando que muitos dos políticos que se dizem cristãos estão se vendendo por qualquer coisa (assim como Judas, que, por míseras 30 moedas de prata, traiu Jesus), a maioria aceita sem questionar (ainda mais quando vê muito dinheiro à sua frente)!

Alguém concorda comigo?

A. Gomes disse...

Luiz Oliveira,

Lula de fato, em comparação a seus antecessores imediatos, melhorou a competitividade do Brasil no mercado externo, modernizou a estrutura fiscal e do ensino superior público. Na realidade, fez alguma coisa, e de maneira questionável e além de tudo muito mal-planejada (planejar pra quê mesmo, se o objetivo é tão somente fisgar trouxas?).

O detalhe principal é que ele prometeu fazer muito mais, foi um grande falastrão, tudo para ganhar o apoio do grande empresariado e da imprensa. Deu no que deu, os grandes empresários e a imprensa se danaram "de verde-e-amarelo". Talvez porque fossem os que mais apoiaram Lula e o petismo estatal, e porque o PT considera-os os mais mansos e trouxas, incapazes de esboçar alguma reação contra sua própria derrocada.

Anônimo disse...

"Durante o auge da administração de Lula, a confiança no comando do Brasil gerou previsões de crescimento econômico de longo prazo de 5% para cima. "

O comentarista estrangeiro se entusiasma com a prosperidade durante o governo Lula.

Essa prosperidade foi pura sorte, por haver boas condições dentro e principalmente forá do Brasil.

Além do mais essa prosperidade durante o Governo de Lula é muito efêmera. Pois que são 8,10,15 anos passados na história de um país.
A prosperidade de um país que adotasse um modelo de livre mercado,enfase no trabalho,com uma cultura de liberdade,paz,democracia e principalmente um Cristianismo genuino,duraria dezenas,centenas,milhares de anos. Uma eternidade.

Agora o Socialismo cada vez mais vai emperrando a econômia,como se viu em 2011.

O bom da prosperidade dos anos de Lula é que se a econômia do Brasil se "danar". Os comunas não poderão dar a desculpa que estão sendo sabotados,prejudicados por forças conservadoras e opositoras.
Que a econômia está ruim por culpa dos outros.


NIL

Fabiano disse...

Há uma certa diferença entre os dois governos ( PT e Obama ): Um financia e promove guerras, destruição em massa = Obama.
O outro tenta reconstruir países falídos, com nosso dinheiro... Enquanto seu próprio povo pena com serviço público precário.
A dona Dilma agora resolveu reduzir os impostos dos empresários, diminuindo o INSS pago sobre a folha de pagamento dos funcionários.
Seria até aplausível, se ela não tentasse rever esta perda no bolso do trabalhador, aumentando o imposto sobre bebidas geladas e outros impostos que teremos que pagar, para "cobrir a brilhante idéia" de reduzir a importação. Do bolso do governo petista nada sai... Pelo contrário, só entra... E geralmente de forma SUJA!!!

Nielson disse...

Ficou claro que o autor da matéria conhece tanto de Brasil quanto eu conheço de física quântica. Falar que Lula fez mudanças estruturais é brincadeira. A menos que levemos em conta a mega partidarização do estado, que provocou um descomunal inchamento na máquina estatal, com a criação de um sem número de ministérios e outros órgãos para acomodar a cumpanheirada. E dissociá-lo de Dilma só pode ser brincadeira de muito mal gosto.

Idevam disse...

Na contramão de medidas anticrise, movimento ambientalista prega 'decrescimento'

12 abr 2012 05:41 BSB

Paula Adamo Idoeta

Da BBC Brasil em Londres

Enquanto países afetados pela crise se esforçam para voltar a crescer e emergentes, como o Brasil, fomentam seu mercado de consumo interno, existe um movimento defendendo o "decrescimento" como a única forma de garantir a sustentabilidade do planeta a longo prazo.

O decrescimento ("degrowth", em inglês) significaria tirar as economias globais da "perpétua busca pelo crescimento" do Produto Interno Bruto (PIB), reduzindo a escala de produção e consumo, distribuindo melhor recursos e trabalho, com a meta de criar uma economia mais sustentável e frear o uso de recursos naturais.

A proposta não é exatamente nova - já vem sendo defendida há alguns anos por correntes ambientalistas -, mas ganha repercussão com uma conferência sobre o tema em Montreal, em maio, e com o encontro Rio+20, em junho, que reunirá delegações de todo o planeta para discutir sustentabilidade.

Em relatório recém-lançado, o instituto de pesquisas ambientais WorldWatch Institute, dos EUA, dedica um capítulo para defender o decrescimento "nos países que se desenvolveram demais", ou seja, onde o consumismo e a dívida tomaram proporções excessivas.

O autor do capítulo, Eric Assadourian, um dos diretores do WorldWatch Institute, defende que, "países e populações superdesenvolvidos terão que proativamente buscar o decrescimento, ou seguir no caminho atual até que o litoral se inunde (por conta do aquecimento global) e outras grandes mudanças ecológicas os forcem a não crescer".

Em entrevista à BBC Brasil, Assadourian explica como esse "decrescimento" poderia ser aplicado na prática, reconhecendo que seria necessária uma significativa mudança na forma como pensamos a economia e o consumo.

BBC Brasil - O que o senhor quer dizer com o "decrescimento em países superdesenvolvidos"?

Eric Assadourian - Países com altos índices de desenvolvimento, como os EUA, abraçam demais o consumismo, apresentam altas taxas de obesidade, excessivo uso de automóveis, tudo isso às custas do meio ambiente.

BBC Brasil - Como esse decrescimento ocorreria, considerando que vemos o consumo como sinônimo de prosperidade?

Eric Assadourian - São quatro pontos-chave: 1. Transformar a indústria do consumo, tornando a ideia da vida sustentável tão natural quanto a ideia de consumir. Por exemplo, a noção de que cada um de nós tem que ter um carro próprio é antiquada;

2. Redistribuir os impostos, cobrando mais de indústrias que poluem, da publicidade (que fortalece o consumismo) e de quem ganha além do necessário para a sobrevivência básica;

3. Reduzir as jornadas de trabalho, dando às pessoas mais tempo, redistribuindo riquezas e gerando mais empregos;

4. Fortalecer a chamada "economia da plenitude", em que as pessoas plantam mais para prover para sua própria alimentação, cuidar de sua família, aprender novas habilidades, e os recursos são melhores usados. Se podemos produzir um livro da série "Jogos Vorazes", para ser usado por milhares pessoas em uma biblioteca, porque produzir 10 mil para serem comprados por milhares de pessoas? Teríamos um uso mais eficiente, com a mesma qualidade.

Anônimo disse...

Nunca fui com cara dessa presidenta ela pra lá de a favor do aborto e homossexualismo legalizar e drogas tbm esses pecados ela só continuação do governo do lulinha cia limitada.
Ester!!!!!!