13 de março de 2012

A Torre de Babel de Rick Warren

A Torre de Babel de Rick Warren

Exclusivo: Joel Richardson não vê nada da Grande Comissão nas mais recentes iniciativas do pastor

Joel Richardson
Um artigo no jornal Orange County Register relata que Rick Warren, o homem apelidado de “Pastor dos EUA”, lançou uma nova iniciativa chamada “Caminho do Rei”, cujo propósito é promover a paz e a unidade entre muçulmanos e cristãos.
Como parte de seus esforços para promover metas mútuas, a equipe pastoral de Warren e líderes muçulmanos locais fizeram conjuntamente um documento demarcando os pontos de concordância entre muçulmanos e cristãos. O documento afirma que os cristãos e os muçulmanos creem “no mesmo Deus” e compartilham dois mandamentos principais: “amor a Deus” e “amor ao próximo”.
O documento também compromete ambas as religiões a três objetivos: Fazer amigos uns com os outros, construir a paz e trabalhar em projetos de serviços sociais mútuos. O documento cita versos da Bíblia e do Corão lado a lado como o fundamento oficial para apoiar suas metas.
De acordo com Abrahan Meulenberg, um pastor de Saddleback, e Jihad Turk, diretor de assuntos religiosos numa mesquita em Los Angeles, o Caminho do Rei representa abrir “um caminho para terminar com os 1.400 anos de desentendimento entre muçulmanos e cristãos”.
Mas além disso, de acordo com Turk, ambos os grupos também concordaram em não evangelizar um ao outro.
O que fica logo evidente é que embora fazer amizade com muçulmanos seja com certeza uma meta admirável, considerando que eu também me esforço para alcançar essa meta, Warren priorizou as três metas de fazer amizade, construir a paz e trabalhar em conjunto em projetos de serviço social mútuos e acima do mandamento de Jesus de batizar e fazer discípulos do mundo inteiro.
Warren fez essas declarações no sentido de que o artigo do Orange County Register continha erros. Os editores discordaram, argumentando que todos os seus fatos são inteiramente precisos.
Certo crítico comentou de forma acurada que em vez de obedecer à Grande Comissão e criar discípulos do Jesus da Bíblia, Warren está “construindo uma Torre de Babel que não leva a lugar algum”.
Eu concordaria em que quando grupos cristãos se juntam com outros grupos que têm metas e doutrinas tão fundamentalmente divergentes, o perigo é sempre fazer concessões. Em todo o Antigo Testamento, o mandamento de Deus aos israelitas era nunca entrar em acordos, alianças ou casamentos com os povos vizinhos, para que os israelitas não viessem a se achar se desviando para outros deuses. Em tal cultura pós-moderna, esses conceitos podem soar estupendamente intolerantes, mas a sabedoria da proibição do Senhor contra tratados e parcerias se vê no acordo de Warren de não evangelizar seus “amigos” e cooperadores muçulmanos para promover causas sociais mútuas.
Esse mandamento não é menos urgente hoje. O conceito de santidade biblicamente tem sempre girado em torno da ideia de separação. O Senhor leva muito a sério alianças, acordos e parcerias e nos manda não entrar em parcerias com aqueles que possuem tais opiniões antagônicas com relação às doutrinas bíblicas mais fundamentais da Trindade, a Encarnação e a Filiação Divina de Jesus. Além disso, embora a ênfase máxima da esperança bíblica seja messiânica, aguardando a volta de Jesus, os muçulmanos aguardam a volta de outro Jesus, que literalmente abolirá o Cristianismo. Se Warren estivesse buscando amizade com o propósito de evangelizar, eu abertamente me colocaria ao lado dele nessa meta. Mas acho que está evidente que Warren está querendo avançar uma agenda muito mais sintonia com o espírito desta era do que com as metas da Igreja Cristã Primitiva.
É claro que Warren já enfrentou críticas no passado de alguns evangélicos que argumentam que ele está promovendo o “Crislã”, um termo vago usado para se referir à fusão profana do Islã com o Cristianismo. Em seu site Pastors.com, Warren negou categoricamente as afirmações, declarando que o “rumor é 100 por cento falso… Minha vida e ministério são construídos na verdade de que Jesus é o único caminho, e nossa Bíblia inerrante é nossa única autoridade verdadeira”.
O vizinho muçulmano de Warren comentou que ele era vizinho de Warren há anos antes de descobrir que ele era cristão. Embora fosse evidente que Warren enfatize amizade e boa vizinhança, à luz de tais comentários, precisamos considerar quanto valor o Pr. Warren realmente coloca no evangelismo cristão.
Gwynne Guibord, sacerdotisa anglicana e cofundadora de uma organização em Los Angeles que promove relacionamentos entre cristãos e muçulmanos, diz: “Eu acho que muitos evangélicos sentem o mandamento bíblico de converterem pessoas ao Cristianismo”.
Outros evangélicos famosos concordaram com a atitude de Guibord de rejeitar esforços para converter outros ao Cristianismo. Carl Medearis, um palestrante americano sobre o assunto do islamismo e Cristianismo, em comentários postados no site Missiologia Bíblica, declarou: “Incentivar as pessoas a se unir à religião cristã é realmente heresia. Jesus teria sido contra isso se houvesse uma religião chamada Cristianismo (que é evidente que não havia)”.
Mas Medearis e outros críticos do conceito de “Cristianismo” não conseguem considerar 1 Pedro 4:16-17 onde o apóstolo fez a seguinte declaração muito clara: “Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte. Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?”
Além disso, o mandamento de Jesus de batizar e fazer discípulos no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo é uma chamada inequívoca de fazer convertidos que fazem confissão pública e se identificam com uma comunidade visível e um credo específico.
Em resposta ao que muitos pastores, teólogos e missiólogos sentem que é um deslize generalizado para com transigências e sincretismo descarado, várias obras acadêmicas e ligadas aos meios de comunicação foram recentemente produzidas.
Tratando do deslize para com a transigência e heresia dentro do movimento de missões, os missiólogos Joshua Lingel, Jeff Morton e Bill Nikides recentemente coeditaram um livro “Chrislam: How Missionaries are Promoting an Islamized Gospel” (Crislã: Como os Missionários Estão Promovendo um Evangelho Islamizado). Nikides também produziu um filme documentário intitulado “Half Devil — Half Child” (Meio-Diabo — Meio-Filho), que trata da tendência dentro do movimento de missões evangélicas de promover o que é muitas vezes mencionado como “C5”, o “Insider Movement” ou “Crislã”. Esse método de aproximação aos muçulmanos incentiva os cristãos a adotar identidades e a cultura religiosa muçulmana com o objetivo do que se poderia ver como “evangelismo sorrateiro”. De acordo com o site do filme:
“‘Meio-Diabo — Meio-Filho’ traz o impacto dessa abordagem para a tela e para nossas vidas, ilustrando os modos com que projetamos soluções que acreditamos construirão o Reino de deus. Soluções que, apesar de nossas melhores intenções, levam a consequências inesperadas… ‘Meio-Diabo — Meio-Filho’ coloca todos nós — ocidentais e cristãos asiáticos — face a face. É hora de parar de impor nossa agenda, prestar atenção ao que nossos companheiros asiáticos acreditam que verdadeiramente precisam, e genuinamente colaborar nessa missão do evangelho”.
Embora alguns possam argumentar que os esforços de Rick Warren estão em sintonia com o que entendemos como missão da Igreja, vê-se o terreno escorregadio na expressão e práticas de sincretismo do Insider Movement, que pode de fato ser chamado de “Crislã”. Ainda que Warren e muitos outros missionários cristãos(?) bem-intencionados que apoiam e praticam o C5 ou a metodologia do Insider Movement creiam que estão servindo a Jesus, seus métodos sempre levam à desonestidade, turvando as linhas da verdade, transigência e no final heresia descarada.
Joel Richardson é o autor do livro “Islamic Antichrist” (Anticristo do Islã), publicado por WND, e “Why we Left Islam” (Por que Deixamos o Islã) e é coautor com Walid Shoebat de “God’s War on Terror” (A Guerra de Deus contra o Terrorismo). Seus blog é: www.Joelstrumpet.com
Traduzido por Julio Severo do artigo de WND: Rick Warren’s Tower of Babel

9 comentários :

Wilson disse...

...não evangelizar um ao outro?
Fato é que, islamismo nunca fará falta para a humanidade.

Mas esse "pastor" infelizmente assinou um documento assim: "Negar a Cristo em nome de acordos políticos-religiosos desprezando a pregação e confronto através da mensagem de ordem de arrependimento do evangelho"

Tudo isso em nome da "paz e segurança" tão desejada por covardes como ele que tem sua vida por preciosa e ama esse mundo mais que o a vida eterna.

K.E. disse...

Quem puder ler o Islamic Antichrist, vale a pena.

A história, fundamentos e os conceitos do islã deixam muito claro, para quem tem uma vaga noção deles, que ele não é compatível com o cristianismo.

A promessa de Alá para os muçulmanos não é a paz mundial e o entendimento entre os povos, mas a conquista do mundo e a conversão ou a morte de todos os não muçulmanos.

Qualquer aliança pode ser quebrada pelos muçulmanos a qualquer momento, pois trair os infiéis e agir dissimuladamente com eles é parte da jihad, uma obrigação divina.

MINISTÉRIO APOLOGÉTICO BÍBLICO disse...

Graça e paz do SENHOR aos irmãos do blog...

Irmão Júlio, lembra do meu comentário no artigo dos "safados e maniuladores"? Pois bem, vou transcrever uma citação deste artigo com uma leve alteração para lhe mostrar justamente o problema da união com "cristãos" católicos:

"Eu concordaria em que quando grupos cristãos se juntam com outros grupos que têm metas e doutrinas tão fundamentalmente divergentes, o perigo é sempre fazer concessões. Em todo o Antigo Testamento, o mandamento de Deus aos israelitas era nunca entrar em acordos, alianças ou casamentos com os povos vizinhos, para que os israelitas não viessem a se achar se desviando para outros deuses. Em tal cultura pós-moderna, esses conceitos podem soar estupendamente intolerantes, mas a sabedoria da proibição do Senhor contra tratados e parcerias se vê no acordo de [SEVERO] de não evangelizar seus “amigos” e cooperadores [CATÓLICOS] para promover causas sociais mútuas".

A Bíblia não é contra os cristãos lutarem contra o homossexualismo, teologia da libertação e outros conceitos pecaminosos à luz da Bíblia. O que a Palavra de Deus proíbe é a união a IDÓLATRAS PAPISTAS por um objetivo comum sem confrontá-los por seus pecados. Continuarei orando e aguardando um artigo específico sobre idolatria católica, se é que o irmão já não está tão unido à "casa de Acabe" que é incapaz de confrontá-la por seus erros.

Que Deus nos abençoe!

ÉLQUISSON disse...

Infelizmente, Rick Warren e outros pastores estão se deixando levar pelas mentiras de Satanás. A respeito disso, a Palavra de Deus diz:

"E não vos admireis disto, já que o próprio Satanás insiste em se transformar em um anjo de luz. Não é muito, portanto, que os seus ministros apareçam como ministros da justiça; e o fim deles será segundo as suas obras" (2 Coríntios 11:14-15)

Jesus também já havia advertido sobre isso:

"Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas; e farão tão grandes sinais e prodígios que, se lhes fosse possível, enganariam até mesmo os escolhidos" (Mateus 24:24)

O apóstolo João completa:

"Amados, não acrediteis em todo espírito; mas antes provai se tais espíritos são de Deus, porque muitos falsos profetas têm surgido em todo o mundo" (1 João 4:1)

Não é o que está acontecendo com os que toleram o islamismo, sob a desculpa de promover a paz?

Eu perguntaria ao pastor Rick Warren: será que ele já viu, em alguma página da Bíblia, Jesus e Satanás sendo amigos (ou Jesus fazendo acordo com Satanás)?

Parece que o nobre pastor esqueceu do que a Bíblia ensina sobre a postura de um verdadeiro cristão:

"Não vos coloqueis num jugo desigual com os incrédulos. Pois, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que união pode haver da luz com as trevas? E que aliança há entre Cristo e o Maligno? E que parte tem o fiel com o infiel? E que concordância existe do templo de Deus com os ídolos?" (2 Coríntios 6:14-16)

"Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou amará a um e odiará o outro, ou há de se dedicar a um e desprezar o outro" (Mateus 6:24)

Querer colocar a fé cristã (e os ensinamentos da Palavra de Deus) com o islamismo em nível de igualdade é o mesmo que acreditar que o diabo se converteu a Jesus!

A Palavra de Deus é a única verdade que existe. Querer que o Corão seja como a Palavra de Deus é aceitar outra doutrina de fé. Sobre isso, o apóstolo Paulo advertiu seriamente:

"Mas ainda que nós mesmos ou até um anjo do Céu vos apresente um outro evangelho diferente daquele que eu vos tenho pregado, seja anátema. Assim como já vos disse antes, agora novamente vos digo: se alguém vos anunciar um outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Porque procuro eu o favor dos homens, ou o favor de Deus? Ou procuro agradar aos homens? Se ainda estivesse agradando aos homens, não seria servo de Cristo" (Gálatas 1:8-10)

Ao pastor Rick Warren e a todos que toleram o ecumenismo, Jesus dá uma advertência muito séria:

"Nem todo aquele que diz: Senhor! Senhor! entrará no Reino do Céus, mas somente aquele que faz a vontade do Meu Pai que está nos Céus. Muitos, naquele dia, hão de Me dizer: Senhor, não profetizamos em Teu nome? E não expulsamos demônios em Teu nome? E não fizemos obras grandiosas em Teu nome? Porém, Eu vos confessarei: Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniqüidade" (Mateus 7:21-23)

Será que o pastor Rick Warren está lembrado disso?

Gostaria que ele mesmo respondesse de forma sincera a esta pergunta!

F.Caldas disse...

Caro Julio Severo, veja essa entrevista que eu coloquei no meu blog, onde o pastor Rick Warren fala sobre isso, e diz que tudo é mentira, e que ele acredita que os cristãos e os muçulmanos não creem no mesmo Deus:

RICK WARREM RESPONDE AOS ACUSADORES:

http://blogdofabianocaldas.blogspot.com/2012/03/respondendo-falsas-acusacoes.html

Julio Severo disse...

Olá, F. Caldas! Essa última declaração do Warren recebeu esta resposta em inglês: http://www.wnd.com/2012/03/newspaper-catches-rick-warren-fibbing/

Nos próximos dias, publicarei a traduçao.

Julio Severo disse...

Prezado apologeta

Meu blog tem natureza apologética ao defender a fé cristã em muitos pontos que a maioria dos apologetas não estão defendendo: a vida e a família. E acredito que a verdadeira apologética é equilibrada. Se ninguém mais estivesse denunciando a Teologia da Prosperidade, eu a denunciaria. Mas essa teologia tem sido hiper-abundantemente denunciada, muitas vezes por aqueles que têm graves problemas teológicos. Teologicamente, eles estão nus, mas eles torcem para que ao denunciar outros ninguém veja a nudez (e sujeira) em que eles mesmos estão.

Parece que certos grupos oportunistas usam essa denúncia, que atrai outros certos grupos, para acobertar o próprio lixo que os envolve. Procure um texto contra a Teologia da Prosperidade, e você encontrará no mínimo mil sites. Procure um texto contra a Teologia da Missão Integral, e você encontrará meu site!

A missão da verdadeira voz profética não é seguir a multidão, mas seguir a Deus.

A Teologia da Missão Integral, que é a versão protestante da Teologia da Libertação (de acordo com Ariovaldo Ramos), é a heresia mais bem-aceita e amada no meio evangélico. Enquanto os chamados grupos apologéticos e pseudo-apologéticos estão preocupadíssimos em chover no molhado — e já estão causando inundação e destruição —, eu estou chovendo onde a grama está sequíssima!

Aqui está meu texto exclusivo sobre a Teologia da Missão Integral, o qual encorajo você a distribuir: http://juliosevero.blogspot.com/2011/10/teologia-da-missao-integral.html

Aconselho você também a ler este artigo escrito por mim: Os críticos e os criticados nas igrejas evangélicas: quem nos salvará?
http://juliosevero.blogspot.com/2012/01/os-criticos-e-os-criticados-nas-igrejas.html

Sobre idolatria (com a qual não concordo nem pratico), a pior idolatria é a que estamos vendo em nossos lares, e que foi citada no link acima:

“Então, até mesmo dentro dos nossos lares, enfrentamos desafios, onde muitas vezes deixamos que nosso precioso tempo, que deveria ser dado a Deus, seja desperdiçado em banalidades como a novelinha da Globo. A glória de Deus, que poderia ser experimentada na oração e leitura da Palavra de Deus no ambiente do próprio lar, é trocada por “gloriosas” cenas de nudez e sexo, divórcio, traições, etc.”

Poucos, poucos estão denunciando essa idolatria no meio evangélico — e católico!

titomonteiro disse...

"O moderador se reserva o direito de publicar ou não comentários anônimos, sem nenhuma identificação válida e verificável".
Não vislumbrei nenhum comentário propondo como evangelizar os muçulmanos,nenhuma proposta,só pauleira como é costume do dono do blog.A tradição religiosa cristâ-evangélica não permite mudança e nem coisas novas,tudo tem que ficar como está para ver como fica.Sempre soltamos a verborragia
religiosa,e como se fosse diarréia desatada verborrágica "teológica".Alguém tem uma proposta melhor do que o Rick?
tito from brasilia.

Dr. Roonie, Líder Roonie. disse...

Julio Severo está correto neste ponto - se o objetivo é evangelizar e não meramente melhorar a opinião pública do Islã sobre os EUA. Ocorre que os islâmicos vão tender a respeitar mais quem for assertivo e honesto do que quem meramente quiser ganhar o "favor" deles.

Dr. Ronnie Sega