3 de março de 2012

Depois do aborto, o infanticídio

Depois do aborto, o infanticídio

Julio Severo
Leitores do meu blog me enviaram um artigo do jornalista Reinaldo Azevedo denunciando uma dupla de especialistas que defende o infanticídio. Esses leitores estão chocados e com razão, pois defender assassinato de inocentes é chocante.
O fascinante é que se um homem defender a pena de morte para assassinos, a própria imprensa se encarrega de lhe cortar os espaços, de modo que a voz dele só seja ouvida no quintal da casa dele. Defenda a execução de criminosos perigosos e a elite social isolará você.
Mas quando dois seres desumanos defendem o assassinato de bebês com argumentações pseudocientíficas, a imprensa não demonstra nenhuma disposição de cortar o espaço dos “cientistas”. E as justificativas são banais: a imprensa não pode censurar, é preciso defender a liberdade de expressão, e blá-blá-blá. As mesmas forças que querem cortar nosso direito de expressar os valores cristãos na esfera pública defendem a “liberdade de expressão” de assassinos de bebês.
A defesa do infanticídio, embora chocante, não é nova. Peter Singer, considerado um dos maiores defensores dos direitos dos animais, defende o infanticídio há anos.
No entender dele, um pitbull tem mais valor do que um recém-nascido. Singer, que é professor de uma prestigiosa universidade dos EUA, nunca se preocupou com a polícia batendo na porta dele. Afinal, a liberdade de expressão é mais importante do que defender o “direito” de matar recém-nascidos.
O livro De Volta Ao Lar, traduzido por mim, relata que depois que o aborto foi legalizado nos EUA, aumentaram os casos de infanticídio em hospitais e clínicas dos EUA. Por que um médico aborteiro que matou o bebê em gestação hoje teria qualquer escrúpulo de não matar um recém-nascido horas depois? O aborto legalizado é terreno fértil para outros assassinatos. Um médico aborteiro já é um assassino em potencial e na prática.
Os relatos do De Volta Ao Lar destacam casos desde a década de 1970. O infanticídio já vem sendo praticado nos EUA e outras sociedades ocidentais. Só não está legalizado.
O que a dupla especialista, denunciada por Azevedo, está defendendo não é novidade alguma nas sociedades ocidentais que já legalizaram o aborto. Essa é uma consequência horrenda, mas previsível, pois é impossível esperar de um médico aborteiro qualquer sentimento de defesa à vida de um recém-nascido.
Abaixo, a matéria do Azevedo:
Os neonazistas da “bioética” já não se contentam em defender o aborto; agora também querem a legalização do infanticídio! Eu juro! E ainda atacam os seus críticos, acusando-os de “fanáticos”. Vamos ver. Os acadêmicos Alberto Giublini e Francesca Minerva publicaram um artigo no, ATENÇÃO!, “Journal of Medical Ethics” intitulado “After-birth abortion: why should the baby live?“ - literalmente: “Aborto pós-nascimento: por que o bebê deveria viver?” No texto, a dupla sustenta algo que, em parte, vejam bem!, faz sentido: não há grande diferença entre o recém-nascido e o feto. Alguém poderia afirmar: “Mas é o que também sustentamos, nós, que somos contrários à legalização do aborto”. Calma! Minerva e Giublini acham que é lícito e moralmente correto matar tanto fetos como recém-nascidos. Acreditam que a decisão sobre se a criança deve ou não ser morta cabe aos pais e até, pasmem!, aos médicos.
Para esses dois grandes humanistas, NOTEM BEM!, AS MESMAS CIRCUNSTÂNCIAS QUE JUSTIFICAM O ABORTO JUSTIFICAM O INFANTICÍDIO, cujo nome eles recusam — daí o “aborto pós-nascimento”. Para eles, “nem os fetos nem os recém-nascidos podem ser considerados pessoas no sentido de que têm um direito moral à vida”. Não abrem exceção: o “aborto pós-nacimento” deveria ser permitido em qualquer caso, citando explicitamente as crianças com deficiência. Mas não têm preconceito: quando o “recém nascido tem potencial para uma vida saudável, mas põe em risco o bem-estar da família”, deve ser eliminado.
Num dos momentos mais abjetos do texto, a dupla lembra que uma pesquisa num grupo de países europeus indicou que só 64% dos casos de Síndrome de Down foram detectados nos exames pré-natais. Informam então que, naquele universo pesquisado, nasceram 1.700 bebês com Down, sem que os pais soubessem previamente. O sentido moral do que diz a dupla é claro: soubesse antes, poderia ter feito o aborto; com essa nova leitura, estão a sugerir que essas crianças poderiam ser mortas logo ao nascer. Não! Minerva e Giublini ainda não haviam chegado ao extremo. Vão chegar agora.
Por que não a adoção?
Esses dois monstros morais se dão conta de que o homem comum, que não é, como eles, especialista em “bioética”, faz-se uma pergunta óbvia: por que não, então, entregar a criança à adoção? Vocês têm estômago forte?. Traduzo trechos da resposta:
“Um objeção possível ao nosso argumento é que o aborto pós-nascimento deveria ser praticado apenas em pessoas (sic) que não têm potencial para uma vida saudável. Conseqüentemente, as pessoas potencialmente saudáveis e felizes deveriam ser entregues à adoção se a família não puder sustentá-las. Por que havemos de matar um recém-nascido saudável quando entregá-lo à adoção não violaria o direito de ninguém e ainda faria a felicidade das pessoas envolvidas, os adotantes e o adotado?
(…)
Precisamos considerar os interesses da mãe, que pode sofrer angústia psicológica ao ter de dar seu filho para a adoção. Há graves notificações sobre as dificuldades das mães de elaborar suas perdas. Sim, é verdade: esse sentimento de dor e perda podem acompanhar a mulher tanto no caso do aborto, do aborto pós-nascimento e da adoção, mas isso NÃO SIGNIFICA que a última alternativa seja a menos traumática.”
A dupla cita trecho de um estudo sobre mães que entregam filhos para adoção: “A mãe que sofre pela morte da criança deve aceitar a irreversibilidade da perda, mas a mãe natural [que entrega filho para adoção] sonha que seu filho vai voltar. Isso torna difícil aceitar a realidade da perda porque não se sabe se ela é definitiva“.
Voltei
É isso mesmo! Para a dupla, do ponto de vista da mulher, matar um filho recém-nascido é “psicologicamente mais seguro” do que entregá-lo à adoção. Minerva e Giublini acabaram com a máxima de Salomão. No lugar do rei, esses dois potenciais assassinos de bebês teriam mesmo dividido aquela criança ao meio.
Querem saber? Essa dupla de celerados põe a nu alguns dos argumentos centrais dos abortistas. Em muitos aspectos, eles têm mesmo razão: qual é a grande diferença entre um feto e um recém-nascido? Ao levar seu argumento ao extremo, deixam a nu aqueles que nunca quiseram definir, afinal de contas, o que era e o que não era vida. Estes dois não estão nem aí: reconhecem, sim, como vida, tanto o feto como o recém-nascido. Apenas dizem que não são ainda pessoas no sentido que chamam “moral”.
Notem que eles também suprematizam, se me permitem a palavra, o direito de a mulher decidir, a exemplo do que fazem alguns dos nossos progressistas, e levam ao extremo a idéia do “potencial de felicidade”, o que os faz defender, sem meios-tons, o assassinato de crianças deficientes — citando explicitamente os casos de Down.
O Supremo e os anencéfalos
O Supremo Tribunal Federal vai liberar, daqui a algum tempo, os abortos de anencéfalos. Como já afirmei aqui, abre-se uma vereda para a terra dos mortos, citando o poeta. Se essa má-formação vai justificar a intervenção, por que não outras? A dupla que escreveu o artigo não tem dúvida: moralmente falando, diz, não há diferença entre o anencéfalo e o recém-nascido saudável. São apenas pessoas potenciais. Afinal, para essa turma, quem ainda não tem história não tem direito à existência.
Um outro delinqüente intelectual chamado Julian Savulescu
A reação à publicação do artigo foi explosiva. Os dois autores chegaram a ser ameaçados de morte, o que é, evidentemente, um absurdo, ainda que tenham tentado dar alcance científico, moral e filosófico ao infanticídio. No mínimo a gente é obrigado a considerar que os dois têm mais condições de se defender do que as crianças que eles defendem que sejam mortas. A resposta que dão à hipótese de adoção diz bem com quem estamos lidando.
Julian Savulescu é o editor da publicação. Também é diretor do The Oxford Centre for Neuroethics. Este rematado imbecil escreve um texto irado defendendo a publicação daquela estupidez e acusa de fundamentalistas e fanáticos aqueles que atacam os dois “especialistas em ética”. E ainda tem o topete de apontar a “desordem” do nosso tempo, que estaria marcado pela intolerância. Não me diga!!!
O que mais resta defender? Aqueles dois potenciais assassinos de crianças deveriam dizer por que, então, não devemos começar a produzir bebês para fazer, por exemplo, transplante de órgãos. Se admitem que são pessoas, mas ainda não moralmente relevantes, por que entregar aos bichos ou à incineração córneas, fígados, corações?
Tudo isso é profundamente asqueroso, mas não duvidem de que Minerva, Giublini e Savulescu fizeram um retrato pertinente de uma boa parcela dos abortistas. Se a vida humana é “só uma coisa” e se os homens são “humanos” apenas quando têm história e consciência, por que não matar os recém-nascidos e os incapazes?
Estes são os neonazistas das luzes. Mas não se esqueçam, hein? Reacionários somos nós, os que consideramos que a vida humana é inviolável em qualquer tempo.

10 comentários :

Jorge Bay disse...

Ufa! Esse trio se tivesse vivido no tempo de Hitler, seriam homens de confiança do ditador e certamente seriam destacados para diretores de campos de concentração. Deviam lembrar que ninguém os matou logo que nasceram, embora tenham nascido "sem coração".

AnaMaria disse...

Foi o que eu pensei agora pouco aqui: Matar um bebê ou nem isso - um inocente pode, mas matar um assassino, bandido que renunciou á uma vida direita - um sem vergonha nem pensar, né?

Agora, além do 'direito' de poder estuprá-las, também querem o 'direito' de poder matá-las? Isso sim que é odiar! Depois ainda vem aqueles homossexuais safados dizendo que os 'crimes de ódio' só ocorrem com eles!

Típica coisa atéia e satânica, usar e abusar de 'suposições' científicas pra justificar carnificinas humanas. Deprimente.

JCavalheiro disse...

Que absurdo!!
Embora não nos cause estranheza tais comportamentos e conceitos. Tais atitudes já eram tomadas por faraó no Egito quando determinou que as parteiras dessem fim nos meninos hebreus quando nascessem. Aquelas mulheres talvez não tivessem nenhum conhecimento de ética segundo os nossos padrões, no entanto foram muito mais humanas que muitos médicos de nossos dias que fazem juramento pela manutenção da vida no entanto tomam lugar de Deus decidindo quem deve viver ou morrer. Herodes também teve semelhante atitude quando mandou matar os meninos de Belém, e nós o tomamos por louco, no entanto agiu da mesma maneira que outros governantes de hoje que na surdina autorizam o cometimento de semelhante estupidez.
Os chamados neo-nazistas são perseguidos quando tomam atitudes de agressão física ou verbais contra grupos das chamadas minorias (gays, lésbicas e travestis) mas são amplamente tolerados e defendidos quando agem segundo os padrões éticos deturpados de uma mídia e sociedade vendidos para defender toda sorte de perversidades e maldades contra a humanidade e mormente contra um grupo de de minoria de indefesos fetos em formação ou recém-nascidos.
Nessa inversão de valores vamos encontrar aqueles que em nome da defesa do meio ambiente e os animais, superestimam o valor destes e desprezam aqueles seus semelhantes (???) Nossa sociedade está moralmente doente, um câncer maligno e contagioso está afetando e contaminando aquilo que de bom e saudável ainda poderia haver em nosso meio. Deus tenha misericórdia, e eu sei que sua paciência se esgota, e não venha destruir ainda muito cedo tudo aquilo que de podre está infestando a humanidade, e tal como em Sodoma retire o que ainda há de bom e derrame fogo sobre a face da terra.
MARANATA!!
Pr. João Q. Cavalheiro
www.aramasi.blogspot.com

Sixx disse...

LINDO DEMAIS ver os defensores de tartarugas e focas clamarem histericamente pelo aborto de bebês.

São os famosos SEPULCROS CAIADOS do Evangelho.

Daniel Grecco disse...

Júlio,

Quero ver se alguém consegue achar alguma justificativa para aborto ou morte de recém nascidos após assistir o vídeo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=uMhAg3VwTGI

Este vídeo é muito bom não sei se já o usou, caso ainda não é uma ótima escrever algo sobre indicando o mesmo pros seus leitores..

Deus abençoe,

Daniel

Anônimo disse...

quem deveria ser abortado sao esses dois animais que propuseram esse absurdo!

saulo

Henrique Melchiori disse...

Bio-Ética é o novo nome da Eugenia, quem está ligado nas novas modinhas intelectuais sabe. E Eugenia é uma ideologia de origem Britânica com adeptos ilustres na História, muito antes de Hitler ( quer foi só um fã radical que a exerceu ao extremo e deu-lhe má reputação, daí a mudança de nome ) como o tão citado Malthus. Redução populacional não sai da boca de ambientalistas, diga-se de passagem. E a Eugenia já teve até adeptos no Brasil, como o médico Renato Kehl que durante algum tempo chegou mesmo a encantar Monteiro Lobato com suas idéias.

Anônimo disse...

Já não basta, o ABORTO agora incentivar o INFANTÍCIDIO é criminoso mesmo só quem, nasce com a "mente de psicopata" má e perversa em dar sugestão dessas esses estudiosos e intelcutóides com mente e coração (homicídas). Ester!!!!

Anônimo disse...

Olá Julio Severo e todos...

Peço que leiam o artigo "Aborto: um mal que a Igreja deve combater".

Eis o link: http://templojovemvirtual.blogspot.com/2012/03/aborto-um-mal-que-igreja-deve-combater.html

É mais um artigo contra o aborto em muitas esferas, incluindo a eugênia que é pouco comentado.

Obrigado.

Anônimo disse...

http://conservadoresateus.blogspot.com/2012/03/pec-992011.html

Essa é a primeira vez que vejo um ateu contra o aborto .
De certo modo dá uma esperança de que os descrentes um dia entendam o amor de cristo .