31 de maio de 2011

A foice e o martelo gay

A foice e o martelo gay

A ditadura gay não vai poupar ninguém, nem mesmo nossos filhos

Julio Severo
Um material para crianças, que tem como objetivo tratar de questões sexuais impróprias, é normalmente considerado como abuso sexual. Mas quando esse material é homossexual, por força de um anestesiamento moral a reação mais forte da população é chamar tal material meramente de “kit gay”.
Por que não kit do aliciamento gay?
Se esse kit fosse dirigido aos adultos, até poderia ser chamado de kit gay — e imoral. Mas o fato é que ele está sendo dirigido exclusivamente para nossos filhos na escola para acostumá-los à sodomia, tal qual faz o pedófilo que enche a criança de doces para seduzi-la. Se isso não é assédio, aliciamento e molestamento sexual pró-sodomia, então o que é?
Se o PLC 122 for aprovado, não poderemos nem falar nem agir contra nenhum kit de pedofilia gay, pois o chamado projeto anti-“homofobia” pune atos e opiniões contra a sodomia. Mesmo assim, por força de um anestesiamento moral a reação mais forte da população é chamar eufemisticamente o PLC 122 de “Lei da Mordaça”. Por que só isso? (Veja este vídeo sobre a ameaça de prisão: http://www.youtube.com/watch?v=jIOOE0n2V5g)



Na verdade, se os católicos e evangélicos conseguirem garantir que as punições do PLC 122 não se apliquem às opiniões, as punições contra atos serão mantidas e serão tão ou mais injustas do que a censura das expressões.
Leis anti-“homofobia” como o PLC 122 ameaçam com punição expressões e atos contra a sodomia: Se você disser algo contra o kit do aliciamento gay, você será preso. Se você tomar alguma medida pessoal, legal, social ou moral contra o kit do aliciamento gay, você será preso.
Com uma alteração no PLC 122 ou qualquer outra lei anti-“homofobia”, como querem muitos pastores e padres, para permitir pelo menos a crítica à sodomia, estaremos protegidos de multas e prisões injustas? Claro que não.
Modificado para permitir apenas a liberdade de expressão, o PLC 122 prosseguirá ameaçando de punição atos contra a sodomia: Se você disser algo contra o kit pedofilia gay, você presumivelmente não será preso. Mas se você tomar alguma medida pessoal, legal, social ou moral contra o kit pedofilia gay, você será preso.
Se conquistarmos o direito de livre de expressão, removendo apenas a ameaça da “mordaça” que o PLC 122 impõe, outras ameaças permanecerão. Com um PLC 122 que só permite o direito de livre expressão (que já está garantido na Constituição), enfrentaremos as seguintes ameaças:
* Uma família evangélica ou católica que descobrir que a escola está distribuindo o kit pedofilia gay para seu filho poderá dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderá fazer mais nada, sob risco de ser enquadrada em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Um pai e mãe que descobrirem que o governo está dando milhões para radicais grupos gays prepararem kits pedofilia gay poderão dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderão fazer mais nada, sob risco de serem enquadrado em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Uma família evangélica ou católica que descobrir que a babá que contratou é lésbica poderá dizer que o lesbianismo é pecado, mas não poderá demiti-la, sob risco de ser enquadrada em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Um pai e mãe católicos ou evangélicos terão o direito de dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderão impedir que a escola pública de seu filho doutrine no homossexualismo, sob risco de serem enquadrados em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Um seminário católico ou evangélico que descobrir que matriculou um homossexual praticante terá o direito de dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderá cancelar a matricula, sob risco de ser enquadrado em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Uma escola católica ou evangélica que descobrir que contratou um funcionário homossexual praticante terá o direito de dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderá cancelar a contratação, sob risco de ser enquadrada em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Uma pensão católica ou evangélica, diante de uma dupla gay que quiser um quarto, terá o direito de dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderá recusar um quarto para os homossexuais praticarem seus atos, sob risco de ser enquadrada em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
* Um empresário católico ou evangélico terá o direito de dizer que o homossexualismo é pecado, mas não poderá demitir ou evitar a contratação de um homossexual praticante, sob risco de ser enquadrado em leis contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
Se com ou sem garantia de liberdade de expressão, o PLC 122 punirá todos os que falarem e agirem contra as imposições da sodomia, por que então chamá-lo bondosamente apenas de “Lei da Mordaça”? Não sabemos mais reconhecer uma ditadura quando a vemos?
O kit gay foi feito pela ABGLT com milhões dados pelo governo. Essa organização gay radical, que tem histórico de perseguição aos cristãos, agora tem dinheiro e autorização do governo para criar materiais para doutrinar crianças na sodomia. Por que então chamamos esse kit bondosamente de kit gay?  Por que não kit do aliciamento gay?
A ideologia que está impondo agressivamente o PLC 122 e o kit do aliciamento gay no Brasil não merece uma resposta muito mais enérgica da população?
Enquanto preferimos chamar por nomes leves as ameaças mais pesadas do movimento ideológico homossexual, os ativistas homossexuais preferem chamar de nomes pesados a nossa discordância mais pacífica:
* Quando dizemos que a sodomia é pecado ou anormal, eles automaticamente dizem que somos “homofóbicos” e incitadores de ódio e assassinato de homossexuais.
* Quando dizemos que é errado eles usarem as escolas para doutrinar nossas crianças no homossexualismo, eles automaticamente dizem que somos “homofóbicos” e incitadores de ódio e assassinato de homossexuais. Eles querem mais direitos sobre nossos filhos do que nós mesmos.
* Quando dizemos que não aceitamos alguma imposição homossexual sobre nós, eles automaticamente dizem que somos “homofóbicos” e incitadores de ódio e assassinato de homossexuais.
Em resumo, quando tratamos as ameaças mais pesadas do movimento gay com palavras delicadas, eles tratam com foice e martelo nossas discordâncias mais gentis. “Vossa Excelência LGBTTXYS me dá permissão para discordar dessas cenas de nudez e sexo que acabei de ver com meus filhos na parada gay na minha rua?” Ou então: “Vossa Excelência LGBTTXYS me dá permissão para discordar da doutrinação que você está fazendo nos meus filhos na escola?” Resposta: “Homofóbico, promotor de ódio e violência, fanático religioso e moralista, cale a boca! Você é cúmplice de todos os assassinatos de gays que fazem ponto de prostituição nas madrugadas. Temos direito de expressar livremente nossa afetividade em público e ensinar seus filhos a aceitar isso. Sua discordância é uma violência contra nossos direitos!” É a luva delicada e o lencinho da população contra a fúria da foice e do martelo gay. O lencinho, pelo menos, serve para enxugarmos nossas lágrimas após inúmeras ofensas, calúnias, desrespeito e xingamentos.
Mas quem foi que disse que luva e lencinho vencem uma ideologia ditatorial? Tal qual a ideologia do nazismo e do comunismo, que sempre andaram atreladas ao Estado e à mídia, a ideologia gay não é diferente. Quer gostemos ou não, o Estado brasileiro e a mídia estão casados com a ideologia gay.
É de admirar então que o ativismo gay esteja avançando confortavelmente na sociedade brasileira?
Ainda bem, devem pensar os ativistas, que a população não nos trata na altura exata da ignorância, ferocidade, mentiras e agressividade que usamos com eles!
A luva e o lencinho mostram também a incompatibilidade, fragilidade e despreparo das posições de alguns grupos e indivíduos cristãos no enfrentamento de um ativismo homossexual que ferozmente exige tudo, inclusive a posse da mente de nossas crianças por meio da doutrinação estatal nas escolas. A essa e outras ameaças muitas vezes eles demonstram uma cruel omissão, se escondendo em nome do Evangelho atrás de uma posição indiferente à guerra cultural que está tomando seus próprios filhos sem que eles tenham força, vontade ou coragem de reagir à altura.
Hoje, os ativistas gays exigem a mente de nossas crianças. O que estamos esperando para agir? Que eles comecem a exigir também os corpos de nossos filhos?
Movidos por uma covardia mascarada como amor do Evangelho pelos pecadores, estamos entregando nossos filhos à cova dos leões gays.
Movidos por uma covardia mascarada como amor do Evangelho pelos pecadores, não denunciamos o governo e suas leis injustas e iniquas, por medo de sofrermos perdas econômicas ou perda de concessões de rádio e TV ou perda da imagem na mídia. (Veja aqui excelente mensagem do Pe. Paulo Ricardo: http://www.youtube.com/watch?v=eHQudN-bETU)



Enquanto vacilamos, a mídia e o Estado gay mascarado de Estado laico exigem nossos filhos.
Tudo o que os ativistas gays precisam fazer é estalar os dedos, e governo e mídia se atropelam para servi-los. Enquanto isso, a maioria cristã tem de protestar muito para que o governo pense em reverter um pouco suas políticas de favorecimento homossexual. Mesmo assim, a reversão tem curta duração, pois mídia e governo estão casados com a ideologia gay. Estado laico hoje é Estado gay.
Enquanto a covardia silenciar o testemunho de justiça e resistência dos cristãos na sociedade, o ativismo gay prosseguirá sua marcha que exige a total posse da mente e corpos de nossos filhos.

Defensor da pedofilia defende kit gay

Defensor da pedofilia defende kit gay

Comentário de Julio Severo: O filósofo Paulo Ghiraldelli Jr., autor deste artigo, rotula o kit gay de “bom, mas chatinho”. Talvez poucos recordem que em 2007 meu blog foi o primeiro a denunciá-lo pelo artigo “Amor e sexo entre pequenos e grandes”. Depois de todos esses anos, o MPF, que já veio atrás de mim pelo “crime” fantasma de “homofobia”, nunca foi atrás de Ghiraldelli. O artigo de Ghiraldelli foi escrito logo depois que Dilma encenou a suspensão do infame kit gay. Em seguida, logo depois que o artigo de Ghiraldelli saiu no Jornal do Brasil, o ministro da Educação diz que o kit não será suspenso, mas só “reformulado”.  Leia agora o que oficialmente pensa um defensor da pedofilia sobre o kit gay:

Material contra homofobia: Dilma controla a esquerda e a direita na boa

Paulo Ghiraldelli Jr.*
Pela segunda vez Dilma dá um bom tombo nos evangélicos. Quando candidata, Dilma cedeu aos evangélicos sobre a questão da legalização do aborto. Ela disse que não iria pautar tal assunto e, assim, quebrou a resistência dos pastores que, com isso, acabaram deixando José Serra na mão. Ora, Dilma prometeu aquilo que ela já faria mesmo, pois a questão da legalização do aborto não precisa ser mandada ao Congresso pelo Executivo, pode ser pautada por qualquer partido ou grupo, inclusive o PT. Certamente é o que vai ocorrer num futuro próximo.
Agora, algo semelhante se repete. Trata-se do golpe de Dilma na bancada evangélica a respeito do material do MEC contra a homofobia. Dilma cedeu dizendo que o governo não vai influenciar a vida privada de ninguém e, assim, não distribuirá o material do MEC nas escolas médias do Brasil. Fez a vontade da bancada evangélica. No entanto, o governo já havia comprado o material e, soltando-o na NET (“vazou, ué?”), fez todo jovem querer assisti-lo ao dizer que se trata de algo “proibido”. Mandado às escolas, os vídeos — bons, mas chatinhos — não iriam ser vistos com a curiosidade que estão sendo acessados agora. Não há jovem que não o tenha procurado no Youtube. É sucesso total.
Parece que Dilma já percebeu o óbvio: a oposição está despedaçada e, para governar, basta controlar a inflação sem deixar despencar a nossa capacidade de consumo. Uma vez tocando o país assim, as questões ético-morais ou, como a impressa gosta de dizer, “ideológicas”, podem sempre ser tratadas desse modo. Ou seja, Dilma pode satisfazer as ongs, que querem dinheiro para produzir materiais afinados com o que seria característico do PT, pode também agradar os intelectuais sinceros que querem ver o governo colaborando com causas “progressistas”, e, ao mesmo tempo, não precisa criar oposições momentâneas que a tirariam da meta que ela se colocou como presidente: eliminar a miséria no país. Dilma veio de uma esquerda que acreditava quase que religiosamente em “missão histórica” e é segundo essa aura que ela age cotidianamente. Para ela, o trabalho duro, no dia-a-dia, em favor de uma meta de desenvolvimento parcial, é mais importante que qualquer outra coisa.
Alguns dirão que Dilma cedeu aos evangélicos de medo de uma retaliação destes no “caso Palocci”. Sim, Dilma está com essa batata quente nas mãos. Mas ela já jogou o problema para Lula que, enfim, já que se salvou de coisa pior, que foi a crise do “mensalão”, então que vá a público defender Palocci, coisa que ela mesma, Dilma, não fez e vai tentar não fazer. Agora, o caso certo mesmo é que Dilma não cedeu aos evangélicos por causa disso. Os evangélicos tem telhado de vidro não menor que o de Palocci, e Dilma saberia dar uma cacetada neles. Dilma cedeu porque ela cederia, existindo ou não Palocci. Dilma aprendeu com Brizola e com Lula que a governabilidade se faz com política, e a política nunca esteve tão fácil de ser feita como agora, com uma oposição desse tipo.
Dilma viu perfeitamente que o problema dela não é o PSDB. O problema que ela enfrenta, agora, é até mais fácil que derrubar o PSDB que, enfim, está todo esfacelado. O que ela precisa fazer é não descontentar os técnicos e militantes que estão com ela, e que adoram colocar em prática materiais novos na praça, por razões ideológicas e, é claro, financeira. Ela sabe que esse pessoal, uma vez tendo sido pagos, não vão reclamar, vão ficar contente com a solução do “vazamento na net”. De resto, sobra enganar os evangélicos, que já se mostraram não ter nenhuma inteligência diante da presidente. Isso é visível: até os intelectuais que funcionam segundo as ordens dos conservadores, aplaudiram Dilma e não viram que caíram num armadilha. Por exemplo, o professor Pondé, sempre pronto para aplaudir teses conservadoras, caiu como um patinho na trama de Dilma. Saiu aplaudindo a presidente igual e até de modo mais ingênuo que os deputados evangélicos. Caso Dilma tenha assistido esse tipo de professor na TV, creio que riu muito.
Também a Rede Globo tomou um tombo de Dilma. Comemorou a decisão da presidente e repassou os vídeos contra a homofobia nos seus programas jornalísticos, fazendo de graça uma propaganda para o MEC que, enfim, seria paga a peso de ouro caso o governo tivesse de comprar o horário.
Dilma não fez isso maquiavelicamente desde o início. Mas, a partir de um determinado momento, ela passou a agir, sim, de caso pensado. E funcionou de modo igual ao que havia feito em campanha. A presidente tem porte de gaúcho bravo, mas ela nasceu em Minas Gerais. Nem Tancredo comeria a esquerda e a direita pelas beiradinhas com tanto estilo, eficácia e ... gosto. Sim, gosto. Dilma pegou gosto em brincar com esse pessoal, e faz deles gato e sapato.
* Filósoso, escritor e professor da UFRRJ
Divulgação: www.juliosevero.com

Bancada evangélica organiza manifestação contra PLC 122

Bancada evangélica organiza manifestação contra PLC 122

Julio Severo
De acordo com o site homossexual A Capa, nesta quarta-feira (1 de junho) uma manifestação será realizada em frente ao Congresso em Brasília contra o PLC 122.
A Capa explica que o ato está sendo organizado pela bancada evangélica. Pastores de todo o Brasil estão utilizando seus espaços na TVs e rádios para convocar os fiéis para a manifestação. Devem participar os 60 deputados da bancada e alguns senadores, como o bispo e senador Marcelo Crivella, Magno Malta e outros evangélicos aliados do governo. Eles pretendem se manifestar sem criticar o governo homossexualista de Dilma Rousseff.
A intenção não é derrubar o PLC 122 completamente, mas exigir que seja retirada da lei qualquer restrição às pregações contra o homossexualismo nas igrejas. Para tal objetivo, Crivella deve ser unir nesta terça-feira (31) com a senadora Marta Suplicy (PT-SP), relatora do projeto, e Toni Reis, presidente da ABGLT, para iniciar as negociações.
Crivella: o Evangelho é a cartilha mais comunista que existe
O bispo da Igreja Universal, que em 2007 declarou que “o Evangelho é a cartilha mais comunista que existe”, irá propor para Marta um projeto que deixe os pastores com liberdade total nos seus discursos nos templos e, como concessão ao governo petista e aos ativistas gays, aumente as penas dos atos contra os homossexuais. Assim, na versão do projeto de Crivella, uma família evangélica ou católica que descobrir que a babá que contratou é lésbica terá apenas direito de dizer que o lesbianismo é pecado, mas não poderá demiti-la, sob risco de ser enquadrada na lei contra “homofobia”, preconceito e discriminação.
Marta Suplicy, ativistas gays e militantes petistas acreditam que não adianta aumentar as penas dos atos se a lei não conseguir impor um controle nas mensagens dos padres e pastores, pois de acordo com o modo de ver deles, as mensagens pregadas com textos bíblicos anti-sodomia representam incitação ao preconceito e à violência.
Com informações do site A Capa.

Má conselheira

Má conselheira

Discursar genericamente sobre o pecado, sem nada fazer contra o agente que o pratica, é transformar a moral numa questão de teoria, sem alcance prático.

Olavo de Carvalho
Quando reagem aos ataques cada vez mais virulentos que a religião sofre da parte de gayzistas, abortistas, feministas enragées, neocomunistas, iluministas deslumbrados etc., certos católicos e protestantes invertem a ordem das prioridades: colocam menos empenho em vencer o adversário do que em evitar, por todos os meios, “combatê-lo à maneira do Olavo de Carvalho”.  O que querem dizer com isso é que o Olavo de Carvalho é violento, cruel e impiedoso, humilhando o inimigo até fazê-lo fugir com o rabo entre as pernas, ao passo que eles, as almas cristianíssimas, piedosíssimas, boníssimas, preferem “odiar o pecado, jamais o pecador”. Daí que, em vez de ferir os maliciosos com o ferro em brasa da verdade feia, prefiram admoestá-los em tom de correção fraterna ou, no máximo, argumentar genericamente em termos de direitos e valores.
São, em primeiro lugar, péssimos leitores da Bíblia. Cristo, é verdade, mandou odiar o pecado e não o pecador. Mas isso se refere ao sentimento, à motivação íntima, não à brandura ou dureza dos atos e das palavras expressas. Ele nunca disse que é possível reprimir o pecado sem magoar, contrariar e, nos casos mais obstinados, humilhar o pecador. Quando expulsou os comerciantes do templo, Ele chicoteou “pecados” ou o corpo dos pecadores? Quando chamava os incrédulos de “raça de víboras”, Ele se dirigia a noções abstratas, no ar, ou a ouvidos humanos que sentiam a dor da humilhação? Quando disse que o molestador de crianças deveria ser jogado ao mar com uma pedra no pescoço, Ele se referia ao pescoço do pecado ou ao do pecador? O pecado, não só nesses casos em particular, mas em todos os casos possíveis e imagináveis, só pode ser reprimido, punido ou combatido na pessoa do pecador, não em si mesmo e abstratamente. Discursar genericamente sobre o pecado, sem nada fazer contra o agente que o pratica, é transformar a moral numa questão de mera teoria, sem alcance prático.
Em segundo lugar, não têm discernimento moral. Não o têm, pelo menos, na medida suficiente para avaliar a gravidade relativa dos atos privados e públicos, nem para distinguir entre a paixão da carne e o ódio aberto, demoníaco, ao Espírito Santo.
Mais imbuídos de moralismo sexual burguês que de autêntica inspiração evangélica, abominam, na mesma medida, a prática homossexual em si e o uso dela como instrumento público de ofensa deliberada a Jesus, à Igreja, a tudo quanto é sagrado. Não sabem a diferença entre a tentação carnal, que é humana, e o impulso de humilhar a cristandade, que é satânico. Falam de uma coisa e da outra no mesmo tom, como se o pecado contra o Espírito Santo fosse tão perdoável quanto uma fraqueza da carne, um deslize, um vício qualquer. Assim procedendo, colocam-se numa posição logicamente insustentável. Sentindo então a própria vulnerabilidade sem perceber com clareza onde está o ponto fraco, vacilam, tremem e passam a atenuar seu discurso como quem pede licença ao adversário para ser o que é, para crer no que crê. Daí é que lhes vem o temor servil de “combater à maneira do Olavo de Carvalho”, a compulsão de marcar distância daquele que não se deixa inibir por idêntica fragilidade de coração.
É verdade que o Olavo de Carvalho usa às vezes palavras duras, deprimentes, humilhantes. Mas ele jamais elevou sua voz em público para condenar qualquer conduta privada, por abominável que lhe parecesse. De pecados privados fala-se em privado, com discrição, prudência, compaixão. Pode-se também falar deles em público, mas genericamente, sem apontar o dedo para ninguém. E o tom, em tal circunstância, deve ser de exortação pedagógica, não de acusação. Examinem a conduta do Olavo de Carvalho e digam se alguma vez ele se afastou dessas normas. Quando ele humilha o pecador em público, é sempre por conta de pecados públicos, que não vêm nunca de uma simples fraqueza pessoal e sim de uma ação cultural ou política racional, premeditada, maliciosa até à medula.
Homossexualismo é uma coisa, movimento gay é outra. O primeiro é um pecado da carne, o segundo é o acinte organizado, politicamente armado, feroz e sistemático, à dignidade da Igreja e do próprio Deus – algo que vai muito além até mesmo da propaganda ateística, já que esta se constitui de meras palavras e aquele de atos de poder. Atos de prepotência, calculados para humilhar, atemorizar e aviltar, preparando o caminho para a agressão física, a repressão policial e o morticínio. O cinismo máximo dessa gente é alardear choramingando a violência pública contra os gays, estatisticamente irrisória, e alegá-la justamente contra a comunidade mais perseguida e mais ameaçada do universo, que já forneceu algumas centenas de milhões de vítimas aos rituais sangrentos dos construtores de “mundos melhores”. O indivíduo que se deixou corromper ao ponto de entregar-se a esse exercício de mendacidade psicótica com a boa consciência de estar servindo a uma causa humanitária está longe de poder ser atingido, na sua alma, por exortações morais, apelos à “liberdade de religião”, queixas formuladas em linguagem de debate acadêmico pó-de-arroz ou mesmo argumentações racionais maravilhosamente fundamentadas. Só uma coisa pode inibi-lo: o temor da humilhação pública, que, nas almas dos farsantes e hipócritas, é sempre exacerbado e, às vezes, o seu único ponto sensível.
Sim, o Olavo de Carvalho usa às vezes palavras brutais. Mas ele o faz por  premeditação pedagógica, que exclui, por hipótese, qualquer motivação passional, especialmente o ódio, ao passo que outros só se esquivam de usar essas palavras porque têm medo de parecer malvados, porque têm horror de dar má impressão e buscam abrigo sob uma capa de bom-mocismo, de desculpas evangélicas perfeitamente deslocadas, nisto concorrendo em falsidade e hipocrisia com os próceres do gayzismo.
Cometem, aliás, o mesmo erro suicida em que os liberais brasileiros caíram desde duas décadas atrás, quando, fugindo ao exemplo do Olavo de Carvalho, preferiram debater economia de mercado com os petistas em vez de denunciar o Foro de São Paulo e a lista inumerável de seus crimes. Hoje estão liquidados. A covardia é sempre má conselheira.
Divulgação: www.juliosevero.com

Casamento reduz pobreza infantil em dois terços

Casamento reduz pobreza infantil em dois terços

WASHINGTON, EUA, 30 de maio de 2011 (Notícias Pró-Família) — O Instituto de Pesquisa de Religião e Casamento (IPRC) do Conselho de Pesquisa da Família divulgou na sexta-feira um resumo do documento que mostra que o bem-estar econômico dos Estados Unidos tem forte relação com o casamento.
O documento, intitulado Casamento e Bem-Estar Econômico, mostra que casais casados estão em melhor situação econômica do que as pessoas em qualquer outra estrutura de família. O documento relata que só 5,8 por cento das famílias casadas estavam vivendo em pobreza em 2009.
“Essa pesquisa documenta claramente o motivo por que o casamento é uma parte importante e fundamental da sociedade”, comentou o Dr. Pat Fagan, diretor do IPRC. “Ter a segurança do casamento em que criar crianças é vital para se reduzir a dependência nos programas de assistência social do governo que custam pelo menos 112 bilhões de dólares anualmente aos cidadãos que trabalham e pagam impostos”.
A análise mostra que os homens casados tendem a ter históricos empregatícios mais estáveis e ganham, em média, quase 30 por cento a mais do que outros homens que não são casados. O casamento também influencia as mulheres e crianças de forma positiva. As mulheres casadas têm menos probabilidade de viverem vidas destituídas, e crianças de famílias casadas têm mobilidade econômica mais forte do que os adultos.
Fagan apontou para o custo imenso do divórcio na sociedade, notando: “Se o governo se comprometesse a reduzir a desintegração da família em apenas 1 por cento, os cidadãos que pagam impostos teriam uma economia aproximada de 1,1 bilhão de dólares por ano”.
“Entretanto, o melhor jeito de se reduzir o tamanho desses programas de assistência social é a nível individual, com relacionamentos ligados a compromissos e que estejam unidos por meio do matrimônio”, concluiu Fagan.
A análise completa da pesquisa pode ser baixada daqui.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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30 de maio de 2011

Gay mata família por discordar de sua orientação sexual e imprensa pró-sodomia abafa

Gay mata família por discordar de sua orientação sexual e imprensa pró-sodomia abafa

Comentário de Julio Severo: A notícia abaixo, que foi também disponibilizada pelo UOL, encontra-se agora fora do ar. Ao que parece o UOL foi tomado por remorso por ter saído dos padrões jornalísticos atrelados aos ativistas gays ao mostrar um assassino gay. A moda agora é mostrar gays apenas como vítimas. Esqueça que eles matam. Esqueça que eles estupram meninos. Contudo, a mesma notícia hoje rejeitada pelo UOL encontra-se disponível em outro site e divulgada aqui.
Matéria original do Giro pelo Piauí, que constava também no UOL:
Apesar de ter se apresentado horas após ter assassinado a mãe, a comerciante Maria Lita Pereira Gomes, 41, o irmão Alan Luiz Gomes da Silveira, 14, e ter tentado contra o próprio pai, o também comerciante Sidonor Pereira da Silveira, 35, o músico Alcinei Gomes da Silveira, 19, poderá não ser liberado após prestar depoimento sobre os crimes, praticado nesta terça-feira (5) à noite, na rua J, do bairro São José 2, Zona Leste de Manaus.
A informação é do delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Mariolino Brito, que ouviu o depoimento de Alcinei na manhã de hoje (6).
“Mesmo ele tendo se apresentado espontaneamente após os crimes, isso não impede que ele não seja liberado e também seja pedida a prisão preventiva contra ele”, salienta Brito, que considerou o caso como atípico.
Segundo o delegado, a forma como Alcinei agiu demonstra que ele apresenta traços de psicopatia. Ele também não descarta a possibilidade de Alcinei ter premeditado os crimes.
Em depoimento prestado na manhã de hoje ao titular da DEHS, o pai do acusado disse ter escapado da fúria de Alcinei, por ter se fingido de morto, após receber o primeiro golpe.

Ataques

Os assassinatos ocorreram a partir das 18h45 de ontem, na casa da família.
O primeiro homicídio foi a do adolescente Alan Luiz, morto com três facadas no tórax e uma na cabeça. O corpo da vítima foi escondido debaixo de uma cama.
Minutos depois, a comerciante Maria Lita foi morta com sete facadas nas costas, uma na nuca e outra na cabeça, dentro do banheiro da casa.

Comoção

"Há três anos a mãe dele já sabie que ele era homossexual. Para mim essa não é uma justificativa lógica para ele ter feito o que fez", desabafa o tio materno do acusado, Geraldo Gomes, a respeito da hipótese de que o sobrinho teria matado a mãe e o irmão, devido a não aceitação de sua orientação sexual.
Os velórios de Maria Lita e Alan Luiz foram realizados na própria residência, onde familiares, amigos e vizinhos se aglomeraram para prestar as últimas homenages às vítimas.
Alguns dos vizinhos se mostraram indignados com o caso e chamaram a atenção para o fato de que a família parecia ser bastante unida.
Divulgação: www.juliosevero.com

Mãe inglesa com gravidez de risco de vida recusa conselho médico para fazer aborto

Mãe inglesa com gravidez de risco de vida recusa conselho médico para fazer aborto

Inglaterra, 4 de maio de 2011 (Notícias Pró-Família) — Quando Donna Hewetson descobriu que estava grávida em 2008, ela ficou muito emocionada.
Donna Hewetson, filha e marido
Donna e seu companheiro, que hoje é seu marido, vinham tentando durante meses ter uma gravidez, e haviam sofrido um difícil caso de aborto espontâneo apenas dois meses antes.
Mas as coisas começaram a sair errado quando ela estava com 12 semanas de gravidez. “Fui internada num hospital com dores insuportáveis do meu lado esquerdo”, narra Donna, de acordo com o jornal Lichfield Mercury. “Os médicos não conseguiam entender o que era, mas sabiam que não tinha relação com a gravidez”.
Depois de alguns exames os médicos descobriram que Donna tinha um rim rompido, e foram forçados a realizar uma cirurgia de emergência para remover o órgão afetado.
“Acordei no dia seguinte na unidade de tratamento intensivo e não sabia o que havia ocorrido”, disse Donna.
“Era muito assustador, mas eu só queria saber se meu bebê estava bem e o motivo por que eu estava com uma cicatriz tão grande em meu estômago”.
Mas mesmo isso foi apenas o começo das aflições de Donna. Logo depois da operação um de seus pulmões falhou, e então, depois que esse pulmão foi tratado, o outro falhou também.
No final, a jovem mãe foi diagnosticada com duas doenças extremamente raras: Limfangioleiomiomatose (LAM), uma enfermidade que afeta os pulmões, e esclerose tuberosa, que leva ao crescimento de tumores nos órgãos vitais do paciente.
De acordo com o jornal The Mirror, os médicos disseram para Donna que sem uma operação de aborto, ela poderia morrer como consequência da gravidez — mas Donna não queria ouvir nada disso.
“Sempre sonhei em me tornar mãe e quando finalmente engravidei, de forma alguma eu iria desistir do meu bebê. Foram dias realmente horripilantes”, recorda ela. “Ambos sabíamos que quanto mais avançava a gravidez, mais tumores estavam crescendo dentro de mim — mas meu instinto de mãe era forte demais até mesmo para cogitar acabar com minha gravidez”.
Enquanto a gravidez ia progredindo, Donna estava sob cuidadosa supervisão, devido aos crescentes tumores em seu rim remanescente que poderiam levar esse órgão a sofrer hemorragia também. No fim, com 28 semanas de gravidez, os médicos decidiram realizar parto por operação cesariana.
Nasceu a saudável menina Lily, pesando apenas 1k e 130g. Lily tem hoje quase dois anos, e está indo bem.
Quando a Donna, ela está recebendo um tratamento experimental para LAM, mas o prognóstico de longo prazo é incerto.
“O que é mais preocupante é que não sabemos o que o futuro reserva”, diz Donna.
“Pode ser que eu esteja bem hoje, mas temo chegar ao ponto em que precisarei de um transplante de pulmões”.
Contudo, Donna elogiou seu marido e sua família por ajudarem-na a atravessar período tão difícil da vida dela.
“Minha família e Matt em particular têm sido incríveis em toda essa situação. Eu não poderia ter um companheiro que desse mais carinho e apoio”.
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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EXCLUSIVO: Mãe do bebê abortado de Steve Tyler rompe silencio de três décadas. Ela é agora pró-vida

EXCLUSIVO: Mãe do bebê abortado de Steve Tyler rompe silencio de três décadas. Ela é agora pró-vida

21 de maio de 2011 (Notícias Pró-Família) — Quando Julia Holcomb tinha 16 anos de idade, uma amiga arquitetou um encontro dela com Steve Tyler, o vocalista da banda de vendagem multi-platina Aerosmith, e agora co-apresentador do programa de TV American Idol.
Julia Holcomb e Steve Tyler
A artimanha de Julia funcionou muito melhor do que ela poderia imaginar. Ela e Tyler se encontraram nos bastidores depois de um show da Aerosmith, e o que ocorreu em seguida foi um relacionamento apaixonado e alimentado por drogas que durou três anos e quase culminou em casamento, muito embora Julia fosse dez anos mais jovem do que a estrela do rock. Mas o caso sexual acabou saindo do controle e terminou de forma explosiva depois que Julia foi pressionada a abortar o filho em gestação de Tyler.
Até hoje os poucos detalhes conhecidos do relacionamento vieram de Tyler e seus colegas da banda, conforme constam nas memórias da banda, Walk This Way (Ande por Este Caminho), ou a recente autobiografia de Tyler, Does the Noise in my Head Bother You? (O Barulho em Minha Cabeça Incomoda Você?).
Por sua parte, Julia sistematicamente manteve um silêncio que durou várias décadas, deixando muitos ficarem pensando no que é que havia sido dela. A última menção pública sobre o destino dela parece ter vindo das subsequentes namoradas de Tyler, que falaram de “telefonemas suicidas” de Julia para Tyler enquanto ele estava em turnê. Mas agora ela rompeu seu silêncio, numa breve memória de 5 mil palavras publicada por LifeSiteNews.com em cooperação com os Ministérios Vinha de Raquel, um ministério de cura pós-aborto.
A história de Julia ora é estupenda ora é inquietante — mas, para ela pelo menos, teve um final feliz. Inacreditavelmente, desde a adolescente confusa que em outros tempos passou três anos vivendo com uma estrela do rock, Julia desde então se tornou católica e mãe feliz de sete filhos — e é intensamente pró-vida.
Mas a jornada dos anos escuros do fim de sua adolescência ao presente é uma jornada da qual ela diz que quase não sobreviveu.
“Perdi-me na cultura do rock and roll”, narra ela. “No mundo de Steven era sexo, drogas e rock and roll… Eu não conhecia isso então, mas quase não saí viva disso”.
Julia, que está publicando sua memória sob seu nome de solteira para proteger a privacidade de sua família, explica que escolheu contar sua história depois que seu relacionamento com Tyler recebeu renovada atenção por meio de um artigo no National Review de autoria de Kevin Burke discutindo seu aborto, bem como a autobiografia recentemente publicada de Tyler.
“Decidi que era hora de contar minha história com honestidade, conforme eu pudesse melhor me lembrar, esperando trazer um ponto final e paz para esse período da minha vida”, escreve ela. Ela diz que está procurando não somente corrigir o que ela chama de “exageros grosseiros” nos relatos de Tyler acerca de suas escapadas sexuais, mas também espera que seu relato sobre seu aborto, e o sofrimento que veio mais tarde, ajude as mulheres que fizeram aborto a encontrarem cura e paz.
(Clique aqui para ler a memória completa de Julia Holcomb, The Light of the World)

Jovem e confusa

O assunto do aborto surge mais de uma vez na história de Julia: ela mesma quase que foi abortada.
Sua mãe descobriu que estava grávida de Julia no meio de um volátil casamento com um homem instável, mulherengo e viciado em jogatina, o qual abandonou seus filhos quando eram bebês. Os membros da família a incentivaram a realizar um aborto — que naquela época era ilegal.
“Felizmente, ela deu a luz a mim e mais tarde a meu irmão mais novo, e foi uma mãe amorosa”, diz Julia.
Um padrasto alcoólatra seguiu o pai viciado em jogatina. E então sobreveio uma tragédia quando um acidente de carro matou o irmão mais novo de Julia e seu avô, e feriu Julia, sua irmã e sua avó — um acontecimento que acabou deixando seu padrasto por um período numa instituição mental, e precipitou um divórcio.
Enquanto que antes do divórcio a mãe de Julia levava os filhos regularmente à igreja e orava com eles, depois do divórcio ela parecia “ferida e desiludida com a vida”, diz Julia. Ela se amigou com outro homem, o segundo padrasto de Julia, com quem ela inicialmente não se dava bem.
Sentindo-se sem ambiente em casa, a adolescente Julia, com 15 anos, se afastou de sua família, fazendo novos amigos.

Conhecendo Steve Tyler, e engravidando

Um desses novos amigos era uma mulher de 24 anos que tinha livre acesso aos bastidores dos concertos de rock. Julia descreveu essa amizade como “fundamental” e “uma das amizades mais perigosas que já tive”.
Essa nova amiga “rapidamente me ensinou a me vestir com roupas que expunham meu corpo a fim de que eu fosse notada e usar o sexo como isca para apanhar uma estrela de rock”. Evidentemente Julia aprendeu muito bem, pois ela apanhou Tyler — que engoliu isca, anzol e vara.
“Caí duro. Caí pesado. E me apaixonei muito”. É desse jeito que Tyler descreve o que ocorreu depois que ele conheceu Julia, em sua autobiografia.
Tyler ficou tão impressionado com sua beldade de 16 anos que começou a considerar se casar com ela, e até convenceu a mãe de Julia a lhe conceder direito de tutela sobre ela, de modo que ele pudesse levá-la com ele a outros estados.
Depois de alguns meses juntos, Tyler confidenciou para Julia que ele queria um filho. “Fiquei tão tocada com sua sinceridade que eu disse sim”, escreve ela. “Eu queria filhos, e comecei a acreditar que ele deveria realmente estar me amando já que ele havia se tornado meu guardião e estava me pedindo para ter filhos comigo”.
Tyler jogou as pílulas anticoncepcionais de Julia da sacada de seu quarto de hotel, e dentro de um ano ela estava grávida.

O incêndio e o aborto

Mas as coisas começaram a se deteriorar depois que Tyler anunciou para os pais sua intenção de casar com Julia. Depois que os pais e a avó dele expressaram reservas, devido ao fato de que Julia era muito nova, o casal teve uma discussão feroz, e Tyler mudou de ideia.
Dentro de semanas ele estava de novo fazendo turnê, enquanto ela ficava no apartamento dele “sozinha e grávida… sem nenhum dinheiro, sem diploma, sem assistência pré-natal, sem carteira de motorista e pouca comida”. Foi mais ou menos nessa época que, de acordo com as reportagens, Tyler se amigou com Bebe Buell, modelo da revista Playboy.
Então ocorreu o incêndio.
Certo dia, diz Julia, enquanto estava de turnê Tyler enviou um velho amigo de colégio e ex-colega de banda para seu apartamento para levar Julia para fazer compras. Ela diz que tudo o que se lembra é de acordar em meio a uma densa nuvem de fumaça. O apartamento estava pegando fogo.
Julia quase que não escapou viva, em circunstâncias quase que miraculosas. Depois de ver que não dava para passar por nenhuma das saídas, Julia de repente recordou um conselho de segurança contra incêndio de um comercial de Bill Cosby, e se arrastou no chão até uma lareira que não estava em uso, e entrou nela. É nessa lareira que ela mantinha pendurado um quadro de Jesus herdado de sua avó. Tyler mais tarde devolveu esse quadro para Julia, dizendo-lhe que era a única coisa no apartamento que havia sobrevivido ao fogo.
Julia foi resgatada do apartamento em chamas por bombeiros, e acabou no hospital com um problema grave de inalação de fumaça. Tyler disse que ela quase não sobreviveu. Mas ela se recuperou, e seu bebê em gestação também.
É nesse ponto que começaram as pressões.
De acordo com Julia, Tyler entrou no quarto de hospital dela e lhe disse que ela precisava de um aborto “por causa dos danos da fumaça em meus pulmões e a falta de oxigênio que eu havia sofrido”. Mas Julia disse ‘não’, repetidamente. Ela queria o bebê. Além disso, ela já estava com cinco meses de gravidez.
Nesse ponto, Tyler abrandou e lhe disse que ela podia voltar para sua mãe e ter o bebê. Mas Julia diz que estava preocupada que sua família não quereria que ela tivesse o bebê também. Sem dinheiro e sem expectativa de que Tyler a ajudaria a cuidar dela e do bebê, ela cedeu aos desejos dele.
Julia descreve o aborto como “um horrível pesadelo que nunca esquecerei”. Tyler estava com ela durante todo o procedimento do aborto, mas estava usando cocaína o tempo inteiro, e portanto parecia “emocionalmente longe”, diz ela.
Contudo, ela ficaria sabendo que Tyler não estava tão longe quanto podia estar parecendo.
No livro Walk this Way, ele se lembrou do evento traumático: “Fomos ao médico, onde enfiaram uma agulha na barriga dela, e injetaram o conteúdo na barriga dela, enquanto eu estava lá assistindo. E o bebê saiu morto. Senti-me devastado. Na minha mente, eu estava dizendo: ‘Jesus, o que foi que eu fiz?’” Contudo, Julia escreve que Tyler lhe disse depois do aborto que, em vez de sair morto, o bebê realmente nasceu vivo, e então o deixaram morrer.
“Meu bebê tinha apenas uma pessoa na vida para defendê-lo: eu. E eu cedi às pressões por temor de rejeição e do futuro desconhecido”, diz Julia. “Eu queria poder voltar e ter de novo a chance de dizer ‘não’ ao aborto uma última vez. Eu queria com todo o coração poder ter assistido a esse bebê viver sua vida crescendo e se tornando um homem”.

Uma nova vida

Depois do aborto, “nada foi o mesmo” entre Julia e Tyler. Ela acabou se mudando para viver de novo com sua mãe, porém com depressão. Ela diz que não conseguia dormir sem ter pesadelos do aborto e do incêndio.
Mas ela logo veio a compreender que seu segundo padrasto, de quem ela não gostava, estava tentando ser um bom marido e pai, e veio a respeitá-lo. Julia começou a ir à igreja com eles — a Igreja Metodista Unida da localidade — e começou a participar dos eventos de jovens na igreja.
Ela logo entrou na faculdade, e foi ali que ela conheceu seu futuro marido, Joseph.
“Hoje”, escreve ela, “sou católica pró-vida, mãe de sete filhos, e neste ano meu marido e eu celebraremos nosso aniversário de 30 anos de casamento. Joseph e eu temos seis filhos nossos, e dou graças por cada um deles, pois eles são verdadeiramente presentes de Deus”. O casal é também guardião legal de uma menininha, que nasceu de uma difícil gravidez, mas cuja mãe decidiu escolher vida.
Julia descreve seu marido como “meu verdadeiro herói”. “Ele tem sido um marido amoroso, um pai generoso e um homem que trabalha muito para prover as necessidades de nossa família. Meu marido me ama e me perdoou do coração e não deixou que meu passado definisse o modo como ele compreende quem sou como pessoa”.
Julia e seu marido se converteram à fé católica em 1992.

O aborto nunca é a resposta

Julia diz que não guarda rancor de Tyler. “Oro por sua sincera conversão de coração e espero que ele venha a conhecer a graça de Deus”.
Na maior parte, porém, ela diz que só quer que as pessoas saibam que o aborto nunca é a resposta.
“Alguém poderá dizer que o aborto que fiz foi justificado por causa da minha idade, as drogas e o incêndio”, diz ela. “Não creio que nada possa justificar tirar a vida do meu bebê. O ato é errado. Oro para que nossa nação mude suas leis de modo que a vida dos inocentes bebês em gestação seja protegida”.
Ela conclui com essas poderosas palavras: “As jovens da nossa nação, especialmente as que são como eu, que passaram pela experiência do trauma e abuso, e são vulneráveis ao oportunismo, não deveriam ser usadas como brinquedos sexuais, marcadas por cicatrizes de abortos para livrar seus parceiros de responsabilidades financeiras, e então como seus filhos em gestação, descartadas como objetos indesejados. O casamento e a família são o elemento fundamental de todas as sociedades virtuosas. Aprendi essa lição num teste de fogo que me ensinou a confiar no plano de Deus não importa o que ocorra. Oro para que nossa nação consiga voltar para Deus respeitando a vida das crianças em gestação e fortalecendo a santidade do casamento”.
(Clique aqui para ler a memória completa de Julia Holcomb, The Light of the World)
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