30 de abril de 2011

Organização católica da França perde caso contra obra de arte blasfema

Organização católica da França perde caso contra obra de arte blasfema

27 de abril de 2011 (Notícias Pró-Família) — Uma organização católica de defesa de direitos na França recebeu ordem na semana passada de pagar um total de 8.000 euros (mais de 11.600 dólares) em prejuízos e despesas legais aos organizadores de uma exibição de arte contemporânea em Avinhão (sul da França). A organização havia pedido a um tribunal local que ordenasse a remoção de imagens da peça de “arte” anticristã “Mijem no Cristo”, do site da exibição e da propaganda pública através de pôsteres na cidade.
A fotografia polêmica de um crucifixo imerso num jarro cheio da urina do artista virou manchete internacional recentemente depois que foi vandalizada no Domingo de Ramos. De acordo com as reportagens, o vandalismo foi feito por quatro rapazes.
A Aliança contra o Racismo e pelo Respeito da Identidade Francesa e Cristã (ARRIFC) é uma organização “antirracista” oficialmente reconhecida que ganhou o direito legal de representar os interesses cristãos nos tribunais franceses. A ARRIFC decidiu lidar com a “Coleção Lambert” em Avinhão depois que milhares de católicos expressaram sua indignação com a exibição polêmica de “Mijem no Cristo” feita durante a Semana Santa por Andres Serrano, um artista contemporâneo de Nova Iorque.
Centenas de manifestantes se uniram a uma marcha e rezas públicas organizadas pela organização cristã de pressão política Civitas no começo deste mês em Avinhão. Civitas obteve mais de 80.000 assinaturas para sua petição de internet contra a “obra de arte”.
Entretanto, os juízes do tribunal civil de Avinhão disseram que o processo da ARRIFC constituía uma “ação legal maliciosa”, e conferiu à Associação Coleção Lambert o direito de cobrar os prejuízos. Os juízes abriram mão de acrescentar uma “multa civil”: a ARRIFC havia “erroneamente” julgado os méritos de “Mijem no Cristo”, disseram eles, mas esse erro não constituiu uma “culpa”.
Monsenhor Jean-Pierre Cattenoz, bispo de Avinhão, havia anteriormente pedido que a obra “odiosa” fosse removida. “Se alguém cospe ou faz xixi em mim, ele está zombando de mim. Se alguém faz xixi no crucifixo, ele está zombando dele. Será que o artista tem permissão de fazer qualquer coisa que quiser? Será que a arte é compatível com os instintos mais baixos do homem? Não acredito nisso”, disse ele.
O cardeal Philippe Barbarin, primaz da França, também pediu a remoção do “Mijem no Cristo” numa declaração enviada à agência noticiosa AFP, chamando a obra de “um insulto que nos ofende profundamente, principalmente nesta Semana Santa, pois afeta Aquele que ‘nos amou até o fim’”.  
Contudo, numa virada bizarra, a assessoria jurídica da Coleção Lambert pôde apresentar um livro escrito em 2001 por Albert Rouet, ex-bispo de Poitiers, e com o prefácio de Gilbert Louis, outro bispo francês, intitulado “A Igreja e a Arte da Vanguarda”. O livro continha muitas fotos de peças pornográficas e provocadoras, e fazia comentários favoráveis ao “Mijem no Cristo”.
Bernad Antony, presidente da ARRIFC, indicou que a Aliança recorrerá da decisão de Avinhão. “Mais do que nunca, a ARRIFC continuará a lutar pela defesa da fé dos cristãos e pelo respeito à dignidade humana”.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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Rússia considerando restringir lei de aborto a fim de desacelerar colapso populacional

Rússia considerando restringir lei de aborto a fim de desacelerar colapso populacional

28 de abril de 2011 (Notícias Pró-Família) — Num discurso na semana passada Vladimir Putin, primeiro-ministro da Rússia, disse que deve-se adotar medidas na Federação Russa para levantar o índice de natalidade.
Vladimir Putin
Putin disse que 1,5 trilhão de rublos serão investidos em “projetos demográficos”, para melhorar a expectativa média de vida e para levantar o índice de natalidade entre 25 e 30 por cento durante três anos.
Depois do discurso de Putin, a Duma, o parlamento russo, introduziu um projeto de lei para desqualificar o aborto como serviço médico no sistema público de saúde. O projeto também permitirá que os médicos possam recusar realizar abortos.
“O projeto de lei tem como objetivo criar as condições para uma mulher grávida optar por dar a luz”, disse Yelena Mizulina, diretora da comissão de família, mulheres e crianças da Duma.
Na quarta-feira a Duma também introduziu um projeto de lei para restringir a propaganda comercial do aborto.
Anton Belyakov, autor do projeto e deputado da facção do Partido Só Rússia, disse para os jornalistas: “O projeto de lei também dá aos médicos a responsabilidade de avisar as mulheres que decidiram fazer um aborto que o procedimento pode causar infertilidade, morte ou afetar negativamente a saúde física e mental”.
A Rússia tem o índice mais elevado de abortos no mundo com 53 abortos por 1.000 mulheres entre as idades de 15 e 44, de acordo com estatísticas da ONU. O aborto é uma questão chave na forte diminuição da população da Rússia, que viu uma queda de 148,5 milhões em 1995 para 143 milhões hoje.
Belyakov disse que o índice de aborto da Rússia é “inaceitável”. As próprias estatísticas do país mostram que há 1.022 abortos realizados para cada 1.000 nascimentos. Os números oficiais mostram entre 1,6 e 1,7 milhões de abortos por ano, mas estimativas não oficiais os colocam em pelo menos 6 milhões por ano, 90 por cento dos quais são feitos, como na maioria dos países desenvolvidos, a pedido da mulher por razões “sociais”, não médicas.
Comentando acerca da crise de natalidade da Rússia, Larry Jacobs, da ONG Congresso Mundial de Famílias, disse: “Não é só a Rússia que está experimentando um inverno demográfico”.
“No mundo inteiro, os índices de natalidade diminuíram em mais de 50 por cento desde o final da década de 1960. No ano 2050, haverá 248 milhões a menos de crianças com menos de 5 anos no mundo do que há hoje. Essa escassez de nascimentos será um dos maiores desafios que a humanidade confrontará no século XXI”.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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29 de abril de 2011

Bispos franceses apoiam duas organizações de aborto na América Latina

Bispos franceses apoiam duas organizações de aborto na América Latina

FRANÇA, 18 de abril de 2011 (Notícias Pró-Família) — A hierarquia católica francesa está apoiando pelo menos duas organizações de aborto na América Latina por meio de sua agência internacional de desenvolvimento, conforme LifeSiteNews ficou sabendo.
O Comitê Católico contra a Fome e para o Desenvolvimento (Comité Catholique contre la Faim et pour le Developpement ou CCFD), que é sustentado em parte por dinheiro coletado em paróquias francesas durante a quaresma, está apoiando a organização feminista pró-aborto INDESO Mujer na Argentina, e também a organização pró-aborto Centro de Estudos Sociais e Culturais Antonio de Montesinos, de acordo com o site do CCFD.
As duas organizações foram desmascaradas por Jean-Pierre Moreau, autor do livro “Terrorismo Pastoral”, que critica a influência da Teologia da Libertação na França. Em seu blog com o mesmo nome, Moreau comenta que seu livro anterior, “Igreja e Subversão”, revelou em primeira mão organizações pró-aborto financiadas pelo CCFD em 1985, e acusa a organização de continuar a política. As recentes revelações inéditas de Moreau foram republicadas na blogosfera francesa em meio a pedidos para que o CCFD seja boicotado.
A própria investigação de LifeSiteNews verificou que, de acordo com o próprio site do CCFD, as organizações estão entre suas beneficiadas, e que ambas estão fortemente envolvidas em ativismo pró-aborto.

Ativismo pró-aborto na Argentina

INDESO Mujer, que significa Instituto de Estudos Legais e Sociais sobre Mulheres, vem sendo financiado por pelo menos vinte anos pelo CCFD, e recebe dinheiro para o “desenvolvimento de relações entre homens e mulheres para mais igualdade” (veja a lista oficial dos beneficiados do CCFD na página 5). O CCFD não registra o tamanho da doação para essa organização.
A primeira página do site de INDESO Mujer contém uma seção sobre “Direitos Sexuais e Reprodutivos” que inclui “o direito ao aborto seguro e legal”.
Na mesma página a organização também faz a defesa de posturas que são contrárias a outros aspectos da moralidade sexual sustentados pela Igreja Católica, inclusive “acesso à contracepção segura e eficaz” e uma grande variedade de “direitos” que inclui “prazer sexual, que inclui masturbação” e o direito à “livre associação sexual” com outros.
A página faz anúncio da participação de INDESO Mujer na 28ª Campanha Anual pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe, e oferece um livro online sobre “direitos sexuais e reprodutivos” que faz a defesa dos lemas “educação sexual para decidir, anticoncepcionais para se evitar o aborto e aborto legal para se evitar a morte” e “aborto legal, seguro e livre”. (pág. 21, 19 de pdf).
O mesmo manual afirma que as pessoas têm um direito às “relações sexuais independente da idade, estado civil ou modelo familiar” e um direito a uma “sexualidade prazerosa e recreativa independente da reprodução”. (pág. 24, 22 de pdf)
Além disso, a organização dá o link para uma edição de sua revista “La Chancleta”, que é dedicada à defesa dos “direitos sexuais e reprodutivos”, inclusive o aborto.
Moreau discute o apoio do CCFD ao INDESO Mujer num vídeo postado em seu blog, que pode ser encontrado aqui.

Ativismo pró-aborto no México

O CCFD também apoia a organização pró-aborto Centro de Estudos Sociais e Culturais Antonio de Montesinos (Centro de Estudios Sociales y Culturales Antonio de Montesinos) de acordo com sua lista oficial de beneficiados, página 7. O propósito do financiamento é também alistado como a promoção da “igualdade” entre homens e mulheres.
O Centro Montesinos é membro do Observatório Eclesial, uma organização que se opõe ao ensino da Igreja Católica sobre a vida humana e a família. Entre os membros do Observatório Eclesial estão também quatro outros grupos, inclusive “Católicas pelo Direito de Decidir”, uma organização denunciada várias vezes por bispos católicos por apoiar a legalização do aborto e distorcer o ensino da Igreja sobre o assunto.
O Observatório Eclesial faz pressões políticas e legais para que o aborto seja legalizado no México, e lançou um panfleto apoiando a legislação de aborto legal da Cidade do México em 2008, intitulado “Aborto: aspectos sociais, éticos e religiosos”, que denunciou a Igreja Católica por sua oposição ao aborto.
Na página 3, o panfleto diz que embora o aborto não seja bom em si, “o prosseguimento de uma gravidez não planejada ou indesejada, que muito provavelmente representa uma ameaça à vida física e mental da mulher, do casal, da família e até da sociedade, não pode também ser considerado desejável”.
“A oposição da hierarquia católica e de algumas associações civis à interrupção legal da gravidez, sem levar em consideração as circunstâncias, constitui falta de compreensão e falta de conhecimento atualizado sobre o assunto, e também falta de caridade e misericórdia”, o panfleto declara na página 15.
O nome do Centro Montesinos, junto com Católicas pelo Direito de Decidir, aparece na página 2.
LifeSiteNews verificou que o Centro é também signatário de um relatório pró-aborto que foi também assinado por grupos apoiados pela Organização Católica de Desenvolvimento e Paz (D&P) do Canadá: O Relatório das Organizações da Sociedade Civil sobre a Situação dos Direitos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais do México (1997-2006) (Informe de organizaciones de la sociedad civil sobre la situación de los derechos económicos, sociales, culturales y ambientales en Mexico).]
Conforme reportagens de LifeSiteNews do passado, o relatório declara que é “urgente e necessário que se façam avanços em todos os estados com o objetivo de ampliar a base dos abortos legais com o propósito de nivelá-los no pais inteiro” (página 189 do pdf, 188 do documento), e repete o mesmo sentimento na página 104 do documento. Na página 134 do documento há a defesa da realização de abortos em hospitais públicos. O Centro Antonio de Montesinos assinou o relatório como um “apresentador” em vez de meramente como um grupo que “apoia” o relatório.
Informações de contato:
CCFD-Terre Solidaire
4, rue Jean Lantier
75001 Paris
Tel : 01 44 82 80 00
Fax : 01 44 82 81 43
Email:
Monsenhor André Vingt-Trois, Arcebispo de Paris, Presidente da Conferência dos Bispos da França
communication@diocese-paris.net
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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Desarmamento: entrevista com Bene Barbosa

Desarmamento: entrevista com Bene Barbosa

Bruno Pontes
Imediatamente após a chacina de Realengo, o governo federal anunciou que antecipará a nova campanha em favor do desarmamento com o argumento de que uma população armada é uma população violenta. Contra essa tese trabalha o advogado paulista Bene Barbosa, presidente do Movimento Viva Brasil, associação empenhada em proteger o direito ao uso de armas para defesa da vida e da propriedade e que agora como em 2005 redobra os esforços para desmistificar a propaganda oficial.
Nesta entrevista, Bene salienta que "o Nordeste tem o menor número de armas legais, de acordo com a Polícia Federal, e hoje desponta como a região mais violenta do país" e que países como Inglaterra, Canadá e Portugal viram a criminalidade crescer após restringir o uso legal de armas. O advogado destaca também o exemplo da armada e pacata Suíça, que disse não ao desarmamento no referendo realizado em fevereiro passado, assim como fizeram os brasileiros no referendo de 2005, contra a vontade do governo.

Bruno Pontes - Como você avalia a retomada da campanha de desarmamento pelo governo?

Bene Barbosa - Totalmente oportunista e inescrupulosa. Utilizar a morte de crianças pelas mãos de um psicótico é jogar baixo demais. Todos eles sabem, e sabem muito bem, que não haveria lei capaz de deter um maníaco que passou meses se preparando. Há uma enorme desonestidade em tentar ligar a posse legal de armas com o que ocorreu.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirma que "uma população armada é uma população violenta". Essa alegação tem fundamento?

Não há nada que prove isso. Muito pelo contrário. O Nordeste, infelizmente, é um grande exemplo disso. Nesta região há o menor número de armas legais, de acordo com a Polícia Federal. Além disso, Sergipe, Alagoas e Paraíba foram os estados que mais entregaram armas nas campanhas de desarmamento. E hoje o Nordeste desponta como a região mais violenta do país, sendo que Alagoas é a campeã nacional de homicídios.

Exemplos internacionais são ainda mais abundantes. Os EUA possuem 270 milhões de armas nas mãos da população e são apenas 5 homicídios por 100 mil habitantes. O Brasil tem 4 milhões de armas legais e uma taxa de 27 homicídios por 100 mil habitantes. Outros exemplos dessa total falta de relação entre armas e violência são Suíça, Finlândia, França e até nossos vizinhos Argentina e Uruguai, mesmo tendo legislações que não impedem que um cidadão possua e até mesmo porte armas, inclusive de calibres considerados restritos no Brasil. Restritos para o cidadão, pois vemos diariamente os criminosos armados com o que há de mais moderno.

O Estatuto do Desarmamento trouxe algum benefício para o país?

Que me perdoem a ironia em assunto tão sério, mas só se for mais segurança para os criminosos que hoje invadem casas, empresas, sítios com muito mais segurança de que não encontrarão ali alguém não só disposto a enfrentá-los como devidamente armado para isso. O governo não tem moral para se colocar como monopolista da coragem. Defender ou não a minha vida, o meu patrimônio e principalmente a minha família é uma decisão consciente minha e, repito, não aceito que o governo exija a minha rendição perante os criminosos.

O governo afirma que o número de homicídios em alguns estados, como São Paulo, caiu por causa do Estatuto do Desarmamento. Essa relação de causa e efeito faz sentido?

Isso é uma enorme mentira. O chamado Estatuto do Desarmamento foi aplicado igualmente em todos os estados, uma vez que é uma lei federal. Aliás, em alguns estados, por decisão das superintendências da Polícia Federal, o direito de comprar uma arma legalmente está sendo cerceado. Em um levantamento feito pelo Movimento Viva Brasil, após recebermos várias denúncias de cidadãos que não estão tendo o seu direito respeitado, constatamos que Pernambuco, Acre, Rondônia, entre outros, nem sequer autorizam a compra de armas legais. O que fez a diferença em São Paulo é uma política de segurança pública continuada com o investimento de bilhões nos últimos anos, o que resultou na aplicação da lei penal. Hoje São Paulo tem 40% de todos os presos do Brasil. São Paulo mostrou o caminho contra o crime, que é diminuir a impunidade.

Com a queda expressiva em São Paulo tivemos um reflexo direto na média nacional, o que em um primeiro momento leva a crer que houve uma queda, porém com a divulgação dos homicídios de 2008, o Brasil volta a ter mais de 50 mil homicídios, assim voltando a ter os mesmos índices de antes do desarmamento.

Apesar da pressão do governo e de ONGs, os brasileiros rejeitaram o desarmamento no referendo de 2005, mas os esforços para retirar as armas da população continuam. Quem financia essa campanha e com quais interesses? Há financiamento do exterior?

Basicamente são financiadas pelo próprio governo, com o dinheiro de nossos impostos e de ONGs internacionais, como por exemplo a Fundação Ford. Os interesses realmente não são claros, há uma cortina de fumaça sob a égide da segurança pública.

O novo ministro do STF, Luiz Fux, fez uma declaração surpreendente: para ele, o governo deveria simplesmente entrar na casa das pessoas e tomar as armas.

Uma declaração desta já preocuparia se fosse dita por qualquer pessoa; quando vem de alguém que foi escolhido para defender o Estado de Direito, é assustador e pode apontar para o caminho de um Estado Policial, onde nenhuma liberdade individual será respeitada em um futuro próximo.

O ministro precisa relembrar o passado de seu povo. Os judeus foram desarmados na Alemanha nazista e todos sabemos o que aconteceu. Há inclusive em nosso site a tradução de um artigo sobre o assunto: (http://www.mvb.org.br/campanhas/desarmamentonazista.php)

Há casos de países que tenham se desarmado e visto a criminalidade aumentar?

Vários! Inglaterra, Austrália, Portugal, Canadá e França, entre outros, adotaram sérias restrições às armas legais e tiveram crescimento da criminalidade. Vários deles já começam a rever essa legislação, tornando-a menos restritiva. Portugal e França são dois exemplos disso. O Brasil, por outro lado, continua aplicando a mesma fórmula esperando ter um resultado diferente. Isso não acontecerá e eles sabem disso.

Em fevereiro passado a Suíça rejeitou a proposta de desarmamento. O Brasil tem o que aprender com o caso suíço?

A lição mais importante do referendo na Suíça, que também disse não ao desarmamento, foi simplesmente ignorada pela maioria da imprensa nacional e é que desarmamento não tem nenhuma relação com a criminalidade! Ou será que alguém ousa dizer que a Suíça é um país violento que precisa ser desarmado? Os mesmos patrocinadores do desarmamento de lá atuaram aqui. Aqui era para diminuir os homicídios; e na Suíça? Qual a desculpa? Exatamente o inverso. Diziam os desarmamentistas lá que já que não havia criminalidade, não havia motivo para se ter armas. Eles adequam suas falácias de acordo com o seu público. Isso mostra a desonestidade dos argumentos.

Como nasceu sua militância contra o desarmamento e o Movimento Viva Brasil?

Eu pessoalmente comecei a me interessar pelo assunto lá pelo ano de 1995, quando o então presidente Fernando Henrique introduziu a ideia de desarmamento no Brasil nos moldes propostos pela ONU. Em 2003, com a aprovação do ineficaz Estatuto do Desarmamento e a proximidade do referendo de 2005, percebemos que precisávamos de algo mais profissional e então fundamos o Movimento Viva Brasil. Lembrando que embora sejamos uma ONG não contamos com dinheiro público e nem com isenção fiscal como contam as ONGs desarmamentistas. Isso foi uma escolha exatamente para mantermos a nossa independência de atuação. Afinal, quem paga, manda.

Hoje nossa principal atuação é ser a voz contra o discurso "politicamente correto" do desarmamento e em defesa da liberdade individual. Não aceitamos um Estado que nos trata como crianças. Que a todo momento tenta impor aquilo que acredita ser melhor. Lembrando que impor o bem é uma das piores formas de se promover o mal. E podem acreditar, o desarmamento não tem absolutamente nada de bom.

Fonte: Mídia Sem Máscara
Divulgação: www.juliosevero.com

Pastor acusado depois de ajudar ex-lésbica a fugir dos EUA com filha

Pastor acusado depois de ajudar ex-lésbica a fugir dos EUA com filha

28 de abril de 2011 (Notícias Pró-Família) — Um pastor evangélico foi acusado no estado americano de Vermont de dar assistência num rapto internacional por alegadamente ajudar a ex-lésbica Lisa Miller a escapar dos EUA com sua filha Isabella.
Lisa Miller e sua filha biológica Isabella
Lisa e Isabella, de nove anos, desapareceram em janeiro de 2010 depois de uma disputa de custódia com Janet Jenkins, a ex-parceira homossexual de Lisa, com quem ela havia entrado num “casamento” de mesmo sexo em Vermont.
Timothy David Miller, pastor menonita Amish, foi acusado na segunda-feira depois que o FBI encontrou evidências de que ele havia arrumado os voos para Lisa e Isabella irem para a Nicarágua. O Pr. Timothy, que vive em Crossville, Tennessee, não tem nenhum parentesco com Lisa.
Ele está sendo acusado de “ajudar na remoção de uma criança dos Estados Unidos… com a intenção de obstruir o exercício legal do direto do ‘pai’”.
O FBI descobriu mensagens de e-mails para amigos e familiares em que o Pr. Miller discutia o voo, e também encontraram evidências de que as passagens de avião foram compradas com o cartão de crédito da sogra dele.
Ele pagou uma fiança de 25.000 dólares e foi solto sob a custódia de um amigo. Ele está marcado para aparecer de novo no tribunal em 10 de maio.
Lisa, que deixou Janet em 2003 e se converteu ao Cristianismo, se tornando evangélica, concebeu Isabella por meio de inseminação artificial. A menina nunca foi adotada por Janet.
Apesar disso, um juiz de Vermont declarou que Janet era um “pai” para Isabella e exigiu que Lisa Miller desse permissão para Janet passar dias com a menina sozinha.
Mas depois que Isabella mostrou sinais de trauma emocional após as visitas, Lisa se recusou a permitir outros contatos com Janet.
No final, depois de várias visitas não cumpridas, Richard Cohen, juiz de Vermont, transferiu a custódia para Janet em novembro de 2009, compelindo Lisa a fugir dos EUA.
Em novembro, o Supremo Tribunal dos EUA rejeitou o pedido de Lisa por um recurso depois que o Supremo Tribunal de Vermont sustentou a decisão judicial original.
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Lésbica Janet Jenkins começa campanha na mídia para ganhar a custódia da filha de ex-parceira
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Juiz dá a Miller 30 dias para transferir filha para ex-amante lésbica ou enfrentar prisão
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Aceita a ordem de transferência de menina para lésbica que não tem nenhum parentesco com ela — advogados recorrem
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Ex-lésbica Lisa Miller “desaparece” antes da data final imposta por tribunal para ela entregar filha a ex-amante
http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2010/01/ex-lesbica-lisa-miller-desaparece-antes.html
Lisa Miller recebe ordem de entregar custódia da filha para ex-amante lésbica
http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2009/12/lisa-miller-recebe-ordem-de-entregar.html
Lisa Miller ameaçada com perda de custódia se não entregar a própria filha para ex-amante lésbica
http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2009/09/lisa-miller-ameacada-com-perda-de.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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Artigo relacionado no Blog Julio Severo:

28 de abril de 2011

Pastor sofre perseguição por ajudar mãe e filha a escaparem da insanidade estatal pró-homossexualismo

Pastor sofre perseguição por ajudar mãe e filha a escaparem da insanidade estatal pró-homossexualismo

Julio Severo
O Pr. Timothy David Miller, de 34 anos, teve de pagar fiança de 25 mil dólares para aguardar seu julgamento em liberdade. O crime dele? Ele ajudou Lisa Miller e sua filha de 9 anos a fugir dos Estados Unidos. Com a colaboração de vários contatos missionários, o Pr. Timothy pôde garantir a segura saída de mãe e filha para um país da América Central. Se for condenado, o pastor irá para a cadeia.
Lisa Miller e sua filha Isabella
O caso de Lisa Miller coloca em destaque como o poder estatal está agora a serviço do movimento gay e contra a família.
Anos atrás, Lisa se “casou” com a lésbica Janet Jenkins, tendo uma filha por inseminação artificial. Jenkins não teve nenhuma participação biológica, enquanto Miller foi a real mãe da menina.
Contudo, depois de anos de brigas e um relacionamento tempestuoso, Lisa aceita Jesus e resolve deixar o “casamento”. Janet, furiosa, exige a custódia da menina. A mãe tenta uma apaziguação, deixando, por pressão de um tribunal, a lésbica ficar com a menina durante um dia por semana. A menina voltava das visitas com vontade de se matar, contando como era obrigada a tomar banho nua com a lésbica.
Ao rejeitar enviar a filha para outras visitas, Lisa foi intimada a entregar a criança em custódia total para sua ex-parceira lésbica. Sob essa ameaça, Lisa se escondeu e o Pr. Timothy David Miller e outros missionários criaram uma rede para possibilitar a espetacular fuga dos Estados Unidos.
Entretanto, muito diferente de Lisa Miller, que conta apenas com a ajuda de alguns cristãos de bom coração, Janet Jenkins tem o apoio de poderosos grupos homossexuais, que contam com um favor formidável do governo dos Estados Unidos.
Com a pressão de grupos homossexuais e esquerdistas, o FBI, que é a polícia federal dos EUA, foi acionado. Agora, uma mãe e sua filha estão sendo brutalmente caçadas por um Estado a serviço da ideologia gay. O caso da menina está sendo oficialmente tratado pelo governo dos EUA como sequestro, colocando a própria mãe como criminosa, enquanto a imprensa está colocando a lésbica no pedestal.
Será que a polícia federal americana está tão ociosa, sem nenhum terrorista ou outro perigoso criminoso para caçar, que lhe sobre tanto tempo para ir atrás de uma mãe e sua menina?
Nesse cenário digno de uma Alemanha nazista ou União Soviética, a mãe verdadeira ficará atrás das grades e o Estado entregará a menina diretamente nos braços da lésbica.
Na Alemanha nazista, os judeus eram caçados por um brutal e injusto sistema estatal, mas uns poucos cristãos, arriscando o próprio pescoço, ousavam esconder e proteger judeus.
O comportamento do Pr. Timothy David Miller, que faz parte da tradição cristã de ajudar os oprimidos contra os opressores, se enquadra agora como conduta criminal para um Estado a serviço dos caprichos de militantes obcecados com a sodomia.
Anos atrás, ser cristão era só uma questão de abrir a boca e mencionar. Ser cristão agora, cada vez mais, será motivo de prisão, se tivermos a intenção de praticar o verdadeiro Cristianismo, que defende e esconde os oprimidos, mesmo quando os opressores rugem e ameaçam com todo o poder que têm.

David Wilkerson: um homem de fé partiu para o Reino eterno

David Wilkerson: um homem de fé partiu para o Reino eterno

Julio Severo
Morreu em acidente de carro, aos 79 anos, o Rev. David Wilkerson, em 27 de abril de 2011, perto de Dallas, Texas.
Rev. David Wilkerson
Wilkerson, um pastor da Assembleia de Deus, ficou conhecido pelo livro e filme A Cruz e o Punhal (estrelado por Pat Boone e Erik Estrada), que retratam como Deus o chamou para ajudar jovens de gangues e envolvidos em drogas e crimes no começo da década de 1960. Naquela época, o governo estava fracassando em seus esforços terapêuticos para lidar com o problema avassalador da delinquência juvenil e uso de drogas. Mesmo contando com todos os recursos financeiros disponíveis (fornecidos diretamente do bolso dos cidadãos que pagam impostos), os programas governamentais de reabilitação se mostravam um fracasso.
Mas Deus não mudou o cenário dando graça e poder a um governo financeiramente bem equipado. Deus deu graça e poder para um pastor do interior financeiramente desequipado. Movido apenas pelo amor de Jesus Cristo e o chamado do Espírito Santo, o Rev. Wilkerson saiu às ruas mais perigosas de Nova Iorque para pregar o Evangelho do Deus que resgata, perdoa e salva.
Movida pela fé que Deus lhe deu, ele começou a ajudar na recuperação de jovens viciados e prostituídos, não com um exército gordamente assalariado de psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais estatais. Sua ferramenta principal era a Palavra de Deus e conduzir os jovens à experiência do batismo no Espírito Santo.
O Espírito Santo, conforme a Bíblia, conduz a toda a verdade. Sob os cuidados de Wilkerson e pastores auxiliares, os jovens estavam recebendo o batismo no Espírito Santo, falando em línguas, recebendo vários dons sobrenaturais, inclusive profecia.
Pessoas das ruas experimentavam o poder do Espírito Santo e eram transformadas, sendo libertas das drogas, crimes, prostituição, homossexualismo, etc. O elevado índice de recuperação desses jovens atraiu a atenção da mídia, governo e igrejas.
Mais tarde, quando foi lançado o livro A Cruz e o Punhal, cristãos de todas as denominações que leram o testemunho começaram a ter sede das mesmas experiências pentecostais. Luteranos, anglicanos, batistas e até católicos,  ansiando a mesma plenitude do Espírito relatada no livro, começaram a falar em línguas, ter sonhos sobrenaturais, expulsar demônios, curar os enfermos e pregar o Evangelho com um poder e ousadia que nunca tiveram em seu Cristianismo tradicionalista.
O exemplo do ministério de Wilkerson inspirou também o nascimento de centros de recuperação de jovens drogados no mundo inteiro — na base da abertura ao Senhor Jesus.
Eu próprio fiquei impactado com A Cruz e o Punhal. Em 1985, fiquei impressionado também com a visão profética que Wilkerson teve, onde ele revelava que a Grande Babilônia são os EUA. Parecia uma palavra profética grande demais, mas vindo de alguém que tinha autoridade espiritual para dizer, valia a pena considerar.
Meu coração se entristece com a partida de Wilkerson, mas se alegra com o poderoso testemunho que ele deixou. Deus o usou para praticamente dizer ao mundo:
O governo não é a resposta para resgatar, curar, libertar e reabilitar jovens nas drogas, crimes, prostituição e homossexualismo.
O Espírito Santo é a única resposta.
O Espírito Santo é também a única resposta para cristãos que vivem um cristianismo que não cura, liberta e salva os pecadores.
A morte de Wilkerson é mais um lembrete de que não estamos aqui para ficar para sempre. Vivemos neste mundo para glorificar o Senhor Jesus. Por isso, cada um na diferença de seu chamado sob o poder e na plenitude do Espírito Santo, devemos deixar um testemunho que faça diferença profética.
Bendito seja Deus pelo testemunho do Rev. David Wilkerson. Que outros possam ser levantados para ajudar os jovens e as igrejas a conhecerem as profundidades do Espírito Santo.
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O estranho em nosso lar

O estranho em nosso lar

De vez em quando, vale a pena republicar aqueles e-mails anônimos que recebemos…
Quando eu estava crescendo, nunca questionei seu lugar na minha família. Em minha mente de menino, ele tinha um lugar especial. Meus pais eram instrutores complementares: mamãe me ensinava a fazer a diferença entre o bem e o mal, e papai me ensinava a obedecer. Mas o estranho… ele era um contador de estórias. Ele nos mantinha fascinados por horas sem fim com aventuras, mistérios e comédias.
Às vezes, mamãe se levantava silenciosamente enquanto o resto de nós ficava pedindo para falar baixo uns para os outros para que pudéssemos dar atenção ao que ele tinha a dizer, e ela iria para a cozinha para ter um lugar de paz e quietude. (Fico imaginando agora se ela ia ali às vezes para orar para que o estranho fosse embora.)
Papai governava nosso lar com certas convicções morais, mas o estranho nunca se sentia na obrigação de honrá-las. Palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nosso lar — nem a partir de nós, nem de nossos amigos e nem de nenhum visitante. Mas nosso visitante de longa data escapava impune com palavras feias que me ardiam nos ouvidos e faziam meu pai se torcer e minha mãe corar de vergonha. Meu pai não me dava permissão de usar álcool, mas o estranho nos incentivava a prová-lo numa base regular. Ele fazia os cigarros parecerem bacanas, os charutos masculinos e os cachimbos distintos. Ele conversava com liberdade (excessiva liberdade!) sobre sexo. Seus comentários eram às vezes descarados, às vezes insinuantes e geralmente de dar vergonha.
Hoje sei que meus primeiros conceitos sobre relacionamentos foram fortemente influenciados pelo estranho. Frequentemente, ele se opunha aos valores dos meus pais, mas raramente era repreendido… E ninguém NUNCA lhe ordenou ir embora.
Mais de cinquenta anos se passaram desde que o estranho foi viver com nossa família. Ele se adaptou na mesma hora, mas não é praticamente tão fascinante quanto era antes. Contudo, se você pudesse entrar na casa dos meus pais hoje, você ainda o veria sentado no canto, esperando que alguém lhe dê atenção e assista-o mostrar seus quadros.
O nome dele?…
Nós o chamamos simplesmente de “TV”.
Ele tem uma esposa agora… Nós a chamamos “Computador”.
Seu filho é o “telefone celular”.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/blog/the-stranger-in-our-home
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27 de abril de 2011

Adolescentes inglesas são campeãs em bebedeiras, que contribuem para gravidezes inesperadas

Adolescentes inglesas são campeãs em bebedeiras, que contribuem para gravidezes inesperadas

LONDRES, Inglaterra, 26 de abril de 2011 (Notícias Pró-Família) — Um relatório feito pelo instituto inglês Demos, de tendência esquerdista, revelou que a cultura de bebedeira entre as adolescentes da Inglaterra é a pior do mundo ocidental. O relatório indica que o elevado índice de bebedeira vem contribuindo para os índices extremamente elevados da Inglaterra na área de atividade sexual fora do casamento e consequentes gravidezes inesperadas.
A percentagem de jovens inglesas de 16 a 24 anos que confessam o problema de bebedeira — definido como pelo menos seis tragos tomados sucessivamente — se elevou de 17 para 27 por cento nos dez anos passados.
“As adolescentes britânicas experimentam os piores índices de bebedeira, piores níveis de inatividade física e incidências mais frequentes de gravidez na adolescência do que suas colegas europeias”, disse o relatório.
De acordo com o relatório, “mais de uma de cada dez (11 por cento) [das adolescentes] disseram que haviam feito sexo sem camisinha e a mesma proporção (11 por cento) disse que havia feito sexo que mais tarde lamentou”, enquanto estavam bêbadas.
Os ministros governamentais que comentaram sobre as descobertas do relatório apontaram para o fato de que o período de tempo do aumento coincidiu diretamente com o relaxamento das leis de licença [de uso de álcool] provocado durante o governo trabalhista de Tony Blair. Muitos ingleses estão condenando publicamente a cultura de beber 24 horas por dia que, dizem alguns, está contribuindo para o aumento do índice de criminalidade e desordem social.
O relatório, intitulado “Olhando através do espelho: a autoestima das adolescentes é mais que superficial”, também revelou que as adolescentes da Inglaterra estão significativamente menos felizes do que os adolescentes do sexo masculino. “O dobro de meninas adolescentes, em comparação com rapazes adolescentes, sofre de ‘angústia na adolescência”, o relatório disse.
O relatório fez referências a vários estudos de diversas fontes com foco no “impacto do mundo comercial no bem-estar das crianças… na sexualização dos jovens… na segurança das crianças num mundo digital… e na comercialização e sexualização da infância”.
As adolescentes são menos felizes do que eram no ano passado, e essa infelicidade aumenta nos níveis socioeconômicos mais baixos. O estudo mostrou que as adolescentes “escolhem passar tempo com amigos em vez de com a família” e que elas “valorizam o telefone em sua mochila e os computadores em seu quarto mais do que qualquer outra coisa mais”.
A Inglaterra ocupa a classificação mais baixa no índice global do UNICEF da “sensação de bem-estar” dos jovens. O relatório disse que embora os adolescentes da Inglaterra “pudessem parecer felizes, há fortes bases para julgá-los como os adolescentes menos felizes no mundo desenvolvido”.
Uma proporção significativamente mais elevada de entrevistadas do sexo feminino, em comparação com os entrevistados do sexo masculino, também disse que estavam preocupadas com seu futuro emprego e sentiam-se ‘sempre estressadas’, com sua felicidade diminuindo à medida que vão ficando mais velhas.
Para ajudar, o relatório do Demos recomendou mais intervenção do governo na vida das famílias, inclusive os programas de trabalho social do “Início Certeiro” para crianças em idade pré-escolar, com base no “princípio do universalismo progressista” para o Estado assistencialista.
“O último governo trabalhista (1997–2010) estava muito ativo no desenvolvimento e discussão de uma política de juventude de orientação intervencionista… os ministros estavam seguros de que o Estado tem um papel ativo na provisão de serviços e na garantia das devidas intervenções quando a educação das crianças em casa sai errada”, disse o relatório.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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Celebrem os vivos, mas chorem pelos mortos

Celebrem os vivos, mas chorem pelos mortos

Coautora: Colin Mason
20 de abril de 2011 (pop.org/Notícias Pró-Família) — Os meios de comunicação estão alvoroçados com os números da humanidade. Em algum momento durante a parte final deste ano ou começo do próximo ano — a data exata está ainda um pouco vaga — haverá, pela primeira vez na história, 7 bilhões de pessoas vivas no planeta ao mesmo tempo.
Especialistas esquerdistas já estão, com o maior estardalhaço, escrevendo sobre esse assunto em todas as partes. A revista National Geographic está aproveitando o ano inteiro para denunciar esse aumento nos números, provocando uma reação em cadeia de inúmeros artigos, vídeos dissimulados e fotos arranjadas avisando acerca dos desastres da “explosão populacional” que supostamente nos aguardam.
Outras organizações estão agindo na base do puro pânico também. Participantes de uma mesa-redonda na Associação Americana para o Avanço da Ciência, abandonando a objetividade científica em favor de uma ciência fajuta, reclamaram do crescimento exponencial da população e seus efeitos no meio-ambiente. Horas depois dessa reunião, a internet estava pegando fogo com manchetes assustadoras. O Yahoo News nos avisou que o “Planeta poderá ficar ‘irreconhecível’ em 2050”. O jornal iraniano Teheran Times gritou “Será que a humanidade conseguirá sobreviver com uma população de mais de 10 bilhões de pessoas?” (Que o Irã, graças a uma campanha nacional de esterilização organizada pelos aiatolás, esteja hoje tendo muito poucos filhos para manter a atual população parece ter escapado à atenção do jornal.)
No Instituto de Pesquisa de População, temos uma reação diferente para o bebê que marcará a passagem para sete bilhões de pessoas. Embora a população mundial tenha dobrado e então dobrado de novo no século passado, mais pessoas significam mais prosperidade. Os seres humanos estão atualmente mais ricos, mais saudáveis e mais instruídos do que nunca. A percentagem de pessoas aprisionadas na pobreza continua a diminuir.
Aliás, o que nos preocupa não é um futuro com excesso de filhos, mas com escassez. Os índices de natalidade em todos os continentes estão caindo. O fato é que os números nunca mais ficarão o dobro de novo, e é muito improvável que cheguemos mesmo a passar os 8 bilhões.
Se não fosse pelo aborto legalizado, é claro, já estaríamos em 8 bilhões. Pior do que alguma tribo primitiva, nós que nos consideramos modernos criamos o hábito de matar nossos filhos, e estamos fazendo essa matança num índice alarmante. De acordo com o relatório mais recente do Instituto Alan Guttmacher, há 42 milhões de abortos provocados no mundo inteiro a cada ano.
O relatório de 2011 desse instituto que está ligado à Federação de Planejamento Familiar também declara que o número de abortos foi ainda mais elevado no passado recente: “O número de abortos provocados diminuiu no mundo inteiro entre 1995 e 2003, dos aproximadamente 46 milhões para aproximadamente 42 milhões. Cerca de uma de cada cinco gravidezes no mundo inteiro acaba em aborto provocado”.
Nós realmente não sabemos quanta credibilidade dar a esses números. Afinal, o Instituto Guttmacher não tem nenhum meio de obter estatísticas exatas de muitos países com elevados índices de aborto. Só o governo chinês provavelmente realiza de 10 a 14 milhões de abortos por ano em suas mulheres. O total global real pode ser mais elevado do que 42 milhões.
Mas vamos presumir que o Instituto Guttmacher esteja correto em termos gerais e fazer alguns cálculos simples. Com 40 milhões de abortos por ano, levaria apenas 25 anos para eliminar 1 bilhão de bebês.
Considerando que o negócio do aborto realmente decolou por volta de 1960, provavelmente eliminamos quase o dobro desse número, ou dois bilhões de seres humanos em gestação.
Pense nisso. Durante os cinquenta anos passados, de forma silenciosa e sem fanfarra, em cidades e municípios comuns, em dezenas de países no mundo inteiro, talvez dois bilhões de bebês foram assassinados. Eles morreram sem que ninguém ficasse sabendo, muitas vezes sem que ninguém chorasse por eles, cujos assassinatos só são reconhecidos de vez em quando.
O século XX foi o mais violento em qualquer medida. Trinta e sete milhões de pessoas foram mortas na 1ª Guerra Mundial. Mais de 60 milhões pereceram na 2ª Guerra Mundial. Seis milhões de judeus e outros seis milhões de católicos morreram nos campos de concentração de Hitler. Vinte milhões morreram nas mãos das autoridades soviéticas. Sessenta e cinco milhões de chineses foram assassinados pelo Partido Comunista, enquanto quarenta e dois milhões mais morreram de fome durante o Grande Salto para Frente de Mao. E assim por diante.
Mas esses números ficam pequenos em comparação com o volume imenso de bebês que foram assassinados nesses últimos cinquenta anos.
No mínimo, esse número de abortos provocados é um acontecimento demográfico de proporções gigantescas. À medida que a raça humana celebra sua marca de 7 bilhões de membros neste outono, precisamos fazer uma pausa para nos lembrar do um ou dois bilhões que caíram — e ainda estão caindo — vítimas das facas cirúrgicas dos médicos aborteiros.
Que eles descansem em paz.
Este artigo foi publicado com a permissão de pop.org
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Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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